quarta-feira, 25 de maio de 2016

ACEITAÇÃO - POR RICHARD SIMONETTI






Perguntavam a Chico como conseguia conservar a tranquilidade ante tantas solicitações de multidões ávidas de consolo e conforto que o procuravam. 

O médium respondia com uma única palavra: aceitação.







Se bem analisarmos, verificaremos que muitas de nossas perturbações e desajustes nascem de reações negativas, ante as situações que se sucedem no cotidiano:

– O trânsito lento.

– A agressividade do familiar.

– A sobrecarga no serviço.

– As críticas do companheiro.

– O problema inesperado.

Em situações mais graves, a não aceitação gera sérios problemas, passíveis de nos desajustarem.

– A morte de um ente querido

– A doença grave.

– O prejuízo financeiro.

– A deserção de um amigo.

– A traição de um afeto.

Chico nos oferece a chave mágica para não nos perturbarmos: aceitar.







Eu diria, leitor amigo, que noventa por cento de nossos sofrimentos, tensões e angústias, ante os desafios da existência, desde os simples contratempos às cobranças cármicas, sustentam-se em reações negativas, quando nos irritamos ou nos rebelamos.

Toneladas de tranquilizantes e analgésicos são consumidas no Mundo por pessoas inquietas, irritadas, em face de situações que fogem ao seu controle.






Crimes, agressões, desentendimentos, afligem multidões atormentadas porque não admitiram algo que lhes aborreceu ou prejudicou.

Há o desastroso suicídio, cometido por aqueles que não se dispõem a enfrentar uma situação difícil.



***

A cruz simboliza, tradicionalmente, a carga das atribulações que devemos carregar na jornada humana.

No Espiritismo aprendemos que ela representa, acima de tudo, o resgate de nossos débitos do pretérito, quando infringimos as Leis Divinas que nos regem na intimidade da própria consciência. 

Considerando que jamais Deus colocaria sobre nossos ombros peso insuportável, é óbvio que a transportadora celeste jamais comete equívocos na entrega dos madeiros.

Nossa cruz é exatamente aquela que nos foi destinada.

Ocorre que sentimentos negativos – revolta, irritação, desespero, funcionam como sobrecarga indevida, pesos que subtraem méritos e acrescentam deméritos que complicam a jornada. 

Ao cultivar a aceitação, livramo-nos desses indesejáveis adicionais e a cruz nos parecerá bem leve, tolerável.



*** 



Considere, entretanto, leitor amigo, duas nuances importantes no ato de aceitar. 

A primeira é a aceitação passiva de quem simplesmente se dispõe a carregar sua cruz sem murmúrios e queixas.

A segunda é a aceitação ativa de quem faz dela um arado para fertilizar o solo dos corações, com exemplos de dedicação ao Bem, conservando a disposição de servir.

Na primeira, acertamos nossas contas com o passado.

Na segunda, investimos para o futuro.

Exatamente como fazia Chico. 

Aceitava de forma positiva os percalços de sua condição de missionário sem contas do passado, para investir em favor do futuro de todos aqueles que têm a felicidade de conhecer os livros que psicografou e de mirar-se em seus exemplos de dedicação ao Bem.
        




            Richard Simonetti, 81,é escritor, palestrante, espírita, de acordo com a codificação de Allan Kardec, se tornou um dos maiores divulgadores da Doutrina espírita no Brasil, é colaborador deste blog desde 2013, onde escreve semanalmente, atende no e-mail acima citado.


Hoje ele vive no plano espiritual, nos deixou grandes textos, livros, e ensinamentos, agradeço eternamente as lições que tive em nossas conversas via internet eu em Piracicaba e Aguas de Sao Pedro ele na sua amada Bauru.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

PENSAMENTOS E FLUÍDOS - POR ALLAN KARDEC





“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 

Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico. 

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos. 

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus. 

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16). 

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente. 

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes” - (Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867). 



Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, durante 14 anos pesquisou, questionou, foi procurado pelos espíritos, contou a história da humanidade, intermediou, debateu com grandes espíritos, em prol dos seres humanos, partiu para o plano espiritual aos 64 anos, 24 horas depois de deixar seu corpo, mandou uma mensagem na sede espírita em Paris, escreveu algumas vezes sobre a vida além da vida, em mensagens registradas por seus amigos em Paris, e na Bélgica, foi o mais coerente dirigente espírita, divulgador, e profundo estudioso, jamais deixando o igrejismo ou os excessos vindo de crenças interferir em suas decisões, a vida passou a ter sentido com a explicação de quem somos, de onde viemos, e para onde vamos.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

JUSTIÇA QUE PLANEJAMOS - POR RICHARD SIMONETTI



Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (Mateus, 5:6). Esta afirmativa de Jesus parece distanciada da realidade, porquanto, aparentemente, a mais flagrante injustiça reina na Terra, onde há ricos e pobres, bons e maus, santos e facínoras, atletas e paralíticos, gênios e idiotas...
Ainda que esta justiça de que o Mestre nos fala exprima-se no atendimento aos inalienáveis direitos à liberdade, à propriedade e à vida, não a encontraremos na sociedade humana, onde, desde seus primórdios, há os que escravizam e os que são escravizados, os que roubam e os que são roubados, os que assassinam e os que são assassinados. Ela tem sido a bandeira de todos os movimentos revolucionários, agitada por adeptos de todas as correntes sociais e políticas. Estes, entretanto, paradoxalmente, tão logo detenham o poder, transformam-se em novos instrumentos de injustiça, coniventes com as forças reacionárias que há milênios dominam o nosso planeta.
Poderia alguém lembrar que a justiça a que se refere Jesus não reside na vida material. Os que têm fome e sede de justiça serão saciados no Além. Lá haverá castigo para os maus e recompensas para os bons.
O problema é que, em princípio, os privilégios da Terra fatalmente repercutem nas experiências do Céu. O filho de pais nobres, virtuosos, compreensivos, que desde a mais tenra idade é iniciado nos valores do Bem, terá muito mais oportunidades de seguir uma vida reta e digna do que o filho do matador profissional, que o inicia nos mistérios de sua profissão, incutindo nele um total desrespeito pela vida humana.
Levando mais longe semelhante raciocínio, poderíamos considerar que o indivíduo preso ao leito desde a infância, retardado mental, raciocínio embotado, seria um escolhido de Deus, porquanto isento das tentações do mundo e até mesmo impedido de praticar o mal. Já o indivíduo saudável, belo, atraente, estuante de vida, pleno de vigor, assediado sem tréguas pelos prazeres e ambições humanos, teria muito maior dificuldade em habilitar--se às moradas celestes.
Admitindo semelhante absurdo fatalmente cairemos na teologia medieval das graças divinas. Deus teria eleitos, cumulando-os de recursos em favor de sua salvação e recusando idênticos favores a outros. Há até quem diga que Ele faz sofrer àqueles a quem ama, preparando-os para a felicidade eterna. Conclui-se que, quanto menor o sofrimento da criatura, menor o amor do Criador por ela. Absurdos assim têm levado muita gente ao materialismo. Se a própria justiça humana, apesar de suas limitações, estabelece que somos todos iguais perante a Lei, como pretender que não sejamos iguais perante Deus, que é a justiça perfeita?
Para que não incorramos em enganos semelhantes, é preciso que modifiquemos nossas concepções a respeito da Justiça. Geralmente a concebemos como o atendimento aos nossos direitos e ao cumprimento dos deveres alheios. Pouco pensamos a respeito do que devemos à Vida, ao familiar, à sociedade, mas empolgamo-nos no propósito de definir o que eles nos devem. Nossa fome de justiça situa-se por anseio egocêntrico. Sentimo-nos justiçados quando fazem o que desejamos.
Contudo, no plano espiritual, antes da presente existência, pensávamos diferente. Sentindo o peso de nossos débitos e a extensão de nossas fragilidades, planejamos a jornada terrena, não no sentido de sermos atendidos em relação às ilusões humanas, mas no sentido de cumprirmos os desígnios divinos, que pedem, antes de tudo, depuração de nossas almas, edificação de nossos sentimentos, renovação de nossas ideias.
Esta é a justiça a que se referiu Jesus: uma tomada de posição autêntica, corajosa, em relação aos objetivos da própria existência terrestre.
E se conservarmos a fome e a sede de justiça, isto é, a disposição em nos submetermos às provações escolhidas, fazendo sempre o melhor, então seremos saciados, ainda que, aparentemente, o mundo nos reserve toda sorte de injustiças.


Richard Simonetti, 81, espírita, escritor, palestrante, dirigente espírita, um dos maiores divulgadores da doutrina Espírita no Brasil, e no exterior, tem várias páginas na internet colabora com este blog desde 2013, tem uma página na rede social Facebook para divulgar também seus textos e suas obras, um dos mais considerados espíritas do Brasil reside na cidade de Bauru, SP, nos enviou este texto para reflexão de todos que nos prestigiam.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

IRRESISTÍVEL ATRAÇÃO PELA VIDA ALHEIA - POR ROOSEVELT TIAGO



Encanta nossa curiosidade qual é a causa da irresistível atração que temos pela vida alheia, capaz de tirar nosso foco de nossa própria vida, onde deixamos naufragar nossos interesses para acompanhar aquilo que não nos diz respeito.

Filosoficamente, diríamos que liberdade é algo tão fascinante, que queremos até a dos outros, afinal, ao observar os tropeços alheios, fazemos parecer com que nossas quedas pareçam menores, num jogo de ilusões e desvios de responsabilidades.
Afinal, quando falamos dos outros, evidenciamos mais quem somos do que daquele que falamos, pois exteriorizamos nossa forma felina e maldosa ou nossa postura compreensível e nobre de ver tudo a nossa volta.

Encontramos no Evangelho em II Tessalonicenses 3:11 “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia;”, onde somos impelidos para destacar, baseados no texto acima, de que os que “se intrometem na vida alheia”, andam desordenadamente, classificando assim, uma conduta condenável pelos padrões morais.

Somente a infantilidade moral e espiritual, justifica a utopia de crer que o que acontece na vida alheia, não tenha os mesmos riscos de ocorrer na nossa própria vida.

Isso nos faz sentir aparte da vida, como espectadores da vida alheia, roubando atenção da nossa, que fica negligenciada a falta de rumo e controle, sendo conduzida por Espíritos que cintilam na mesma faixa de maldade e cegueira.

Na verdade, quando o assunto é a vida alheia, os mais comprometidos com esse vício, preferem nem saber – assim podem inventar a vontade...

Mas falar sem compromisso com a verdade, é sempre prova moral, medindo nossa capacidade de resistir ao mal gratuito ou calculado, visando benefícios ou simplesmente para nos sentirmos melhores, mas é conduta sempre condenável.

Mostrando a gravidade de tal ação, vemos nas alegorias dos Salmos capítulo 101:5, a seguinte expressão: “Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei;” mostrando o perigo desta postura, gerando desajustes na vida alheia, que muitas vezes, promovemos “nas melhores intenções”, mais com os piores valores.

Quantas vezes, quando sabemos de algo constrangedor da vida dos outros, cremos ser expectadores do escândalo do próximo e nem percebemos que somos nós que estamos em plena prova de resistência de divulgação, daquilo que acreditamos ser o Mas ainda o que mais gera nossa atração pela vida dos outros é quando eles realizam coisas ou tomam atitudes que não temos coragem de fazer ou realizar, pois quando queremos modificar nossa vida, mas nos falta coragem, a única saída aos Espíritos fracos é criticar quem tem... quando o pássaro é criado em gaiola, acredita que voar seja um defeito!



Roosevelt Tiago, é espírita, escritor, editor, divulgador da doutrina espírita de acordo a codificação de Allan Kardec, considerado uma das mais importantes vozes da nova geração nos cedeu a matéria principal da semana em seu blog e site oficiais, Roosevelt, é colaborador deste blog desde 2012.

sábado, 26 de março de 2016

2016 ANOS DEPOIS, A ENTREVISTA COM JESUS - Por David Chinaglia



Estimados amigos de jornada no planeta Terra, amanhã 27 de Março de 2016, mais um domingo de Páscoa, vendo nas redes sociais, e em várias páginas da internet sejam católicas, ou espíritas, vemos mensagens de amor, de exaltação a família, filhos, etc e tal.

Fiquei pensando em algo que ouvi a uns 04(quatro) anos de uma espírita em Piracicaba, quando falando da sociedade ela disse, "que maravilha é o Mundo da rede social, só tem gente boa, perfeita, deve ser lindo viver lá."

Nunca esqueci este dialogo e este exemplo desta mulher, testemunho dado a mim numa alusão ao nosso momento na vida humana como um todo, e o que mudamos com isto, me serviu de inspiração para o texto desta Páscoa do blog.

Domingo de Páscoa, personagem central, claro o meigo Rabi, o mestre amado Jesus, e fiquei imaginando o que ele falaria, o Jesus que estudei, que conheci, que li, que viveu e ainda vive em minha vida como exemplo, e pensativo imaginei o que falaria o filho de Maria e José, se tivesse o desejo de nos dar uma entrevista, e fossemos honrados para te-la, claro que é uma imaginação, baseada em seu comportamento, até onde os livros da Bíblia, e os não reconhecidos permitem a este seguidor do mestre, juntar, e montar, vamos lá ver se os senhores e as senhoras conseguem entender....




Mestre valeu a pena ?

"…'Deus não vê como o homem vê, o homem vê a aparência, mas Deus sonda o coração" lembre-se de(I Samuel 16.7). .




Jesus vivemos novamente em um mundo de calúnia, inveja, ódio, ausência de justiça, o que me diz para levar ao seu povo ?

Bem-aventurados os humildes de espírito de Deus, porque deles é o ['Reino de Deus']['Reino dos Céus']! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de JUSTIÇA, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão DEUS! Bem-aventurados os Defensores da PAZ, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de min.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa QUANDO ME REENCONTRAR, pois assim perseguiram os  que vieram antes de vós.




Rabi, vos pergunto éramos o sal da terra, o que somos hoje ?

Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a LUZ  do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso PAI que está nos céus.




Senhor, amor e caridade ? ainda ? como Jesus ?

Guardai-vos de fazer vossas BOAS OBRAS  diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso PAI que está no céu.

Jesus, nossas orações são ouvidas, devemos continuar, vale a pena orar mestre ?

Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas igrejas ou templos e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e o
Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu CORAÇÃO


Mestre pedimos tanto, e não entendo porque não os ouve, o que é preciso senhor ?

Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem.

Jesus, em tempo de tanta corrupção de tudo por dinheiro pior de quando esteve aqui, vos pergunto mestre onde iremos com tanta ganância pelo poder e pelo dinheiro ?

Ninguém pode servir a dois SENHORES, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a DEUS E A RIQUEZA.
Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os PAGÃOS que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o REINO DE DEUS  e a sua JUSTIÇA e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado


Mestre tenho visto nas redes sociais julgamentos, na vida, nas famílias, o que diria sobre isto ao seu povo ?

Não julgueis, e não sereis julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão.

Nazareno, sinto o povo da Terra perdido, o que posso dizer que tu confirmarás ? diga-me Jesus...


Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei.


Meu amado mestre percebo em suas respostas que são as mesmas daquele domingo quando falaste para milhares no sermão da Montanha, o que digo a eles agora as mesmas coisas ?




"Não há o que mudar 2016 anos são os mesmos ensinamentos, porque todos vocês não aprenderam nada sobre aquele dia e outros que tivemos a oportunidade de vos dar o ensinamento, e assim será até que aprendam que para ser Deuses, é necessário entender, aprender e colocar em prática, palavras e escritos passam atitudes e compreensão vos darão o direito de estar comigo quando finalmente entenderem o simples, que a solução de vossas vidas, não está em mim, nem em meu pai, estão em vocês aprendendo e evoluindo."




BOA CHEGADA DE PRIMAVERA DESEJA ESTE BLOGUEIRO, BOA PÁSCOA E QUE JESUS ESTEJA COM TODOS, EM SUAS REFLEXÕES.




David Chinaglia, 58, é espírita, pesquisador, palestrante, e editor deste blog, segue a doutrina espírita dentro da codificação de Allan Kardec.
Participa também divulgando a doutrina no Facebook e Twitter.

terça-feira, 22 de março de 2016

ESPÍRITOS FASCINADOS E FALSOS PROFETAS - POR DAVID CHINAGLIA








Estimados amigos de jornada no planeta Terra, vamos conversar sobre o tema, "falsos profetas", claro que é complicado para muitos, no entanto se torna de fácil entendimento quando estudamos a maravilhosa doutrina espírita.
Erasto, espírito famoso alertou a Allan Kardec em Paris em 1862, que devíamos desconfiar, não só dos falsos profetas encarnados, mas, sobretudo dos desencarnados, verdadeiros impostores que vão através da vaidade de médiuns famosos e conhecidos expor e tentar enganar a humanidade.

Pesquisei alguns trabalhos espíritas e vemos neles um trabalho investigativo podemos citar muitos que questionaram mensagens espíritas, a luz da razão e do equilíbrio no entanto no Brasil, J.Herculano Pires foi um dos que mais, tentou alertar nossa comunidade, sobre a gravidade do tema que Kardec, sempre lembrava na Revista Espírita.

FALSOS PROFETAS...FALSOS ESPÍRITOS.


Temos que seguir nossas pesquisas e estudos usando sempre a razão, a imparcialidade, já que todo o ser humano fragilizado ou não tende caminhar pelos passos velozes e escorregadios da vaidade.
Esta mesma situação ocorre quando espíritos ficam fascinados, e criam um campo de obsessão em seu próprio médium.

No Brasil nossas posições sempre foram nesta questão, liberal demais, em nome do amor, e da divulgação da doutrina espírita, basta um espírito se apresentar com um nome famoso, para que a maioria tenha a tendência de crer cegamente no que escreveu e falou via seu obsediado, geralmente um médium, que no meio da jornada se deixou levar pela emoção.
Nosso codificador, Allan Kardec, não era médium de incorporação, sua disciplina, sua cultura, seus conhecimentos sempre o fizeram escolher dois ou três médiuns que fossem fortes no quesito equilíbrio emocional, para que as comunicações fossem os dadas e sim filtradas com lógica e correção.

Kardec, então como Rivail, aprendeu desde cedo na Universidade de Pestalozzi, que a disciplina e o equilibrio eram necessários em tudo.
Quando falamos de mensagens de espíritos, é preciso que todos se lembrem que num ambiente público, temos a tendência de crer sempre que a mensagem só é boa, firme e séria se for de um espírito famoso, conhecido que transmita credibilidade ao dito ou escrito.

E assim vemos milhares até milhões serem enganados, muitas vezes até o próprio médium, sobre quem de fato escreveu e qual seus objetivos.




Ao longo de sua jornada de muito perigo, Chico Xavier um dos mais famosos médiuns Brasileiros conviveu com a solidão do que chamo de crença fiel em fatos que na sua maioria eram contestados ou mesmo analisados de maneira muito mais emocional do que racional.

Toda a obra de Chico Xavier é baseada num único espírito algo, que Erasto, advertia Kardec ser perigoso, a base de tudo que escreveu Chico era a forma como ele via, e recebia os informes de seu companheiro de jornada, a falta de cultura, e de disciplina do médium o levou ao longo de sua jornada mística a um cansaço físico e mental muito grande.
Criou-se fatos e alguns deles que geram controvérsias até o dia de hoje, e alguns companheiros estão estudando de forma mais aguda, que nem sempre o que foi considerado em um determinado tempo deva ser eternizado com verdade absoluta.

Não estou contestando Chico Xavier, sua missão já é finda com este nome no planeta Terra, apenas devemos colocar ressalvas em muita coisas porque nem sempre ele mesmo Chico, tinha conhecimento para bloquear uma situação criada, fato que com Kardec, era mais difícil, já que ele não vivia sob a influência.
Chico era bondade, era amor, era ajuda, e com os espíritos que mais trabalharam com ele teve um autoridade parcial, pois demorou alguns anos e se tornou público e notório que seguir as regras informadas por Kardec era conflitante, porém seu trabalho teve muito valor.
O que precisamos é não idolatar ou mesmo santificar o médium que uso como exemplo.
Hoje devemos entender que sem Chico Xavier o espiritismo no Brasil não teria a mesma divulgação, no entanto, é necessário refletir o que faremos sem ele, algo que ainda não aprendemos passados 14 anos de sua morte.

Alguns fascinados tentam sucede-lo com erros maiores e piores, e devemos ter cuidado com isto, nosso juiz ou seja, nosso regulador será nosso bom senso, basta de milagres.

Talvez por isto Kardec ainda seja rejeitado em muitas casas espíritas, se formos transferir o trabalho do codificador aos dias de hoje, não consigo imaginar, ele dando entrevistas na TV, Internet, para designar fatos e missões ocorridas, Kardec era equilibrado e buscava o saber o tempo todo, fosse como espírita ou como professor, ou filosofo.

Precisamos olhar para Chico Xavier e reconhecer que ele fez muito para o espiritismo Brasileiro, teria feito algumas coisas mais corretas se também ele, como ser humano não fosse influenciado pelo igrejismo ou até mesmo pelos ritos da Católica Igreja.
Toda vez que queremos um santo, ou um privilegiado nos remetendo textos do outro Mundo, nos esquecemos de coisas básicas, primeiro que estamos em uma dimensão e eles noutra, segunda que esta barreira ainda e grande tanto no campo mental como no campo físico, e sobretudo do controle emocional.

Você amigo leitor, já se imaginou no Polo Sul, ou nos Andes, ou até mesmo no Himalaia, tentando se comunicar em línguas diferentes, e com todas as dificuldades que estes locais ensejam.Pois bem falar do outro lado da vida, é algo parecido, nos falta acesso correto, até porque a principal operação depende de um ser humano, que é o mediador, ou o tão famoso médium.

Ele está sim sujeito as intemperes da vida humana, vaidade, sexualidade, orgulho, fanatismo, etc etc e tal, porém muitos, conseguem seu ponto de equilíbrio.



Kardec não notorizada médiuns, vemos isto nas obras básicas, vemos que até mesmo seu amigo Camille Flamaryon ficou num segundo plano num dos textos importantes e isto chegou a criar da parte de Camille, um ponto digamos de inveja, do sábio companheiro, mais tarde o homem das estrelas como era chamado Flamaryon, reconheceu isto, e até se afastou da doutrina espírita.
A maioria dos centros no Brasil, não determina a seus médiuns principais, estudo, orientação dentro das obras básicas, muitos textos de Kardec são desconhecidos por nobres colegas que tentam se apegar nas águas mansas de falas doces do que nas orientações técnicas básicas emitidas pelo codificador.

A pouco antes de receber a orientação para este texto, pesquisava como eram feitos os cursos na França em 1981, eram divididos em quatro partes, e ao final do tempo determinado para o conhecimento de regras e responsabilidades do médium, o mesmo recebia um certificado de médium espírita.

No Brasil os cursos e as orientações as vezes são desqualificados porque o tempo e o aprendizado é substituido pelo resultado da solução mágica, da cura, deixando a deriva boa parte dos médiuns.



Erasto escreveu que não se confia o comando de um exército senão a um general hábil e capaz de o dirigir, no mesmo texto indaga se Deus seria menos prudente que os homens? e afirmou que nosso espírito líder, só confia missões importantes aos que sabe que são capazes de cumpri-las, porque as grandes missões são pesados fardos, que esmagariam os carregadores demasiadamente fraco.
O que devemos entender que por mais que tenhamos saudades de uma pessoa que tenha ultrapassado a barreira da outra dimensão, não devemos crer em tudo que vem de lá em nome dela, ou mesmo para seguirmos fiel mente como base única e verdadeira, afinal temos nossas dúvidas, e limitações, por isto temos que tomar cuidado com o fascínio do médium que vamos ouvir e do possível espírito que de fato vai falar ou escrever.
Sei que parece complexo, mas, Jesus o mestre amigo, e amado, nos alertava dos falsos profetas, com o tempo vimos que eles estavam inclusive ao seu redor, e depois vimos ao longo da história de vida dos apóstolos que o seguiram fascínio de alguns, que mesmo tendo conhecido o mestre, ainda preferiam criar um mito sobre o seguir dos fatos daqueles tempos.
Precisamos amigos, lembrar que sim qualquer médium, pode estar sendo guiado por um espírito que se apresente de uma forma seja de outra, e tenha outros objetivos.

No caso usado como exemplo Chico Xavier, os redatores que traduziram suas obras, não imaginavam que fatos transcritos nos anos 40,50, e 60 sobretudo seriam contestados e postos a prova.

A figura humana de Chico até impõe um certo respeito, recentemente recebi um texto de estudos da obra Nosso Lar, e encaminhei para médiuns famosos, um deles profundo conhecedor, ao comentar o texto, a veracidade e as dúvidas levantadas a partir do texto do codificador, simplesmente disse não vou comentar, não irei a frente neste debate, pois a obra e a pessoa do Chico Xavier está acima deste fato.
Eu vos pergunto e se o texto que tinha em minhas mãos fosse o fiel da balança é justo informar errado, é justo manobrar por afeto e amor, e caridade, os interesses e os conhecimentos do certo e do errado ?
Eu penso que não, já que para mim pessoalmente a verdade tem que vencer, tem que ser aplicada, pois, seja ela qual for, é base de tudo que pretendemos fazer nesta civilização.
O que quero com este texto não é debate nem conflitos, é simplesmente reflexões e mais estudos por parte dos amigos, antes de aceitar um fato digo como verdade e que no entanto se tornou verdade, a partir de um jogo de interesses.
Sim eu sei que não é somente Chico que viveu com este drama, outros tantos, o próprio Bezerra de Menezes em seu tempo, Divaldo Franco, porque não, basta nos remetermos ao famoso impasse com Chico sobre mensagens de André Luiz, depois acertado numa mesa pacificamente.
Nem André Luiz era dono da verdade, nem somente Chico Xavier podia recebe-lo algo que o nobre espírita de Uberaba demorou em aceitar, nem tão pouco Divaldo teria melhores comunicações.
Devemos ao longo de nossa jornada, questionar, indagar, e rebater seja quem for, para não sermos usados nem enganados nesta doutrina. 

Erasto no texto base desta matéria, disse que a humanidade deveria avançar MORAL e Intelectualmente, pois são necessários homens e mulheres superiores em inteligência e moralidade.
Existem sim espíritos fascinados, e médiuns que se deixam levar, eu tenho aspas sobre muitos que vejo atualmente em cartaz no entanto sou um repórter, um divulgador, e busco levar que sejamos espíritas ou espiritualistas, temos que ter um princípio e uma base, que ela deva ser solidificada, e tendo como norte somente as obras básicas, usando as obras alternativas como fontes de entendimento do que vieram amigos de outra dimensão ensinar.
Espiritismo não é como politica, ou mesmo futebol, e também não deve ser seguido ou estudado a partir de dogmas de religiões que o tempo venceu, é necessário equilíbrio, imparcialidade, para que possamos aceitar as informações como verdadeiras.


Kardec sempre nos deu profunda admiração pois indagava os espíritos, o que não concordava falava com eles, pedia explicações complementares e não as tendo não passava para informe público, e desconsiderou muitas informações pelo simples fato de não ter lógica, pois somos evolutivos, logo temos que pensar que analisar e que entender tudo, podemos dentro do novo, e dos informes achar respostas que seja além do maravilhoso.


Muitas obras que estão sendo publicadas no Mundo humano são criações de médiuns fascinados ajudados ou não por espíritos sem noção, da importância e do tempo que se seguem para a criação de nossa base de conhecimento.
Num Mundo mais atual certamente muitos médiuns de um passado recente no Brasil, se vivos ainda tivessem iriam sair fora da fantasia, pois hoje somos sabedores que podemos ser enganados por espíritos que se passam por famosos, ou conhecidos no afã de pregar a desunião e a ausência de Deus, com o beneficio da dúvida razoável, principio até utilizado no direto dos encarnados.
O que fazer então mediante os riscos que corremos, é usar nossa inteligência e nossa cultura, nossa capacidade de pesquisas para saber e aprender corretamente, e ajustar os erros do passado, para que nossa base de fato seja espírita, e esteja dentro da verdade única que devemos seguir que os duros caminhos da evolução.
Fiquemos alertas pois os falsos profetas não são somente os encarnados, mas, repito, sobretudo os desencarnados, logo usemos nossa força e nosso conhecimento para não cairmos em armadilhas emocionais que nos cercam na vida em contato com o plano espiritual.





David Chinaglia, 58, espírita, pesquisador, palestrante e editor deste blog, segue a doutrina espírita dentro da codificação de Allan Kardec

sexta-feira, 18 de março de 2016

TESTE PARA O ORGULHO - POR RICHARD SIMONETTI








Na consulta médica, a primeira providência é a anamnese, uma avaliação do paciente pelos sintomas e informações relatados por ele. 

Imagino uma anamnese do orgulho, um dos grandes males da alma, a partir de um questionário sucinto, com duas alternativas, uma positiva e outra negativa. Vamos tentar, amigo leitor?

1 – A pessoa que você ama dá um mau passo, comete adultério. Depois se arrepende. Faz juras de amor, implora por nova chance. Você: 

a) Perdoa e trata de superar o problema.

b) Resiste às suas tentativas de reaproximação, contrariando os próprios sentimentos.

– Quero que um raio me fulmine antes de pensar em reconciliação!



2 – Acontece a reconciliação. Você:

a) Nunca mais fala no assunto.

b) Está sempre lhe lembrando a traição e remoendo mágoas.

– Pensa que eu esqueci a humilhação que você me fez passar?!



3 – Numa reunião de serviço, na empresa onde trabalha, sua ideia é rejeitada pela maioria. Você:

a) Considera normal e continua a reunião, tranquilo.

b) Sente-se desestimulado e se fecha no mutismo.

– Bando de incompetentes!







4 – Espírita convicto, seu filho vai casar-se com jovem católica. Ela faz questão do casamento religioso. Sonha entrar na igreja vestida de noiva, receber a bênção nupcial. Você:

a) Não vê objeção e até aceita ser um dos padrinhos na cerimônia religiosa.

b) Fica extremamente contrariado. Nega-se a comparecer ou o faz de má vontade.

– Padrinho, jamais! Esqueça!



5 – Numa festa, algumas pessoas reunidas num canto estão rindo. Algumas olham em sua direção. Você:

a) Imagina que estão contando algo engraçado.

b) Irrita-se, imaginando que fofocam a seu respeito.

– Cambada de maledicentes!



6 – No consultório médico, demoram a chamá-lo. Você:

a) Considera normal, dentro da cultura brasileira, e distrai-se lendo uma revista.

b) Impacienta-se e logo questiona a atendente, exigindo presteza no atendimento, porquanto pagou para isso.

– É falta de respeito com os pacientes!



7 – No trânsito, um motorista irritado com uma fechada que você lhe deu, homenageia sua mãe, atribuindo-lhe aquela profissão pouco recomendável. Você:

a) Segue tranquilo, considerando que certamente aquele motorista está com problemas. Ora por ele.

b) Responde no mesmo tom e até pensa em persegui-lo para tirar satisfações.

– Vou fazê-lo engolir suas ofensas!



8 – Surgem problemas financeiros. Um amigo, a quem solicita empréstimo, desculpa-se dizendo que também está em dificuldade. Você: 

a) Encara a recusa sem problema, considerando que a situação está brava para todos.

b) Fica ofendido com a alegação que lhe parece mentirosa e inspirada em falta de consideração. Esfria a amizade, alegando:

– É um falso! Amigo só nas aparências.



9 – Um conhecido não o cumprimenta ao cruzarem. Você:

a) Considera normal. Não o viu ou estava distraído.

b) Fica ofendido. 

– O palhaço julga que tem um rei na barriga!



10 – Um tropeção o joga ao solo de forma ridícula. As pessoas riem. Você:

a) Ri, também, fazendo troça de si mesmo.

b) Irrita-se com a falta de consideração das pessoas, sentindo-se humilhado.

– Ignorantes. Desconhecem princípios mínimos de civilidade.













Se você, amigo leitor, em perfeito exame de consciência, marcou dez respostas na alternativa a, ótimo! 

Está diplomado em humildade.

Se houve um mínimo de sete, segue em bom caminho.

Se marcou menos que isso, está empacado no orgulho.

Sugiro a leitura diária, com indispensável reflexão, do texto assinado por Lacordaire, um dos mentores da Codificação, em manifestação de 1863, obtida em Constantina. Está no capítulo VII, de O Evangelho segundo o Espiritismo, intitulado: O orgulho e a humildade. Transcrevo pequeno trecho:

Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos. Em nada os modificam os vossos títulos e os vossos nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozeis da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que têm seus títulos de nobreza.





Richard Simonetti, é espírita, palestrante, escritor, um dos grandes divulgadores da doutrina espírita no Brasil e no Mundo, tem no You Tube, um canal para divulgar suas opiniões e trabalho, é colaborador deste blog desde 2011, na internet, fora seus sites, possue uma página no Facebook em seu nome que divulga seus textos, todo seu trabalho em 81 anos de vida, dentro desta doutrina foi nos princípios da codificação feita por Allan Kardec.

domingo, 13 de março de 2016

ENTRE O BEM E O MAL - POR NUBOR ORLANDO FACURE









Dimas aparentava extremo cansaço naquela tarde. Havia passado por mais um dia de trabalho extenuante recolhendo tâmaras para o mercado, tosquiando ovelhas para tecer, guardando o leite das cabras, empilhando a sacaria de trigo e, apressado se despedia do senhor que lhe dava emprego para ir correndo até sua casa à meia hora de distância.

Era ali que ainda tinha de recompor suas forças para fazer a higiene e dar um pouco de pão, pimenta e ervas para duas irmãs que a febre do Egito havia prostado na cama, por anos dolorosos e atribulados.

Sua mãe tivera 5 filhos e veio a falecer pela hemorragia incontrolável no seu último parto quando nasceram as gêmeas irmãs de Dimas. O pai, em desespero passou a sofrer de uma loucura desconhecida e incontrolável que o levou a perambular pelos caminhos do deserto – Vagava da Judéia até a Síria maltrapilho e faminto
Dimas cresceu no trabalho tentando a duras penas suprir as necessidades das irmãs e cumprir seus compromissos no Templo.
Ouvira falar da visita de um carpinteiro nas cidades vizinhas de Jerusalém e das lições de bondade que pregava – mas, a maioria dos sacerdotes o condenava por se interessar por Alguém que estava provocando a ira dos Fariseus – trabalhando aos sábado, misturando-se com bandidos e não se envergonhando de sentar para comer com as mulheres pecadoras – ensinava perdoar aos inimigos e pagar os impostos devidos a César.
Naquela tarde ele saiu mais sedo do serviço dirigindo-se até as vizinhanças do Templo onde centenas de mercadores trocavam sua mercadoria trazidas das terras longínquas da Grécia, do Egito e da Turquia
De repente, ele vê uma bolsa de moedas displicentemente largada ao lado da mesa de um comerciante. Quem sabe com esse dinheiro ele poderia levar um pouco da carne de carneiro que suas irmãos nunca haviam provado. Mal conseguiu esconde-la debaixo da camisa quando um soldado truculento o esbofeteia jogando-o ao chão. Esse crime seria punido com a escravidão nas galeras ou a morte na cruz.
Na manhã daquela sexta-feira ele recapitula as lições que aprendera no Templo, não matarás, não dizer falso testemunho, não desejar a mulher alheia e não roubar, o jumento, as sandalhas e o dinheiro do próximo. As lágrimas lhe escorriam misturados com o suor do arrependimento, a respiração era ofegante, ele já não suportava esse suplício por mais tempo pendurado na madeiro da cruz.






Aos poucos vê aproximar-se a multidão que vocifera exigindo a morte de mais outro condenado. Só que Ele não reage, não clama por misericórdia, não esconjura seus algozes. Dimas consegue ver em seus olhos o brilho de quem perdoava a ignorância e a incredulidade humana. Séculos vão passar até que se compreenda a monstruosidade dessa injustiça com quem era o próprio amor encarnado pregando a misericórdia e a mansidão.

Dimas queria ter um minuto mais de forças para erguer sua voz e perguntar: afinal quem sois? 

Desfalecente ainda conseguiu ouvir: não se preocupe, ainda hoje estaremos juntos no meu Reino – de lá você atenderá as necessidades das sua irmãs, há muito trabalho a fazer.






Nubor Orlando Facure, 76, é médico, um dos maiores neurologistas do Brasil, é espírita, escritor, amigo pessoal de Chico Xavier conviveu com o médium durante 50 anos, colaborador deste blog desde 2011, nos enviou um texto publicado em sua página do Facebook, o e-mail para quem quiser contatar o espírita, é lfacure@uol.com.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

OPERAÇÃO TALITA - POR RICHARD SIMONETTI






– Talita tem um tumor na espinha dorsal. É pequeno, mas o bastante para pressionar o feixe de nervos que passa por ali, provocando as dores intensas que a afligem.
Luiz César ouvia consternado a revelação do doutor Orestes. Possuía suficiente conhecimento para saber que se tratava de um problema sério.
– Maligno?
– Provavelmente não. De qualquer forma só saberemos com certeza após o exame anatomopatológico.
– É preciso operar?
– Sim. Quanto mais crescer, mais complicada a remoção. As dores acentuar-se-ão e ela poderá experimentar uma paralisia das pernas.
– Há riscos?
– Toda cirurgia envolve alguns, embora tenhamos progredido muito. Vamos cortar uma região delicada e não sabemos exatamente até que ponto a tumoração entranhou-se no tecido nervoso. Impossível garantir que não haverá sequelas.
– Podemos esperar alguns dias? Gostaria de preparar minha esposa adequadamente. Ela confia muito nos recursos de ajuda que podem ser mobilizados no Centro Espírita que frequentamos. Sentir-se-á mais segura.
– Está bem. Marcaremos a cirurgia para dentro de duas semanas, mesmo porque há exames preliminares.
À noite, em reunião íntima no Centro, com a presença de tarefeiros ligados aos serviços de assistência espiritual, Luiz César expôs o problema, acentuando:
– Conto com a colaboração de todos. O caso é grave, mas tenho certeza de que se unirmos nossas vibrações criaremos condições ideais para que tudo corra da melhor forma possível, considerando, naturalmente, os compromissos cármicos de minha esposa, cuja extensão desconhecemos.
Elói, um dos diretores da instituição, sempre muito objetivo e dinâmico, sugeriu:
– Vamos todos colaborar, não apenas por exercício de caridade, mas, sobretudo, como intransferível dever. Talita é uma companheira dedicada e amiga. Sugiro que não fiquemos apenas em boas intenções. Vamos compor equipes que se revezarão. Nossa irmã receberá passes magnéticos pela manhã e à noite. Onde estivermos, formaremos uma corrente de vibrações no horário em que os passistas escalados estiverem realizando o seu trabalho. Será nossa Operação Talita', mobilizando todos os servidores desta casa.




A proposta foi recebida com entusiasmo. Durante duas semanas a programação foi cumprida fielmente, envolvendo dezenas de pessoas que, de longe ou de perto, garimpavam em seu tempo minutos preciosos de participação vibratória.
Quanto à paciente, comportava-se com serenidade e confiança, favorecendo a plena assimilação dos recursos mobilizados por benfeitores encarnados e desencarnados.
Na data aprazada a nova consulta.
– Então, Talita – perguntou o médico – está preparada?
– Sim, doutor, confiante em Deus e no senhor.
– Ótimo. Faremos hoje o último exame radiológico, confirmando a posição do tumor. Operaremos no início da noite.
Algumas horas depois era feita a internação hospitalar. Já acomodados no apartamento, marido e mulher receberam a visita do doutor Orestes, que trazia o resultado das radiografias. Muito sério, perguntou:
– Afinal, Luiz César, que tipo de preparo você fez em sua esposa?
– Nada que pudesse prejudicá-la. Apenas mobilizamos recursos espirituais em seu benefício. Algum problema?
– Sim. Não podemos operar.
Luiz César sobressaltou–se:
– Aumentou o tumor?
O médico abriu-se em largo sorriso:
– Pelo contrário: regrediu! Não há mais o que operar.
Tomados de emoção, marido e mulher abraçaram-se, enquanto o doutor Orestes despedia-se a dizer, com expressão marota:
– Não sei o que fizeram. Só lhes peço que não espalhem a fórmula ou terei que fechar meu consultório.
                                  ***

Quando um grupo de pessoas dispõe-se a unir seus melhores sentimentos, vibrando em benefício de alguém, fazendo-o deforma disciplinada e perseverante, forma-se um imen­so potencial de socorro, favorecendo a atuação decisiva de benfeitores espirituais. Os prodígios do Céu chegam, não raro, pela passarela da boa-vontade estendida pelos que vivem na Terra.





Richard Simonetti, 81, escritor, dirigente espírita, palestrante, há mais de 60 anos divulga a doutrina espírita pelo Brasil e pelo Mundo de acordo com a codificação espírita de Allan Kardec, é colaborador deste blog onde escreve semanalmente.