segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PARÁBOLA DA FIGUEIRA QUE SECOU




“De manhã, ao voltar para a cidade, teve fome. E vendo uma figueira à beira do caminho, foi até ela, mas nada encontrou, senão folhas. E disse à figueira: “Nunca mais produzas  fruto!” E a figueira secou no mesmo instante. Os discípulos, vendo isso, diziam, espantados: “Como assim, a figueira secou de repente?” Jesus respondeu: “Em verdade vos digo: se tiverdes fé, sem duvidar, fareis não só o que fiz com a figueira, mas até mesmo se disserdes a esta montanha: ‘Ergue-te e lança-te ao mar’, isso acontecerá. E tudo o que pedirdes com fé, em oração, vós o recebereis”. Mateus XXI, 18-22.


DISSERTAÇÃO

            As parábolas de Jesus, muitas vezes, pouco tinham a ver com a causa que as motivara. Essas causas eram sempre, apenas, a pedra de toque para a lição que Ele nos queria dar.
            A história da figueira que secou é uma delas.
            Jesus, após ter falado às multidões, em Betânia, ao voltar, sentiu fome e descobrindo uma figueira à beira da estrada, aproximou-se dela para servir-se dos seus frutos e distribuí-los àqueles que com Ele estavam.



Ao verificar, porém, que não havia frutos, pois que não era época de frutos, Jesus compreendendo e aceitando o fato, com a Sua infinita bondade, não quis perder, porém, a oportunidade para uma de Suas maravilhosas lições, procurando mostrar aos Seus acompanhantes, o quanto poderiam aprender daquele exemplo: a necessidade incondicional da fé para que nunca houvesse solução de continuidade em servir.


 A figueira, obedecendo às leis da natureza,  dava figos em  determinada época do ano, daí, não poder sempre saciar a fome daqueles que a ela recorressem.






Por isso Jesus disse: Nunca mais nasça fruto de ti; e, imediatamente, a figueira secou, causando, com isto, admiração  aos seus discípulos que não O compreenderam, precisando que Ele explicasse o que acontecera; nada mais era, senão a demonstração do Seu poder de fé. O homem, pela sua capacidade de poder conhecer o Todo Poderoso, através do seu espírito uno com o Pai em qualquer tempo, poderá com uma prece, uma invocação a Ele dirigida, ajudar a todos que dele precisem, curando os seus males, amenizando os seus sofrimentos, fortalecendo a sua vontade, confortando a todos com a sua simples presença. Nenhum de nós poderá deixar de dar frutos, de trabalhar pelo próprio progresso e pelo progresso dos seus irmãos. Aquele que se escusa de fazê-lo, que não encontra dentro de si os meios para ajudar ao seu semelhante é como árvore seca, solitária, à beira da estrada, sem nada de bom para oferecer. Deve ser afastado, desde que se torna inútil.




O mestre, fazendo a figueira secar de uma hora para outra, mostrou quanto é forte o poder da fé.
            Ao homem Deus concedeu o poder da mente, o direito de pensar, de querer, de realizar. Se tivermos fé, confiança, força de vontade, tudo conseguiremos. O poder de servir não tem limites. Uma súplica feita ao Pai, com verdadeiro sentimento de amor, de confiança, poderá conseguir coisas maravilhosas, tais como as que Ele realizava. Era o seu infinito amor ao Pai, a sua fé incondicional na proteção constante d’Aquele que tudo pode e tudo vê, que lhe dava forças e poderes para realizar o que os homens consideravam verdadeiros milagres.




            Precisamos aprender nesta parábola da figueira que devemos servir sempre, em todas as épocas, a todos os momentos da nossa vida  para, na hora da separação do joio e do trigo, podermos ter frutos prontos a oferecer à divina colheita.

(Extraído do livro: As Divinas Parábolas – Autor: Samuel, médium: Neusa Aguiló de Souza – Centro Espírita Oriental “Antonio de Pádua”, Recife, PE -1982)





Julio Flávio Rosolen, é
espírita, Coronel da reserva
do Corpo de Bombeiros, e 
pertence a diretoria da Sociedade
Espírita Casa do Caminho de Piracicaba,
e colaborador deste BLOG