domingo, 30 de março de 2014

EVOCAR OS MORTOS - ALLAN KARDEC POR DAVID CHINAGLIA






Estimados amigos de jornada no planeta terra, amigos do espiritismo, seguidores, e simpatizantes, desta amada doutrina, ao nos aproximar dos 100.000 em nosso blog, conversei com os espíritos que me intuem neste trabalho e nesta manhã de 29 de Março do ano de 2014, eles disseram claramente para que nós que estamos estudando expliquemos num linguajar mais fácil o que foi enviado ao Sr.Kardec, sem perder a fidelidade do texto original dos imortais que vieram dar suas mensagens.







Na obra esquecida pelo comando espirita Brasileiro, porque também no Movimento Espírita Brasileiro, existe política de interesses,  O que é o Espiritismo, que foi escrita pelo codificador após o Livro dos Médiuns e não antes.
Nesta obra temos complementos que dão aos senhores sejam dirigentes ou médiuns, esclarecimentos muito importantes quando indagados por católicos e ou sobretudo Evangélicos, e nossos seguidores mesmo que vivem em dúvida,  na temática de Evocar os mortos, que fora segundo a Biblia, proibido por Moíses.






Ao longo da obra aqui citada existe um dialogo do Padre e de Allan Kardec, sobre várias questões, o que vou trazer aqui é a parte que extraímos sobre o título acima, onde Kardec é o entrevistador, ou como gostam os espíritas, o dirigente.
Naquela data estavam  na sala médiuns, Kardec trabalha com dois ou três apenas, ao longo da jornada das obras básicas ao qual este livro pertence e foi esquecido.
Em especial neste dia eram dois, sim dois médiuns e o dirigente Kardec, e o espírito de um Padre.
Ao lermos o livro importante de Kardec, O QUE É O ESPIRITISMO,  que aliás, ano passado a Federação Espírita Brasileira, determinou que este ano ele voltasse aos centros de estudos.
Isto porque a FEB vendo a ausencia das básicas e  em função de muita bobagem que está sendo impressa em romances e mudando o conceito das pessoas sobre os ensinamentos dos imortais, resolver agilizar programas antigos da doutrina.
Vamos ao texto que é tradução do Sr. Salvador Gentille, publicação da IDE Editora, eu pessoalmente gosta pela fidelidade as linhas, termos, visão técnica de J.Herculano Pires, que responde na mesma obra pela editora LAKE, aliás esta esgotada em seus 150.000 exemplares editados este ano, para os senhores verem a importância de se ler o que é o Espiritismo.

Página 82, o padre já espírito, continua a falar via médium, com Allan KArdec que dirige os trabalhos, e faz esta colocação:

Padre - "Senhor, se a Igreja proíbe as comunicações com os Espíritos dos mortos é porque são contrarias à religião, como estão formalmente condenadas pelo Evangelho de Moíses. Este último pronunciando a pena de morte contra essas práticas, prova quanto elas são repreensíveis aos olhos de Deus"

Neste momento, Allan Kardec com seu mentor ao lado, responde no dialogo com o espírito do padre totalmente baseado nas informações que tivera em o Livro dos Espíritos, em especial daquele que se apresentou como o Espírito da Verdade.

Kardec - " Eu vos peço perdão, mas essa proibição não está em nenhuma parte do Evangelho; ela está somente na Lei Mosaíca (lei de Moises). Trata-se, pois, de saber se a Igreja coloca a Lei Mosaica acima da lei Evangélica, quer dizer se ela é mais Judaica que Cristã. Observe-se mesmo padre, que de todas as religiões a que faz menos oposição ao Espiritismo é a Judaíca, e que ela não tem invocado as leis de Moíses, sobre as quais se apóiam as seitas cristãs, contra as evocações. Se as prescrições bíblicas são o código da fé cristã, porque interditar a leitura da Biblia? Que se diria se se proibisse a um cidadão estudar o código de leis de seus País?
A proibição feita por Moíses tinha então sua razão de ser,porque o legislador Hebreu queria que seu povo rompesse com todos costumes daquela época adquiridos com os Egípcios, e que este, do qual se trata aqui, era um motivo de abusos. Não se evocavam mortos por respeito e afeição por eles,nem com um sentimento de piedade; era um meio de adivinhação, objeto de tráfico vergonhoso explorado pelo charlatanismo e a superstição prossegue Kardec, portanto Padre, Moíses teve razão em proibi-la. Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que precisava de meios rigorosos para governar seu povo indisciplinado; também a pena de morte está prodigalizada na sua legislação. Apóia-se erradamente sobre a severidade do castigo para provar o grau de culpalidade da evocação dos mortos, mas lembro isto na época de Moíses.
Se a proibição de evocar os mortos veio do próprio Deus, como pretende a Igreja, deve ter sido Deus quem editou a pena de morte contra os infratores da época. A pena tem, uma origem tão sacra quanto a proibição; porque não a conservaram indada Kardec ao padre.
Prossigo, dizendo, Se as leis de Moíses é para a Igreja um artigo de fé sobre algum ponto, porque não é sobre todos?




Por que a ela recorrer naquilo que se tem necessidade de repili-la no que não convém? Por que não segui-la em todas as suas prescrições, a circuncisão, entre outras, que Jesus suportou e não aboliu, e a Igreja sim, porque senhor?
Havia na lei mosaica duas partes, primeiro, a lei de Deus, resumida nas Tábuas do Sinai, e que permaneceu porque era divina e o Cristo, não fez senão desenvolve-la; segundo, a lei civil ou disciplinar apropiada aos costumes da época e que o Cristo aboliu.
Hoje (1857) as circustâncias não são as mesmas e a proibição de Moíses não tem mais cabimento, aliás se a Igreja proíbe evocar os mortos, pode ela impedir que eles venham sem que sejam CHAMADOS ?
Não se vê todos os dias pessoas que jamais se ocuparam com o Espiritismo, como se via antes que ele fosse discutido, ter manifestações de todos os gêneros?
Outra contradição prossegue Kardec para o espírito do padre: Se Moíses proibiu a evocação dos espíritos dos mortos, é porque esses Espíritos poderiam vir, de outro modo a proibição teria sido inútil, se eles podiam podiam vir naquele tempo, podem ainda hoje; se eles são os espíritos dos mortos, não são, pois exclusivamente demônios. É preciso ser lógico antes de tudo.

O padre responde então á Kardec - " A Igreja não nega que os bons espíritos possam se comunicar, uma que que reconhece que os santos se manifestaram nela; ela porém, não pode considerar como bons os que vêm contradizer seus princípios imutáveis. Os espíritos ensinam as penas e as recompensas futuras, mas não ensinam como ela; só ela pode julgar seus ensinamentos e discernir os bons dos maus.





Do editor do Blog:

Desta parte em diante Kardec vendo o ativismo no padre, sua insistência em manter a Igreja superior a lógicas dos espíritos e do proprio Deus, ainda entraria  na temática o codificador de Galileu Galilei. 
Rivail faz um resumo do que ocorrera com Galilei, que mais tarde foi aceita, ou seja, a Igreja tem em cima dela uma capa de poder, tão radical quanto sua estrutura.
Nos tempos atuais vemos o Papa Francisco, uma reencarnação claro de um conciliador, muitos sabemos já foram mortos durante os séculos que se passaram, pela propria igreja. em séculos passados,

Lembro que aqueles que não faziam o que gostaria o comando da Igreja que fosse feito pelas regras do poder e da inquisição eram retirados de um jeito ou de outro.
O tempo passou, o vento voou, e hoje vemos padres médiuns, que ao verem espíritos em suas missas, o tratam como espírito Santo, até para contentar o bispo e o cardeal, e as regras da mesma, mas, em seu íntimo sabem que são espíritos atuando por sua mediunidade.







O problema em toda esta questão está no medo do espírita atual, de mostrar a seus interlocutores, que em 2014, não precisamos provar nada nem aos padres, nem a igreja, nem aos evangélicos.
A importância de provar que evocar os mortos é muito grande para nossa evolução, e que não podemos ficar presos a conceitos do tempo de Moíses, já superados.

O critério Universal desta doutrina já avisado no Brasil pelos espíritos que trabalhavam com Chico Xavier, André Luiz, Emmanuel, Bezerra de Menezes, e outros tantos será feito.
O espiritismo será o portal Universal do entendimento, em tempos que a ciência coloca a existência de Jesus em cheque, de Moíses, e de muitos milagres biblicos.

Peço aos centros espíritas, que cumpram a sugestão do CNF e da FEB, com relação a obra o que é o Espiritismo.
Nesta questão toda, nós espíritas, temos que manter a razão, pessoalmente discordo de várias tentativas de Paulo de Tarso, mas admiro sua linha dura ao colocar comando, claro que como Judeu, não nos esqueçamos do que Kardec lembra ao padre aqui, Moíses Judeu, outro dia, citei Jesus Judeu, logo Paulo de Tarso Judeu, então a estrutura do Cristianismo, e do proprio catolicismo vem do Judaismo, o que menos combate o espiritismo, pois mesmo com suas regras regidas sabe que espíritos estão na terra fazendo sua missão.
Evocar os mortos, primeiro não é pecado, segundo não pertence ao Diabo já que ele não existe neste formato, e sim no de vários espíritos mal, que tem sim seu líder, seu Deus do mal.

O ponte para nós espíritas hoje é outro, apenas de explicar como fez Kardec em 1857, aos diretos adversários, e lembrar que as demais religiões, aceitem ou não, o certo ou o errado depende de que lado você está na história.

Precisamos dar em nossos cursos e palestra a verdade de Kardec e dos espíritos, e  não podemos mais viver em pleno século 21 negociando Kardec, nem o que Chico Xavier recebeu, falhas? sim meus amados, claro que temos, somos humanos, e sobretudo na vaidade, no sexo, e na forma de tentar fazer uma doutrina mista, algo que Kardec sempre condenou.





Chico Xavier não era a reencarnação de Kardec, isto é coisa de um fanático que ganha dinheiro com o espiritismo, e que manobra algumas pessoas.
Chico, era escolhido pelo simples fato de ser puro de coração, e de querer mudar o mundo de verdade, suas intenções eram baseadas no amor total de Jesus, está para mim longe de qualquer linha de julgamento.
A obra o Que é o Espiritismo, deixa bem claro, ao que veio o espiritismo, aceita, quem sabe ler, e comparar, não se pode chegar a vida além da vida, em duas canoas, pense nisto.
Sim claro, leia este livro, esta e outras temáticas por apenas 11,90 a edição da LAKE, e irá se completar juntamente com o Livro dos Espíritos.
Estudar e pesquisar sempre o espiritismo a unica forma de entender, aceitar, e ensinar a verdadeira doutrina.





  David Chinaglia, é palestrante, espírita, e pesquisador da doutrina de acordo com a codificação de Allan Kardec, é técnico de Biodiesel, escreve e edita este blog, debate a doutrina e o movimento nas redes da internet, Facebook David Chinaglia, e-mail para contato davidchinaglia@gmail.com 



quinta-feira, 27 de março de 2014

CIÊNCIA ESPÍRITA - Reflexões filosóficas - NUBOR ORLANDO FACURE





A Religiãomilagres, profecias, prodígios e dogmas irracionais.

Na condenação de Galileu ele foi obrigado a refugiar-se em sua própria casa e renunciar aos princípios científicos que divulgava. A Igreja da época estava dando o recado de que não suportaria a perversão dos fundamentos aristotélicos que ela adotava. O sistema do mundo criado por Deus correspondia ao que Aristóteles e Ptolomeu haviam decifrado. “Deus como Ser supremo e onipotente, criou e pôs o mundo em movimento e, desde então, tudo funciona com perfeição e harmonia, com ou sem a sua presença”. “Ele estabeleceu a ordem para o Universo e nada pode mudá-la”. “As estrelas que estão fixadas e imóveis nas abóbadas do firmamento são formadas de uma substância divina diferente da que existe no mundo sublunar”. “A Terra ocupa o centro do Universo e o Sol, que vai de um extremo ao outro do horizonte, serve de lâmpada que ilumina o céu”. “Tudo que é perfeito e escapa ao entendimento humano é obra de Deus”. “O círculo é tido como a figura perfeita, submetendo os planetas a uma órbita circular nas suas trajetórias em volta do Sol”.

 “Não há qualquer ligação entre a vida do homem e a dos animais, eles fazem parte da criação apenas para povoarem o mundo”. “O Homem conhecido na época era o homem branco, originado de um casal criado no paraíso, de onde foi expulso por ceder à tentação do sexo”. “Condenado a viver na Terra, terá de seguir os mandamentos da Lei de Deus, que só a Igreja é competente para revelar, podendo ser salvo ou condenado a penas eternas conforme sua submissão”.
Como doutrina que esclarece o início e o fim do Homem, a Religião da época era um sistema acabado, pronto e que não admitiria mudanças desnecessárias. Seu conteúdo era completo e suficiente para consolar e aliviar nossas dores, ensinar a tolerância aos nossos sofrimentos, justificar a incoerência aparente da Justiça divina e garantir a salvação para os fiéis submissos aos seus sacerdotes. As desigualdades também ocorrem por obra e vontade de Deus e não nos compete desafia-Lo em seus desígnios.
Conseguindo “explicar” os mistérios do mundo e da vida, as concepções religiosas desempenhavam um papel superior ao da ciência iniciante que Galileu inaugurava na época. A religião com esse formato fornece segurança, conforta no sofrimento, alivia nossos medos, faz troca com nossos “pecados” e assegura a esperança numa vida futura, onde conseguiremos obter o que a Terra não nos privilegiou.




A Ciênciao estatuto do conhecimento verdadeiro, racionalidade, indeterminação, pensamento livre para criar a sua verdade.

Galileu criou um novo sistema de entendimento do mundo, daí o perigo que ele representava para a Igreja. Usa o raciocínio matemático para comprovar as tese de Copérnico deslocando o Sol para o centro e colocando a Terra no cortejo dos planetas ao seu redor. Num mundo tido como regular e perfeito ele descobre as irregularidades da superfície lunar onde viu suas crateras. Num sistema tido como  imutável ele acrescentou luas acompanhando o planeta Júpiter que não foram descritas por Aristóteles.


            Ao meso tempo, o alicerce da Igreja via-se abalado por novas descobertas que sucederam rápidas. Ticho Brahe testemunhou por dois meses a passagem de uma estrela nova no firmamento que a Igreja supunha fixo e invariável. Johanes Kepler comprovou matematicamente que as órbitas dos planetas são elípticas e não círculos perfeito como se supunha. René Descartes construiu um sistema filosófico que permitiria separar o corpo da Alma e André Vessálius inaugurou o estudo da anatomia humana num corpo que lhe parecia comportar-se como uma máquina, capaz de mover-se com músculos sem a ajuda do Espírito.

            Mais tarde, Isaac Newton, identificou a “força atrativa” que mantém os astros em suas órbitas, que movimenta as águas dos oceanos no sobe e desce das marés e provoca a queda os corpos.
            Gradativamente as “forças imateriais” que produziriam o movimento e a ordem do Universo foram reconhecidas como “forças da gravidade”. As Leis divinas que mantém a regularidade dos fenômenos físicos foram substituídas por princípios matemáticos. Os “mistérios” que sustentam a vida foram compreendidos como combustão do oxigênio, fermentação dos alimentos ou metabolismo celular. Os “espíritos animais” que transitam pelo corpo humano produzindo seus reflexos e movimentos, foram identificados quimicamente como neuro-transmissores. A regularidade dos acontecimentos foi violada pelo princípio da incerteza. O determinismo linear de uma causa para cada efeito foi abalado pela casualidade circular em que o padrão de resposta determina a intensidade da causa.






O paradoxo: “ciência como religião” dogmas, rituais, hierarquia, o sagrado e o profano

            Historicamente a Religião tem base na tradição cultural dos seus seguidores. Seu conteúdo, que orienta o comportamento dos fiéis, está redigido em textos sagrados que persistem inalterados por séculos. A linguagem ai empregada é quase sempre simbólica permitindo interpretações conflitantes. Daí a importância do sacerdote e do sistema de hierarquia que os classifica. Entre esses sacerdotes são distribuídas as regalias materiais e o poder divino que os pressupõem representantes de Deus na Terra.
Por outro lado, a construção do saber produzido pela ciência é uma conquista do esforço individual ou de um grupo de pesquisadores. Seus textos, embora redigidos em linguagem técnica, procuram ser o mais claro possível para compreensão dos interessados. A verdade é procurada exaustivamente pela observação ou pela experimentação. Textos escritos ou opiniões pronunciadas por personalidades hierarquicamente destacadas têm importância relativa e, para serem aceitas, precisarão submeter-se a comprovação realizadas por experimentadores independentes. O conhecimento cientifico tem duração relativamente curta, costumam  reunirem-se em um conjunto de proposições teóricas que constituem um paradigma e, de tempos em tempos, os cientistas envolvem-se na tentativa de proporem novos e mais adequados paradigmas.
            A Ciência não deixou de ocupar-se, também, com dilemas que sempre estiveram sob o domínio das religiões. Ela tem, a seu modo, uma proposta para a origem do Universo e da vida na Terra. É apropriado para a Ciência pesquisar o mecanismo que desencadeia os fenômenos, como eles acontecem, mais do que tentar explicar porque eles acontecem. Ela se ocupa minuciosamente com a causa da dor e muito pouco com o porquê do sofrimento humano. A opção da Ciência é esclarecer, mais do que consolar.
Já é aceito por todos que para fazer ciência é preciso adotar o método científico. Classicamente a pesquisa precisa estar enquadrada na liturgia do método. Usa-se a dedução ou a indução; a observação ou a experimentação. Os fenômenos estudados fornecem os elementos que, aplicados a raciocínios matemáticos, fornecem o valor da verdade descoberta.
Algumas proposições científicas já estão de tal forma comprovadas e aceitas que deverão ter a duração eterna das verdades sagradas das religiões - a gravidade existe como força de atração em todo universo - a energia tem valor inviolável, ela se transforma, mas, não se cria nem se perde – o calor tende a se dispersar, assim como toda energia do universo onde a tendência é o caos - a luz é um fenômeno eletromagnético - a matéria visível em todo universo é da mesma natureza da matéria existente na Terra - as moléculas de todas as substâncias estão em constante movimento - a variedade das espécies se deve a evolução pela seleção natural.




A Ciência Espírita - Fundamentos teóricos, controle experimental, filosofia espiritualista e conteúdo moral.

            O texto da Doutrina Espírita teve início com as revelações transmitidas por Espíritos desencarnados de natureza superior, com o propósito de esclarecerem e orientarem a humanidade.
            Os objetos de estudo da Doutrina Espírita incluem o mundo espiritual, os seres que o habitam, suas relações com o mundo material e as conseqüências dessa relação.
            Para o Espiritismo, a grandiosidade do Universo e as leis inteligentes que o governam são provas suficientes para comprovarem a existência de Deus.
            Deus é criador de tudo que existe e sua criação é incessante. Na situação evolutiva em que se encontra a humanidade, ainda não temos condições de compreender a origem do Universo e da vida na Terra. O que se tem como certo é que Deus sempre criou e sempre continuará criando.



            Existem dois elementos fundamentais no Universo, o espiritual e o material. O elemento espiritual tem início como “princípio inteligente”. Essa “centelha espiritual” transita do mundo espiritual ao mundo material ocupando corpos que lhe permite evoluir na escala da vida inteligente na Terra. O Universo é preenchido por um “fluido” de natureza sutil, com propriedades que ainda escapam ao nosso entendimento. È dele que se origina toda matéria conhecida. As propriedades das substâncias só existem em função desse fluido e pela sua atuação essas propriedades podem sofrer as mais diversas alterações. A acidez ou a alcalinidade é dada pela presença desse fluido e por sua atuação um copo de água pode curar ou produzir malefícios.
            Existe um propósito divino na criação. Estamos todos destinados a caminhar pela extensa fieira das existências, na Terra ou em outros mundos, buscando a condição de espíritos angélicos que um dia atingiremos.
            Deus atua através de Leis que a inteligência humana irá gradativamente descobrindo. Estamos todos “mergulhados no pensamento de Deus” e nada que ocorre no Universo escapa ao seu consentimento. Somos livres para agir e obrigados a arcar com as conseqüências dos nossos atos. Cada um é responsável pelo seu próprio destino. As Leis morais são pressentidas pela consciência de todos nós e à medida que a humanidade avançar na sua evolução o Homem será cada vez mais consciente da aplicação dessas Leis.



            O mundo espiritual está permanentemente em íntimo contato com o mundo material. Um e outro processam trocas fluídicas entre si e exercem influência sobre o outro. Essa interferência recíproca é tão intensa que não há como permanecer sem sua convivência. Uma multidão de espíritos desencarnados transita com cumplicidade em todos ambientes da Terra. Eles nos acompanham e nós os atraímos compartilhando com eles nossa intimidade. Os pensamentos, que freqüentemente temos como sendo nossos, são, muitas vezes, o pensamento deles. Dentro das Leis divinas está estabelecido que atraímos para nossa companhia aqueles com quem sintonizamos nossos propósitos. O bem atrai os bons e o mal conviverá com a ignorância.       

Por envolver o mundo espiritual e os Espíritos que aí habitam, não temos controle da comunicação espiritual, e, os métodos da ciência humana, seu sistema de controle e experimentação, não se aplicam à ciência do Espírito. Entretanto, alguns homens têm em sua constituição uma disposição especial que lhes permite entrar em contato lúcido com os espíritos desencarnados. Trata-se do fenômeno da mediunidade que se registra em todos os povos e em todas as épocas da humanidade. A mediunidade é o grande campo de experimentação em que a doutrina espírita apóia-se para revelação e comprovação dos seus postulados. A expectativa futura é de que no decorrer dos séculos todos os homens possam estar conscientes do seu intercâmbio com o mundo espiritual. Os fenômenos mediúnicos explicam uma série de ocorrências frequentemente tidas como sobrenaturais ou produzidos por uma energia desconhecida. A transmissão do pensamento, a visão à distância, as premunições, a xenoglossia, a psicometria, a psicografia e a psicofonia são exemplos já bem estudados e esclarecidos pelo espiritismo.




Nubor Orlando Facure, é médico, um dos maiores estudiosos da mente Humana, é espírita, dirigiu a Unicamp, é hoje Diretor presidente do Instituto do Cérebro, é escritor, palestrante, espírita, um dos grandes amigos de Chico Xavier, com quem conviveu por 50 anos na jornada espírita., Facure, escreveu e falou, e ainda o faz com raro brilhantismo da Obra de Allan Kardec, e em especial de seu amigo Chico Xavier, conheceu a fundo os acontecimentos de Uberaba, conviveu com Therezinha de Oliveira sua amiga, e de quem foi médico por 40 anos, também é amigo de Divaldo Pereira Franco, e outros grandes confrades da doutrina espírita, escreve para o O Consolador, tem suas páginas na internet  no Facebook como Nubor Orlando Facure, colabora com este blog, e recebe e-mails pelo ifacure@uol.com.br 

segunda-feira, 24 de março de 2014

O ÓBVIO - POR RICHARD SIMONETTI


Alguém perguntou a Chico Xavier:
– Qual o homem mais rico?
– O que tem menos necessidades.
– E o homem mais justo e sábio?
– O que cumpre com o dever.
– Isso tudo é o óbvio…
– Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio. 
Observação perfeita!

No livro Eclesiastes, no Velho Testamento, há uma observação muito citada (1:9): Não há nada de novo debaixo do Sol.
Em se tratando da sabedoria humana, nos domínios do Bem e da Verdade, bem como as conquistas sociais, nos domínios da justiça, da vida social, da atividade religiosa, no que há de mais puro e inspirador, não há nada de novo depois do Evangelho.
Todas essas realizações guardam suas origens nos ensinamentos de Jesus. Como diz Chico, isso será sempre o óbvio.



No comentário à questão 625, de O Livro dos Espíritos, Kardec explica que sendo Jesus o mais puro Espírito que já esteve na Terra, o próprio Criador o inspirava, o que significa que o Evangelho é o código do amor divino, base fundamental de todas as realizações mais nobres da Humanidade.
Dois exemplos práticos:
Serviço Social: Certa feita, participando de um curso de relações humanas no trabalho, observei, admirado, que tudo o que o monitor expunha, em favor de uma convivência produtiva entre funcionários e chefes, guardava relação com o Evangelho.
Munido de uma chave-bíblica, eficiente recurso de localização de textos na Bíblia, estabeleci um confronto entre as teorias do curso e as lições de Jesus. Apresentei o resultado numa das aulas. O monitor e os colegas ficaram admirados ao constatar que, sem que fosse usado o nome de Jesus, muito de suas lições estavam contidas no curso.
Direito: A justiça brasileira vem aplicando as chamadas penas alternativas para determinados crimes. Sabemos que as prisões são escolas de criminalidade. O sentenciado costuma sair dali pior do que entrou, sob influência do ambiente que é medonho. Assim, em vez de confinar o infrator, gerando problemas para o futuro, com quase inevitável reincidência, o juiz determina que ele preste serviços comunitários, colaborando em instituições filantrópicas.

Ensinava Jesus (Mateus, 5:20): Pois vos digo que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus.
A justiça dos escribas e fariseus é a do olho por olho, dente por dente, de Moisés, cheirando a vingança. A sociedade vinga-se do infrator confinando-o. É preciso ir além, considerando sua condição e suas limitações, lembrando ainda com Jesus (Mateus, 9:12): Os sãos não precisam de médico. 
Quando a justiça humana recorre às penas alternativas está dando ao infrator o melhor remédio – o compromisso de um trabalho, atendendo a uma instituição que serve à comunidade. Isso é de inspiração evangélica.





O Centro Espírita Amor e Caridade, em Bauru, tem acolhido sentenciados em penas alternativas.  São pessoas do bem, diríamos, que deram um passo em falso. Cumprem pena prestando serviços na instituição e posteriormente, não raro, tornam-se voluntários. Há um excelente funcionário que começou a trabalhar como sentenciado. Se tivesse sido confinado numa penitenciária, só Deus sabe o que poderia lhe acontecer.
Tudo o que de bom e belo há na sociedade humana vem das sementes lançadas por Jesus, em favor da construção do Reino de Deus. Lentamente, com imensa dificuldade, vamos tendo uma harmonização entre a orientação do Homem na vida social, e a orientação de Jesus, para que finalmente o Reino se consume.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec debulha para nós as lições de Jesus, mostrando-nos como podemos estender o Bem ao redor de nossos passos para que o Bem se realize em nós.


                                                      




Como diria Chico: – Isso tudo é o óbvio! 







Richard Simonetti, é espírita, escritor, palestrante, aos 79 anos é um dos maiores divulgadores da Doutrina Espírita, viveu o auge de Chico Xavier, viajou o Brasil e o Mundo falando da doutrina, escreve para os principais sites e jornais do País, ensinando dentro dos preceitos de Allan Kardec o codificador.
No Facebook Richard Simonetti, email para palestras e perguntas richardsimonetti@uol.com.br

SERÁ QUE PODEMOS MEDIR A FELICIDADE ? - POR DAVID CHINAGLIA




Estimados amigos de jornada espírita no planeta terra, o grande problema do século 21, é queremos ser feliz agora, não importa o preço.

Porém o que é felicidade para você ?
É possivel medir sua felicidade, ou a minha ou de seu amor, ou de sua família e amigos?
Me lembro que em 2001 um professor de Stanford chamado Brian Knutson resolveu fazer experimentos com ressonância magnética que faria exatamente isso. Ele pedia que os participantes do estudo apertassem um botão quando vissem algumas formas geométricas – se eles apertassem o botão na hora certa, ganhariam uma recompensa. Os participantes, obviamente, ficavam felizes quando acertavam e os seus padrões neurais mostrados na ressonância magnética comprovaram isso.
O site Hypercience nos informou isto, fantástico não.



Agora e Jesus nos informou o que?
Será que ainda vamos acreditar naquelas conversas de igreja, de infância, ou dos amados idosos, que Jesus veio aqui para morrer e nos salvar?
Eu penso que não, Jesus não morreu por ninguém nem era este seu objetivo principal, um espírito elevado, que aqui veio para ensinar, ensinar a viver, a ter a tal da felicidade, aliás a missão era dar um norte para a humanidade, mas como sempre, nossa ansiedade, nosso egoísmo, e orgulho, falaram mais alto, homens lutando pelo poder, mataram a matéria de um dos maiores espíritos que já vieram ter conosco neste planeta.




Nosso amado mestre não era uma luz, um corpo virtual um holograma, como falam alguns pertubados que se aventuraram pelo espiritismo como Jean Batist Roustaing.
Jesus veio como eu, como você num corpo normal, com uma mente priviligiada, com poderes mentais, físicos e extra físicos.
Os textos igrejistas, biblicos, são cheios de crendices da época e não de realidade, hoje os escritores da biblia, digo, dos que escolheram e mexeram no texto biblico, poderiam ser Comparados com os escritores do filme Noé, que estreía no cinema.


Jesus veio então nos dar um caminho da felicidade, a vida como devemos fazer o que estamos fazendo aqui, quem somos nós.
O meigo rabi, nos deu lições, ensinamentos, parábolas, que mostram, que tudo depende de nós, ou esqueceram do "vós sois Deuses".



Jesus no auge de sua saúde e vida, e ensinamento, foi assassinado, para evitar uma revolução montou uma estratégia que se funcionasse, seria solto e seguiria na Galileía, não deu, porque o povo gritou Barrabás, então muita coisa ainda estamos por saber, e todas as igrejas que passaram os olhos nos verdadeiros escritos que foram achados, omitem a verdade, mas isto é uma conversa para uma outra oportunidade.
Qual a maior lição?, claro que foi amor, sim porque se olharmos Jesus diretamente ele nos deu a a formula da felicidade e uma vida melhor, que é amar ao proxímo como a ti mesmo, e a Deus acima de tudo, logo, se você conseguir amar e respeitar seu próximo, como deve e amar a ti mesmo, e colocar um Deus criador, Deus universal, como fonte e norte de sua vida, terá a felicidade, a que diz sempre querer.
A felicidade não está num iate, num carro de luxo, numa hiper casa bem montada, em homens lindos, mulheres lindas e sexo a vontade, isto é prazer, prazer que em excesso a na busca do mesmo nos traz o segundo maior mal do século a ansiedade, e que reage no primeiro que é a depressão.




Allan Kardec foi claro na lição que recebeu dos imortais, ou seja, o orgulho, é a destruição desta humanidade, e o que estamos fazendo senão vivendo em orgulho, egoísmo, sem tempo para Deus, para os ensinos de Jesus, para nada, numa ansiedade onde tratamos da vida planejando e sonhando como numa fila de uma lotérica, esquecendo que o vilão nosso de cada dia, o tempo passa, e não estamos aprendendo.
Quantas vezes foi a casa espírita e disse, "tomei um passe fraco", casa de meigos, o problema é o centro ou é você?
Que reagente tem usado contra os maus pensamentos, contra a raiva ao proximo, ao que lhe fazem os atos de ação e reação, já viu que sempre achamos um culpado menos a gente, percebeu este detalhe, porém continuamos querendo ser felizes.






Estamos esquecendo de Allan Kardec, o que diz o Livro dos Espíritos, o que nos ensina o maravilhoso o Que é o Espiritismo, as revelações de o Céu e o Inferno, a nossa relação com a vida e a ciência no fabuloso A Genese, e em nossas fraquezas de ativismos religiosos, já que estamos presos a estes cultos, no Evangelho Segundo o Espiritismo.







Me recordo de um espírita famoso, me perguntando que Deus eu queria acreditar ?, no que jogava bola de fogo sobre a Terra, matando mulheres e crianças, ou naquele misericordioso, que manda bons espíritos e amigos, a Biblia tem ensinamentos mas não deve ser lida e levada ao pé da letra, a mesma biblia que num momento exalta Noé, noutro o enquadra, se olharmos alguns profetas na analise do dia, veremos sexo, pedofilia, e muita adoração, cultos, e fixações coisas que Jesus não fazia, era um liberal aberto, não um caçador de bruxas e bruxos, Jesus vivia a vida, ao viver, ensinava, ficava triste de ver um passarinho morrer, se questionava sobre o milagre do século, perdoava uma adultera, e uma prostituta, as tinha ao seu lado, falava com bandidos, bebia água como povo Samaritano, algo não permitido a Judeus, e Jesus era Judeu.


E isto é algo que os católicos e evangélicos omitem toda hora, que nosso amado mestre era um Judeu, e assim sendo cultuava algumas coisas de sua infância onde ia a Mesquita, aos templos Judaicos, e não a uma Igreja feita por ele.


Um de seus maiores perseguidores, Paulo de Tarso, que não admitia regalias as mulheres, duro e austero, se torna um dos politicos do Cristianismo, entro neste tema, para que entendamos que a felicidade não está numa igreja, num centro, numa mesquita, num templo, em tudo tem erros, até no Movimento Espírita, o que precisamos então para sermos felizes.






Ouvir Jesus, ler Kardec, acalmar nossos corações, parar de dar ao outro seja mulher ou homem, poderes sobre nossa felicidade, não precisamos de outra pessoa para ser feliz, assim como Léon Denis eu pessoalmente gosto da alma gemea, mas Kardec foi claro elas podem não existir.


Porque, para não deixar a dependência de um outro espírito para nosso complemento, para nossa felicidade, se pudermos construir nossa vida e felicidade também com outra pessoa, ótimo, mas o amigo Jesus, dizia, que somos Deuses, e Deus são solitários, e na sua solidão procuram ser felizes com suas realizações certo?


Então meu caro amigo Deus que está lendo estas linhas, vamos sair da mesmice, da história ativista que nos faz refém de mitos, vamos dar graças a Deus, e ao Universo por vermos o sol, o dia, a noite, o passar da areia, ou do tempo, ou mesmo do vento, que nos leva a dias lindos e maravilhosos, sem pensar neles, afinal, podemos não ter a proxíma hora.
Procure pensar nisto, pense mais em você, fique bonita e bonito para você, não deixe o passado doido ou saudoso lhe ferir, se alguém te deixou não te amava, não era merecedor de sua vida, de seu amor, de sua amizade.
Se alguém querido morreu, deixei ir, ele já cumpriu sua missão e você ainda está com a sua em atividade.
Aprenda, moral e caratér, esqueça o orgulho, o egoismo, acalme com Jesus e seus ensinamentos, faça do mestre amigo seu rivotril(medicação para ansiedade,calmente e anti convulsivo) sim, ansiedade demais nos leva a convulsões, a ter prazeres demais, que assim que terminam não nos dão mais felicidade, e sim um vazio muito grande, assim é o sexo contumaz, o churrasco por demais, a bebida, as drogas, a alimentação em um restaurante, as datas festivas, tudo que nos dá prazer e que logo que termina já não tem mais efeito, por tanto não é por ai o caminho da felicidade.
Talvez se você ainda não entendeu a felicidade se consiste na oportunidade de lutar por isto, e por aprendizado, ninguém aprende sendo só feliz, tem que chorar, que sofrer, que ser traído para evoluir, como pessoa, como espírito, vejo que poucos estão agradecendo as dores.






Sejamos mais realistas conosco mesmo, beije alguem agora, abrace, agradeça, beba uma água, converse com Jesus nem que seja no banheiro, e seja feliz, ou se sinta feliz, afinal a felicidade amada e amado, é estar aqui.


Luz e paz, e vamos em frente....afinal somos felizes...






David Chinaglia, é espírita, palestrante, escritor, colaborador e editor deste blog, e divulgador da doutrina espírita dentro da codificação de Allan Kardec, no Facebook atende como David Chinaglia, emails para contato comentários e palestras davidchinaglia@gmail.com

domingo, 23 de março de 2014

CIUMENTOS E INVEJOSOS - POR ORSON PETER CARRARA




Não há dúvidas de que, basicamente, são dois os sofrimentos que experimentamos na vida humana: os sofrimentos morais, oriundos das aflições, remorsos, medos, entre outros quesitos e os materiais, próprios da vida material e muitas vezes independente da nossa vontade.
            Interessante porque no caso das enfermidades, os sofrimentos se confundem nos aspectos moral e espiritual, face às origens e desdobramentos dos mesmos.
            A questão se torna ainda mais abrangente quando percebemos os sofrimentos oriundos do orgulho ferido, da ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme e todas as paixões, em uma palavra, constituem torturas para a alma.


            Sim, torturas. Invejosos e ciumentos torturam-se com a alegria e o progresso do próximo, o que é uma bobagem. Antes, mais inteligente, é alegrar-se com as conquistas, alegrias e vitórias de outras pessoas. Mais inteligente porque estamos melhorando o ambiente, o psiquismo do planeta. Afinal, estamos todos destinados à felicidade e o momento difícil que possamos enfrentar é apenas o indício de felicidade futura. Mas, pela tendência humana egoística, estacionamos na comparação, o que causa sofrimento.
            A inveja e o ciúme são autênticos vermes roedores da tranquilidade. Com eles não há calma, nem repouso. São como verdadeiros fantasmas que não dão trégua e costumam tirar até o sono, causar úlceras. É como se fosse uma febre contínua, que não cessa. Tudo pelo efeito da comparação, da baixa autoestima.


            É que não percebemos. Alimentando vaidades, ambições, ansiedades, invejas e ciúmes, lutamos contra nossa própria paz.
            Do ponto de vista dos sofrimentos materiais, muitas vezes somos os próprios artífices dessas ocorrências. São decorrentes dos descuidos, negligências, atrasos, impaciências e precipitações, entre outras causas. Em alguns casos independem de nossa vontade, como nos casos de acidentes causados por outras pessoas ou mesmo nas calamidades naturais.
            Todavia, pequena reflexão nos fará ver que no caso dos sofrimentos morais nossa responsabilidade é ainda maior. Muitos deles poderiam ser evitados com a calma, a paciência, a fé e mesmo a confiança na vida. E mais ainda se dermos um basta na maledicência, na revolta interior, na inconformação, na reclamação ou na perniciosa tendência de diminuir-se e fazer comparações com bens e posições de outras pessoas.


            Ora, cada pessoa está no estágio e posição que lhe é própria. Ninguém é maior do que ninguém, nem menor. Por isso, não há porque se sentir diminuído ou preterido. Em tudo há sábias razões da vida que visam nos proporcionar aprendizados.
            São reflexões que extraímos da sabedoria das palavras seguintes: “(...) Deus deixa ao homem a escolha do caminho; tanto pior para ele, se toma o mau: sua peregrinação será mais longa. Se não houvesse montanhas, o homem não poderia compreender que se pode subir e descer, e se não houvesse rochedos, ele não compreenderia que há corpos duros. É preciso que adquira experiência e, para isso, é preciso que ele conheça o bem e o mal. (...)”, de transcrição parcial em conhecida fonte de conhecimentos. 




Orson Peter Carrara, é espírita, palestrante, escritor, e divulgador da doutrina espírita, é colaborador deste blog, tem sua página no Facebook Orson Carrara, e atende a perguntas, respostas, e agenda pelo orsonpeter92@gmail.com

quarta-feira, 19 de março de 2014

TEMPOS DIFICEIS... - POR DAVID CHINAGLIA



Estimados amigos de jornada no planeta terra, vivemos tempos difíceis, tanto para as mulheres como para homens, o ser humano como um todo, enfrenta mudanças, algumas rápidas demais, outras de sentido moral, de caráter, alguns se entregando as facilidades dos desejos, nunca se viveu tanta solidão, tantos conflitos, tanta lamentação, tanta vontade de ser feliz de qualquer maneira como vemos em 2014.



Várias vezes abordei aqui, com certo sucesso pela ajuda do espírito de Miguel, que está do meu lado neste momento falando para os senhores, que é necessário que tenhamos uma vigilância constante, os insucessos financeiros e familiares e amorosos, não só nos trazem a depressão do ponto de vista, psicológico e clinico, como a Obsessão, que Allan Kardec tão bem explicou em o Livro dos Espíritos, e na obra pós morte, A Obsessão, origens sintomas e curas.

Devemos olhar a vida de uma maneira mais prática do que todos nós encarnados estamos olhando, a necessidade de vencer, de ganhar dinheiro, de viver em alto luxo tem nos consumido, e estamos esquecendo de nossas tarefas básicas primeiro para conosco mesmo, depois para com aqueles que de fato amamos, esposa, filhos, filhas, companheiras, amigos fraternos e especiais, e claro nossos pais.
Não estou nem falando de Deus, de nosso tempo em igrejas ou claro em casas espíritas, templos etc.

Perdemos a tolerância para conosco, queremos para ontem o que não programamos para o hoje, e estamos vivendo sob uma forte tensão emocional e espiritual.
Onde está a nossa fé?



No filme Amor além da vida, o personagem principal vai até o inferno ou como falamos o umbral, ou campo perdidos para uns, para salvar sua esposa então suicida que caminhou para o vale da sombra da morte, cometendo um dos maiores erros que registra a espiritualidade, o de tirar a própria vida.

No filme o amor de um se transfere ao outro e faz ela reagir em sua mundo fechado, mas ali é ficção, e não podemos aceitar coisas assim como fato.

Lembre-se o amor entre duas pessoas é uma mão de duas vias, não se diz eu amo tanto que dá para os dois, mentira, os dois precisam se amar, neste exemplo que utilizo.

Um suicida sofrerá penalizações muito maiores que um próprio criminoso, o primeiro lhe tirou o maior bem dado por Deus, a vida, e  o segundo cometeu um erro de conduta que poderá ser avaliado e ter suas sequelas futuras ou não, já o suicida levará um tempo maior para resolver suas questões.

Por isto antes de amar alguém ou de se sentir sozinho, ou derrotado, ame a você mesmo.
Se a vida não tem sido o que você deseja, medite, não na colheita de hoje, e sim  na plantação que fez no seu passado, faça uma auto avaliação, pare de culpar pessoas, sim, erro não só seu mas , de todos.
Lembre de suas escolhas de infância, juventude, mocidade, meia idade, refletem no que hoje lhe acontece na maioria das vezes.
Repense como tratou um vizinho, um empregado, uma namorada, uma esposa, uma irmã, um irmão, um amigo, veja suas posturas perante seus compromissos de pagamento e crédito, de ações tendo ou não razão, veja se usou sabiamente suas sementes, lembra do Cristo, da Parábola do semeador? onde você plantou amigo?



Certa vez um amigo meu escreveu contando sua história, havia casado e sido infeliz, tivera uma segunda relação de meses que ele mesmo nem sabia porque entrara, mas na terceira vez, achou o amor, finalmente era feliz, mas ela uma aventureira das emoções, estava ali por estar, construiu um amor, mas deixou marcas, que este amigo, até hoje sente.
Ele me contava que quando ela o abandonou uma, duas, três vezes indo e voltando, deixando como uma matreira pescadora do amor alheia, num eixo sem fim de egoísmo, um especie de "anzol" que a mesma puxava de acordo com sua conviniência, ou seja, "não sabemos o amanhã, quando me livrar dos compromissos e dos erros eu vou te procurar se estiver sozinho", mantendo nele a presa para que o mesmo nunca mais vivesse, na esperança de um dia viver de novo o amor, que amor é este, que abandona, machuca, viola, trai, abandona, parem por favor.
Só para terminar o exemplo este companheiro entrou em depressão perdeu tudo que havia reconquistado na vida, inclusive um novo amor que achara, e de quem é a culpa da moça?

Claro que não, o conjunto da obra não pode ser analisado pelas atitudes um lado só, ele errara, na escolha, estava recebendo desta jovem, o troco do que fizera para outras pessoas nesta e outra encarnação, seu melhor amigo lhe disse, "ela mostrou ao que veio quando lhe convidou a brincar no player da vida, o que achou que faria contigo?" a moça tinha casos de amores mal terminados antes deste companheiro., mas como diz o poeta o tempo passou, na doutrina ele se reconstruiu.

Hoje ele vive feliz, mesmo sozinho, escapou da depressão, da morte por um cancer que estava construindo, e  ela vive com outro, e a vida segue, porém ele só conseguiu viver, quando viu que não podia controlar um amor de um lado só, e que depressão, é algo que podemos evitar, antes que a obsessão tome conta, a possessão espiritual também e percamos não só um amor mas a vida.

Vivemos tempos de curas espirituais, elas acontecem também durante o período depressivo de todos nós, mas a essência é que devemos nos permitir o erro, que devemos nos perdoar e  olhar na frente do espelho e ver que nossas atitudes estão erradas, perante o fato que nos afunda, e tentar recomeçar sempre, não importa o tamanho do tsunami que assola nossa vida, Jesus o meigo rabí nos deixou ensinamentos.

Todos maravilhosos, vamos a igreja, vamos a centros espíritas, a centros de Umbanda, vamos a cartomante, mas e a nossa fé, e o nosso amor em nós mesmos, onde está.?

Errar é humano, repetir o erro também, viver nele é uma escolha, é como o viciado em drogas, o bebado, o jogador de baralho ou de bicho, chega um momento que ele toma ciência que está errado, quando olha ao seu lado e vê tudo que construiu se perdendo.

Quando ele se encontra com as paredes de seu quarto, ou com a solidão das ruas, e vê toda sua vida, se perdendo.
Não importa quanto tempo terá de felicidade, ou de tempos certos, o que importa é que tente mudar, desistir não é o caminho, a morte abreviada é o maior erro dos humanos, tirar a vida, é se afastar de Deus.
Claro que o criador nos dá sempre uma nova oportunidade, se já pensou, tentou, e se manteve vivo, não desanime, se não partiu existe um motivo, se auto recupere, ensine pessoas, a tantos indo por motivos tão tolos.
Todos ganhamos e perdemos, a derrota faz parte do aprendizado, nunca conheci alguém que crescesse e evoluísse somente na vitória, na perfeição, nos preceitos espíritas, é nas derrotas que nos formamos, homens e mulheres, gays, não importa o sexo, e sim a personalidade que temos para lidar com o aprendizado da vida.


Kardec nos deu um Evangelho segundo o Espiritismo, ali encontramos na sua terceira obra, um caminho para acalmar nossos corações, nunca vi uma casa que fizesse o Evangelho naufragar, vi pessoas, que se esquecem do dito, nunca vi uma prece bem feita na parte final das várias de lá, não ajudar, pode não resolver, porque tudo depende de um conjunto de situações.

Deus não vira pessoalmente resolver seu problema, mas tenha certeza que a espiritualidade enviada por ele irá avaliar seus créditos não só desta encarnação, mas das passadas, para lhe ajudar na hora da dor.

Sim os tempos estão difíceis, mas se você aceitar, que este planeta é de aprendizado, que está aqui para se depurar, que o erro faz parte da vida, que o acerto depende de ti, e a felicidade também, então você aceitará Jesus, Deus, em suas formas mais claras de amor, pois te amando será amado pelo Universo, você viu o sol hoje? agradeceu por ele?
Viu a Lua, as estrelas, respirou fundo uma duas ou três vezes, e disse obrigado Meu Deus, por tanto que tenho, sim pois, só de ter sua vida, já se deve agradecer, Chico Xavier e outros médiuns escreveram claramente que uma oportunidade de reencarnação pode demorar mais de 100 ou 300 anos, no tempo da Terra, ou mesmo estudando mais claramente sabemos que muitos estão sendo mandados a outros planetas, é isto que deseja para você?
Então primeiro perdoa a ti, depois aos que te ofenderam, levante, e siga em frente...



Ele estará ao seu lado, sempre, superar e viver aqui com dignidade, depende só de uma questão de amor, como ele nos ensinou primeiro a Deus, logo portanto a vida, depois ao teu proximo como a ti mesmo, e sendo assim, tudo será mais fácil, inclusive os tempos dificeis, que serão apenas mais um em sua vida.





David Chinaglia é espírita, palestrante, pesquisador e divulgador da doutrina espírita, edita e escreve em colaboração com este blog a quase dois anos, é técnico em Biodiesel, radialista e publicitário, debate nas páginas da internet a doutrina, mantendo-se fiel a doutrina na codificação de Allan Kardec.

Facebook : David Chinaglia

Email para contato : davidchinaglia@gmail.com

segunda-feira, 17 de março de 2014

CHAVES QUE LIBERTAM - POR ORSON PETER CARRARA




Alguns estados emocionais e mesmos algumas circunstâncias são verdadeiras prisões, quase algemas que impedem viver em harmonia, com evidentes prejuízos à saúde e à convivência.




 Afinal as dificuldades existem e é preciso aprender a conviver com elas, tirando das adversidades os aprendizados de libertação, construindo chaves que libertam. 



Relacionamos algumas prisões, extraídas de estados emocionais ou de situações em que qualquer um de nós pode se situar no cotidiano:
Desgosto – O contratempo aborrece. Sem ele, contudo, não adquirimos experiência;
Obstáculo – Ele atrapalha. Sem eles, porém, não efetua a superação das próprias deficiências;
Decepção – Ela incomoda. Mas aprendemos a discernir entre o certo do errado;
Enfermidade – Ninguém a deseja. Mas sem ela não se consolida a preservação da saúde;
Tentação – São muitas e conturbam. Mas sem ela não se consegue medir a própria resistência;
Prejuízo – Quem não os tem? – Ele fere, mas constrói segurança na relação uns com os outros;
Ingratidão – Estraga a vida. Com ela, porém, construímos verdadeiros valores afetivos;
Morte – Traz dor. Com ela, todavia, alcançamos renovação e livramo-nos de tolas ilusões.


Claro que não podemos fazer apologia das dificuldades, mas é preciso reconhecer que são elas, as dificuldades, que nos despertam da sonolência ilusória das formas. Sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, razão pela qual é justo interpretar as adversidades das circunstâncias como autênticas chaves libertadoras, que funcionam em nós a fim de mudarmos para o que devemos ser realmente, sem ilusões ou falsidades, mudando em nós – por dentro e por fora – aquilo que nos compete mudar.
Quem já não experimentou os itens acima enumerados? Considerados indesejáveis, são verdadeiros mestres que nos ensinam a viver com simplicidade, nos encaminham para a humildade, nos ensinam a esperar e nos estimulam à tolerância, conduzindo-nos seguros para o bem e para a gratidão a Deus. Não devemos enxergá-los como inimigos ou presenças indesejáveis, mas acolhê-los como lições que ainda precisamos aprender para sermos melhores.



Tais reflexões não são minhas. São de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier. Adaptei o texto para o artigo, extraindo as “chaves” e algumas transcrições parciais do livro Meditações Diárias, edição do IDE-Araras, que é repleto dessas lições valiosas selecionadas de diversas obras editadas por aquela editora. Possivelmente vai se transformar em palestras, com casos, exemplos e dicas incluídas em cada item acima relacionado.





 Orson Peter Carrara, é escritor, espírita, divulgador da doutrina espírita nos preceitos da codificação de Allan Kardec, é editor, palestrante, e colabora em várias casas espíritas, na internet no Facebook Orson Carrara, o autor tem videos no You Tube, blog e sites prórprios onde aborda a temática sobre o espiritismo.

Contato pelo orsonpeter92@gmail.com