sexta-feira, 10 de julho de 2015

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS (Mediunidade) - Por Allan Kardec

Esta é uma das obras mais importantes da doutrina, o trecho escolhido pelo editor, é em face ao momento atual do espiritismo, da super valorização da mediunidade que muitas vezes como se entende no texto pode ser fraudada. 
Faz parte do importante capítulo FLUÍDOS, o XIV desta grande obra de muitos conhecimentos.
Outro ensinamento aqui é de J.Herculano Pires com suas notas explicativas.
Esta Obra é muito pouco quase nada estudada, porque a maioria dos centros no Brasil teriam que tirar o caráter religioso que deram ao Centro Espírita, muitas vezes locais que se tornam verdadeiros "bolsões de vaidade, dinheiro, orgulho, de seus formadores", outras tantas de falta de conhecimento do que realmente codificou Allan Kardec.
O objetivo é dar por partes aos que se interessarem  por esta obra, uma oportunidade de conhecer a verdade de uma sessão espírita. Entendo após consultas, que a melhor traduzida  é a de J.Herculano Pires, Editora Lake, em muitos centros não se acha, apenas sob pedido, o custo da obra é de 15,00 pela editora pode ser encomendado.
Estamos num momento crítico do Mundo, do País e do movimento espírita, o que objetivamos foi dar uma oportunidade de conhecimento, no texto abaixo por acordo firmado, não podemos altera-lo, podemos fazer aqui na parte inicial esta observação.
Abaixo da foto puramente ilustrativa da capa da obra da codificação somente o texto que se encontra na versão  da Lake Editora, lembro que quando Kardec fala de mesas girantes, até hoje jovens e curiosos tentam este tipo de comunicação sem saber do risco que correm, alguns centros que conheci tentam para entender retornar ao uso das mesas girantes, por isto escolhemos o texto, fala também da mediunidade escrita, falado, enfim, o original texto fala dos tempos de 1858  á 1862 quando ela foi redigida por Rivail com seu pseudônimo Allan Kardec, a somatória de notas de Herculano se dá até em anos posteriores a edição de 1858, e 1859 já revisada, hoje é transportada no texto utilizado, sem mudar a tradução nota enviada pela editora, e pedimos sua especial atenção aos comentários do tradutor,  vamos lembrar Kardec pois é hora de ler, entender, estudar, todos os dias nossa obrigação como espírita.
Precisamos de mais trabalhos coerentes do que milagres divinos, é hora de ajudar mais encarnados para ajudarmos também os desencarnados. (David Chinaglia - editoria do Blog).


Os fenômenos das mesas girantes e falantes da suspensão etérea de corpos pesados, da escrita mediúnica, tão velhos quanto o Mundo, porém comuns nos tempos atuais, dão chave de alguns fenômenos análogos, espontâneos, aos quais, devido à ignorância da lei que os rege, se havia atribuído um caráter sobrenatural e milagroso. 
Estes fenômenos repousam sobre as propriedades do fluído perispiritual, seja de encarnados, seja de espíritos livres.
É com auxílio de seu perispírito que o Espírito atua sobre um corpo vivo; é ainda com o mesmo fluído que ele se manifesta agindo sobre a matéria inerte, e que produz ruídos ou transporta. Esse fenômeno nada tem de surpreendente, se considerarmos que, entre vós, os mais poderosos motores se encontram nos flúidos mais rarefeitos, e mesmo imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.
É igualmente com o auxílio de seu perispírito que o espírito faz o médium escrever, falar ou desenhar; não tendo um corpo tangível para agir ostensivamente quando deseja manifestar-sem serve-se do corpo de um médium, de quem toma os órgãos por empréstimo; faz seus órgãos, assim, agir como se fosse seu próprio corpo, e isso, mediante o eflúvio fluídico que verte sobre ele.
É pelo mesmo meio que o Espírito age sobre a mesa, seja para a fazer mover em significação determinada, seja para fazer com que ela receba golpes inteligíveis, que indicarão as letras do alfabeto para formar palavras e frase, fenòmeno se designado sob o nome de tiptologia.

Explicações e comentários do tradutor J.Herculano Pires : " Só devem aceitar com extrema reserva os relatos de aparições individuais (visões), as quais, em cartos casos, poderiam ser o efeito de imaginações do médium, super-excitadas, e por vezes uma invenção feita com finalidade, INTERESSADA. Convém pois, obter, um relato escrupuloso das circunstâncias, da honorabilidade da pessoa(médium), assim como o interesse que ela pudesse ter de abusar da credulidade de indivíduos demasiado Confiantes."

A mesa aqui não passa de um instrumento do qual o Espírito se serve, como o faria de um lápis para escrever; dá-lhe momentanea vitalidade, pelo fluído que penetra mas não se identifica com ela. As pessoas que, tomadas de emoção diante da manifestação de um ser que lhes é querido, abraçam a mesa, o médium, praticam ato rídiculo, pois absolutamente é se abracassem um bastão do qual s serve um amigo para desferir pancadas ou letras, o mesmo as pessoas que se dirigem a palavra á mesa, como se o espírito estivesse encerrado na madeira ou na outra pessoa, no caso da mesa como se tivesse tornado espírito.
Quando se realizam comunicações por este modo (escrita por letras) será preciso imaginar o espírito, não na mesa nem no médium escritor, mas ao seu ladotal como estaria se estivesse VIVO, e tal como seria visto, se momento isto se desse. O mesmo se aplica nas comunicações da escrita; conceituaremos o espírito ao lado do médium, dirigindo seu pensamento e mãos por uma corrente flúidica.
Quando a mesa se desprendo do solo e flutua no espaço do ponto de apoio, o espírito não a ergue com um braço, mas sim, a envolve e a penetra com uma especie de atmosfera fluídica a qual neutraliza o efeito da gravitação, é penetrada lhe dando no momento a maior leveza especifíca.
Quando ela está pregada no chão, encontra-se no caso análogo dos efeitos, e nao da absoluta semelhança das causas (Livro do Médiuns, cap IV).
Depois disso compreende-se que não mais difícil a um Espírito erguer uma pessoa do que erguer uma mesa, transportar um objeto de um lugar para o outro, ou atira-lo a algum lugar; estes fenômenos se produzem pela mesma lei.
J.Herculano explica e comenta : "Tal é o principio do fenômeno dos transportes; fenômeno muito real, que convém não aceitar senão com extrema reserva, pois é um dos que mais se prestam à imitação e as trapaças. Devem ser tomadas em séria consideração, a honorabilidade irrecusável da pessoa que obtém acessórias. Sobretudo deve-se desconfiar da facilidade demasiado grande com a qual tais efeitos são produzidos, e conservar como suspeitos aqueles que se renovam com demasiada frequência, e, por assim dizer, à vontade; os prestidigitadores produzem os efeitos mais extraordinários."

Quando a mesa persegue alguém, não é espírito que corre, pois pode permanecer no mesmo lugar tranquilamente, mas sim que ele dá um impulso ao objeto, por meio de uma corrente fluídica, com a qual a faz mover a sua vontade.
Quando se fazem ouvir golpes na mesa alhures, não é que o espírito BATA COM A MÃO, nem qualquer outro objeto ele dirige sobre o ponto de onde parte o ruído um jato flúido que produz o efeito de um choque elétrico. ele modifica o ruído como se podem modificar os sons produzidos no ar.
Um fenômeno muito frequente na MEDIUNIDADE é a aptidão de certos médiuns para escrever numa língua que lhes seja estranha; a desenvolver pela palavra ou pela escrita assuntos fora do alcance de sua instrução. Não é raro ver pessoas que escrevem desembaraçadamente, sem terem aprendido a escrever; outros que produzem poesia, sem jamais terem sabido fazer um verso em suas vidas, outros desenham, pintam, esculpem, compõem música, tocam instrumentos sem conhecer o desenho, a pintura, a escultura ou a arte musical. É muito frequente que um médium ESCREVENTE reproduza, sem se enganar, a escrita e a assinatura que eram usadas pelos Espíritos que se comunicam através deles quando eram vivos, embora não os hajam conhecido.
Este fenômeno não é mais maravilhoso do que quando vêmos uma criança escrever, guiada pela sua mão. Por esta maneira pode-se fazer com que alguém realize tudo o que se deseja. Pode-se fazer com escreva o que se quer, numa língua qualquer, ditando-lhes as palavras letra por letra. Compreeende-se que o mesmo seja possível na MEDIUNIDADE, se nos reportarmos à maneira pela qual os espíritos se comunicam aos médiuns, os quais, em realidade não são para eles senão instrumentos passivos. Porém se o médium possui o mecanismo se vence as dificuldades práticas, se as expressões lhe são familiares, enfim, se tem o seu cérebro os elementos daquilo que o Espírito quer faê-lo executar, esta na posição do homem que sabe ler e escrever corretamente, o trabalho é mais fácil e mais rápido; o Espírito não tem mais do que transmitir pensamentos que seu intérprete reproduz pelos meios de que se dispõe.
A aptidão de um médium para coisas que lhe estranhas também tem frequentemente ligação com os conhecimentos que possuía numa outra existência e dos quais seu Espírito conservou a INTUIÇÃO. Se foi poeta ou músico, por exemplo, terá mais facilidade de assimilar o pensamento poético ou musical que se pretende produzir. A língua que ele ignora hoje pode lhe ter sido familiar numa outra existência; daí resulta, para ele, uma aptidão maior para escrever mediunicamente nesta língua.

Comentários e Explicação de J. Herculano Pires: " O soerguimento de uma pessoa é o fato menos positivo, porém talvez raro, porque é mais difícil de ser emitado. É notório que o Sr.Home foi levitado mais de uma vez, até o teto da sala, do qual se fez volta, diz-se que São Copertino tinha a mesma faculdade, o que não é mais milagroso para um do que para outro.
Exemplos de manifestações materiais e de pertubações pelos Espíritos se vê na Revue Espírita, a jovem filha dos Panoramas, Janeiro de 1858 página 13, Mademoiselle Clarion em Fevereiro de 1858, página 44, Espírito Batedor de Bergzabern, relato completo em Maio, Junho e Julho de 1858, páginas 125,153,184, Dibbelsdorf em Agosto de 1858 página 219, o padeiro de Dieppe em Março de 1860 página 76, Rua Noyers em Agosto de 1860 página 236, Espírito batedor de L´Aube em Janeiro de 1861, página 23,No Século XVI Janeiro de 1864, página 32, Poiters em Maio de 1864 página 156, e Maio de 1865 página 134, Irmã Maria em Junho de 1864, pagína 185, Marselha em Abril de 1865 página 121, Fives em Agosto de 1865, página 225, Os Ratos de Equinhem, em Fevereiro de 1866 página 55.






Hippolyte Léon Denizard Rivail , nasceu em Lyon, França, á 3 de Outubro de 1804 — morreu em Paris, 31 de março de 1869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do Espiritismo denominado de Doutrina Espírita. Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade),

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