sexta-feira, 18 de maio de 2012

História do Espiritismo


Historia do Espiritismo para conhecimento dos amigos Espiritas e da Sociedade Espirita Casa Do Caminho.

JONATHAN KOONS E A SUA MULHER ABIGAIL  
(FOTO DE 1843) 
O GRANDE MÉDIUM AMERICANO ESQUECIDO 
O PIONEIRO DA DOUTRINA ESPÍRITA 

Trechos da obra: 

Jonathan Koons era proprietário de uma modesta mas próspera granja, situada num distrito montanhoso (Monte Nebo) do Condado de Athens, no Ohio, a 72 milhas de Columbus, a capital do Estado. Era pai de oito filhos e, até o começo do ano de 1852, a sua tranqüila existência decorrera absorvido inteiramente pelos seus deveres de pai e pelos cuidados da sua granja. No ponto de vista de religião, a sua mentalidade, essencialmente submetida à razão, se tinha revoltado cedo contra a imposição, pela fé de certos dogmas ultrapassados e absurdos e, oscilando de uma revolta à outra, caíra finalmente em um ateísmo absoluto. 

Monte Nebo 

Entrementes, as famosas manifestações mediúnicas de Hydesville se tinham produzido graças à mediunidade das irmãs Fox e várias famílias dos arredores haviam organizado “círculos de experimentação” com o fim de obter manifestações análogas. 

Uma família amiga de Koons havia tentado, por sua vez, a empresa, com bons resultados, e, certa noite, Koons deixou-se arrastar a uma dessas sessões. As manifestações às quais assistiu não foram de grande importância, mas ele voltou a casa com a convicção de que as batidas (raps), de natureza inteligente, que ouvira não eram obra da ingênua mocinha que desempenhava a função de médium. 

Convidado para ir a outros “círculos”, ficou surpreso ao ouvir repetir por todas as personalidades mediúnicas que ele, Koons, possuía faculdades mediúnicas. A experiência teve um êxito de modo a autorizar toda a esperança, e mais do que isso, de acordo com as declarações das entidades comunicantes, verificou-se que um dos filhos de Koons, chamado Nahum, de 18 anos de idade, caía em transe, escrevia automaticamente e falava por inspiração. 

Jonathan Koons e o seu filho Nahum em 1843 

Eis em que termos se exprimiu o próprio Jonathan Koons a respeito das suas primeiras experiências: 

“Obtivemos as manifestações mais notáveis e de maior força que se produziram em todo o distrito, apesar do que, no que me dizia respeito, não chegava a convencer-me de que essas manifestações eram obras de “espíritos desencarnados”, continuando a atribuí-las à “eletricidade” e à “biologia”. Não podia adaptar-me à idéia da sobrevivência da alma. Reconhecia que certas manifestações eram maravilhosas, admitia não poder explicá-las, concordava em que entre elas havia algumas muito belas e elevadas, mas permanecia, assim mesmo, atormentado pelas dúvidas e seguia céptico, ao passo que a minha família e os meus amigos se pasmavam, ao contrário, de admiração, diante das comunicações angélicas que havíamos obtido. 

Certo dia, finalmente, por meio da mediunidade de meu filho, as personalidades mediúnicas me disseram para construir, no jardim, um quarto de madeira, destinado exclusivamente às experiências, assim como uma mesa especial, tudo conforme planos e desenhos que me forneceriam. Depois disso eu poderia obter todas as provas que desejava, de modo a convencer centenas de pessoas, cépticas como eu, a respeito da existência e da sobrevivência da alma. 

Decidido a ir ao fundo do mistério, pus-me à obra e construí, no jardim, uma sólida cabana de madeira, assim como a mesa, seguindo escrupulosamente os planos fornecidos. Depois disso, sempre conforme as instruções recebidas, coloquei papel e lápis sobre a mesa; fechei à chave o quarto, cuja porta selei, depois do que me pus em guarda diante dela. Decorrido o tempo fixado, abri-a e entrei, quando então achei as folhas de papel cheias de uma longa mensagem a mim dirigida e que continha ensinos, conselhos, promessas encorajadoras, censuras amáveis ao meu cepticismo e ainda provas íntimas e eloqüentes que demonstravam que essa mensagem provinha de uma inteligência espiritual sábia e elevada. 

Prossegui, durante várias semanas, nessas experiências, reunindo um número considerável de comunicações obtidas no silêncio e o mistério de meu “quarto espírita”, sem a menor possibilidade de qualquer intervenção humana. Não é, pois, de surpreender que o meu inveterado cepticismo desaparecesse pouco a pouco e que as minhas perplexidades houvessem acabado por se transformar na certeza inabalável de que me achava nas mãos de uma falange de entidades espirituais sábias, poderosas e elevadas. Certo dia, os “invisíveis” ditaram uma lista de instrumentos de música e outros artigos que eu deveria procurar para colocar no quarto, de acordo com as instruções que me seriam dadas...” 

Violino utilizado durante as suas sessões espíritas 

É preciso acrescentar que o fenômeno da “escrita direta”, do qual se pôde ler a descrição, tornou-se, em seguida, o mais habitual nesse círculo de experimentadores e que a maior parte do tempo, quando ele se produzia, todas as pessoas podiam observar a mão espiritual, fosforescente, que grafava a mensagem com prodigiosa rapidez. 

Antes de prosseguir na exposição das outras manifestações obtidas no “círculo” de Koons, preciso dizer uma palavra sobre a natureza das personalidades mediúnicas graças às quais elas se produziram, explicações fornecidas por elas próprias relativamente às condições em que produziam os fenômenos e as posteriores instruções dadas para facilitar a sua realização. 

Os “espíritos-guias” forneceram a Koons, além disso, as instruções necessárias para a construção de uma “máquina espírita”, com o fim de detectar e localizar a aura magnética dos médiuns e assistentes, aura indispensável para a produção das manifestações espíritas. 

Registremos também que os “espíritos-guias” haviam fornecido a Koons uma receita para preparar uma solução fosforescente a ser colocada sobre a “mesa mediúnica” a fim de que as mãos materializadas pudessem mergulhar-se nela, tornando-se assim visíveis em todos os seus movimentos.

Antes de começar as suas novas manifestações objetivas, os “espíritos-guias” tiveram o cuidado de avisar que elas não tinham nenhum valor no ponto de vista da missão espiritual que lhes havia sido confiada, exceto como uma introdução necessária à missão mesma, que elas não estavam destinadas senão a impressionar os homens de maneira a abalar-lhes o cepticismo e a levá-los a refletir sobre os mistérios do ser. 

Ernesto Bozzano - O Espiritismo e as Manifestações Supranormais

Por David Chinaglia e Rodrigo Del Nery

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