sexta-feira, 20 de setembro de 2019

MEMÓRIA ONDE ESTÁS QUANDO ESCONDES DE MIM? Por Nubor Orlando Facure




Se há uma coisa fugidia são as nossas memórias Todos já nos sentimos perdidos quando elas se perdem de nós, mas, se há uma função complexa dentro e fora de nós é justamente a memória. digo dentro e fora, porque, sou daqueles que acredita na existência de memórias extracerebrais.


                                          (ilustração de memórias celular)


Vamos fazer uma leitura simplificada sobre onde encontrar minhas memórias: Memória celular: Se memória for a recordação de um fato que aconteceu no passado, podemos dizer que ela existe, inclusive, nos nossos glóbulos brancos e anticorpos. 

Eles entram em contato com o vírus do sarampo e constroem uma resposta química para essa invasão Um novo ataque, numa epidemia de sarampo, eles reconhecem o invasor e toma medidas para sua expulsão os neurônios e a memória Neurônio aprende com a repetição do estímulo.
Há dois fenômenos nesse processo A "Sensibilização" Repetindo um choque o neurônio fica super excitável a cada vez que recebe o estimulo elétrico, e a "Habituação".
De tanto repetir uma picada incômoda, você acostuma o cérebro e a memória, primeiro capto com os olhos a visão de um objeto que passa voando. observo detalhes e percebo que é um pássaro, agora vejo suas cores, ele bate as asas, voa num vai e vem ora para um lado ora para o outro Peito amarelo, da um piado estridente cantando: seria um Bem-ti-vi ?





O cérebro tem áreas para vermos o objeto, outras áreas para percebermos as suas cores e outras ainda para vermos os seus movimentos.
A seguir, todos esses detalhes são comparados com meus arquivos no hipocampo, ali vejo os pássaros que já vi no passado e os guardo arquivados. Noto que não era um Bem-ti-vi, é totalmente diferente, deve ser um sabiá.


                                        (em destaque amarelo o hipocampo do cérebro)


E a seguir, o que vai ocorrer? Percorro o caminho inverso: Do hipocampo para todo cérebro Nossas memórias não são arquivadas. os detalhes de todas coisas do mundo são esparramadas por todo meu córtex cerebral. No futuro, quando passar por mim um pássaro piando eu saberei quem é, já o conheci antes, meu cérebro fica cheio de informações que o mundo vai jogando para dentro dele, mas, vale repetir: O cérebro não coloca as informações numa gaveta ou numa pasta de arquivos. Ele distribui as peças do quebra cabeça para várias áreas no córtex Isso trás vantagens: Quando vejo uma cruz na torre, lembro logo da igreja matriz, quando vejo a ambulância, logo me vem a lembrança do pronto socorro onde trabalhei, Quando a gente esquece um fato, ele pode ser resgatado com uma pequena pista.
Um sapatinho de cristal me lembra a Cinderela, o Perispírito e a memória.






O perispírito é um corpo de natureza espiritual e fluídica (semi-material)., As memórias nesse corpo podem se utilizar de dois sistemas Um deles se sobrepõe ao cérebro físico funcionando com a mesma fisiologia dos neurônios e suas conexões.
Um outro sistema é decorrente das propriedades "metafísicas" do Perispírito, ele é dirigido por ação direta do pensamento, por isso ele se desloca no espaço e no tempo seguindo a força dos nossos desejos, ele atua sobre objetos inanimados dando-lhes propriedades dos seres vivos, vivifica os objetos.
Algumas descrições clínicas podem facilitar nosso entendimento: Indivíduos hipnotizados podem deslocar sua atividade mental ou mais precisamente, o seu Perispírito para um acidente que participou no passado distante.
Durante o fenômeno hipnótico ele vivencia o passado como se fosse o presente Poderá fazer descrições detalhadas do ambiente do desastre que na ocasião não percebera.
O Perispírito não tem limites em sua memória, ele nos permite vivenciar de novo os detalhes do passado.
Os obsessores, utilizando os recursos da hipnose, podem manter suas vítimas fixadas na cena de um crime, é a memória cristalizada,  Nos fenômenos de sonho lúcido, são descritos que, as percepções se ampliam e as recordações se expandem. 






A mente transita com o Perispírito durante esse tipo de sonho, o Espirito e a memória, não conhecemos a natureza do Espírito.
Sabemos ser o principio inteligente Fonte dos nossos saberes Senhor do nosso passado multimilenar Numa linguagem física, podemos dizer que tudo no Universo é energia é vibração Ensina a filosofia chinesa que qualquer partícula contem em suas vibrações toda história do Universo Mas que "partícula" vibra no Espírito? Um centelha do pensamento de Deus.




Nubor Orlando Facure,79, é médico Neurologista, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas SP, é escritor, espírita, um dos grandes divulgadores da doutrina espírita de acordo a codificação de Allan Kardec, foi o primeiro médico como professor e diretor a falar de Espiritismo na Unicamp - Campinas, amigo pessoal de Chico Xavier, viveu o milagre de Uberaba durante 50 anos, é colaborador deste blog, os e-mails para ele podem ser enviado pelo lfacure@uol.com.br 

terça-feira, 10 de setembro de 2019

COMO LIDAR COM AS INTERPRETAÇÕES ESDRÚXULAS TIDAS COMO ESPÍRITAS? - Marcelo Henrique







Ainda que a base kardeciana tivesse estabelecido as importantes referências para o "pós-morte", seja pela explicação lógico-racional dos Espíritos sobre a condição espiritual de muitos espíritos após o desencarne e, também, pelo registro de depoimentos de inúmeros espíritos em dissertações inclusas na Revista Espírita, o movimento espírita - sobretudo o brasileiro - tem preferido, desde a primeira metade do século XIX, os relatos dos chamados "romances mediúnicos". 
Esta literatura genuinamente brasileira vem carregada do caldo cultural que mistura diferentes crenças e paradigmas religiosos com o misticismo e a miscigenação entre conceitos europeus, negros e indígenas. E reflete, ainda que de modo não totalmente compreendido pelos espíritas ou simpatizantes da Doutrina dos Espíritos, impressões muito particulares derivadas da condição espiritual pouco desenvolvida dos seres que viveram neste Planeta e que se utilizaram de médiuns distintos, prestigiados ou não, para ditar seus relatos. 







É fato que a morte não altera substancialmente a "condição espiritual" daqueles que por aqui tiveram suas trajetórias, mantendo, portanto, atavismos, condicionantes, crenças e idiossincrasias. Não raro se diz que levamos para o "outro lado" muito de nossas convicções e ideologias, esperando lá encontrar aquilo que tínhamos como "referência" e "formação", além de desejos, gostos e simpatias. 







É justamente por isso que Allan Kardec no consórcio com os Espíritos Superiores para produzir a Filosofia Espírita, adotou um critério essencial para o reconhecimento da validade das informações recebidas por meio dos médiuns. Esse critério foi o do Consenso Universal dos Ensinos dos Espíritos (CUEE), justamente para afastar tanto as impressões de espíritos pouco adiantados e suas "ilusões" na visão do que "encontraram" após o túmulo, bem como os reflexos do animismo, quando o médium interfere, em maior ou menor incidência, sobre a mensagem que produz. 
O caminho para a compreensão das questões espirituais passa, assim, necessariamente, pela continuidade do uso deste critério - senão diretamente, pela aprovação ou rejeição das mensagens que são, diariamente, nas casas espíritas e suas reuniões de médiuns, como, também, de modo geral, como reflexo da atitude de um espírita consciente, estudioso e proativo, analisando os livros que lhe chegam às mãos, para, no dizer de Erasto, afastar as mentiras (fantasias e impressões imperfeitas) que estão nos relatos dos citados romances e, também, em páginas de orientação "doutrinária". 






A consciência dos fundamentos espíritas e o preparo para o regresso ao Mundo dos Espíritos, sem misticismo e sem crendices, indica o caminho mais adequado para não se ter "surpresas" quando da "passagem". E, para nós que ficamos e ainda estamos por este plano material, nos impede de acreditarmos de modo ingênuo em informações que não guardam pertinência com a realidade espiritual que nos aguarda futuramente. 

Ainda que não se deseje instituir qualquer censura sobre livros, textos, médiuns ou espíritos, porque é livre a manifestação do pensamento, como preceitua a própria Doutrina Espírita, é fundamental que todo espírita que zela belas bases kardecianas adote um filtro capaz de desconsiderar tudo o que não esteja em consonância com os princípios, fundamentos e orientações expressas pelo Espiritismo.








Marcelo Henrique, é professor, escritor, palestrante, espírita, advogado, e divulgador da Doutrina Espírita nos conceitos de Allan Kardec em Santa Catarina, e em todo o Brasil.
É colaborador semanalmente deste blog.



* fotos meramente ilustrativas da comunidade espírita no Brasil, e sem direitos recolhidos, abertas ao uso público, como a do Filme Amor Além da Vida, Espiritsmo e seus médiuns, e a imagem pública do codificador Allan Kardec.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Uma nova ordem social - Marcelo Henrique





Sociedades e leis evoluem com o tempo. Em algumas épocas, marcantemente influenciados pelo desenvolvimento individual e pela disseminação de conceitos e propostas, se percebe uma maior suscetibilidade ao processo construtivo e progressivo. Alteram-se os costumes e destes à reestruturação das normas o passo é natural e consequente. A nova ordem social, assim, instaura-se pouco a pouco, produzindo efeitos, em contrapartida, nos próprios homens e agrupamentos sociais que os criaram ou desenvolveram.

A encarnação de criaturas dotadas de um maior nível evolutivo e, comprometidas com tarefas específicas, em distintas áreas de atuação, assumem missões junto às coletividades, fomentando a veiculação de ideias e a realização de ações em benefício de destacados contingentes populacionais. São exemplos: atividades assistenciais, projetos de preservação do meio-ambiente, comitês de cidadania, entre outros, proporcionando o acesso à informação e o benefício específico e individualizado.






A proposta filosófica da Doutrina Espírita encampa a difusão do serviço ao semelhante, calcado na palavra-ação CARIDADE. Esta, por sua vez, já na cátedra de Jesus de Nazaré, abandona o conceito de esmola (distribuir o excedente) para atingir a benemerência e a beneficência, perspectivas em que cada um contribui dentro de sua área de especialidade, com base em capacidades e/ou habilidades desenvolvidas, no serviço para o semelhante. Dissocia-se, assim e, em consequência, a velha cátedra do “fazer espiritismo somente entre os limites físicos da Casa Espírita”, de uma nova postura comportamental e edificadora do espírita, que concretiza o envolvimento de todos, nas comunidades, contribuindo para as mudanças e à redução da exclusão social.
Deixar de lado os interesses prosélitos de “fazer adeptos” ou engrossar fileiras, lotando instituições e alcançando contingentes numéricos expressivos e trabalhar pela real difusão da mensagem espiritista sem imposição de credo, sem arregimentação de adeptos, sem violação de consciências ou violência de qualquer tipo, muito menos a que resulta de uma possível coação moral. É hora de dar um basta às ameaças e às prescrições do “como proceder”, bem como aos dedos apontados para aqueles que não se moldam a padrões de conduta que idealmente são concebidos e apresentados por alguns, com base nos ensinos espíritas, olvidando a diretriz que é a da liberdade incondicional, o livre-arbítrio nos procedimentos usuais – na carne e fora dela.

Se das consciências aclaradas desponta a viabilização de propostas reais de crescimento coletivo, com a ampliação de direitos e garantias e à socialização dos bens materiais, é preciso que os espíritas sejam agentes competentes para fomentar as mudanças de paradigmas nas associações e instituições humanas em que os mesmos estiverem inseridos. A nova ordem social que se consolida, todavia, não se opera sem traumas ou rupturas. Esta nova massa, então, deve estar constituída de muitos espíritas, não os de carteirinha ou os que apenas ocupam cargos gerenciais em instituições espíritas, mas, verdadeiramente, todos os que, diante a verossímil proposta qualitativa de reengenharia de nosso mundo material, a partir do paradigma espírita-espiritual, levam as mãos ao arado que sulca a terra no preparo do lançamento de novas sementes na edificação da Nova Era, sem deixar que as mesmas restem ofuscadas entre espinhos, ou repousem em terreno ainda arenoso e pouco favorável. No replantio de hoje, inspiramo-nos naquele Galileu...



Façamos a nossa parte, lembrando Bezerra, no labor que é “urgente, mas sem pressa”. Quiçá nossa tarefa, em dias presentes, possa ser abençoada e competentemente exercida. Engajemo-nos, pois, na construção de uma nova ordem social, espiritualizada e plena de felicidade!





Marcelo Henrique, é professor, advogado, espírita, escritor, palestrante, colabora com este blog, divulga a doutrina espírita, de acordo com a codificação de Allan Kardec.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Mediunidade Por que nos afastamos tanto de Kardec ? - Por Marcelo Henrique






O Espírito é uma realidade! O século 21, em seus primeiros albores, tem consagrado a presença das temáticas de teor espiritual na grande mídia, em seus mais diversos veículos, além de ocupar espaço entre as alternativas de entretenimento (teatro, cinema, novelas, músicas, etc.). Inegável o interesse de milhares de pessoas por saberem mais sobre a realidade "do outro lado da vida", com espaço, inclusive, para a busca por meio das diversas "ferramentas" disponíveis ao homem contemporâneo.
Se pararmos para pensar, a necessidade pela informação de cunho espiritual data de tempos imemoriais. Nestes tantos séculos de caminhada, a Humanidade entrou em contato com um sem-número de filosofias, crenças ou religiões, dispostas a interpretar os chamados "sinais" da transcendência, ainda que limitados, muitas vezes, em função dos atavismos, das idiossincrasias, e dos fundamentalismos.
Estudiosos do comportamento humano e, mais especificamente, das técnicas de comunicação não se cansam de afirmar que os diálogos travados entre os seres - de nosso tempo, ou dos anteriores - quase sempre se destinam ao convencimento do outro, a persuasão e, até, a cooptação - por meio daquilo que se convenciona chamar de doutrinação.
Assim sendo, quase todos os que se enveredam por codificar ou interpretar os "sinais" espirituais, disponíveis através do intercâmbio mediúnico - mesmo que, em muitos casos, não se mencione explicitamente o termo mediunidade, recorrendo a conceitos como dons, revelações, mistérios, milagres, etc. - apõem-lhes traços muito particulares, condicionados à sua visão das coisas, dos fenômenos, do mundo, enfim. Daí, por exemplo, existirem, só em relação ao Cristianismo, um sem-número de facções que mantém entre si certa sintonia (ligação com o Evangelho, a Boa Notícia ou Boa Nova), mas possuem antinomias interpretativas ou diferenças inconciliáveis.




Voltando ao mote inicial deste artigo, o mesmo momento favorável à disseminação das informações espirituais é pródigo para o aparecimento de enxertias, de neologismos e adulterações, comuns em relação ao nível precário de entendimento não só dos encarnados como dos Espíritos que, alegadamente, possam estar transmitindo várias mensagens - muitas das quais levadas ao mercado por meio de editoras espíritas ou não. Herculano Pires, a seu turno, por diversas vezes levantou-se contra diversas tentativas malogradas de alteração dos textos originais de Kardec e sempre se posicionou, independente e fiel à Codificação, contra qualquer "novidade" que as lideranças e os médiuns tentassem sugerir ou implementar no movimento espírita. Não é à toa que o Professor ganhou a alcunha de "síndico do Espiritismo", uma referência ao controle e à supervisão atenta de tudo o que ocorria em sede de Espiritismo.






Qualquer visita a um stand de livros, seja em livraria espírita ou genérica, nos permite identificar um sem-número de títulos classificados como "espíritas", não obstante tratarem de temas que não o sejam verdadeiramente, e que ficariam mais adequadamente denominados como espiritualistas. Em paralelo, há editoras que, percebendo o enorme filão de vendas que os produtos de natureza espiritual têm na atualidade, não têm critérios claros e objetivos na seleção do material que recebem e, muitas vezes, embalados pelo desejo de lançarem outros títulos para aproveitarem os já consumidores, editam novos livros dos autores contratados ou de novos que apareçam.
O título deste nosso ensaio enquadra justamente esse cenário: a falta de cuidado na seleção dos textos mediúnicos e a necessária e pontual correlação destes com o edifício doutrinário espírita. Evidentemente, não há, na Doutrina Espírita, censores ou controladores, que fariam um prévio exame do que foste apresentado, no sentido de posterior divulgação. Por ser uma doutrina aberta, dinâmica, evolutiva, o Espiritismo permite que novos conceitos sejam apresentados e até agregados à estrutura originária, naquilo que atualmente se convencionou chamar de atualização doutrinária. De outro modo, o caráter livre-pensador da filosofia espírita não está sujeito à chancela de pessoas ou instituições, sendo faculdade de cada indivíduo o livre exame de tudo o que chegue às suas mãos, selecionando o que for bom, útil e verdadeiro, conforme critérios pessoais. O estudioso espírita, no entanto, terá um maior embasamento teórico para tal seleção e a verdade, assim considerada, estará mais robusta e planificada.
Como, entretanto, são diversos os níveis de entendimento e valoração, há que se pensar em critérios de aferição, os quais não são "inventados" pelos espíritas da atualidade, nem mesmo por aqueles que se autodenominam "livres-pensadores". Eles estão alinhados nos próprios textos kardequianos, em especial em “O que é o espiritismo”, “O livro dos espíritos” e “O livro dos médiuns”, além de serem repetidos, complementados e detalhados em várias das dissertações contidas na Revista espírita (“RevueSpirite”).


O principal deles, repetido e decantado inúmeras vezes nas páginas deste periódico, é o da Metodologia Científica da Mediunidade, segundo Kardec, que pressupõe, para a aferição de veracidade e pertinência das "novas revelações" (novas informações que forem obtidas através do intercâmbio mediúnico), os seguintes parâmetros: 1) concordância entre as informações recebidas e os princípios doutrinários básicos; 2) recebimento das mesmas por médiuns diferentes, isentos, insuspeitos e idôneos, tanto do ponto de vista moral, quanto em relação à pureza de suas faculdades e da assistência espiritual; 3) coerência das comunicações e do teor da linguagem utilizado pelos Espíritos; 4)  confronto das novas observações com as verdades científicas demonstradas, afastando-se o que não possa ser logicamente justificado; 5) o Consenso Universal dos Ensinos dos Espíritos, ou seja a concordância/concomitância entre os relatos obtidos em diferentes lugares, ao mesmo tempo, por médiuns distintos.




Nosso compromisso diuturno e inafastável deve ser o do resgate da metodologia de Kardec e da progressividade do Espiritismo, evitando que a divulgação de dadas obras e autores, pós-kardecianos, sobretudo sob a formatação de literatura mediúnica, não assuma o papel principal, sem critério de concordância, apondo enxertias e acréscimos indevidos ao conteúdo fundamental espiritista.
Sem tais balizas, corre-se o risco de validar informações inverídicas/inverossímeis quanto cair no ridículo, fazendo afirmações que, muitas vezes, em pouquíssimo tempo, serão desmentidas/desmascaradas em função de novas comunicações espirituais ou do próprio progresso material (científico) da Humanidade.
Kardec, como homem de ciência e pedagogo, cunhou este verdadeiro “certificado de qualidade”, legítima “norma de certificação” para as produções mediúnicas, no sentido da aferição da boa procedência e da utilidade das comunicações mediúnicas, sob o método científico da produção (e análise) mediúnica. Convém não nos afastarmos dele, se não desejamos que o Espiritismo se transforme em qualquer coisa, menos o que Kardec e os Espíritos Superiores desejavam: o caminho interpretativo das distintas situações da vida espiritual (física ou extra-física) e suas conseqüências no sentido do aprimoramento moral de indivíduos e Sociedades.




Cada um é livre para escrever, publicar e divulgar o que bem entenda. Mas adicionar ao conteúdo espírita "verdades" não-demonstradas, não-aferidas ou não-certificadas, é caminhar no sentido inverso da oportuna recomendação do Espírito Erasto (ao próprio Kardec): "É preferível rejeitar nove verdades do que aceitar uma única mentira".





Marcelo Henrique,de Santa Catarina,  é advogado, professor, pesquisador, palestrante e escritor espírita, concede seus conhecimentos e estudos em várias páginas no Facebook, e vídeos, é seguidor da Doutrina Espírita nos conceitos de Allan Kardec, e colabora com este blog.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A Religião – milagres, profecias, prodígios e dogmas irracionais. - Por Nubor Orlando Facure





Na condenação de Galileu ele foi obrigado a refugiar-se em sua própria casa e renunciar aos princípios científicos que divulgava. A Igreja da época estava dando o recado de que não suportaria a perversão dos fundamentos aristotélicos que ela adotava.
O sistema do mundo criado por Deus correspondia ao que Aristóteles e Ptolomeu haviam decifrado. “Deus como Ser supremo e onipotente, criou e pôs o mundo em movimento e, desde então, tudo funciona com perfeição e harmonia, com ou sem a sua presença”. 
“Ele estabeleceu a ordem para o Universo e nada pode mudá-la”. “As estrelas que estão fixadas e imóveis nas abóbadas do firmamento são formadas de uma substância divina diferente da que existe no mundo sublunar”. “A Terra ocupa o centro do Universo e o Sol, que vai de um extremo ao outro do horizonte, serve de lâmpada que ilumina o céu”. “Tudo que é perfeito e escapa ao entendimento humano é obra de Deus”. “O círculo é tido como a figura perfeita, submetendo os planetas a uma órbita circular nas suas trajetórias em volta do Sol”. “Não há qualquer ligação entre a vida do homem e a dos animais, eles fazem parte da criação apenas para povoarem o mundo”. “O Homem conhecido na época era o homem branco, originado de um casal criado no paraíso, de onde foi expulso por ceder à tentação do sexo”. “Condenado a viver na Terra, terá de seguir os mandamentos da Lei de Deus, que só a Igreja é competente para revelar, podendo ser salvo ou condenado a penas eternas conforme sua submissão”. 




Como doutrina que esclarece o início e o fim do Homem, a Religião da época era um sistema acabado, pronto e que não admitiria mudanças desnecessárias. Seu conteúdo era completo e suficiente para consolar e aliviar nossas dores, ensinar a tolerância aos nossos sofrimentos, justificar a incoerência aparente da Justiça divina e garantir a salvação para os fiéis submissos aos seus sacerdotes. As desigualdades também ocorrem por obra e vontade de Deus e não nos compete desafia-Lo em seus desígnios.
Conseguindo “explicar” os mistérios do mundo e da vida, as concepções religiosas desempenhavam um papel superior ao da ciência iniciante que Galileu inaugurava na época. A religião com esse formato fornece segurança, conforta no sofrimento, alivia nossos medos, faz troca com nossos “pecados” e assegura a esperança numa vida futura, onde conseguiremos obter o que a Terra não nos privilegiou.






A Ciência – o estatuto do conhecimento verdadeiro, racionalidade, indeterminação, pensamento livre para criar a sua verdade.

Galileu criou um novo sistema de entendimento do mundo, daí o perigo que ele representava para a Igreja. Usa o raciocínio matemático para comprovar as tese de Copérnico deslocando o Sol para o centro e colocando a Terra no cortejo dos planetas ao seu redor. Num mundo tido como regular e perfeito ele descobre as irregularidades da superfície lunar onde viu suas crateras. Num sistema tido como imutável ele acrescentou luas acompanhando o planeta Júpiter que não foram descritas por Aristóteles.



















Ao mesmo tempo, o alicerce da Igreja via-se abalado por novas descobertas que sucederam rápidas. Ticho Brahe testemunhou por dois meses a passagem de uma estrela nova no firmamento que a Igreja supunha fixo e invariável. Johanes Kepler comprovou matematicamente que as órbitas dos planetas são elípticas e não círculos perfeito como se supunha.














                 










René Descartes construiu um sistema filosófico que permitiria separar o corpo da Alma e André Vessálius inaugurou o estudo da anatomia humana num corpo que lhe parecia comportar-se como uma máquina, capaz de mover-se com músculos sem a ajuda do Espírito.
Mais tarde, Isaac Newton, identificou a “força atrativa” que mantém os astros em suas órbitas, que movimenta as águas dos oceanos no sobe e desce das marés e provoca a queda os corpos.
Gradativamente as “forças imateriais” que produziriam o movimento e a ordem do Universo foram reconhecidas como “forças da gravidade”. As Leis divinas que mantém a regularidade dos fenômenos físicos foram substituídas por princípios matemáticos. Os “mistérios” que sustentam a vida foram compreendidos como combustão do oxigênio, fermentação dos alimentos ou metabolismo celular. Os “espíritos animais” que transitam pelo corpo humano produzindo seus reflexos e movimentos, foram identificados quimicamente como neuro-transmissores. A regularidade dos acontecimentos foi violada pelo princípio da incerteza. O determinismo linear de uma causa para cada efeito foi abalado pela casualidade circular em que o padrão de resposta determina a intensidade da causa.











O paradoxo: “ciência como religião” – dogmas, rituais, hierarquia, o sagrado e o profano

Historicamente a Religião tem base na tradição cultural dos seus seguidores. Seu conteúdo, que orienta o comportamento dos fiéis, está redigido em textos sagrados que persistem inalterados por séculos. A linguagem ai empregada é quase sempre simbólica permitindo interpretações conflitantes. Daí a importância do sacerdote e do sistema de hierarquia que os classifica. Entre esses sacerdotes são distribuídas as regalias materiais e o poder divino que os pressupõem representantes de Deus na Terra.
Por outro lado, a construção do saber produzido pela ciência é uma conquista do esforço individual ou de um grupo de pesquisadores. Seus textos, embora redigidos em linguagem técnica, procuram ser o mais claro possível para compreensão dos interessados. A verdade é procurada exaustivamente pela observação ou pela experimentação. Textos escritos ou opiniões pronunciadas por personalidades hierarquicamente destacadas têm importância relativa e, para serem aceitas, precisarão submeter-se a comprovação realizadas por experimentadores independentes. O conhecimento cientifico tem duração relativamente curta, costumam reunirem-se em um conjunto de proposições teóricas que constituem um paradigma e, de tempos em tempos, os cientistas envolvem-se na tentativa de proporem novos e mais adequados paradigmas.
A Ciência não deixou de ocupar-se, também, com dilemas que sempre estiveram sob o domínio das religiões. Ela tem, a seu modo, uma proposta para a origem do Universo e da vida na Terra. É apropriado para a Ciência pesquisar o mecanismo que desencadeia os fenômenos, como eles acontecem, mais do que tentar explicar porque eles acontecem. Ela se ocupa minuciosamente com a causa da dor e muito pouco com o porquê do sofrimento humano. A opção da Ciência é esclarecer, mais do que consolar.
Já é aceito por todos que para fazer ciência é preciso adotar o método científico. Classicamente a pesquisa precisa estar enquadrada na liturgia do método. Usa-se a dedução ou a indução; a observação ou a experimentação. Os fenômenos estudados fornecem os elementos que, aplicados a raciocínios matemáticos, fornecem o valor da verdade descoberta.
Algumas proposições científicas já estão de tal forma comprovadas e aceitas que deverão ter a duração eterna das verdades sagradas das religiões - a gravidade existe como força de atração em todo universo - a energia tem valor inviolável, ela se transforma, mas, não se cria nem se perde – o calor tende a se dispersar, assim como toda energia do universo onde a tendência é o caos - a luz é um fenômeno eletromagnético - a matéria visível em todo universo é da mesma natureza da matéria existente na Terra - as moléculas de todas as substâncias estão em constante movimento - a variedade das espécies se deve a evolução pela seleção natural.




A Ciência Espírita - Fundamentos teóricos, controle experimental, filosofia espiritualista e conteúdo moral.

O texto da Doutrina Espírita teve início com as revelações transmitidas por Espíritos desencarnados de natureza superior, com o propósito de esclarecerem e orientarem a humanidade.
Os objetos de estudo da Doutrina Espírita incluem o mundo espiritual, os seres que o habitam, suas relações com o mundo material e as conseqüências dessa relação.
Para o Espiritismo, a grandiosidade do Universo e as leis inteligentes que o governam são provas suficientes para comprovarem a existência de Deus.
Deus é criador de tudo que existe e sua criação é incessante. Na situação evolutiva em que se encontra a humanidade, ainda não temos condições de compreender a origem do Universo e da vida na Terra. O que se tem como certo é que Deus sempre criou e sempre continuará criando.
Existem dois elementos fundamentais no Universo, o espiritual e o material. O elemento espiritual tem início como “princípio inteligente”. Essa “centelha espiritual” transita do mundo espiritual ao mundo material ocupando corpos que lhe permite evoluir na escala da vida inteligente na Terra. O Universo é preenchido por um “fluido” de natureza sutil, com propriedades que ainda escapam ao nosso entendimento. È dele que se origina toda matéria conhecida. As propriedades das substâncias só existem em função desse fluido e pela sua atuação essas propriedades podem sofrer as mais diversas alterações. A acidez ou a alcalinidade é dada pela presença desse fluido e por sua atuação um copo de água pode curar ou produzir malefícios.
Existe um propósito divino na criação. Estamos todos destinados a caminhar pela extensa fieira das existências, na Terra ou em outros mundos, buscando a condição de espíritos angélicos que um dia atingiremos.
Deus atua através de Leis que a inteligência humana irá gradativamente descobrindo. Estamos todos “mergulhados no pensamento de Deus” e nada que ocorre no Universo escapa ao seu consentimento. Somos livres para agir e obrigados a arcar com as conseqüências dos nossos atos. Cada um é responsável pelo seu próprio destino. As Leis morais são pressentidas pela consciência de todos nós e à medida que a humanidade avançar na sua evolução o Homem será cada vez mais consciente da aplicação dessas Leis. 
O mundo espiritual está permanentemente em íntimo contato com o mundo material. Um e outro processam trocas fluídicas entre si e exercem influência sobre o outro. Essa interferência recíproca é tão intensa que não há como permanecer sem sua convivência. Uma multidão de espíritos desencarnados transita com cumplicidade em todos ambientes da Terra. Eles nos acompanham e nós os atraímos compartilhando com eles nossa intimidade. Os pensamentos, que freqüentemente temos como sendo nossos, são, muitas vezes, o pensamento deles. Dentro das Leis divinas está estabelecido que atraímos para nossa companhia aqueles com quem sintonizamos nossos propósitos. O bem atrai os bons e o mal conviverá com a ignorância. 



Por envolver o mundo espiritual e os Espíritos que aí habitam, não temos controle da comunicação espiritual, e, os métodos da ciência humana, seu sistema de controle e experimentação, não se aplicam à ciência do Espírito. Entretanto, alguns homens têm em sua constituição uma disposição especial que lhes permite entrar em contato lúcido com os espíritos desencarnados. Trata-se do fenômeno da mediunidade que se registra em todos os povos e em todas as épocas da humanidade. A mediunidade é o grande campo de experimentação em que a doutrina espírita apóia-se para revelação e comprovação dos seus postulados. A expectativa futura é de que no decorrer dos séculos todos os homens possam estar conscientes do seu intercâmbio com o mundo espiritual. Os fenômenos mediúnicos explicam uma série de ocorrências frequentemente tidas como sobrenaturais ou produzidos por uma energia desconhecida. A transmissão do pensamento, a visão à distância, as premunições, a xenoglossia, a psicometria, a psicografia e a psicofonia são exemplos já bem estudados e esclarecidos pelo espiritismo.





Nubor Orlando Facure, 79, é médico, espírita, escritor, pesquisador e cientista, durante 50 anos esteve ao lado de Chico Xavier seu amigo e paciente, viveu como espírita o milagre de Uberaba MG, onde Chico Xavier passou maior parte da sua vida, praticando a caridade e o amor, conviveu e conheceu as lideranças espíritas do Brasil, recebe e-mails pelo lfacure@uol.com.br e colabora com este blog.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A POESIA DA MENTE - POR NUBOR ORLANDO FACURE










Quando olho uma cachoeira vejo suas águas fluindo e ouço o som agradável da água que bate nas pedras, quando uma informação visual ou auditiva atinge as áreas sensoriais no meu cérebro, são estimulados os lobos occipitais e temporais.





Essa informação vai até aos lobos patietais para acrescentar o movimento e a localização especial contidos no estímulo, daí em diante progride ao cérebro límbico onde compara informações da memória para dizer se já conheço esse lugar, e confere aos estímulos recebidos um valor emocional maior ou menor, afinal, é uma das belas cachoeiras das Minas Gerais.

O estímulo continua até ao lobo frontal mais precisamente, bem na sua frente, no córtex pré-frontal. Aqui, o estímulo adquire um componente semântico, simbólico, conceitual O córtex pré-frontal constrói nossa percepção do mundo à nossa volta, e Seleciona os aspectos mais importantes das informações, para nos permitir escolhas acertadas, decisões previsíveis conforme nossos interesses, vontades e desejos.






Como é refrescante esse banho de Cachoeira, essa é minha maior recompensa, mesmo com o perigo de escorregar nas pedras O mundo à nossa volta é uma construção bem elaborada dos nossos recursos cognitivos, sim, só existe para nós conforme nossas próprias escolhas.





 
Essa leitura é semelhante ao que afirma a filosofia hindu, que há séculos nos ensinou que a realidade é "maya", ou seja uma ilusão.








Nubor Orlando Facure, 79, é escritor, médico, Neurologista, espírita, durante 50 anos viveu como amigo e médico de Chico Xavier, o milagre de Uberaba, MG, recebe e-mails pelo lfacure@uol.com.br e colabora com este blog.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

25 DE JULHO DIA DO ESCRITOR




"Ser escritor, é deixar sua marca na humanidade, é relatar ao Mundo fatos, é criar histórias, é ter o dom de falar a verdade, de encantar na mentira, de relatar com tudo que o imperfeito ser humano fez e faz, e ainda fará, tudo que vivemos. É receber do plano espiritual fatos e histórias, que mudem o curso aqui na Terra, ser escritor, é ter a pena do Mundo nas mãos, não importa que tamanho seja aquele que relata, parabéns á todos, em sua data."

*David Chinaglia editor deste blog.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

ESPIRITISMO, APRENDER É PRECISO- POR DAVID CHINAGLIA










Estamos atravessando tempos difíceis no MEB(Movimento Espírita Brasileira), vemos, e recebemos relatos de mais de 450 centros espíritas do Brasil, de como andam sendo os trabalhos,as reuniões e os ensinamentos da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, e me preocupa o andar do movimento e do entendimento desta doutrina.

Muitas casas esqueceram o lado prático, do ensinamento, em nome do amor e da caridade, confundindo muitos dos espíritas, e dos novos espíritas.

Esta Doutrina no Brasil, sempre foi procurada por todas as religiões, sobretudo por ter a liberdade de expressão e o direito de saber, no entanto muitas obras, pelo ego, vaidade, e orgulho, acabaram sendo escritas sem a miníma noção do que orientou Allan Kardec.

O excesso de romances, contos, e escritores que buscam apenas seu sucesso pessoal, atravessaram o sentido do verdadeiro ensinamento proposto pelo espírito da verdade á Kardec.

A doutrina foi basicamente nos dada como ciência, informação, como aprendizado, quando os espíritos superiores, liberaram depois de centenas de anos no pós Jesus, as informações a Kardec, e deram uma orientação de como contar, visava, dar uma esperança a França e ao Mundo, de que temos vida após vida, porém de sobretudo, como chegar a esta vida da melhor maneira, cumprindo melhor nossa jornada na Terra.
Que tudo que passamos no planeta Terra, nos serve de aprendizado e evolução, que este planeta, é muito além do que imaginamos, e que era a hora de sabermos a verdade, ou o começo dela, para que pudêssemos, finalmente ajustar o nosso caminhar.



Ledo engano dos espíritos, não estávamos prontos, não nos preocupamos com os avisos, de deveres, de moral, orgulho, vaidade, tão pouco aprendemos o verdadeiro sentido da vida, pelo menos não a maioria.

Se todos nós somados, fossem chamados a uma sabatina espírita, com os mais conceituados espíritos que aqui retornaram para escrever e falar, certamente menos de 10% dos que acreditam na Doutrina, iriam passar no que chamo protocolo de aprendizado.

Alguns de nós viraram professores de Deus, como costumo chamar alguns espíritas, que ensinam esta doutrina, achando que não precisam pesquisar, aprender, que o que sabem já é suficiente, que o que vale para nós é o amor e a caridade.
Alguns tentam nos impor a mesma Bíblia que levou a humanidade a cometer crimes terríveis, lembre não é um livro santo, não foi escrito por Deus, nem Jesus, foram homens, a seu vil interesse, fatos verídicos alguns, doce imaginação para manipular massas, e interesses e imposição do medo, serve como estudo, e para conhecimento do que foi a Humanidade, e relatos.
Colocar suas idéias hoje no espiritismo é fazer nos voltar a inquisição, e isto eu particularmente não o farei.





Espiritismo amados, é aprender sempre, é importante estudar, é importante conhecer o que nos levou ao erro, e a doença, só que o momento é para nos conhecer, e amigos, alguns de nós estão preocupados em curar pessoas, sem mesmo saber se isto é o que elas precisam, quando falo de cura, falo de doenças graves, pois as demais aprendi como consolo permitido.

Já cansei de escrever, de falar em palestras que fiz pelas casas espíritas, que muito do que sofremos, neste planeta, é necessário para nossa evolução, e nem todos devem ter digamos como exemplo,  um câncer reduzido, um mal curado, uma dor trazida pela doença, seja qual for, sempre aliviada, ao fazermos isto, por tudo que li, nas obras espíritas que valem a pena, estaremos mudando não só o assistido, como de pessoas no seu entorno.
A cura começa sabendo se a pessoa quer mudar o que deve te-la levado a doença grave, o que isto de fato a fez mudar, porque se não mudou, não merece e precisa da dor.
Porque isto ?

Claramente alguns de nós não mudam com palavras, com livros, então o clássico se não é pelo amor, será pela dor, que dor, no caso de doenças que peguei como exemplo estaremos fazendo? podemos fazer?
Porém dirão os doutores da lei, "mas Jesus disse que todos tem direito a ser perdoado, sim, só que o mestre pedia mudanças."

Como exemplo vamos levar depois de curar uma dúzia de pessoas, Jesus viu somente uma voltou para lhe agradecer, e sobretudo a Deus, uma, e olha que Jesus, fazia as pessoas andarem, enxergarem, as trazia da morte, Jesus fazia as pessoas se curarem de males e obsessões, demônios como citam os livros.
Agora para e pense,  só Jesus era Jesus, e não temos ele aqui, e sim alunos, aprendendo, a tentar chegar no modelo Jesus.
Então é proibido curar? não, não é isto que estou dizendo,é necessário ensinar meus amigos, a cura, só vem se a pessoa que estiver com uma doença grave, ou com graves problemas, quiser realmente mudar, senão estaremos mudando coisas, que não deviam ao meu ver serem mudadas.

Vamos a um exemplo:

Lembro sempre da frase que o amigo José Carlos de Lucca me disse em 2011, na cidade de Limeira, se referindo a um tema pessoal meu, que já revelei certa vez, no intuito de ajudar, e vou repetir aqui.

"Para mudar é preciso coragem David, e por isto parabéns pela coragem de tentar mudar."




Para mim este frase, logo após ter assistido uma mensagem de Bezerra de Menezes, teve alto significado, e se olharmos num contexto maior, é preciso ter coragem para mudar hábitos terrenos, de excesso de sexo, de apego material, ao dinheiro, para colocar a mostra erros morais, de caráter, educação, é preciso ter fé, que toda exposição, e acreditar que valerá a pena.
Cada um de nós, sabe da importância de doar amor, caridade, o amigo Nubor Orlando Facure, diz sempre:


"David, mãos a obra, temos muito trabalho, precisamos ajudar mais, é preciso lembrar mais de Jesus, e não devemos perder tempo com tantos porquês."



As vezes que conversei com Nubor, um aprendizado de vida, pessoa que chamo de "professor", embora seja médico, é antes de tudo um ser humano com raras experiências, sobretudo no campo espiritual, Nubor, viveu 50 anos com Chico Xavier, conheceu o milagre de Uberaba, assistiu pessoalmente comunicados de André Luís, Emmanuel, aos 79 anos, ele é a prova viva destes milagres, detém segredos, contatos com a vida além da vida, de alta relevância, é um dos poucos que possuem condição de falar sobre fatos, e fatos, meus amados, não se discutem.




Uma das coisas que o professor sempre me diz, é sobre a humildade, certa vez ele me uma passagem de Chico, pouco instantes de falar para pessoas, e ajudar pessoas.

Chico estava preocupado com a responsabilidade, ligado a bom espíritos, pouco antes de entrar no recinto, virou para Nubor Orlando Facure, e disse sorrindo, "reze por mim".

Nubor me contou a cerca de uns 8 anos isto, e guardei em minhas anotações, Chico, o centro da doutrina, do MEB, o líder do espiritismo no Brasil, ao se concentrar, sorriu e vira a seu amigo, humildemente, pedindo uma prece, para que ele tivesse forças, para ajudar as pessoas que ali estavam e aos espíritos.

Hoje o que mais vemos é a soberba de alguns médiuns que se acham o "novo Chico", se acham donas da verdade, donos do centro espírita, com falas, de "sou vidente", "Os espíritos me falaram", julgam, fazem panelinhas em centro espírita, e ainda querem esquecer Allan Kardec, base de ensinamento disto tudo.

Para as pessoas que andam relegando Kardec e o que ele escreveu a um segundo plano, dizendo que ele está codificado, vou dar um aviso 98% dos espíritas, não sabem de verdade ler, as obras básicas, como chamam, não entenderam e não gostam da leitura Kardec, e vou explicar o porque disto.
Se estudar, se ler Kardec como deve ser feito, irão descobrir que milagre não existe, que mudança de rumos, curas são conquistados por merecimento.

Energias não podem ser tratadas de uma forma única em nome do amor, e da caridade, se você quer ensinar, tem que saber a gravidade do que está fazendo, e assumir a responsabilidade de faze-lo certo.(aliás falaremos disto em uma próxima matéria).




Certa vez um espírito em contou que uma das maiores dificuldades de um famoso astronauta era concluir a viagem a Lua sem um computador, que tivera uma pane por alguns minutos,e fazer os cálculos mais básicos de forma rápida, quase pois a missão a perder, por não se lembrar do caminho que deveria seguir no cálculo, destinado ao computador, que ele agora teria que substituir, como assim?

Me relatou que ele em sua juventude teve dificuldades de entendimento com o desenvolvimento de uma forma clássica de raiz quadrada, e suas transformações, e que a professora não o tinha ensinado os caminhos possíveis para o cálculo exato, e por isto ele teve problemas, no tempo de execução, ou seja, por 2 minutos teve que  lembrar o caminho certo que aprendera sozinho, pois sua mestra, havia esquecido de lhe explicar algo e ele não teve a coragem para perguntar, e se precisar do resultado rápido?

Portanto no exemplo citado, ao voltar a Terra quase que a espaçonave passou reto pelo planeta, por um erro escolar de juventude, com bilhões em jogo, e vidas também, erro de quem ensinou, de não questionar, se haviam entendido, e de quem aprendeu.
O tempo no espaço não existe, mas, aqui na Terra, o tempo que ele levou para resolver algo simples, para aquele homem, poderia ter causado um grande desastre.

O que tem um cálculo ou ensinamento a ver, com o espiritismo, "se vai dirigir uma espaçonave, ou aprender e ensinar algo, tenha certeza que te ensinaram certo, e que você aprendeu certo."

E porque ? bem eu diria que assim são alguns dos professores de espiritismo, se quiserem ficar achando mais milagres, mais caridade, mais amor, do que o necessário, e se esquecerem de dar aos novos médiuns, assistidos, oradores, aos novos líderes o ensinamento certo, leia Kardec, estude Kardec.





É preciso que estas pessoas saibam que as vezes poderão curar sem poder, corrigir rotas que não podem ser corrigidas, em casos específicos de doenças, pois até no plano espiritual, ou como gostam alguns fanáticos na Bíblia, " até nos planos do bom Deus ", existem regras a serem seguidas.

Vamos falar, primeiro, dos médiuns, porque você acha que vemos, bons médiuns doentes? porque vemos atormentados, depois de tanto anos de ajuda? Do bem maior como falam alguns.
Muitas vezes, por fazerem coisas que não poderiam ter feito, atraem para si, energias, ou espíritos ligados ao caso que curou sem ter certeza, que ele havia mudado.

Quando você muda uma doença grave, um acontecimento fatal, a menos que os espíritos de maior envergadura, tenham dito que o assistido está pronto para receber a cura, quem fica com a conta em parte? Claro que é o médium, o dirigente que decidiu por ela, sem saber se o assistido merecia a presença e ajuda dos espíritos de luz que costumam curar.
*** Em tempo, como todos sabem, espíritos perturbados, também curam, ou espíritos do mal, para poder usar e enganar mais tarde.

Muitos negam isto, mas, fica, é simples, vamos a um exemplo comum:
Seu vizinho bateu o carro dele no seu, não te avisou, não pediu sua ajuda, não explicou e tenta arrumar sozinho, algo que devia ter sua presença, sua participação, para o bem viver, como você reagirá?



A mesma regra da aceitação, do entendimento da dor, é necessária nos assuntos de cura, o médium pode herdar problemas que não eram deles, sobretudo porque neste Brasil amado, a casa espírita em sua maioria usa a regra clássica que as vezes dá vontade chorar....
"Espíritos do bem, irão cuidar disto, ou o de sempre, 

"Os espíritos mal orientados estão afastados em nome de Jesus, e outras crendices destas que não ocorrem.

Na lei Universal dos dois mundos, a Lei do livre arbítrio é respeitada, e o espírito, vai embora quando quiser, se quiser, pode no máximo se afastar por dias, mas se entende de ficar, fica, e será preciso um longo trabalho como a minoria sabe para ele ir embora.

Ah! David, então não quero as honras de ser médium. Eu pergunto que honra? todos são médiuns uns mais outros menos, ninguém foi escolhido, os grandes médiuns como Chico, primeiro não era santo, a par de sua vontade por alguns anos de ser reconhecido como tal, e que se arrependeu para os mais próximos.

A mediunidade é dom dado a todos nós, alguns sabem desenvolver, outros não, uns querem aprender outros não.



Quem ensina não pode dizer estou focado nisto e naquilo, só falo sobre o foco, que foco ? Já pensou se Einstein tivesse ido somente numa direção, se tivesse olhado somente para seu trabalho, se não tivesse ouvido outros pontos de vista.

A mesma coisa cabe ao dirigente que vai dar aula, que vai ensinar cursos, aliás falando em cursos, tirando as obras básicas e a revista espírita, não a curso a dar, porque existem ainda desde 1855 muito a saber que foi mal estudado, mal reavaliado, então temos que voltar e aprender, e aprender, e aprender, Kardec,.
Como vimos no exemplo do astronauta, temos que ensinar exaustivamente, o que Kardec nos deu, o ABC e a base, porque lá na frente, e eu posso vos garantir bem lá na frente, se você de fato conhecer o que Kardec ensinou, terá uma base para novos temas.



O que vemos hoje?

Vemos casas espíritas, misturando energias, misturando doutrina, e forma do espiritismo em seu clássico modelo original, se não publicamente, para alguns que se acham escolhidos, escolhidos de que?

Estamos todos numa mesma jornada de aprendizado divida com todos, e posso garantir a par da beleza do evangelho da Bíblia, ele caberá muito pouco na praticidade do espiritismo.
Não somos uma igreja, nem somos a igreja católica, para seguir a Bíblia, temos um grande "pastor" que dizem os mais chegados, nem médium de efeitos físicos é, se diz ser intuído, intuído porque quem cara pálida.

Não precisamos de pastores, precisamos no espiritismo, de conhecimento, e eles está a minha disposição a sua disposição, de quem tiver boa vontade.

Quer ciência leia e estude a Gênese, quer saber sobre a vida além da vida, que acontecimentos ocorreram e que você pode repetir, atualizando a época, leia o Céu e o Inferno, quer entender quem é você, de onde veio, que regras terá a seguir, para fazer sua parte, leia o Livro dos espíritos, precisa de amor, carinho, e entendimento religioso, leia o evangelho segundo o espiritismo, quer saber que não somos uma franquia das igrejas, leia O que é o espiritismo, leia a revista espírita, estude, e vai conhecer a verdade e ela te libertará.

Um pouco mais acima, falei do exemplo da cura do Câncer, poderia ter dito Aids, poderia ter dito qualquer outra grave doença que matará com o tempo, mas, usei a clássica como falo sempre.



Quer curar ? tem o dom? converse com o assistido, veja se ele está fazendo por merecer, se está aprendendo, entenda o seu entorno, não saia curando, não cabe a você mudar nada.
Sobre médiuns e orientadores de obsessões, esta você pode ajudar, mas não tome partido nas questões de família, lembre o que mais ficou cravado em mim de um dos meus professores, amigo Pascoal Nunes, que disse certa vez:

 "tomou partido numa causa no atendimento fraterno, você já está errado. Ouça, mas pondere, que aquela é a versão de quem veio procurar ajuda, e nem sempre ela corresponde a verdade, por isto seja isento ao analisar uma questão, não se envolva, console, ajude, sem entrar no mérito."

Pascoal é um destes professores que eu falarei a vida toda sobre o que me ensinou, a questão, que nem ele ou qualquer outro professor está isento de erros, sofrimentos, ou qualquer outro.

Também em Piracicaba tive um outro professor, anos antes de Pascoal, o querido e inesquecível Water Acorssi, ele me disse certa vez(me chamava pelo sobrenome): 

"Chinaglia, não seja teimoso, aceite o que tem que passar, aprenda, confie, o que não for seu, será resolvido, procure sempre o bom senso e o equilíbrio, porque no espiritismo, nem sempre podemos fazer o que precisa ser feito, porque meu filho entenda, é preciso ajudar, quem deseja ser ajudado."

Muitas vezes em contato com a natureza na minha querida escola de Agronomia de Piracicaba, ao lado do professor Acorssi, meditava em suas respostas na casa espírita, e comentava quando ele permitia isto.




Meus amigos conversei muito com os espíritos que vem a mim em dias de redação, comecei este texto para falar de energias, quando retornei a ele, um dos meus amigos(Miguel) que me informou


 "Meu caro, nem tudo é como você quer, na hora que deseja, tudo tem um tempo, mudaremos o tema combinado ontem á noite, por um interesse maior."
Esta toda é a questão, senhoras, senhores,  "o interesse maior", da sua família, da sua vida, da sociedade que vive, de onde acredita, do que acredita, não podemos pensar somente em nós mesmos,.


Citei algumas vezes minhas experiências, porque este é o que posso vos dar, aprendi com um professor, "quando for falar em público, cite as suas experiências não as que tomou conhecimento na sala de ajuda, salvo devidamente autorizado."
Dada esta explicação, quero dizer que o texto longo, as vezes é necessário, nosso medidor de visitas dirá se o meu tempo, e o dos espíritos foram bem usados, lembre, nada é por acaso, aqui estou como vosso amigo, para que reflita, não existe da minha parte, sobretudo de minha parte, um saber maior, apenas estudo, leio, aprendo, ouço.





Dizem que Paulo de Tarso, coluna mestra do catolicismo, mesmo tendo sido judeu, e quase um rabino, nos tempos de Saulo, disse, "ouça tudo, aprenda tudo, no entanto decida com o seu coração."

Não sei se Saulo diria isto, Paulo que mais tarde se tornou o melhor de Saulo, sim, sei que é bem apropriado, você decide o que ler e até onde quer ir no espiritismo, mas, por favor, não acredite tanto em milagres, temos merecimento, se passar a vida inteira acreditando que vai cair de cara numa lama, com espíritos perturbados, é isto que vai acontecer.

Lembre algumas visões, e relatos de Umbral são especificamente daqueles espíritos, o que não quer dizer que sua seja igual, ou melhor.

Como todas as doutrinas, o espiritismo requer que você aceite, que você escolha o melhor, para você, temos que aprender porque estamos aqui, temos que mudar nossas atitudes erradas, as pessoas erradas que colocamos em nossa vida.


Pois a cada dia que estivermos na terra, é um dia a mais que estamos perto do plano espiritual, então aceite, para poder viver algo intensamente, você precisa estuda-lo, e por isto demos o título, de Espiritismo, aprender é preciso.




Saúde e equilíbrio é o que vos desejo,





David Chinaglia,61, é espírita, palestrante, escritor, e editor deste blog, onde colabora, os e-mails devem ser enviados para davidchinaglia@gmail.com