quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Mistérios e Enigmas da mente em outras realidades - Por Nubor Orlando Facure



Estamos acostumados a receber os diversos estímulos sensoriais do nosso mundo físico

O brilho do amanhecer

A sonoridade alegre dos pássaros no quintal

A chuvinha na madrugada batendo na janela

O calor das tardes de verão

O toque aveludado do rostinho das crianças

Para todas sensações criamos uma interpretação e damos um significado emocional

Até hoje guardo na memória o sabor da broinha de amendoim lá de Uberlândia:

Inigualável


Como neurologista lido com pacientes que  transitam por extranhas "realidades"

Eles me antecipam o que imagino que nos espera no "mundo espiritual"

Quando eles descrevem esse ambiente que eu poderia entender como mundo espiritual, as suas descrições são sempre superlativas

As cores são mais vivas

O belo é mais deslumbrante 

O perfume parece vibrar dentro de nós

A tristeza imprime escuridão que doi

O medo sugere pavor que nunca termina

A luz tem mais brilho e parece entrar nos objetos

O tempo varia instataneamente do muito lento ao muito veloz

A diversidade da vida se manifesta numa variação infinita, tudo parece pulsar com mais energia divina

A alegria parece viver em nós para sempre

A felicidade é a única coisa que existe

Os encontros nos levam do medo às lágrimas em instantes, do presente ao passado como uma coisa só

Entre o delírio e a realidade a fronteira é muito sutil

Mas, teremos de nos preparar para essas grandes surpresas

O choque de realidade é muito grande

E o cosumo emocional parece não ter fim

terça-feira, 28 de julho de 2020

Memória, onde estás, quando escondes de mim? Por Nubor Orlando Facure









Se há uma coisa fugidia são as nossas memórias.
Todos já nos sentimos perdidos quando elas se escondem na hora que mais precisamos
Mas, se há uma função complexa dentro e fora de nós é justamente a memória
Digo dentro e fora, porque, sou daqueles que acredita na existência de memórias extracerebrais







Vamos fazer uma leitura simplificada sobre onde encontrar minhas memórias:

Memória celular:

Se memória for a recordação de um fato que aconteceu no passado, podemos dizer que ela existe, inclusive, nos nossos glóbulos brancos e anticorpos.
Eles entram em contato com o vírus do sarampo e constroem uma resposta química para essa invasão
Um novo ataque, numa epidemia de sarampo, eles reconhecem o invasor e toma medidas para sua expulsão.

Os neurônios e a memória:

Neurônio aprende com a repetição do estímulo
Ha dois fenômenos nesse processo
O primeiro é a "Sensibilização"
Repetindo um choque o neurônio fica super excitável a cada vez que recebe o estimulo elétrico
O segundo é a "Habituação"
De tanto repetir uma picada incômoda, você acostuma

O cérebro e a memória:

Suponha que eu detecte com os olhos a visão de um objeto que passa voando na minha frente
Observo detalhes e percebo que é um pássaro
Agora vejo suas cores
Ele bate as asas
Voa num vai e vem, ora para um lado ora para o outro
Peito amarelo, da um piado estridente cantando:
Seria um Bem-ti-vi ?

O cérebro tem áreas específicas para cada tarefa:

Para vermos o objeto,
Sabermos onde ele está,
Ha outras áreas para percebermos as suas cores e outras ainda para vermos os seus movimentos
A seguir, todos esses detalhes são comparados com meus arquivos no hipocampo, onde guardo memórias aprendidas
Ali, nos hipocampos, vejo os pássaros que já vi no passado e os guardo arquivados.
Noto que não era um Bem-ti-vi, é totalmente diferente, deve ser um sabiá
Foi o tamanho do bico
E o canto sonoro do sabiá
E a seguir, o que vai ocorrer?
Percorro o caminho inverso:
Do hipocampo para todo cérebro
Alí confirmo uma a uma as diferenças foi sabiá com o bem - ti - vi.

Na verdade, nossas memórias não são arquivadas, ou engavetadas
Os detalhes de todas coisas do mundo são esparramadas por todo meu córtex cerebral
No futuro, quando passar por mim um pássaro piando, eu saberei quem é
Já o conheci antes
Um detalhe aqui, outro ali
Meu cérebro fica cheio de informações que o mundo vai jogando para dentro de suas conexões.






Mas, vale repetir:

O cérebro não coloca as informações numa gaveta ou numa pasta de arquivos. Ele distribui as peças do quebra cabeça ocupa várias áreas no córtex
Isso trás vantagens:
Quando vejo uma cruz na torre, lembro-me logo da igreja matriz
Quando vejo a ambulância, logo me vem a lembrança do pronto socorro onde trabalhei
Quando a gente esquece um fato, ele pode ser resgatado com uma pequena pista, as vezes o cheiro de Madeleines.
Um sapatinho de cristal me lembra a Cinderela.






O Perispírito e a memória
O perispírito é um corpo de natureza espiritual e fluídica (semi material)
As memórias nesse corpo podem se utilizar de dois sistemas
Um deles se sobrepõe ao cérebro físico, funcionando com a mesma fisiologia dos neurônios e suas conexões, transmissão de impulso elétrico e liberação química nas sinapses
Um outro sistema é decorrente das propriedades "metafísicas" do Perispírito
Ele é dirigido por ação direta do pensamento, memória no Perispírito é vibração
Por isso ele se desloca no espaço e no tempo seguindo a força dos nossos desejos
Ele atua sobre objetos inanimados dando-lhes "propriedades" dos seres vivos
Vivifica os objetos, Algumas descrições clínicas podem facilitar nosso entendimento:
Indivíduos hipnotizados podem deslocar sua atividade mental ou mais precisamente, o seu Perispírito para um acidente que participou no passado distante
Durante o fenômeno hipnótico ele vivencia o passado como se fosse o presente
Poderá fazer descrições detalhadas do ambiente do desastre que na ocasião não percebera
O Perispírito não tem limites em sua memória
Ele nos permite vivenciar de novo os detalhes do passado, repete o momento com se estivesse no presente
Os obsessores, utilizando os recursos da hipnose, podem manter suas vítimas fixadas na cena de um crime, perpetuando a culpa
É a memória cristalizada
Nos fenômenos de sonho lúcido, são descritos que, as percepções se ampliam e as recordações se expandem.
A mente transita com o Perispírito durante esse tipo de sonho.

O Espirito e a memória:

Não conhecemos a natureza do Espírito
Sabemos ser o principio inteligente
Fonte dos nossos saberes
Senhor do nosso passado multimilenar
Numa linguagem física podemos dizer que tudo no Universo é energia é vibração
Ensina a filosofia chinesa que qualquer partícula contem em suas vibrações toda história do Universo
Mas que "partícula" vibra no Espírito?

Um centelha do pensamento de Deus.




Nubor Orlando Facure, 80, médico, Neurologista, espírita, pesquisador e escritor, durante 50 anos foi amigo e conviveu com Chico Xavier, foi o primeiro médico a falar de Espiritismo na Unicamp, Campinas, é presidente do Instituto do Cérebro em Campinas, e colabora com este blog.
lfacure@uol.com.br

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A Síndrome do Avestruz - Por Marcelo Henrique





Eu só quero que o dia termine bem! Esta é uma conhecida frase, presente em músicas do cancioneiro popular e em figuras que circulam nas redes sociais. Ela representa que, idealmente, após as tempestades da vida deve vir a bonança, a calmaria. Ou em outras palavras, mesmo que a situação esteja “ruim”, ela pode se modificar e ficar “melhor”.

Há os que adaptem essa expressão para “Eu só quero que tudo termine bem”. Neste caso, diante de dilemas existenciais, de lutas ou disputas, de situações em que haja os naturais conflitos humanos, interpessoais, é justo e lídimo esperar pela paz.

Há uma outra frase, também, que é importante para o contexto desta missiva: “Se queres a paz, te prepara para a guerra” (provérbio latino “Si vis pacem, para bellum” – Publius Flavius Vegetius, no quarto ou quinto século da Era Cristã). Não é necessário que seja um evento bélico, com armas cada vez mais sofisticadas e letais. O conflito pode ser ideológico, intelectual, interpretativo. E este tipo é o que mais ocorre em nossos dias. Uma disputa – que pode ser de egos, também – entre “verdades”.

E onde há conflitos? Em qualquer lugar. Basta ter-se, no mínimo, duas pessoas. Há quem diga, ainda, que pode haver conflito – e há – com, apenas, uma pessoa. Mas aí tal “disputa” será entre os componentes do próprio Espírito, o eu, o ego, o alter ego, já ensinam a Psicologia e a Psicanálise. Contudo, não é nosso objetivo tratar dos confrontos íntimos na busca pela “melhor opção” de viver. Ocupemo-nos das relações interpessoais.

Se os conflitos dependem da existência, dual ou plural, de indivíduos e, portanto, por esta premissa, eles são circunstanciais e revestem-se de características conforme o locus, o cenário e o ambiente em que as pessoas estiverem partícipes, pode-se afirmar com objetividade e consistência que, também nas organizações espíritas existem conflitos.

Não? Tem certeza? Você nunca viu ou participou de um?

Que organização é esta, espírita, de que você faz parte? Conte-nos! Queremos descobrir e conhecer. Talvez possa ser um oásis no meio dos desertos humanos. Talvez seja um “pedacinho do Céu” na Terra, para lembrar o poeta, ainda que, francamente, o “conceito espírita” de Céu não seja o firmamento das demais religiões. Opa, demais? Como assim? É o Espiritismo uma religião?

Calma, calma, não é o “mote” deste ensaio tratar sobre a configuração (ou não) religiosa do Espiritismo Brasileiro. Fica para uma próxima!

Então, voltemos ao alvo de nossos escritos: o centro espírita! Esta “menor célula” de agrupamento do chamado “movimento espírita”. Para lembrar o Codificador, seriam “núcleos familiares de espiritismo”, formados por pessoas que mantêm, entre si, relações de afetividade, conviviabilidade e colaboração, permanentemente. Certo?

Veja bem...

Narizes um pouco torcidos... Olhares arregalados... Sorrisos amarelos... Dar-se de ombros... Não é bem assim! Realmente, não é BEM assim. Nem é assim. Mas poderia ser assim, não?

Pessoas são pessoas. Seres humanos. Individualidades espirituais. Cada qual com suas distintas bagagens (aquela mochila que trazemos, invisível, às costas e que aglutina cada uma das experiências encarnatórias que tivemos, além, é claro, daquele período de permanência no Plano Invisível, a Erraticidade, o local onde vivem os espíritos errantes.

Calma! Eu não vou falar de nenhum “mundo” extrafísico, nenhuma “colônia” espiritual, para não causar embaraços aqui ou ali, nem afastar o público da leitura e compreensão deste artigo. Não mesmo!

Os Centros Espíritas são o conjunto destas individualidades. Ali, desfilam, diariamente, as personalidades espirituais que se revestem, inicialmente, da conformação física e psicológica da atual encarnação, resultante da formação familiar, da instrução formal (educação), das atividades profissionais, das participações em outros grupos, etc. Mas, também, o somatório de virtudes, caracteres, elementos de natureza espiritual, considerando, assim, o conjunto de todas as experiências vivenciadas pela Alma (Espírito).

Natural é, portanto, que, aliando uma à outra contingência, tenhamos almas bastante experientes no trato convivial – ainda que, em função dos próprios comportamentos que diferenciam, entre si, as mulheres e os homens da nossa época, nem todos tenham “tato” na convivência, não é mesmo? Há seres muito embrutecidos, em todos os sentidos, e outros que, inobstante a cultura educacional e profissional, ainda possuem vestígios de barbárie e incompreensão “explícitas”.

E tudo isso “junto e misturado”. Tudo isso convivendo proximamente, na reunião doutrinária, na de estudos, no trato com crianças, adolescentes e jovens, nas ações sociais e... Taram! Na reunião de estudo e “aprimoramento” (educação) da Mediunidade!

Que as máscaras caiam, senhores! Nestes exercícios de participação coletiva, independente das tarefas realizadas, é natural que as pessoas passem a se conhecer, não é mesmo? E, em se conhecendo (mais e melhor) surgirão, naturalmente, os... Conflitos!

E, como assaz acontece em todas as outras agremiações humanas, que a civilização aprimorou afastando os agrupamentos primitivos onde a força física era preponderante para “solucionar” os conflitos, surgem outros elementos de materialização do poder. A intelectualidade, o poder de persuasão, a habilidade de convencimento, entre outros. Mas, também, um outro fator, que, por vezes, não “obedece” a esses pilares organizacionais, acima citados. A hierarquia. O poder. A distribuição de cargos, posto que cada organização também obedece aos regramentos jurídicos vigentes e, portanto, precisa estar formalizada do ponto de vista da separação (segregação) de funções e da definição de “quem manda e quem obedece”. Para não sermos tão severos e não falarmos em “autoridade repressora” (mas que existe, eu sei e você sabe!), vamos dizer que, para fins de melhor programação e execução de tarefas, há os que definem e orientam o como deve ser feito.

O poder – temporal – é, portanto, manifesto e presente. Ele está “em toda a parte” e seus efeitos são erga omnes (ou seja, para todos). Diz o adágio popular: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. E, neste contexto, a autoridade local é derivada do consenso ou do poder de escolha, que obedece, em regra, a padrões de democracia representativa, com os associados podendo se candidatar, formar chapas e disputar eleições, periodicamente.

Estabelecidas tais premissas, vamos tratar, agora, do avestruz. Sim, essa simpática ave, a maior dentre as espécies desta classe biológica, originária da África em nosso planeta. Entre as características expressivas deste animal está o fato de que elas têm o hábito de esconder a cabeça na areia, ao primeiro sinal de perigo.

Perigo... Palavra interessantíssima...


Existiriam avestruzes espíritas? Boa pergunta...

sexta-feira, 29 de maio de 2020

A Mediunidade em sua Simplicidade e Grandeza - Por Marcelo Henrique



A Mediunidade não tem local circunscrito e não espera eventos, para se manifestar e para produzir efeitos positivos

Marcelo Henrique


Ambientado na Paris da segunda metade do século XIX, Allan Kardec, por volta de 1854 começou a conhecer a realidade do intercâmbio espiritual entre os seres vivos e aqueles que já haviam falecido. Depois, conhecendo os fenômenos, observando-os e extraindo, empiricamente, resultados, concebeu os termos “médium” e “mediunidade”, escrevendo até um manual, o guia dos médiuns e dos evocadores, a que deu o nome de “O livro dos médiuns”.


O mundo à época, no intervalo compreendido entre 1854 e 1869, vivia um momento de graves convulsões. A França vivia uma grande ebulição e o império napoleônico e o poderio da igreja católica, associada ao Estado, eram os personagens de evidência naquele cenário. E os homens, Espíritos encarnados, o que eram? Será que a Humanidade era melhor do que a nossa? Reflitamos…


Kardec, um pensador com qualificativos intelectuais e morais, imaginava, de modo muito otimista, que o Espiritismo fincasse raízes sólidas na Europa e fosse transmitido para todas as partes do mundo. Chegou a ensaiar escritos, com fulcro nas orientações que havia recebido dos Espíritos Superiores, com quem dialogou por quase quinze anos, semanalmente, que o estágio de regeneração moral do planeta ocorreria no início do século XX.


Mas, vieram as duas grandes guerras, simbolizando os reflexos daquela ebulição francesa (e mundial) que destacamos acima, adiando sem data certa, o alcance do progresso e a elevação planetária. E, notadamente, continuamos respirando os ares do “mundo de expiações e provas”, o segundo na escala dos mundos, conforme a didática espírita.




"Encarnados e desencarnados são, praticamente, os mesmos. Não há, francamente, muita diferença entre os que estão na vida física e os que gravitam em torno de nós. E as reuniões mediúnicas das casas espíritas são o demonstrativo cabal desta realidade. Dificilmente temos inteligências como as que se encontram nominadas nas obras de Kardec, assinando as psicografias do hoje. Este é um dado interessante e que não pode ser desprezado.

Observe a rotina das instituições espíritas e, quase sempre, teremos mensagens assinadas por “vultos espíritas do passado”, como a fazer prosélitos à “raça prometida”, isto é, os espíritas, com ditames, inclusive, para a “dinâmica de trabalhos, atividades e reuniões”. Ou não é isso?





Chico Xavier em reunião mediúnica.
"Sem evocar, isto é, sem buscar a sintonia com os Espíritos afins, ficamos à mercê de recepcionar, nas ditas reuniões mediúnicas, duas categorias de individualidades invisíveis: os “sofredores” (que precisavam de aconselhamento, orientação ou preces) e os “aficionados” (trabalhadores, dirigentes ou vultos espíritas de décadas anteriores)."

E, por que isso acontece? Porque os espíritas, desde o início do século XX, quando a Doutrina passou a ser disseminada em terras brasileiras, adotaram um comportamento adstrito a uma (nova) religião, esperando que a diretriz não fosse derivada do raciocínio lógico e das decisões de responsabilidade pessoal (dos encarnados), passando a aguardar, sob a máxima do “telefone toca de lá para cá” (atribuída a Chico Xavier), abandonando a prática e a metodologia de Kardec, que recomendou a evocação.

Além disso, foram sido incorporados mitos e crendices. Santificaram a “reunião mediúnica” e proibiram que a mesma fosse realizada no âmbito do lar de cada espírita – mas, curiosamente, aconselharam um “culto”, o do “evangelho no lar”, para substituir a dinâmica traçada e experimentada por Kardec naquele período inicial, já destacado.

Os mesmos temores em relação ao mundo invisível (sobrenatural), que tinham sido dissipados com as atividades e a teoria kardeciana, voltaram com toda força e “esplendor”, a ponto de dirigentes e orientadores (?) repetirem que a “presença espiritual” nas nossas casas seria prejudicial à “harmonia” do lar. Como se nós não estivéssemos em TODOS os lugares, cercados de espíritos ou como se houvesse, no entorno de nossas residências, alguma campânula protetora, um escudo “contra” os Espíritos.


Então, por que será que os espíritas praticantes TEMEM os desencarnados? Por que se tem ojeriza à “obsessão”? Por que razão dirigentes, médiuns e palestrantes repelem tanto a situação de envolvimento espiritual (intercâmbio mediúnico), sacralizando a mediunidade?

Se procuramos tratar de Espiritismo, o Espiritismo é, basilarmente, Allan Kardec. E, como, após 1869, quando o Professor francês desencarnou, com ele “morreu” o método de AFERIÇÃO e SELEÇÃO das mensagens de cunho mediúnico, ditadas por tantos e quantos Espíritos, o chamado “movimento espírita” passou a atestar como “complementares” as comunicações dadas a médiuns e assinadas por quem quer que seja. Nunca mais se fez o cotejo, seja das mensagens entre si, produzidas pelo próprio medianeiro ou por mais de um, assinadas por diferentes individualidades incorpóreas, e nem delas com a “base”. E, assim, a “voz” de “qualquer Espírito” passou a ser tida como COMPLEMENTAR à “Codificação”.


Você acha isso correto? Deveria ser assim? É “regra” que “todos os Espíritos são de Deus”, para lembrar o Pescador de Homens? Somente a “beleza” da mensagem ou o seu conteúdo “apologético” ao bem, são suficientes? Ou é necessário MAIS?


O que se quer enfatizar é que, para a rotina mediúnica brasileira, abdicou-se do método de análise das comunicações (psicografia e psicofonias), sob o crivo (kardeciano) do Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos (CUEE), baliza estabelecida e utilizada, até o desencarne, pelo Professor francês.


Em consequência, não há – nem nunca houve – qualquer debate sério sobre a produção mediúnica brasileira, desde as primeiras obras de Chico Xavier. Via de regra, as mensagens recebem uma espécie de “selo” de oficialidade, passam a ser verídicas e incontestes. É este o “padrão” da mediunidade em nosso país!


Que pena!


Pandemia e retorno ao lar


E, nestes dias em que as nossas rotinas estão bastante alteradas, em face da pandemia que assola o planeta inteiro, em que a nossa perplexidade e impotência diante da grande ameaça à vida humana nos fizeram alterar nossas atividades – inclusive as realizadas por grupos e instituições espíritas, devemos aproveitar este importante momento para muitas reflexões oportunas.


Assim como está ocorrendo em muitas atividades profissionais e educacionais, com a substituição das reuniões presenciais por atividades à distância, virtuais, com o uso de equipamentos e programas específicos para tal finalidade, devemos continuar unidos e contribuindo, cada qual, para as tarefas espirituais que já fazem parte das nossas vidas.
Deste modo, vejo com muita alegria e aprovação a iniciativa de realização de palestras, estudos e até reuniões mediúnicas virtualmente. Lembremos que a diretriz exposta em “O livro dos médiuns”, capítulo XXIX, item 331, é a de que a reunião (espírita, mediúnica) é um SER COLETIVO, uma espécie de feixe, na analogia do Codificador. Vale dizer que o capítulo em comento se refere às “reuniões e sociedades espíritas”, não sendo especificamente apenas para o mediunato.

E por reuniões, no âmbito espírita, devemos entender toda e qualquer atividade proposta em que os encarnados compareçam – remontando à condição anterior, em que podíamos nos reunir sem qualquer embargo ou receio nas instituições – mas, também, com a presença dos desencarnados, tanto os Espíritos Superiores quanto aqueles que estão na mesma condição evolutiva, errante, de nós mesmos.



Sonia Rinaldi, pesquisadora em Transcomunicação Instrumental.

Lembremos que não é o computador, tablet ou celular, nem o programa específico nestas plataformas, o “intermediário” das questões afetas à mediunidade. O instrumento material de natureza eletrônica é, tão-somente, um equipamento para, nesta questão de excepcionalidade, em que as reuniões presenciais devem ser evitadas, para que não ocorram os contágios (Covid19), as atividades espíritas, seja as me mediunidade, as de estudo ou as de divulgação, continuem a ocorrer. Os médiuns – sob qualquer das tipologias, mas, marcantemente, os psicógrafos e psicofônicos é que continuarão sendo, como sempre, os veículos para o INTERCÂMBIO MEDIÚNICO.

Recordemos que, desde a década de 1950, pesquisadores do mundo todo utilizam instrumentos científicos, eletrônicos e tecnológicos para o acompanhamento dos “transes” mediúnicos e, mais recentemente, décadas de 1990 para cá, pesquisadores do renome de Hernâni Guimarães Andrade, Henrique Rodrigues e Sonia Rinaldi, realizaram inúmeros experimentos com tais equipamentos ou outros, para apreciação da Mediunidade. Antes disto, também, Herculano Pires noticiou repetidamente as experiências no leste europeu, inclusive entre cientistas russos, extremamente materialistas e céticos.

O computador ou o telefone são, assim, meios de APROXIMAÇÃO entre pessoas que se encontram fisicamente distantes e, por serem elementos materiais (de avançada tecnologia) apenas se limitam à função que possuem, no sentido de propiciar a realização de encontros ou reuniões virtuais, SEM QUALQUER INTERFERÊNCIA no “evento mediúnico”. Dizer o contrário é, como expressão de Kardec, “tomar o efeito pela causa”.


Não devemos, jamais, “sacralizar” a Mediunidade, afastando-a do teor de naturalidade do intercâmbio entre “vivos” e “mortos”. A Mediunidade deve ser tratada, SEM MISTICISMO, tal como o fez Kardec, em suas obras. O que Kardec acentua como necessárias à ocorrência de qualquer atividade dita espírita, tanto as de caráter de experimentação mediúnica, quanto às correlacionadas ao ensino-aprendizagem e divulgação do Espiritismo, é a SERIEDADE das reuniões, justamente para, pela LEI DAS AFINIDADES, serem atraídos Espíritos igualmente sérios e elevados. E que as reuniões sejam organizadas, no plano da matéria, com responsabilidade, em dias e horários aprazados, para que os Espíritos Superiores, interessados, também compareçam a tais eventos, para contribuir e orientar os encarnados.


Em nenhum trecho da vasta obra kardeciana – inclusive quanto Kardec trata dos escolhos da Mediunidade ou apresenta os três estágios de obsessão (a propriamente dita, a possessão e a subjugação) se induz a ideia de que os médiuns estariam à mercê das inteligências invisíveis, sobretudo as mal-intencionadas, para que estas aprisionem aqueles e causem-lhes perturbações de vulto.
Vale dizer, também, que quem é médium o é em qualquer local ou circunstância, pois suas faculdades mediúnicas permitem o intercâmbio e a educação e a disciplina mediúnicas são, para todos, os valores imprescindíveis para quem se dedica, a qualquer tempo, para tal mister. Relembremos que, na questão 459, de “O livro dos Espíritos”, no tocante à influência dos Espíritos (desencarnados) sobre os homens, trecho, aliás, que é usado com frequência pelos espíritas justamente porque ele nos apresenta a realidade comum e corriqueira das relações entre os “vivos” e os “mortos, em QUALQUER AMBIENTE ou SITUAÇÃO.




Jesus Cristo sempre presente nas reuniões Mediúnicas.



Também pela AFINIDADE, os desencarnados se afiliam a atividades de cunho espiritual, seja em assembleias espíritas seja em outras reuniões de filosofias ou religiões, e os de natureza superior prestam anteparo e apoio – à distância, na simbiose e na partilha das “energias” ou “vibrações” (dois termos que, simbólicos, são expressões das atividades espíritas em geral). Duvidar disto é duvidar da própria Mediunidade e sua finalidade e entender que um indivíduo encarnado, responsável, devotado, interessado, estudioso, caridoso, fique à “própria mercê” sem qualquer apoio espiritual. Kardec disse e diria o oposto disso, também hoje. Vide ainda, a respeito, a expressão atribuída a Jesus, para quem “onde estiverem reunidas duas ou mais pessoas” em seu nome, ele estaria presente (espiritualmente).

Somos Espíritos – e espíritas – em todos os ambientes, inclusive em nossos lares!

Kardec sempre tratou a Mediunidade como algo natural (e não sobrenatural), e que as faculdades mediúnicas não seriam meritórias nem elementos de agravamento das situações conviviais de cada individualidade. De modo pontual, tratou a mediunidade como o intercâmbio entre os seres desta dimensão e os que já deixaram o plano físico, reiterando que tal ocorreria em qualquer situação, em face das vinculações mentais, que teriam como ponto de partida os gostos, pendências, preferências e as atitudes diárias. Ligamo-nos aos Espíritos em função da qualidade de nossos pensamentos e isto ocorre em qualquer ambiente, INCLUSIVE no lar.


Os Bons Amigos espirituais, comprovadamente, acompanham o médium em suas diversas atividades cotidianas, já que, como se sabe, a atuação do medianeiro não deve, jamais, ficar circunscrita e confinada à “casa espírita”. Caridade e trabalho não tem hora nem local!
E quanto ao meio? O meio não é o local, nem a reunião. O meio é o MÉDIUM. É ele que tem que demonstrar, por suas atitudes cotidianas, dentro e fora da instituição espírita, se ele está consciente da importância da tarefa mediúnica, para si e para os demais, encarnados ou desencarnados, se ele possui responsabilidade para estudar e disciplinar, corretamente, sob os padrões definidos por Kardec, em “O livro dos Médiuns”, ou se permanece à mercê de qualquer influência, como se fosse alguém “dominado” pelos desencarnados, sujeito aos caprichos e interesses destes últimos.
Mediunidade sem local circunscrito.
De outra sorte, poderá ser o centro espírita mais tradicional, com maior longevidade, podem ser as melhores instalações (prédio, mobiliário, recursos materiais) que isto, por si só, não será garantia do êxito e da finalidade das reuniões.


Ainda é oportuno lembrar que Kardec, quando estruturou a prática mediúnica sob bases claras e precisas, para a EVOCAÇÃO de Inteligências Superiores que viessem em auxílio, no despertar do conhecimento humano-espiritual, reservando, apenas, parte das atividades, quando fosse o caso, para o esclarecimento de alguma entidade espiritual que disso necessitasse.




Livro dos Médiuns: obra maior para compreender a mediunidade.





Via de regra, ao invés de aproveitarmos as reuniões para buscar, das Inteligências Superiores, informações específicas, na continuidade da apreciação daqueles temas tratados pelo Codificador em seus 32 livros, ou outros mais, em função da progressividade da vida neste orbe, preferimos adotar uma completa inversão e desnaturação da atividade mediúnica que, ao invés de seguir a diretriz kardeciana do auxílio dos desencarnados ao conhecimento dos encarnados, passou a ser uma “ação de caridade” dos encarnados para os desencarnados que “desconhecem” a realidade espiritual. Analogicamente, poderia ser aquela situação em que um aluno de sexta série pretende explicar uma teoria a um professor universitário!


Recordando a dinâmica existente nos “grupos familiares de Espiritismo”, os mesmos ocorriam, na época (1857-1869), justamente nas residências de famílias, onde amigos e conhecidos, semanalmente, em dia e hora aprazados. Nem sempre era possível ou viável a constituição de sociedades (termo da época) espíritas, havendo muitos casos em que a informalidade prevaleceu.


A Mediunidade, então, não tem local circunscrito e não espera eventos, para se manifestar e para produzir efeitos positivos. Quando um médium visita um lar onde há uma pessoa enferma, acamada, prescrevendo orientação, passe e atendimento espiritual, há um gesto dos mais nobres, em termos de verdadeira caridade. Quando dois, três ou mais membros da entidade espírita, vão a um hospital, maternidade, asilo, para o atendimento dos internos que o desejarem, também a ação mediúnica se converte em prestimosa terapia.


Em sede de pensamento, como força motriz das atividades espirituais, a intenção do médium, a sua elevação moral, o desejo de atuar na caridade são, como se sabe, poderosas ferramentas para auxiliar, seja na atividade em reuniões mediúnicas, seja em qualquer outra atividade de assistência espiritual ao próximo.
As reuniões mediúnicas são uma NECESSIDADE das individualidades encarnadas, para o estudo, o aprendizado e a prática. Os desencarnados se reúnem quando e onde querem, para finalidades as mais distintas. Não há “normas” prescrevendo a “forma” de realização das reuniões ou atividades espíritas. Estas são da conformação das regras materiais, obedientes ao consenso dos participantes das agremiações espíritas.






Há uma tendência a vincular “tudo” a vontades ou determinações espirituais, como se eles, os Espíritos (desencarnados) tutelassem e definissem como devam ser as atividades (associativas) no plano físico.


Com a dificuldade e a impossibilidade das reuniões materiais, rotineiras, associativas, alternativas devem ser buscadas para, se não atingir em plenitude os objetivos costumeiros ou viabilizar situações que só seriam possíveis por meio da reunião ou proximidade material, cabe à criatividade (uso da inteligência) humana, estabelecer alternativas para o alcance – ainda que parcial – das finalidades espirituais das instituições e grupos, com a certeza de que os Bons Amigos que acodem às atividades e estabelecem, com os encarnados, vínculos de cooperação, também nos assistirão nesta condição passageira que a pandemia nos condiciona.


Devemos reconhecer que o momento é, além de pitoresco, inédito e peculiar, para todos nós, um instante para que o raciocínio lógico, a ética e as atitudes de solidariedade, fraternidade e caridade estejam em primeiro plano.


Esperamos, outrossim, que a “tempestade” possa ser o mais breve possível e que, à frente, todos possam estar, novamente, fisicamente próximos para as tarefas distintas que as agremiações espíritas realizam, com desprendimento, amor e conhecimento.


E que “assim seja”!

sexta-feira, 13 de março de 2020

SUICÍDIO DE JOVENS, AUMENTA OS CASOS COLETIVOS, HORA DE AJUDAR - Por David Chinaglia



Estimadas amigas e amigos de jornada, estamos aqui,para falar sobre um tema, difícil, complexo, uma tema que ninguém quer falar, porque entra diretamente no meio da falência a caminho da instituição FAMÍLIA.

Vamos falar de SUICÍDIO, em especial de jovens, sejam meninas, meninos, gays, não importa, o terrível crescimento e agora sendo atormentado, pelas decisões coletivas, sim, jovens se matando, ou tentando faze-lo, a partir de decisões coletivas, por motivos, vários, depressão, falta de crença em Deus, ausência de suporte familiar, briga com pai, com mãe, a vida do chamado terceiro sexo, dinheiro, vazio, depressões, dos mais variados tipos.

A estrada nos dá um céu nebuloso a nossa frente, de paisagem não tão bela como para alguns é de foto tirada a revelia na internet, para dizer, a todos, da minha preocupação.
Algumas pessoas que conversei, entendem que é uma opção o suicídio,eu não acredito, escolha errada,.

O espiritismo adverte claramente, sobre o tal direito de tirar a vida, que na verdade, não temos, não pelo que conversei, com especialista e  com pastores, padres, e dentro da minha crença líderes espirituais, e dirigentes de casa espírita, temos que ajudar, sim temos que intervir, temos que tentar ajudar estes jovens.

O objetivo deste longo texto, será este, porque? nós que já tínhamos falado  voltamos ao tema, anos depois ?



"Em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, Brasil, 19 jovens se reuniram, para planejar coletivamente seu suicídio, e 07 deles conseguiram, em lugar público, tal fato, não veio a mídia, pela proteção que existem em dados informativos assim, pelo local ser público, comercial, e poderia trazer danos maiores, pelas famílias, que em sua maioria são de classe média alta, e para evitar copiadores."


Ao ver imagens, que uma fonte nos enviou, fonte esta de maior credibilidade junto a este repórter e espírita, tive que acionar amigos, tive que falar, tive que escrever, fiz apelos, a lideranças de casas espíritas, e quero conversar, com você meu amigo pai, minha amiga mãe, com você jovem, sobre tirar a vida.

A proposta é ajudar, e vamos ajudar, não só os sobreviventes daquela cidade, mas, outras famílias que estão em ataque, outros jovens, pelo menos da forma que posso, pedindo uma reflexão, á vida. E se vamos ajudar cada qual como puder, porque, literalmente eles não sabem o que fazem.

Vejo uma febre de pessoas, falando em estudo, estudo, do espiritismo, descobertas, direito a verdade, falando-se por demais em espíritos, em mortos, se esquecendo dos vivos.

Convidei lideranças para falar do assunto, Paschoal Nunes Filho, espírita, médium e palestrante um dos meus professores de espiritismo, Dr.Marcelo Henrique, escritor, palestrante, pesquisador, líder porque não digital influenciador, nas redes sociais, como divulgador, Dr.Nubor Orlando Facure, e fui buscar amigos como Richard Simonetti, já falecido em meus arquivos, e vou publicar uma série deste tema chamado suicídio de uma forma geral.

Sei que muitos não gostam de texto longo, porém se faz necessário, calma, sente, faça uma reflexão junto ao seu mentor, junto sua fé, ou se não acreditar em nada, pelo menos junto a você.

A maior parte dos jovens hoje, não acreditam em Deus, pesquisa recente, 67% deles de 12 á 18 anos, não acreditam em Jesus, nem que ele tenha existido, 28% não acreditam em vida após a morte, muito menos em reencarnação.

Vamos então convocar Rivail, o nosso codificador, conhecido como Allan Kardec, na mais importante obra espírita de todos os tempos, O LIVRO DOS ESPÍRITOS, e quando ele começou sua maior entrevista com espíritos superiores, e questionou a todos, sobre tudo, o tema DEUS, era por demais importante a humanidade e não só a França, onde nasceu e cresceu, e morreu Kardec.
A pergunta base, o marco zero, é sobre Deus.

Vamos ler para depois seguir....





1. Que é Deus?

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” (1).


2. Que se deve entender por infinito?

“O que não tem começo nem fim; o desconhecido; tudo que é desconhecido é infinito.”

3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?

“Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, insuficiente para definir o que está acima de sua inteligência.”

Deus é infinito em Suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não é conhecida por uma outra que não o é mais do que a primeira.
________

(1) O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram. Para distinguir as notas e desenvolvimentos aditados pelo Autor, quando haja possibilidade de serem confundidos com o texto da resposta, empregou-se um outro tipo menor. Quando formam capítulos inteiros, sem ser possível a confusão, o mesmo tipo usado para as perguntas e respostas foi o empregado.

Provas da existência de Deus.

4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências: Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

5. Que consequência se pode tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si da existência de Deus?

“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio de que não há efeito sem causa.”

6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de ideias adquiridas?

“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.

7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas?

“Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária.”

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.

8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?

“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? Além disso, que é o acaso? Nada.”





Deus então está presente de alguma forma,na nossa vida, esta foto acima ilustra uma jovem criança em depressão, com o pensamento na morte, na falta dele, ou mesmo, do conteúdo Jesus, como chamo.

Temos se você chegou até aqui, uma força espiritual em outro plano, no entanto, viemos a este mundo, para aprender, para viver, para ter alegrias, mas, viemos, também para sofrer.
O Sofrimento é base para o aprendizado, manipulado ou não, até porque não vou impor ao jovens que aceitem o que falo, apenas que façam uma reflexão.

E reflexão maior devem fazer os pais de hoje, sobre a forma que estão criando seus filhos, com a vida como está e falo agora de internet, computadores, tecnologia, telefones e etc.

Antigamente um pai, se impunha pelos gritos, pela ordem, pelo coronelato, a uma mãe, por aplicar as leis da casa, da família, hoje este modelo está superado, até em alguns casos deu certo, hoje não mais, hoje funciona exemplos, dialogo, e família.

Certa vez meu amigo Fernando disse, David : "crianças não quer saber de conta de luz atrasada, cartão, prestação de carro, falta de dinheiro, criança quer sonhar, quer brincar, quer ser feliz."

Ele estava certo, mesmo sendo mais velho que Fernando levei este aprendizado, que também era o mesmo pensar de minha avó,.

Hoje as crianças participam de problemas que não são delas, serão um dia, que devem aprender, mas, muitas discussões, brigas, por dinheiro, num mundo de alto consumo, com a internet gerando campanhas contra família e Deus, levam o jovem ao desespero, a depressão, a alucinação, e a morte.



Temos que intervir, com avisos, sim claro, mas temos que ajudar, e não adianta terceirizar a responsabilidade para falta de perdão de Deus, do plano espiritual, que vai ser punido na próxima reencarnação, temos que falar de vida, a estes jovens, temos que devolver a ele a esperança na família, muitos estão revoltados com  sua mãe, irmã mais velha (fiz uma pesquisa sobre o tema), e 76% dos jovens que conversei não gostam de ver sua mãe, nas redes sociais, em exposição e comentários outros, não gostam e não falam, outros acham o maior barato ver a mãe, semi nua, com seu terceiro ou quarto marido, seu direito de escolha, ou o pai, namorador na sua quarta, quinta mulher, porém, um aviso.

O Jovem em sua maioria, por mais liberto que seja, na figura da mãe, do pai, querem pessoas, mais equilibradas, e seguras, e estão achando pais, iguais a eles, inseguros, e com medo, pais aventureiros.

Isto pode estar na ausência de religião, de Deus, de educação, mas, está porque a vida em família mudou.

Jamais a família como todos conhecemos esteve tão ameaçada como agora, e todos nós sejamos ou não espíritas, temos sim que intervir, pela eterna sagrada instituição, chamada família.



Aqui a foto da campanha, menos internet, e mais conversa com seus filhos, mostra pais, avós e por logo, seus filhos vivendo um mundo muito mais virtual, do que real.

E quando o mundo virtual, passa gerir, conselhos, caminhos, hábitos, desejos, passa ser dono dos jovens para lhes dar a saída e na crise, falsas lideranças, as mais seguidas, as mais curtidas, lhe enviam a resposta.

Uma jovem Argentina, outra na Espanha, lançaram uma campanha pela morte coletiva, como um basta para esta vida, sem base, sem família, sem Deus, a autora tem 16 anos, e conseguiu atingir muitos jovens.

Então basta tirar a internet? NÃO, CLARO QUE NÃO, os JOVENS QUEREM SER OUVIDOS.



Não ao suicídio, temos campanhas do mundo tudo, porque os números da 0MS são alarmantes, ano passado,  800 mil suicídios registrados, fora os que não notificados, por vergonha de quem ? da família, dos pais, claro que este número incluí adultos, idosos.

Estimar em mais de 1,3 milhões de suicidas não é exagero, o que nos preocupa, é saber que 60% deles, tem de 13 á 19 anos, você tem que acordar, os números não são meus,não são do espiritismo, não são da igreja, nem outra religião qualquer, são da OMS (Organização Mundial da Saúde).






Fui conversar com jovens, e descobri algo que divido com os senhores, com as senhoras, o jovens são moralistas, sim, eles pregam liberdade, mas não aceitam, sim são conservadores, os filhos, jovens sobretudo, não aceitam mães sexualizadas, com fotos atraentes no Facebook, e redes sociais, mãe, é mãe, ouvi de um :

"Minha mãe não faz sexo, fez amor por causa de mim, ela me disse isto aos 08 anos.", então tem que ser escravo do que deseja, o FILHO, claro que não, tem que conversar.

Para o exemplo não ficar só na mãe, estava conversando outro dia no ônibus com um garoto,13 anos, filhos de pais divorciados, que mora com o pai, "meu pai as vezes me irrita em se achar o melhor do mundo, ele canta as amigas da minha irmã que tem 18 anos, quem ele pensa que é ?.

Perguntei aos jovens, com quem falei, você questionou as fotos de praia de sua mãe, as investidas de seu pai, e nos dois casos ouvi : "Você está de brincadeira, eles conversam via mensagem comigo, ou para dar dura, ou para falar o que não quero, ordens, ordens, e não são exemplo de nada.




Outros chegaram finalmente na questão Jesus, e disseram para mim: "Seo David, o senhor quer falar de um homem que não existiu, é isto mesmo ? ( na hora não questionei, concordei, porque se você empurrar o jovem para um canto, ele sai da conversa), ouça O JOVEM,  eu disse a eles:

"Vou admitir que historicamente e cientificamente, Jesus não existiu, mas, na contra partida vocês, vão admitir, que ele, como conteúdo existiu, digamos que ele foi criado pelos impostos romanos( 3 deles falaram isto), digamos que ele foi criado para se ter a igreja, digamos que ele foi criado para conter o gado(o jovem chama de gado quem acredita em  Deus, Jesus, e coerências) digamos que vocês estão certos, e digamos que Jesus, seja criado por alguém, certo ? Aceite que Jesus tem conteúdo  tem um conteúdo aliás meus queridos FORTE, falemos de amor, que ele pregou, de família, de exemplos, de amar o próximo, aceitem o conteúdo ?
Brinquei, ainda vou criar um jogo, como vocês querem para dizer, que o que vale é o conteúdo Jesus, de vida é o que vale, não se ele foi bonito, moreno, loiro, veio dos céus, é ou não é filho de Deus, os exemplos de Jesus são o que valem, tenha ele existido ou não.

Dois disseram, : "ai tio...esta foi boa, pensei, fui ouvido, por dois, mas fui ouvido."

Sigamos para todos entenderem como é importante a questão dos jovens, assim como eu, neste exemplo supra citado, ELES JOVENS querem ser ouvidos, querem se fazer representar, na família, na sociedade, e na maioria das vezes em 90% dos casos não são, então criam um mundo virtual, em redes sociais, sites, zona proibida, e detonam.

A euforia disto, passa, ele perde o amor á vida, e o resto, todos nós sabemos, agora vamos lembrar bem, que é nosso compromisso, ajude um jovem, uma jovem, e quem sabe poderemos evitar muitos.




Filosoficamente, me lembra meu amigo Jorge Ilídio, "Todos nós somos suicidas" uns mais, outro menos, uns levam a fato, outros pensam, outros fumam, bebem, em demasia, morrem antes do tempo, mas, nunca aceitamos isto."

Quando vi o corpo de uma menina de 15 anos aproximadamente numa escada rolante, fiquei pensando, porque ? cadê os pais, a família, fui conversar com o espírito de Miguel, ele me disse, algo que divido com os senhores, e com as senhoras:


"Ela avisou antes, é que ninguém a ouviu..."

Como um jovem avisa ?, conversei com psicologos e me disseram, pela roupa, música, silêncio demais,  pela amiga, pelo jardineiro, pela cozinheira, pela empregada, pela tia, chorando na frente do pai sem motivo, gritando com a mãe, por algo banal, vendo filmes, e lendo livros que normalmente ela nunca gostou, ou seja, a sintomatologia, do suicida é clara,.
Agora lembrem, todos, O SUICIDA GRITA ANTES, ou você ouve os gritos, que as vezes, é em silêncio, COMO JÁ DISSE, e lembre é preciso olhar, ou você pode enterrar seu filho, sua filha, neta, ou neto, antes da hora.





Meus amigos, vemos crianças de 10,12, 13 anos, num mundo de MERITOCRACIA, se desesperando, imagine nos de 15,16, a 20 anos, as vezes aqueles que por medo apenas foram crescer depois dos 35 anos, que neste caso é outro categoria de suicida.

Pais querendo um novo Messi, Neymar, mães, querendo juristas, artistas, filhas milionárias, e eles muitas vezes não querem isto, fazem pelo pai, eles querem viver, lutar os sonhos deles, da forma deles, eles querem ser OUVIDOS.

Um famoso jogador que conheço não queria ser jogador, deu certo, mas ele é infeliz, foi pelo pai, não importa o nome, embora seja rico, ele não é feliz.

O que sente o jovem ? na vida da meritocracia ?

Eles já sentem CULPA, já sentem MEDO, já se sentem ACUADOS, SEM SAÍDA, eles precisam e gritam por AJUDA, não por donos da verdade, eles querem ser ouvidos, querem ser aceitos.

O suicídio, era o crime contra Deus, contra a fé, contra Jesus, e quando o jovem não acredita neles é contra quem ? contra a sociedade como um todo, contra as regras, contra o pai, mãe, contra a família.

SINTOMAS, AMADOS, todos eles dão, eu leio o Twitter, escrevo lá sobre futebol, é um  território amplamente ocupado por jovens, eu os desafio, converso, mas, dos quase 7.700 seguidores que tenho lá, a maior parte está aceitando meus comentários, porque sabem que eu os respeito.

O jovem quer ser respeitado, ele quer ser jornalista, o pai não respeita impõe que ele seja advogado, ele deseja ser psicologo a mãe diz, vai ganhar dinheiro se fizer administração, ele quer ser ouvido, não é, mais tarde ele descobre o afeto, como moeda de troca, usa como droga contra os pais ausentes, avôs distantes, exige dinheiro, não respeita a sociedade, e alguns se salvam, outros não.

O que vamos fazer ? psicólogos em escolas ajudam, mas, só eles não resolve, psiquiatras em alguns casos, ajudarão, em outros vão formar viciados por RIVOTRIL, centro espírita ajuda, mas, existem poucos que de fato são bons.

A solução clássica, é a família, mesmo que nela o pai não esteja, a mãe, seja outra, ou vice versa, hoje os números chegam aos 1,3 milhões em todo mundo, 700 mil jovens, o que fará sobre isto ?

Enquanto o mato cresce na casa dos outros, é fácil criticar, quando ele crescer e a cobra picar, não vai dar para dizer que ela picou tá picado, você vai gritar chorar, e que não seja pela perda de um dos seus filhos.

Algumas mães e pais me disseram, mas, ELE(a) NÃO QUER ME OUVIR, coloque alguém que ele aceite, até recuperar o respeito, porque quando uma filha não fala com o pai, como a mãe, ou bate como soubemos, é porque o RESPEITO ACABOU.

Lembre que impedir um jovem de cair nas malhas do suicídio não é tão simples assim.

A tarefa combinada, é viver, os honorários ?, ah! meus queridos, estes estarão, de ver nossos filhos viverem, chorarem, rirem, acreditando numa vida, melhor um dia, porque posso garantir pelo que falo com os espíritos, e acredito nela, ela virá.

Existem limites para o livre arbítrio, até para a verdade, é preciso, não, não passar pano, mas lidar, com uma realidade dura, o suicídio dos jovens tem matado mais que qualquer corona vírus, e numa sociedade hipócrita, tem trazido mais danos a família.

Deus seja na forma que você quiser, vai lhe mandar ajuda,  não deixe para outra encarnação o que pode fazer nesta, Jesus, deixou um conteúdo, leia, juntos façamos o que pudermos, para ajudar não só um jovem, mas qualquer um de nós, que já esteja a caminho de uma vida, além da imaginação.



David Chinaglia, 62, é espírita, editor deste blog, escritor, palestrante, segue a codificação de Allan Kardec, recebe e-mails pelo davidchinaglia@gmail.



quinta-feira, 5 de março de 2020

FAMÍLIAS A CAMINHO DA DESTRUIÇÃO - POR DAVID CHINAGLIA







Estimados amigos de jornada no planeta Terra, em tempos de muitas diversidades, vemos vários ataques, a mais antiga instituição que une os seres humanos para o bem e o amor, á família.

Dizia a música do padre Zezinho, que nenhuma família termine por falta de amor, que nenhuma FAMÍLIA, ninguém os obrigue a viver sem um horizonte, que uma família comece e termine sabendo onde vai.

A liberdade ao meu ver, em excesso, a diversidade social, o nascer de "novos sexos" que na origem da humanidade e nos livros da vida e religiosos, nunca lemos ou aprendemos, fizeram muita coisa mudar.

Porém não é só este delicado tema que tem rompido famílias, ou mesmo destruindo lares,  a saída do homem da casa, por vários motivos, ou morais, ou de escolha, ou mesmo pela mulher ter nos últimos 30 anos, assumido tarefas que eram dele, e não dela, deram a família outra roupagem.

Faz tempo que muitas delas não conseguem carregar no ombro a graça de um pai, ao pedirmos a Deus que abençoe as famílias, estamos vendo uma certeza, gostem não algumas, que se acham Deusas, só por criar filho sem pai.
Concordo que alguns pais, não servem para muita coisa, mas, falamos de exceções, e não de regra.





Muitas famílias, eu diria que 40% delas perderam o endereço de Deus, não consigo ver uma família sem fé, sem Deus, não importa, que crença sigam, seja católica, evangélica ou espírita.

A muito tempo, a questão também é seguida de um, porquê ?
Certamente não estamos amando como Jesus amou, não estamos vivendo como Jesus vivia, e nem como ele sentia, e porque isto? porque perdemos a fé, claro que não todos, perdemos a referência, do que é certo ou errado, muitos de nós perderam a moral, em nome do dinheiro, a ética, o que desejamos ensinar de certo e errado.

Algumas mães, deixaram de obrigar seus filhos ou de indicar a seus filhos, irem a igreja, carregando a bandeira de : "minha mãe me obrigava, eu deixarei eles livres."
Isto ao meu ver é como deixar uma criança na creche, sem saber quem cuida, e depois reclamar das cenas que vimos ontem na TV, de cuidadoras, jogando criança no chão.
Diria que uma casa sem religião, sem fé, sem uma crença se torna um ser humano jogado ao relento, sobretudo nos tempos onde a existência de Cristo é contestada, a de Deus mais ainda, pergunte a um jovem se ele acredita em Deus e verá a marca de 56% , dizem que não.


Quando um pai, uma mãe não conseguem passar a frente os ensinamentos que juntos aprenderam e uma crença, formam filhos alienados, e netos perdidos em suas escolhas, na maioria das vezes.
Sim, tenho visto, nestes 18% de ateus, boas pessoas, e boas formações, mas, num universo, de 4 bilhões de pessoas, das quase 8 bilhões do planeta, que acreditam em Deus, digamos que 290 mil pessoas que não acreditam é um numero pequeno, nos demais números, vemos outras crenças, outros Deuses,.

Hoje no Brasil o suicídio atinge pelo menos duas pessoas por dia, e uma delas tem menos de 20 anos, e na maioria dos casos que você pesquisar, verá que a família estava quebrada, desunida, e sem Deus, ou com um Deus social, onde na verdade, o dinheiro, o luxo e a riqueza fazendo a diferença e não os valores morais, éticos e religiosos.

Hoje vemos na televisão, jovens ensinando jovens a usar droga, fazer sexo de forma contumaz, sexo amigo, sexo de passeio, sexo por sexo, sem escolhas, homens com homens, mulheres com mulheres, sexo sem amor, sexo a granel, sem uma referência moral, seja no sexo ou seja em uso de drogas.

Para não colocar na TV somente a culpa, o que já não é mais, hoje apenas 33% da população, assisti TV Aberta.
Vemos as redes sociais, onde mães também da velha guarda, passam a ter casos amorosos virtuais, para sustentar uma relação falida, mas de interesses, porque largar uma família é mais fácil quando não se tem dinheiro envolvido.





Não estou sendo juiz de ninguém, até porque, temos que repensar o que estamos fazendo, e tudo que não nos interessa é a vida social em paz, com fé, afinal se com Deus, anda difícil habitar o planeta, imagine sem ele.

Tudo que estamos vendo neste momento de SOS a família Brasileira, tudo rigorosamente, está na ausência de Deus, e ou da fé, repito e claro, da falta de respeito e comprometimento entre os seus.

O ser humano de forma Mundial, não conseguiu se liberar de comandos, fardos do orgulho, da vaidade, e quando carregamos uma cruz, choramos, e esquecemos que o principio da fé, é que Deus e leia Deus como criador, então podemos chamar o Universo de Deus, e assim digo que perdemos a fé no Universo, no tudo além.

Se Deus nos trouxe aqui para aliviar nosso sofrimento, porque seguimos sofrendo? Porque boa parte de nós não quer mais saber de Deus, nem de fé, nem de amor, somente de si mesmo.

Quantos de nós, vemos almoço de família ocorrendo com celulares a mesa, passeios na praia, ou em shoppings, onde na verdade domina o aparelho celular, as fotos, selfies, e outros bichos.
Nestes passeios quando as famílias viviam seus momentos únicos, e agora acabam sendo substituídos, pelos tais celulares,amigos fora de hora, computadores, encontros digitais, e fotos para informar os amigos, onde estamos, o que estamos fazendo, mostrando a terceiros, o que podemos ou não pagar, ou informando a sociedade nossos desejos.

Outro dia um jovem no Twitter teve o dom de publicar uma foto no banheiro enquanto aguardava para almoçar com os pais? pode ?

E isto tem acabado com a família ? 
Sim passe pelo Twitter e veja filhos em castigo, xingando o pai, ou a mãe, porque ou não recebeu dinheiro ou foi punido, alguns chegam a gritar, morra pai, morra mãe, e vemos coisas na internet que vão além da compreensão, vemos a família ruindo.

Foi somente falta de Deus ? não, foi falta de disciplina, de ordem, de ensinamento, e o excesso de liberdade moral que se deu a sociedade como um todo, de EDUCAÇÃO.

Porém uma verdade única, só a TV e as redes sociais, não permite dizimar a família.
Foi então, que o mal  resolveu adulterar a ordem natural das coisas, famílias sem ordem, sem comando, sem pai, sem avô, as vezes sem mãe, portanto, sem disciplina, o resultado só pode ser um, bagunça, balbúrdia moral,.

Falo sempre que não existe disciplina, vira bagunça, falta de respeito, e dá no que tem dado, 

Em duas gerações veremos as famílias dizimadas, bastam vermos o que estão ocorrendo com datas da família, Natal, Páscoa, aniversários dos pais, e muitas outras.

Dirão alguns, ainda uma minoria:
 " fui criada pela minha mãe que foi pai também", sim, mas, em 90% destes casos, mesmo com defeitos existem um avô ou avós.

Da mesma forma que casas sem mãe são tocadas por pai, com avós, ou boas madrastas(sim elas existem,rs...um pouco de humor).

Porque a família está então, não importa o formato, terminando.?

Acabando com hábitos tradicionais, acabamos com a família, algumas casas o pai e agora a mãe, são aceitos pelo dinheiro que geram ou trazem, e assim vamos destruindo a família.

É certo que com dois anos de vida, nenhum ser humano sai de casa, porque estes que estão atacando a instituição família, ainda tem um grave problema, antes dos 15 anos, não possuem poder para sair de casa, e dependem do pai e ou da mãe, para depois virar um terrorista social, ou dono do que acha que é certo, em nome da liberdade social, e outras.


Como resolver a questão ?

Bem isto é muito pessoal, porém uma coisa é certa se tem atravessado problemas reconduza sua família a fé, a uma crença a Deus, este é o primeiro passo, depois volte a práticas antigas, mas, lembre, quem ensina é o primeiro a dar exemplo sobretudo de conduta.
sendo assim procure reconstruir sua família para que  não precise  chorar o fim dela depois.

Toda vez que estou a escrever, me lembro de meu professor Paschoal, professor de espiritismo, que dizia chame para ti sempre e procure sempre contar sua experiência, e por isto sempre encaixo uma história que vivi.

Tive o orgulho de ser papai vovô, sou até hoje, me lembro que minha neta gostava de alguns brinquedos, que pedia a "papai noel" e todos os anos eu encaminhava a cartinha de Noel, é algo importante, nunca tirar sonhos das crianças.

Crianças sobretudo com 3,4,5, anos, a base de alguns sonhos, manterão o encanto pela vida, e amor para não se matarem e não se entregarem a uma depressão, ou a um suicídio.

Certa vez quando Noel me deu a ordem para comprar o brinquedo pedido, estava na porta da loja em Piracicaba,  e duas crianças falavam em papai Noel, ao meu lado, chegou a mãe, com pressa, e disse,:
" que papai Noel, que nada, isto não existe quem paga sou eu, e vamos lá, escolher ir embora que em casa não tem esta palhaçada do Natal. "

Pode ser um sonho, mas como disse acima, o sonho é preciso, deixem as crianças sonharem.
Anos mais tarde, um destes meninos foi me pedir emprego, foi um acaso, era um ser humano ruim, sem amor, aos 17 anos, ele não sabia o que era o amor de família, porque a mãe que havia se separado do pai, levou por ódio pessoal dela a sociedade a acabar com tudo que fosse festejos de família, isto me foi contado pela criança, que agora homem comia um lanche comigo.

Seu pai vinha as vezes vê-lo, e Rodrigo se tornou um ser humano amargo, sua mãe lhe tirou a igreja, o centro depois, e disse que somente em casa, se Deus tiver que atender, atende, mas que eles trabalhassem porque Deus não manda dinheiro.,

De fato não manda, mas nos deixa apto, a receber não só o dinheiro, mas, tudo que possamos criar, e produzir, desde que estejamos em paz com ele.

O menino largou a faculdade, a última vez que soube dele, ainda era encarregado numa empresa de um amigo meu, amargo, brigava com todos, e hoje com 25 anos, segue solteiro, sem filhos, e falando contra a família, ausência de sonhos, de Deus e educação, a mãe só pensava em dinheiro.

A mãe casou com um Português que conheceu na internet, e foi morar em Portugal, e os dois filhos um anda pela vida, outro ainda preso aos ensinamentos da mãe, e tem seu futuro comprometido.

Então a culpa era do Natal ? não, da disciplina, da ordem familiar, de cumprir ritos sociais, familiares, que fazem o sonho permanecer, sonhando temos porque lutar, coisas normais, simples, ou singelas, acabam com o tempo, novos sonhos surgem, quando não perdemos a capacidade de sonhar.

Tudo tem um tempo, com 05 anos não mudaria nada a lenda de papai Noel, e manteria o sonho de uma noite de Natal, que acalanta a milhões.
Porém para algumas pessoas, Natal é hipocrisia, milhares passam fome, em 25 de Dezembro, sim é verdade, mas isto não é problema da sua família, é problema individual de cada um, de cada governo, e se em casa, existe vida, fartura, o Natal, deve ser festejado, e o sonho da lenda mantida.

A razão, para dar aos filhos o sorriso, o sentido do amor como ensinou Jesus, que aliás nesta data é o aniversariante, é sonhar.
Vejam que não disse para trocar o aniversariante, disse apenas para cumprir os sonhos de Natal.
Até porque se for estudar, verá que Jesus, se tudo aconteceu como diz a também lenda, porque cientificamente não provamos Jesus,...
bem,  provamos Jesus o conceito, o amor, e ele Jesus, sendo fato, nasceu em Abril e não em Dezembro, entre os dias 05 e 07, a data de 25/12 foi ao acaso, comercial, e de interesse, criada nos EUA no fim do século 18.

Voltando a base do texto, como comecei o texto com a música, de referência, que nenhuma família comece em qualquer de repente, que nunca termine por falta de amor, que o casal seja um para outro de corpo e de mente, e nada no Mundo separe um casal sonhador.




Claro que sabemos que existem filhas, filhos, netos, que não admitem estar errados, que ficam se falar um ano, dois, com seu pai, ou mãe, compreendo, o perdão tem que ser dado, aos filhos que enfrentam seus pais, sem dar a eles, oportunidade do perdão, e do entendimento, são tão cruéis como os pais que batem, gritam, ou são severos, adúlteros, que largam a família. Precisamos orar pelas famílias, e cada uma tem que resolver seus males, suas dores, antes que a morte leve um dos envolvidos.

Precisamos colocar Deus, Jesus, diálogo, com nossos filhos e netos, netas, logo lembre que é pela família que lutamos.
Lute, e mantenha a sua família, unidade, e nos preceitos de Deus.

O Espiritismo diz que cada um dos nossos participantes de família foram escolhidos por nós mesmos, dentro dela teremos até desafetos do passado, ex amor, ex tudo, para que possamos ajustar o que deixamos de fazer, então nem só de espíritos afins se faz uma família, por isto lute para manter, e ajustar o que o for.

Família , NADA É MAIS IMPORTANTE,


David Chinaglia, 62, jornalista, escritor, divulgador do espiritismo de acordo a codificação de Allan Kardec, é editor deste blog.