quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O AMOR SEMPRE - Por Richard Simonetti




         O português João de Brito, ou São João de Brito (1647-1693), venerável vulto do Cristianismo, seguiu os caminhos de Paulo de Tarso. Foi grande divulgador da mensagem cristã na Ásia. Converteu multidões com sua bondade e dedicação aos valores do Evangelho.





         Morreu decapitado na cidade de Urgur, na Índia, onde pregava o Evangelho. Quando lhe comunicaram a execução, alegrou-se, porque iria morrer a serviço de Jesus. Expirou tranquilamente, rendendo graças a Deus pela honra de testemunhar sua crença.
         É consagrado como o patrono dos pioneiros, aqueles que desbravam horizontes, que enfrentam o desconhecido em favor do progresso humano.




         No livro Falando à Terra, psicografia de Francisco Cândido Xavier, edição FEB, há uma mensagem dele que transcrevo,  surpreendente e notável dissertação a respeito do Amor:

         O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos.
         Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.
         Palpita em todas as criaturas.
         Alimenta todas as ações.
         O ódio é o Amor que se envenena.
         A paixão é Amor que se incendeia.
         O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.
         O ciúme é o Amor que se dilacera.
         A revolta é o Amor que se transvia.
         O orgulho é o Amor que enlouquece.
         A discórdia é o Amor que divide.
         A vaidade é o Amor que se ilude.
         A avareza é o Amor que se encarcera.
         O vício é o Amor que se embrutece.
         A crueldade é o Amor que tiraniza.
         O fanatismo é o Amor que petrifica.
         A fraternidade é o Amor que se expande.
         A bondade é o Amor que se desenvolve.
         O carinho é o Amor que floresce.
         A dedicação é o Amor que se estende.
         O trabalho digno é o Amor que se aprimora.
         A experiência é o Amor que amadurece.
         A renúncia é o Amor que se ilumina.
         O sacrifício é o Amor que se santifica.
         O Amor é o clima do Universo.
         É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.
         Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.
         Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos.
         Com ele, tudo se aclara.
         Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.
         Em suma, o Bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no infinito, segundo os Propósitos Divinos.
         E o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

                                               ***



         Imaginemos o Amor como sendo a eletricidade do Universo, a mover os mundos e sustentar os seres.
         Podemos usá-la para o Bem ou para o mal, dependendo de como a transformamos, moldando-a, de conformidade com nossas tendências e impulsos.
         Se a represamos ou mal utilizamos, comprometemos nossa estabilidade e nos habilitamos a dolorosas experiências, como uma casa onde um curto-circuito na instalação elétrica provoca incêndio devastador.
         É de se ver se nossos males, nossas angústias, não serão a mera consequência do Amor transviado.


        Richard Simonetti, 81, é espírita, médium, escritor, autor de mais de 200 obras é considerado um dos grandes palestrantes e divulgadores do espiritismo de acordo a codificação de Allan Kardec, é colaborador deste Blog, escvreve em rede Nacional na Internet, é de Bauru SP, onde reside, e nos presenteia com textos de reflexões da vida, no Facebook mantém uma página Richard Simonetti, e recebe e-mails para falar com leitores pelo

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

A MORTE FÍSICA, PERDAS VIOLENTAS, A DOR DE UMA MÃE, COMO ACEITAR ? - Por David Chinaglia



Tenho recebido várias comunicações do Brasil e do Mundo sobre o tema, uma das pessoas que motivaram este texto para as senhoras mães e aos senhores, enfim ao leitor em especial,  nos fez pensar o porque a dificuldade que temos, sendo espíritas ou não, em aceitar perdas neste formato.

Deusa Samú, é psicologa e uma das maiores especialistas no Estado de São Paulo em perdas, em luto, em suas obras, e palestras parte do texto tirei das palestras dela que ouvi e também em minhas conversas com Nubor Orlando Facure, médico e espírita e que também escreve em nosso blog, relembrei momentos fantásticos da obra de Chico Xavier, em Uberaba, do qual ele participou durante 50 anos.
Me faz a história lembrar  a dor do médium que sempre buscava aliviar as mães, com notícias a respeito de seus filhos, sobretudo os que partiram de forma violenta, tipo acidente de carro ou aviação, ou mesmo assassinato por alguém direto da família, ou de terceiros, a partida de repente, como aceitar.

Só que médiuns como Chico Xavier já não existem mais, poucos são os que conseguem dar as respostas via psicografias de maneira correta e justa, no alívio em especial a uma mãe.

Sei que é fácil escrever ou mesmo pesquisar ou falar, sobre a temática, difícil é levar para quem passa pelo problema ou pela dificuldade de aceitação uma palavra sem explorar, sem impor sem querer ditar verdades, porque afinal para uma mãe, a perda de um filho é perda da vida estando em vida.

Conheci algumas e vi que o sorriso verdadeiro, a pureza se foram quando perderam suas filhas ou filhos desta forma acima citado.
O que precisamos aceitar é que para tudo existe um porque, para tudo isto que vemos e não entendemos vemos uma ação, mas, não devemos nos esquecer que é reação de algo feito no passado, as vezes na mesma encarnação, ou em outra.

Complexo para as mães aceitar isto, porque sempre irão perguntar porque isto, porque eu ? porque minha família, onde errei.
Não se trata de erro, trata-se de aceitação, do que não podemos mudar, é necessário primeiro estabelecer conhecimento.

Um filho, uma filha, a partir dos 07 anos de idade nos mantém como elo vivo, no planeta, e referência, seja ela moral, ou de caráter, ou de posicionamento.
Os hábitos de um filho em 95% dos casos de acordo especialistas nascem do próprio pai, da mãe, da casa que vivem, ou nos tempos atuais de mãe e padrasto, pai e madrasta.

O que leva ao Deus supremo permitir certas violências ?
Não se trata de Deus em especial, ou das forças superiores, mas, de um sistema desde que traçamos nossa evolução que ocorre, ou não dentro de um lar, de uma família, de nossas escolhas, de moral, de caráter perante a jornada de vida. 

Sei que não é fácil aceitar, para podermos a luz do esclarecimento dado por Kardec, pelas experiências de Chico Xavier no Brasil, pelo que estudamos, caminhar junto com as mães em especial para entendimentos básicos sobre mortes violentas de filho ou de filha, temos que nos focar no perdão.

Já vi e conheci, ou mantive contato com mães, que perderam filhos de 10, 25, 37, ou 50 anos, e nas circunstâncias que forem não importa a idade o maior reclamo, é porque assim, porque tão jovem., porque? porque ? porque.

Na foto ilustrativa desta matéria, trazemos relâmpagos e tempestade e depois um arco iris e a partida da tempestade, mesmo em casos complexos devemos, pensar que por mais difícil que pareça tudo passa, tudo se explica, e de tudo tiramos uma lição, e podemos ajudar a milhares de pessoas.



Em Uberaba, Chico Xavier trouxe através de suas psicografias, muita ajuda, muita informação, o que mais quer saber uma mãe de qualquer tipo de morte ? Se seu filho está bem.
Vejo também que a maioria é se as culpas dela foram perdoadas, e nas mortes violentas, as culpas se tornam um peso para a mãe ou pai encarnado, e para o Espírito que se foi, que permanece no elo enquanto houver o choro do lamento, a raiva e o ódio.

Primeiro é preciso deixar ir, deixar partir, entender o significado daquela perda, daquela dor, e ajustar, para um dia reencontrar porque não o mesmo espírito em situações benéficas a ambos, já com o resgate que todos os envolvidos feitos.
A morte assim dura, abrupta, na flor da idade, não é acaso, são raros, mesmos os casos de acidentes, e até para estes, existem técnicas que nos explicam que era necessário o curso da dor aguda, para entender e resgastar, e mais, aprender, muitas vezes a dor causada, digamos numa morte por assassinato violento, é para unificar uma família em torno de uma missão, as vezes pode sim separar e dividir e trazer mais ódio, criando um círculo sem fim.

Depois de Chico Xavier e durante a sua vida, outros médiuns se dedicaram a atender as mães e pais encarnados com suas perdas, alguns até se usurparam de dados e cometeram o pior crime desta doutrina, fraudaram sentimentos, mas, até nisto, existe uma lição e haverá sim uma punição a quem causar fraude numa comunicação espiritual, não é permitido a ninguém aliviar dores, mentindo, ou criando mais ódio, mais mágoa.

Me lembro de uma grande amiga do interior de São Paulo que teve seu filho assassinado, no dia do julgamento ela ia se encontrar com o homem que tirara a vida de seu filho, ela me ligou em prantos e me perguntou o que digo para este infeliz ?
Eu disse diga a ele, eu te perdoo.
O que ? dirão alguns, perdão porque não era seu filho.
Eu explico, primeiro que ela devia mesmo ter perdoado o dito bandido, não ia mudar nada a continuação do ódio, ele ainda sorriu na cara dela no momento da acareação, ou seja, ele era um caso perdido, o perdão, não era para ela um bálsamo, para que o filho no plano espiritual não sofresse mais com a violência da forma que foi tirado.
Porém o que nem esta mãe, nem eu, depois da experiência do telefone dela, e claro nem o filho que partiu, era o que um devia para o outro ?
O que a morte daquele filho propôs a família como um todo.? quantos iriam aprender com aquela morte, que rumos se dariam a tantas vidas, se olharmos assim achamos rapidamente a resposta, as vezes de um grande mal, temos várias boas situações que se seguem.

Hoje ela vive com seu outro filho, recuperada, perdoou o assassino, é espírita, formou outra família, e ajuda centenas de mãe com passaram ou passam pelo mesmo problema.
Pois os espíritos envolvidos, sobretudo os que partiram precisam de paz, para entender com o tempo o que será necessário, para que tal fato, nunca mais se repita.

E veremos milhares de caso que o espírita tem acesso, drogas, acidentes, tiro, enforcamento, carro, aviação, enfim,  o que precisamos é primeiro perdoar o agressor, segundo não dar ao espírito que deixou o planeta uma herança de choros, desgraças, e mais ódio que pode segui-lo na vida além da vida, e como disse criando um ciclo sem fim, é a partir do amor, da aceitação, do entendimento, que vamos ajudar as mães, os pais, e o que partiram, e toda a família envolvida, afinal muitos são afetados quando ocorrem casos assim e todos os dias, eles acontecem.

Outro dia na palestra da Deusa Samú, que publicamente disse, que perdera um filho, e que todos deveriam compreender a dor alheia, nestes casos, para que não viessem a passar a mesma coisa, pois o que mais causa a permanência dos fatos, é a indiferença.
Não seja indiferente a dor alheia, ou pode senti-la.

Precisamos consolar, sim, claro, mas precisamos dar um norte aos pais envolvidos,sobretudo as desesperadas mães, e se um deles for o causador, as demais partes envolvidas precisarão dar o perdão para poder também ajudar a si mesmo, e ao espírito retirado, isto nos casos de assassinato que aliás estão sendo mais comuns nestes tempos.

E Porque isto ?
Nos relatos de Allan Kardec, já naqueles tempos, o espírito da verdade, explicava que espíritos envolvidos em confrontos, rixas familiares, mortes por espada, tiros, voltariam para passar dores semelhantes as que causaram, e isto pode ser uma das explicações, porque muitas vezes por mais maravilhoso que seja na encarnação atual, o espírito na anterior se comportou de forma diferente.
Vale lembrar que o próprio Kardec foi esclarecido que isto não é uma regra, mas, uma referência, o fato é que perdas violentas geram muitas reflexões.


Dito isto, que as mães, os pais, envolvidos nesta situação passem primeiro pela lição do amor e sobretudo do perdão.

Se é possível ao gato dar amor a um cachorro, é possível na lição maior do perdão um homem e uma mulher se perdoarem, porque no fundo a raiz da situação pode estar na própria história dos pais, ou da família, e culpa nenhuma, suicídio nenhum levará a mãe ou o pai ao encontro de seu filho ou de sua filha, temos que aceitar o primeiro passo, perdão a si mesmo, o segundo e aos evolvidos.
Precisamos buscar entendimento, e não psicografias, elas virão sim, podem vir, mas, somente da evolução, isto não só Chico Xavier e seus mentores explicaram, como muitos outros, sobretudo Kardec, em seus relatos, o ódio levará a mais ódio, é preciso merecimento para o telefone tocar, o merecimento nos levará talvez, vejam bem as respostas que virão de uma carta de outra dimensão.

Precisamos entender como médiuns, como espíritas, como sofredores em busca de respostas com a morte que algumas coisas, só irão acontecer, vindas do plano da outra dimensão se tivermos merecimento.
A resposta a um pai, a uma mãe, virá, porém talvez ela esteja aqui, guardada dentro de seu próprio coração, e o filho ou f ilha que partiu só poderá ter sossego e paz, quando a mãe também o tiver.
Pode ser egoísta falar mais a mãe do que aos pais, é que geralmente são elas as que mais não conseguem superar a perda em qualquer forma, ainda mais a repentina ou jovem.
A morte é algo que todos teremos que enfrentar, cedo ou tarde, criou-se uma zona de conforto que o pai e a mãe devem morrer antes que isto é o normal, eu não vi isto escrito em nenhuma obra espírita que tenha razão e conhecimento doutrinário, a morte pode nos atingir a qualquer momento em qualquer idade, por isto, é importante passar por ela, com dignidade pessoal, para evolução de vida, de todos os envolvidos, enfim para todo o processo.


Eu gosto muito deste texto, o fato que as mães, tem que recomeçar como todos e fazer um novo final, aquela dor ficará, mas, o que a dor em si, a perda em si deu de ensinamento naquilo que Jesus propôs a todos nós : "amar ao próximo como a ti mesmo, e a Deus acima de todas as coisas", uma das formas mais claras de amor é a da aceitação as dores da perda.
Não posso mensurar sua dor, nem quero, apenas quero lhe levar um alívio, igual a você existem milhares de sofredores Brasil e Mundo afora, faça algo, para alertar, educar, ajudar a si mesmo, trabalhando com a dor alheia, até para entender a sua melhor.


                                      


Sim é legítimo procurar notícias, mas, você está pronta para receber as noticias ? está preparada para ouvir ou a resposta está em seu coração ?
Tenho visto muita fraude em psicografias, pessoas que tentam dar alívios e criam fatos que nunca foram do espírito que partiu, foram dados doados na hora da dor por alguém e usado para sob pretexto de ajudar, e se ajudar, falar coisas que nem serias permitidas.
Primeiro temos que ter referências de quem é o médium, seu trabalho, sua proposta, no entanto o quesito básico antes de sair a procura de uma carta é saber dentro de nós para que ? o que vai mudar, a quem vai ajudar, culpas não ajudam, a ninguém dos que ficaram e terão que enfrentar os fatos até o fim de seus dias, então antes de um lenitivo, que tal estudar o Livro Dos Espíritos de Kardec ? entender o processo de quem somos nós, porque estamos aqui, de ler e se acalmar em o Evangelho Segundo O Espiritismo, de entender em o após ler os dois, o que os espíritos vem fazer como vemos em o Céu e o Inferno.
Feito isto, podem procurar uma casa séria, um médium comprometido, e de posse do perdão, e do amor em vossos corações, buscar uma noticia, e se assim for permitido, e confirmado por ti, e suas memórias aquelas palavras do espírito se vierem, acalmar-se com a verdade.





O espírito que partiu se jovem já perdoou seu agressor, porque agora já sabe o porque de tudo que ocorreu, basta a ele o vosso sossego, e ele só virá se primeiro aceitar que nada pode fazer para mudar, perdoar como já disse, e caminhar, buscando ajuda para si, com uma ajuda a terceiros, era por isto que Chico Xavier, antes dele Allan Kardec e seus médiuns lutaram, dar informações, corretas, aos que sofrem com a morte física, perdas violentas, a dor de uma mãe, e acreditem o Universo, e o plano espiritual tem um sistema justo, nada passará pelos espíritos orientadores, ou como queira por Deus, não cabe a ninguém aplacar justiça, até porque a da Terra pertence ao homem e a mulher, a justiça da criação, bem esta virá cedo ou tarde, e você nada poderá fazer.

Caminhemos juntos na fé, em Deus, com a espiritualidade amiga, para nos melhorar, busquemos no sermão na Montanha, nosso lenitivo para nossa vida, e lembre-se carregar um luto eterno será repetir várias e várias vezes um mesmo momento de dor, e aprisionar você e o espírito que partiu atrasando todo o processo.
Acalma-te.....confie, a resposta que busca virá, desde que encontre em seu coração a maior de todas que é o seu porque.

que a paz da vida esteja em seu coração.



David Chinaglia, 57, é espírita, pesquisador, editor deste blog, palestrante e segue o espiritismo conforme a codificação de Allan Kardec, recebe e-mails pelo davidchinaglia@gmail.com e possue página no Facebook como David Chinaglia e no twitter @DavidChinaglia.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

NEM SEMPRE O SILÊNCIO É UMA PRECE - Por Roosevelt A. Tiago







É comum encontrarmos nas Casas Espíritas a indicação, por meio de placas e cartazes, de que “O silêncio é uma prece”, porém, sem discordar da importância do silêncio, muitas vezes, mesmo no silêncio, podemos estar na mais profunda angústia ou perturbação, embora estejamos quietos.

Mesmo no habitual convite para que todos entrem em oração no início das palestras, o fato de todos ficarem em silêncio e de olhos fechados, não quer dizer que estejam todos em oração. 

O silêncio pode esconder muitas faces da alma humana, enganando aos que apenas veem a aparência e julgam que ela traduza a intimidade do Espírito. 

A frase correta seria: “Aproveite o silêncio, fazendo uma prece”, afinal, orar é colocar o silêncio em ação, numa atividade ampliada pela quietude das distrações humanas.




Encontramos em O Livro dos Médiuns, uma observação que qualifica o silêncio: “Recolhimento e silêncio respeitosos, durante as confabulações com os Espíritos; União de todos os assistentes, pelo pensamento, ao apelo feito aos Espíritos que sejam evocados”.

Novamente é importante compreender de que eles não falam de um silêncio qualquer, mas de “Recolhimento e silêncio respeitoso”, ou seja, de qualificar o ato de silenciar, utilizando da quietude para impulsionar nosso pensamento para onde desejamos.





Na mesma obra já citada, na questão 332, ainda com referência ao silêncio, lemos: “Sendo o recolhimento e a comunhão dos pensamentos as condições essenciais a toda reunião séria, fácil é de compreender-se que o número excessivo dos assistentes constitui uma das causas mais contrarias à homogeneidade. Não há, é certo, nenhum limite absoluto para esse número e bem se concebe que cem pessoas, suficientemente concentradas e atentas, estarão em melhores condições do que estariam dez, se distraídas e bulhentas”.

Muitas observações podem ser colhidas desta contribuição, mas todas indicam que o silêncio é neutro e pode ser utilizado para ascender em direção às alturas do bem, ou algemar nas estâncias sombrias dos objetivos fúteis.

Quando aprendemos a buscar a paz no silêncio, obtemos o primeiro passo para a convivência conosco mesmo, lembrando o poeta Mario Quintana: “O excesso de gente me impede de ver as pessoas”, assim o silêncio é importante para aprendermos a nos abster das ilusões das multidões, dando um pouco de tempo a nós mesmos.






Aproveitar do ambiente da Casa Espírita para silenciar e refletir, fugindo dos excessos das conversas fúteis, é sinal de inteligência, mas que deve estar a serviço do bem próprio, visando a elevação geral. 

O silêncio é certamente importante, mas que não basta isoladamente, é necessário ser conduzido, pelo pensamento, onde se deseja repousar. Afinal, silêncio ocioso vai para onde ele quer, nos levando para onde não queremos ir.





São inúmeras as oportunidades em que podemos colher do Evangelho, situações onde Jesus se isolava para orar, cultivando a eloquência do silêncio elevado. 


Mergulhe no silêncio sempre que puder, mas que ele tenha objetivo e finalidade útil.





Roosevelt A. Tiago, é escritor, espírita, palestrante, divulgador da Doutrina Espírita de acordo a codificação de Allan Kardec, é colaborador deste blog, no Facebook com seu nome tem páginas oficiais, Roosevel Tiago, é possível contato e maior conhecimento sobre seu trabalho pela sua página na Internet   http://www.roosevelt.net.br/

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O SER HUMANO NO MUNDO - Pelo Espírito Protetor em Bordeaux (França) texto de Allan Kardec


Senhoras, senhores, amigos do espiritismo, fomos buscar uma mensagem especial para reflexão de todos  no ESE(Evangelho Segundo o Espiritismo) na tradução de J.Herculano Pires, em texto escrito pelo codificador Allan Kardec.
O texto é escrito por Kardec e assinado na psicografia com médium na identificado como ESPÍRITO PROTETOR (como se chamou o espírito que em 1863). 
Na foto ilustrativa vemos a cidade de Bordeaux França, onde o espírito em questão veio dar esta mensagem na sessão espírita comandada e dirigida por Kardec, texto publicado no mesmo ano na Revista espírita e que foi selecionado pelo Lionês(cidadão que nasceu em Lyon-França).
O codificador do Espiritismo Sr. Rivail, usando o pseudônimo de Allan Kardec. 
Lembramos aos leitores que foi retirado da tradução acima citada da Editora Lake que possui cópia dos originais e direitos de reprodução, a nova ortografia, apenas substitui com palavras atuais o texto originalmente sem mudar o seu conteúdo. (nota do editor)


Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob o olhar do senhor Jesus, implorando a assistência dos bons espíritos. Purificai, portanto, os vossos corações.
Não permita(consinta) que pensamentos fúteis ou mundanos os perturbem.
Elevai o vosso espírito para aqueles a quem chamais(os espíritos), a fim de que eles possam, encontrando em vós as disposições favoráveis, lançar em profusão as sementes que devem geminar os vossos corações, para neles produzir os frutos da caridade e da justiça.

Não pensem porém, que ao vós exortar incessantemente à prece e à evocação mental dos espíritos, queiramos leva-los a viver uma vida mística que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver.Não,. Vivam com os homens e mulheres do vosso tempo, como devem viver os homens e as mulheres; sacrifiquem às necessidades, e até mesmo as frivolidades de cada dia, mas o façam com um sentimento de pureza que as possa santificar.

Todos que forem chamados ao contato de Espíritos vindos de outra dimensão(outra vida), espíritos de naturezas diversas, de caracteres antagônicos: não se melindrem com nenhum daqueles com que vierem a se encontrar. Estejam sempre alegres e contentes, mas com a alegria de uma boa consciência e a ventura do herdeiro do espaço melhor que chamam de céu, que conta os dias que o aproximam de sua herança ou seja, daquilo que irão colher na vida além da vida.

A virtude não consiste numa aparência severa e lúgubre (exprime algo de característica sombria, triste ou fúnebre.), ou mesmo em repelir os prazeres que a condição humana permite. Basta referir todos os vossos atos ao criador (Universo, Deus) que vos deu a vida. Basta, ao começar ou acabar a tarefa, que eleveis o pensamento ao criador, pedindo-lhe num impulso de Alma, a sua proteção para qualquer coisa, voltai vosso pensamento à fonte suprema de energia; nada façam sem que a lembrança desta fonte que chamamos Deus venha purificar e santificar ou melhorar vossos atos.

A perfeição, como disse o espírito de Jesus o Cristo encontram-se inteiramente na prática da caridade sem limites, pois os deveres da caridade abrangem todas as posições sociais, desde a mais ínfima até a mais elevada. O Homem que vivesse isolado não teria como exercer a caridade. Vemos hoje homens e mulheres se isolando e vos digo que somente no contato com os nossos semelhantes, nas lutas mais penosas, todos vocês humanos encontrarão a ocasião para prática-la.
Aqueles repito, que se isolam, portanto, privam-se voluntariamente do mais poderoso meio de perfeição: só tendo que pensar em si, sua vida pode ser chamado de egoísta, basta analisar o capítulo V número 26 para entender melhor.

Não fiquem á imaginar, portanto, que para viver em constante comunicação com os espíritos, para viver sob o olhar do nosso guia espiritual, Jesus, seja preciso entregar-se ao cilício ou mesmo cobrir-se de cinzas. Não, não, ainda uma vez NÃO!
Sede felizes no quadro das necessidades humanas, mas que na vossa felicidade não entre jamais um pensamento ou um ato que possa ofender a Deus ou aos mentores superiores, ou fazer que se vele a face dos que vos amam e vos dirigem.



*** A Editora Lake nos remeteu a obra traduzida por J.Herculano Pires, como se sabe, no Brasil as regras de tradução e leis são brandas, o sentido do que escreveu Allan Kardec, do Francês no Brasil é veiculado em várias editoras algumas com diferença de até 80% do conteúdo, aqui a proximidade com o original Francês é de 96% o maior índice, até porque algumas palavras no Francês não possuí um significado claro no Português.
Todo o tradutor utiliza-se da ferramenta "texto próprio aproximado" o que nos dá então uma ideia.
Basta ler Herculano em suas notas para ver que ele mesmo usou o que entendeu ser mais fácil para o público Brasileiro entender.
Neste caso em apenas 4% anotei isto conforme explicou o tradutor quando era vivo.
Importante que os seguidores e estudantes do Espiritismo, conheçam o método de Kardec, o Lionês, não repetia só as palavras dos espíritos, ele conversava com os mesmos, perguntando o que ele queria dizer, e explicar, debatia a cultura encarnada de momento, e replicava nas páginas o fiel do espírito, com severa disciplina para não se perder o que o espírito no caso este que preferia omitir um nome específico.
Quando se tratava de um espírito muito popular já conhecido, dentro de uma linha de rigor, pedia licença de acordo com o conteúdo para uma assinatura neutra a fim de não levar o texto e a obra a vulgaridade que vemos hoje quando pessoas se apropriam de mensagens, para se auto vangloriar ou fazer vender suas obras.
Kardec codificou com regras, leis, disciplina, moral e pedagogia, pois a intenção e a regra era cumprir aquilo que os imortais (todos nós como espíritos somos imortais) queriam dizer.
Ao juntarmos a nova ortografia repetimos no português de hoje o que disse o espírito em Francês e o que anotou Kardec.