quinta-feira, 4 de março de 2021

O PALESTRANTE ILUMINADO - Por David Chinaglia


José João, havia passado por inúmeras dificuldades em sua vida amorosa, social e familiar, assim como muitos foi procurar a casa espírita, lembram do "se não é por amor, é na dor."
José João então foi indo toda quarta-feira, sábado, e domingo, até que sua vida foi se ajustando, Evangelho no Lar, estudos, cursos, festas onde sempre ajudava, era uma nova vida, para aquele rapaz do interior.


Certo dia, o dirigente da casa espírita diz a ele, José João, está na hora de você ir mais adiante, as pessoas gostam de você, é hora de falar para eles, do espiritismo da paz, de Jesus, de acalmar corações, assim como o seu foi um dia acalmado, agora você será palestrante.


Voz tremula, homem simples do interior, que havia estudado, sempre tímido em público como seria ser palestrante espírita ?








E lá se foi aquele homem simples que fritava pastel na casa espírita, fazia a pizza comunitária, entrega sopa aos pobres(tarefas básicas das casas espíritas), fazer sua palestra, inaugural.


Foi um sucesso, José João falou sobre o Evangelho, "fazer o bem sem ver a quem", e foi aplaudido de pé, por amigos que estavam com ele a algum tempo.


José João virou atração da casa espírita, "Unidos iremos para o céu ou além", era o palestrante requisitado, e como toda casa espírita, haviam cúpulas do trovão, ou seja, grupos que se dividem falando da equipe e pessoas, José João, preferiu ficar na sua, palestrante mor, sempre entre os 10 mais da casa, não queria saber de confrontos, amigos o chamavam de o bom samaritano.









Certo dia, a presidência da casa, foi trocada, e José João, não teve seu púlpito renovado, já não era mais atração das quartas feiras super, era escalado, de sexta-feira, sábado, dias que no interior a frequência é menor.


Os amigos perguntavam se ele não sentia falta das quartas-feiras, e domingos, ele dizia, o importante é participar, ajudar, foi então que um assistido, chegou a JJ, e disse : "to namorando a Suzana, e não chores por mim.".


Suzana fora um amor secreto de JJ, que não amava a esposa, e tinha um amor secreto, aliás foi Suzana, um dos motivos que ele havia ido a casa espírita.
Pronto, o palestrante de primeira linha, já não olhava para Amarildo, do mesmo jeito de antes, "mulherengo dizia nas rodinhas das festas, nunca teve valor, casou 3 vezes, não tem juízo, o nosso Birmam, presidente da casa, tem razão, não dá para conviver com Amarildo.








Amarildo que não ligava para o que falavam dele, seguir na casa, ajudando, cursando, aprendendo, um dia ele saiu da casa, e quis o destino que Amarildo que havia acabado de reconstruir sua vida, perdesse tudo, longe, a beira de passar fome, foi procurado por Dona Julia, velha amiga do centro Unidos iremos para o céu, ela disse, "vou te ajudar, mas, você tem tantos amigos Amarildo, foi famoso, ajudou alguns, será que o João José não te ajuda? foi falar com ele.


Amarildo não queria dizer que naquela noite iria dormir, sem ter o que jantar para dona Júlia, que ligou para José João, e ele nunca ligou para Amarildo, certo dia Dona Julia, disse a JJ, falou com o Amarildo, e ele disse: "claro, mas, ele não precisa mais de mim, está bem mentiu o ilustre palestrante.


Os anos passaram e a pequena cidade "falarei de sua vida", abriu um novo centro espírita, o famoso, o "Céu é nosso", Birmam seguia no velho centro, e Amarildo, agora na capital, só olhava sua cidade, no Facebook, e foi então que abrindo uma das páginas na capitar, que viu, "esta noite no centro o céu é nosso, o pulpito de ouro vai receber, José João, o palestrante amigo, e Amarildo, apenas riu, pois nada mudava na sua cidade, apenas os nomes dos centros, já que poucos tinham aprendido a de fato o que seguir o espiritismo, e Allan Kardec.


O texto certamente fez você rir, porque todos nós conhecemos, um JJ, uma dona Júlia, uma Suzana, em vários nomes, um Birman, não é mesmo?


Porém o que devemos aprender, é que centro espírita, não é para falar da vida dos outros, nem tão pouco para criar estrelas, ou púlpito de ouro, nem dono de centro.
Ser espírita, é muito além de ir ao centro, ou estudar, é praticar a caridade sem ver a quem, o nosso fictício José João esqueceu, que fora da caridade não há salvação, e que o espírita de verdade ajuda até quem não gosta, é a velha história perdoar sete vezes sete, ou quantas vezes for necessário.








Ninguém pode ser o PALESTRANTE ILUMINADO, ninguém sabe mais, que ninguém nesta doutrina, existem os que possuem dois mil livros lidos, ou que estudam as obras diariamente, porém todos são iguais nesta doutrina que respeita a ciência, a Jesus, e seus ensinamentos, e os conceitos de caráter, moral, do espírito da verdade e de Allan Kardec.


Por isto a você amigo assistido, a você colaborador, não existe ninguém privilegiado, nem escolhido, somos todos médiuns, uns mais outros menos, todos com a capacidade de saber, de conhecer, porém, nem todos tem aquela pecinha do tamanho de um grão de mostarda.


Ajude, sempre quem puder, as vezes bastarão palavras, nem sempre é dinheiro, são tempos difíceis, e precisamos de fato lembrar o que é ser espírita.









Fé sempre, respeite sempre a todos, e a Suzana da nossa história está perguntando o nosso querido leitor, Suzana, eu não sei, Amarildo, segue tocando seu bandolim.


Confie, e ajuda-te e o céu te ajudará, e lembre, o espírita respeita á vida.







David Chinaglia, é espírita, palestrante, escritor, e divulgador da doutrina espírita, de acordo com os ensinamentos de Allan Kardec, e recebe e-mails sobre este blog no davidchinaglia@gmail.com .










segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

DEPENDÊNCIA AFETIVA - Por Edson Figueiredo de Abreu

                                      



Porque me arrasto aos seus pés,

Porque me dou tanto assim,

E porque não peço em troca,

Nada de volta pra mim.

Este é um trecho do início da música “Desabafo” do cantor Roberto Carlos, que fez um grande sucesso na sua época, sendo muito tocada nas rádios e, apesar de ser meio depressiva, foi também muito cantarolada por milhões de pessoas.

Eu convido você a conhecer o restante da letra desta música e refletir seriamente sobre seu significado. Peço também a você que pense comigo: - Tendo uma letra tão triste, por que esta música fez tanto sucesso? Será que era porque a maioria das pessoas, sem o perceberem, se sentiam como o personagem da música, ou seja, “dependentes afetivos”?

Na realidade, o sucesso desta música indica que a maioria das pessoas são sim dependentes afetivos e nem o percebem. Estão presas emocionalmente a algo ou alguém e não notam. Somente vão entender a sujeição ou dependência quando o objeto da sua afetividade lhe faltar. Ou seja, quando vierem a sofrer com a falta e a situação de perda.

Se olharmos no dicionário o significado da palavra “dependência”, encontraremos a seguinte definição: - Estado de dependente; sujeição; subordinação. Falta de autonomia, maturidade e independência. Necessidade física e/ou psicológica de determinada substância ou atividade.

E também se olharmos a definição da palavra afeição, encontraremos: - Em que há afeto; que revela afeição; afetuoso; Pessoa que apresenta certa predominância da sensibilidade sobre a inteligência e a vontade.



                                         
Imagine então você o perigo que significa para o ser humano o “estado psicológico” da junção destas duas palavras e seus consequentes significados? Que prejuízos esta situação pode trazer para você e seu desenvolvimento espiritual?

Na realidade, a dependência afetiva faz parte do processo natural de desenvolvimento humano, já que todos nós, indistintamente, nascemos totalmente dependentes dos nossos pais, física e emocionalmente. Porém, com o nosso crescimento e desenvolvimento físico, a persistência deste “estado de dependência”, demostra uma certa “imaturidade emocional”, pois, devido as nossas vivências e experiências, vamos evoluindo de forma gradativa, rumo a nossa emancipação espiritual. Precisamos aprender a assumir as consequências de nossos atos e ser “dono” do nosso destino, pois cedo ou tarde nossos pais faltarão.

Esclarecendo melhor, é preciso entender que uma pessoa é dependente afetiva quando não tem autonomia e precisa de algo ou alguém para sentir-se segura e tranquila, nas mais diferentes decisões. É insegura nas escolhas mais simples, como: - “que roupa usar”; “como cortar o cabelo”; e também as mais complicadas, como: - “que profissão escolher’; “uma mudança de emprego”; “se continua com o namoro”; se casa ou não”. Estas, são situações que atormentam em demasia a vida do dependente afetivo.

O grande problema é que nem sempre a dependência afetiva é consciente e ninguém é dependente afetivo sozinho, tornando esta situação uma via de mão dupla, constituindo-se numa “codependência”. Se uma criança apresenta sinais de dependência afetiva, os pais com certeza também são codependentes, em conjunto ou isoladamente. Neste sentido, as mães têm uma tendência a sofrerem mais com esta situação.




                                                                
Em resposta a questão 208 do Livro dos Espíritos, os mentores espirituais esclareceram o seguinte:

“Os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa, se falharem, serão culpados”.

Veja então, que a grande missão dos pais consiste na preparação dos filhos para sua vivencia no mundo, tornando-os aptos a enfrentarem as situações que os tonarão espíritos melhores e mais maduros. Os pais não geram o Espírito do filho, fornecem apenas o corpo físico e também tem o dever de auxiliar o filho no seu desenvolvimento intelectual e moral, para ajudá-lo a progredir.

Filhos que são superprotegidos não sabem se virar sozinhos e cedo ou tarde sofrerão as consequências traumáticas do apego excessivo dos pais, assim como os pais sofrerão com as possíveis fraquezas e deslizes dos filhos.

Por outro lado, analisando o problema da codependência, entendemos que os pais, além de prepararem os filhos para a vida, também tem a missão de “envelhecerem” sem paixões exacerbadas, de forma a se prepararem para seu regresso equilibrado ao plano espiritual, sem apegos e vícios que os retenham por muito tempo à crosta planetária. Nem todos pensam nisso e, consequentemente, nem todos estão preparados para esta situação!

A doutrina espírita, ao nos esclarecer sobre a realidade espiritual e a reencarnação, contribui para o entendimento de que o “afeto” é um sentimento positivo quando equilibrado, enquanto que o “apego” é muito negativo, podendo constituir-se futuramente num processo obsessivo difícil de ser tratado. Contrariando o que se imagina, há inúmeros casos de obsessão espiritual que são alimentados pela afetividade desequilibrada, ao invés da animosidade ou por sentimentos de ódio ou mágoa. O espírito desencarnado não se desliga e segue adiante porque não aprendeu a desapegar-se.

Para agravar a situação, é preciso entender que a “dependência afetiva” cultivada e mantida durante a vida física, com certeza será também nutrida e alimentada após a morte, podendo, às vezes, se tornar ainda maior e mais intensa, pois agora é amplificada pela energia do espírito, sem a obstrução do corpo físico. Entenda que esta alimentação amplificada ocorrerá numa via de mão dupla, ou seja, de lá para cá e daqui para lá!!

Outro ensinamento dos mentores espiritais sobre este tema, ao qual eu convido você a pensar seriamente, pois ajuda no entendimento da necessidade de desapego, é de que os “laços de sangue”, tão valorizados na vida física, não necessariamente estabelecem os laços espirituais. O corpo procede do corpo, porém o espírito não procede do espírito, porque este já existia antes da formação do corpo. Quem unicamente cria os espíritos é Deus!

Então, os espíritos que encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais frequentemente apenas espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se revelam pela afeição durante a vida terrena. E mais!! O filho de hoje pode ter sido o pai ou mãe de ontem, também a esposa ou marido, ou ainda o avô ou avó. Os mentores espirituais também dizem que pode ainda acontecer que os espíritos que compõem uma família terrena sejam completamente estranhos, uns para os outros, separados por antipatias anteriores, que pode ser demonstrada pela sua animosidade e antagonismo, o que lhes serve de provas de superação na terra.

Neste sentido, se você aceitar a possibilidade da reencarnação dos espíritos em diferentes situações, inclusive as da necessidade de reparações de desavenças anteriores, deve também considerar que a “dependência” ou a “codependência afetiva” atual, pode estar atrelada a sentimentos, não patentes, de débitos contraídos de um para com outro, em existências anteriores. A necessidade de agradar sempre pode estar atrelada a atos negativos cometidos em vidas passadas. Podem ser, na verdade, clichês mentais não claros e conscientes, que levam a pessoa a obedecer sem questionar, como forma de compensar ou reparar os erros cometidos num possível passado delituoso.


                                      



Encerrando este artigo, espero que você conclua comigo que a afetividade equilibrada é positiva, mas a dependência afetiva é problemática!! Assim sendo, faço um convite para que você analise “do que” ou “de quem” você é dependente ou codependente e procure desvencilhar-se desta situação o quanto antes. Assim, listo a seguir algumas dicas que poderá ajuda-lo:


• Desenvolva sua capacidade de escolher e decidir, cada vez mais livre das opiniões alheias;
• Estimule sua capacidade de dizer “não”, quantas vezes forem necessárias;
• Entenda que a demonstração de afeto e carinho não requer uma submissão total, anulação de si mesmo ou dizer sim sempre;
• Lembre-se que o afeto sincero é aquele que liberta e não se prende ao egoísmo destrutivo. Assim, lute e evite ao máximo o ciúme;
• Desenvolva a sua “autonomia”, evitando os modismos ou as pressões das mídias, de grupos e até mesmo as “religiosas”;
• Lute para estabelecer no seu lar um clima de respeito e liberdade, eliminando as relações de dependência simbióticas;
• Lembre-se: você é um espírito imortal e veio para este mundo sem vícios. Portanto, lute com afinco para se libertar-se deles, quaisquer sejam. (Vícios = Dependência = Prisão);
• Respeite ao máximo a ideia de ser você mesmo, e se esforce para deixar os outros serem eles mesmos;
• Use sua livre vontade e perceba o quanto você se mantem preso ao consumismo somente para conquistar a aprovação dos outros;
• Aceite a possibilidade de errar, mas reconheça seus erros. Isso vai te tornar uma pessoa mais segura, mais sadia e muito mais confiante em si mesmo;
• Permita aos outros a possibilidade de também errarem, inclusive os seus próprios filhos;
• Procure perceber se você não está afastando seus filhos dos testes do mundo. Lembre-se que você não é dono (a) deles;
• Impor limites é sinal de amor e definir parâmetros é dar condição para a criança desenvolver responsabilidades e aprender a superar suas frustrações;
• Quem ama cuida e cuidar não é superproteger. Respeite as características de personalidade de cada “ser” ou de cada filho, deixando fluir sua natureza espontânea e sua criatividade;
• Lembre-se constantemente que você é um viajante momentâneo desta vida e cedo ou tarde você será chamado e ficará sozinho. A questão é, você se gosta e está preparado para se “encarar”, sem mascaras?
• Não seja ingênuo. Respeite-se e em hipótese alguma amarre alguém a você. Pensar em obrigar alguém a ficar ou estar consigo é faltar com o verdadeiro amor, por si e também pelo outro, além de alimentar um desagradável processo obsessivo;
• Vá à luta. Em vez de ficar pensando no que deu errado, é muito o melhor agir, porque isso lhe permite aperfeiçoar suas qualidades. A vida é movimento constante e ação é sinal de vida e evolução.




Edson Figueiredo de Abreu, é escritor, espírita, e participa das páginas do ECK (Espiritismo com Kardec) nas redes sociais e mídias, e colabora a partir de agora com este blog.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

A FEB TRAIU CHICO XAVIER ? - 117 OBRAS DE CHICO ADULTERADAS, DIVALDO PEREIRA FRANCO ESTÁ ENVOLVIDO ? - Por David Chinaglia


Estimados amigos de jornada espírita no planeta Terra, falar a verdade em qualquer doutrina, em qualquer religião, não é fácil. Antes de entrarmos no assunto principal gostaria de fazer considerações informativas. Quando um autor entrega sua obra de fantasia, de realidade, biográfica ou religiosa a uma entidade, existe na Editora um chamado conselho editorial que revisa erros de linguagem, avisa em casos de psicografia sobre as responsabilidades legais, etc. Em obras de fantasia sugere até alterações. Mas, JAMAIS, sob pena de invalidar a obra do autor, direta ou indiretamente pode por interesses outros, principalmente com ele morto, pode modificar o conteúdo ou o sentido do que foi, em confiança, revelado. Anotaram? CONFIANÇA! Muito bem, em frente... Porém, uma editora não é um blog! Assim, uma Federativa, que coordena um conselho editorial, acaba tomando decisões equivocadas, porque modificar conteúdos de obras é crime.

Outra informação: o chamado Movimento Espírita Brasileiro (MEB), boicota Allan Kardec e não é Espiritismo ao meu ver, se não estiver dentro do que o nosso amado Professor Francês, coordenou na base. Mas, seguir Kardec tem um preço, moral, ético, relacionado a caráter. E quanto às questões financeiras, lembremos que ele nunca se serviu da doutrina, etc.

Nos últimos 40 anos, digamos, boa parte do MEB, virou uma “filial” da Igreja Católica, em razão de interesses religiosos e de teorias alienígenas, como as cultuadas pelos seguidores do, como este editor chama, nefasto Jean-Baptiste Roustaing. Lembremos que, por um erro de Bezerra de Menezes, as obras de Roustaing foram adotadas pela Federação Espírita Brasileira (FEB) – chamada de “entidade máxima” do Espiritismo no Brasil, por muitos –, em mais uma tentativa de modificar os rumos doutrinários que, gostem ou não, foram ditadas pelos Espíritos ao coordenador, revelador, codificador, ou como queiram chamar, Allan Kardec.

Muitos Espíritos, inclusive, já vinham avisando, nos últimos dez anos, que tudo que fosse de interesse pessoal, ou de um só agrupamento e o que tinha sido jogado para debaixo de tapete, seria revelado. Consequentemente, haveria prejuízos em termos de credibilidade, além da apuração das responsabilidades (cíveis e criminais e, até mesmo, espirituais), em relação àqueles que atuarem na malversação da Doutrina Espírita.







Em paralelo, é também importante dizer que os médiuns Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, nunca foram amigos, nem de fé, nem de nada. Quando em vida, Chico Xavier, inclusive, relatou os graves problemas deste relacionamento. Como a história mesmo provou, ocorreu plágio da parte de Divaldo em relação a textos e obras psicografados pelo mineiro, que lhe havia confiado psicografias, rascunhos e comentários relacionados às mensagens ditadas pelos Espíritos. Então, depois de algum tempo, mediadores, por meio de uma “costura política”, atendendo recomendações do Plano Espiritual, Chico e Divaldo passaram a ter convivência pública, em eventos federativos, sinalizando ao movimento que tudo “estava bem”. Mas não estava...

Então o Espiritismo tem “política”? Claro que sim! Todos os agrupamentos humanos, sobretudo os que alcançam milhões de pessoas, que mexem com a fé, que falam de Deus, de Jesus, dos Espíritos, são constituídos de homens, imperfeitos e falíveis, e estes são provados em sua honra e caráter. Tais acabam, muitas vezes, por variados interesses materiais, cometendo erros que são históricos e que, cedo ou tarde, acabam sendo punidos, na Terra. E eu, particularmente, acredito no plano espiritual quanto à semeadura e colheita, isto é, em termos de responsabilidades perante as Leis Divinas.







Em 1972, quero lembrar que disse Chico Xavier: “mais de 2.000 centros espíritas no Brasil, atuavam sob obsessão” e não sob a razão da verdade, e das obras do codificador e da doutrina espírita. Já nesta época, ou seja, praticamente cinquenta anos atrás, Chico alertou sobre a necessidade da leitura, dos estudos e do efetivo conhecimento acerca das obras fundamentais espíritas. Mas, nunca se viu qualquer iniciativa da FEB, naquele tempo e nos seguintes, para corrigir os desvios e os equívocos, seja dos centros, seja das lideranças espíritas.

Recentemente, navegando pela internet, me deparei com o vídeo do médium Carlos Baccelli, contendo denúncias contra a FEB e contra Divaldo, dando conta que, a Federativa, utilizando alguns textos de Divaldo (o “ícone” do MEB), no alto de seus 93 anos, escritor e palestrante, modificou, de forma grosseira, o conteúdo de 117 obras, psicografadas por Chico Xavier, ditadas pelo Espírito Emmanuel. Com isto, portanto, traiu a memória de Chico Xavier.

Várias destas denúncias estão publicadas, nas páginas do grupo ECK (Espiritismo com Kardec), que prezam pela divulgação correta da Doutrina Espírita, calcada nos ensinamentos de Allan Kardec. A respeito do ECK, é bom dizer, este movimento faz o que Allan Kardec sempre pediu: debates, pesquisas, estudos aprofundados, e não o “espiritismo doce”, posto que ligado a interesses da crença católica.

O ECK não só publicou o mencionado vídeo de Baccelli, como uma cópia da ação judicial movida por espíritas contra a FEB, que está em tramitação para que os fatos denunciados sejam explicados, apurados e decididos pela justiça humana. A inicial foi protocolada pela ASSOCIAÇÃO CHICO XAVIER, através de seus advogados em Campinas, São Paulo (DAMHA FILHOS e Associados), baseando-se em dispositivos da Lei Federal n. 7.347/85, para buscar a salvaguarda dos direitos autorais de Chico Xavier, em face da ação nefasta da FEB, em adulterar várias obras do famoso médium. Vale dizer que a investigação deverá apurar se a iniciativa de adulteração das psicografias partiu apenas do conselho editorial da Editora, com aval da diretiva da FEB, ou se também contou com a participação do médium e escritor Divaldo Pereira Franco.

Especialistas já apontaram a vários pesquisadores e estudiosos que os erros demonstrados na denúncia vão muito além de meras correções da língua ou atualização de palavras. As ideias foram modificadas e de propósito!

Este repórter deseja, ainda, declarar que nunca apreciou a forma agressiva e interesseira da FEB em preparar Divaldo Pereira Franco para substituir Chico Xavier. Ora, isto é impossível! Lembremos que, mesmo diante de inúmeros problemas no agrupamento existente no entorno de Chico Xavier, em face da natureza humana dos indivíduos que dele participavam, isto jamais o afetou. Chico era amor! Aprendi, ainda, com um grande espírita que, para falar acerca de Chico Xavier, era preciso ter vivido com ele em Uberaba.

Chico, em dado momento da história, chegou a romper com a federação, mas continuou cativo dela, em direitos, durante muitos anos, porque suas obras foram editadas e reeditadas, em face dos termos de cessão de direito autoral. Todavia, o Cisco de Deus, como ele se autodenominava, nunca se importou com isso, pois dizia que o amor e a caridade estavam acima dos homens e de seus interesses materiais.

Em um episódio, Chico manifestou o desejo de se mudar para a Inglaterra – dizem, os que conheceram a história de perto, que o motivo eram os fatos relativos à doutrina, no Brasil, e não pela cultura daquele país. Coube, então, a Waldo Vieira, a incumbência de trazer o médium de volta e evitar que ele deixasse em definitivo o Brasil. Waldo foi de parceiro da FEB a adversário, porque ele, com seu saber, sua cultura, e seus conhecimentos, nunca ficou na “mão” da Federação. Uma fonte, certa feita, me disse: “Vai procurar Waldo Vieira e você terá o seu Watergate” contra a FEB!

Lamentavelmente, eu nunca consegui marcar uma entrevista, pois Waldo, sobre Espiritismo ou Chico Xavier, só falava para a televisão. Depois, ele nunca mais se meteu com o Espiritismo, deixando de se manifestar a respeito do modelo espírita praticado por Chico, Divaldo e afins.






Francamente, meus amigos, isto é muito grave! Esta foi, para mim, uma semana dura. De início, pensei que se tratasse de uma denúncia advinda do Baccelli, a quem tenho várias reservas e ressalvas. Mas, depois, acessando o teor da ação judicial contra a FEB, passei a entender que não importava a voz da denúncia, mas, sim, se o conteúdo era verdadeiro. E, sendo verídicas as afirmações contidas na petição, isto nos deixou ainda mais surpresos. E, em minhas pesquisas, acabei ficando ciente que existem outras mais adulterações em obras que a FEB publicou.

Num primeiro momento, diante das provas existentes contra a FEB, devemos sair em defesa de Chico Xavier e dos Espíritos que lhe transmitiram as mensagens. Estes foram verdadeiramente traídos pela FEB, e por Divaldo Pereira Franco, nesta chamada “nova ordem” que comanda a FEB.

Lembremos, por fim, aos amigos, que Chico Xavier entregava (como qualquer escritor) as cartas, as psicografias, os rascunhos das obras, para a FEB que, por seu conselho editorial, realizava as correções do idioma e suas regras, assim como redigia editorias e apresentações dos livros.

Já é tempo, então, de ser instituída uma “comissão de apuração” dentro mesmo da FEB para a apuração completa destas denúncias. Mas não cremos que isto ocorra, já que o curso do tempo mostra claramente as ações direcionadas a mudar os ensinamentos de Kardec. Já tivemos, inclusive, psicografias atribuídas a Allan Kardec, com elogios à “casa-máter”... O fato é que nunca houve, em nosso país, um organismo que representasse, de fato, todos os centros espíritas no Brasil.





A cada dia, vemos mais e mais acontecimentos sendo revelados, adulterações de obras psicografadas e tradução dos originais de Kardec. Quanto a este último, a FEB já sinalizou que isto não ocorreu, e a federativa considera as edições publicadas após a morte do Codificador, como verdadeiras, o que causa constrangimento e estupefação em relação àqueles que divulgaram as modificações e os que têm estudado, comparativamente, as edições, constatando que há, nas póstumas, elementos que não são condizentes com o estilo de Kardec e nem em relação aos princípios e fundamentos espíritas.

Estimativamente, a venda das obras de Chico alcança cifras anuais da ordem de 50 milhões de reais, em média. Grande parte das obras mais vendidas está sob a propriedade da FEB, no Brasil e no exterior. Mas a maioria das outras obras psicografadas pelo médium foi destinada a outras instituições espíritas, especialmente as que mantêm obras assistenciais.

As denúncias apresentadas, então, são graves, mas eu não acredito que este fato seja o “terremoto” previsto pelos Espíritos, em algumas comunicações, que irá conduzir à modificação dos rumos da atividade doutrinária em nosso país, numa retomada do “padrão Kardec”. Contudo, é preciso aproveitar esta denúncia para avisar ao movimento...








E quanto a Divaldo Pereira Franco? Qual o papel do médium nisto? Foi, ele, um articulador das modificações, como alguns afirmam, ou teria sido usado pelos interesses da FEB? Neste sentido, falando na federativa, até onde vai a responsabilidade de seu Conselho Executivo (Diretoria) e do próprio presidente Jorge Godinho? Há ou não responsabilidade de todos estes? Precisamos criar, de início, o benefício da dúvida, já que cabe à ação movida no ano passado (setembro de 2020) buscar provar os fatos em juízo.

Vale dizer que a maioria do movimento não estava sabendo disto, mas que, agora, passam a ter conhecimento, pois os fatos estão se tornando cada dia mais públicos. Devemos isto a grupos espíritas como o que subscreve a ação judicial e a movimentos como o ECK que, não possuindo interesses pessoais, divulgam fatos e nos permitem a oportunidade de escrever este texto.

Pergunto, então: vamos continuar a empurrar a sujeira para debaixo do tapete? Ocultar a verdade será para um bem maior, como sempre falam? Não! CHEGA!

Serão “apenas” estas 117 obras de Chico Xavier, ou serão outras mais? Neste particular, pergunto complementarmente: até onde o livro “Nosso Lar”, ditado por André Luiz a Chico, é totalmente uma psicografia ou teve mutações editoriais? Destaco que sempre ouvi que esta obra teria tido “problemas”. Vale lembrar que, em 1942 Chico Xavier teria sido avisado pela FEB que ela não iria adotar o tema “cidade espiritual”, mas sabemos que isto mudou e o livro foi publicado em 1944.

O que dizer, então, da costumeira atitude de colocar em primazia seus escritores e médiuns famosos, em detrimento de Kardec?

Por fim, perguntamos: qual o papel de outros expoentes famosos, que estão à frente do grande programa espírita da FEB, como Haroldo, dentre outros, em tudo isto? Vamos deixar a Doutrina ser derrotada em prol de um MEB tão político quanto o movimento dos Evangélicos? Vamos compactuar com escândalos semelhantes aos que vemos na Igreja Católica? Vamos permitir que adulterações e erros sejam cometidos por alguns? Podemos confiar nos editores? E algo muito importante, ainda: e quanto aos consumidores dos livros? Afinal, eles foram lesados, pois está claro, que em uma das obras, em especial, da FEB, chamada PENSAMENTOS, o texto atual modifica o que Chico Xavier escreveu e coloca Divaldo Pereira Franco. Veja, não sou advogado, mas, a própria a ação menciona dispositivos do código do consumidor, em termos de interesses lesados.

Acredito, enfim, que tudo o que aqui escrevemos já se constitui em um forte “tremor de terra”, promovido pelos “doutores da lei”, em que alguns se valeram de cargos e posições para abusar da confiança de Chico Xavier.

Quero apenas lembra-los, que a verdade nada mais que a verdade, deve prevalecer, e atinja quem atingir. Não existem “santos”, nem “enviados especiais”, na Doutrina Espírita. Cada um tem sua missão pessoal. Alguns dela desistem, outros mudam o foco e há os que simplesmente esqueceram do significado de ser espírita. Divaldo, Haroldo e outros também teriam esquecido? Ora, nem eles nem ninguém está acima da lei, nem de Deus, nem dos homens.

Por fim, publico abaixo o vídeo de Carlos Baccelli, para o melhor entendimento deste nosso texto. Isto porque esta doutrina, a espírita, não tem dono, não tem verdade maior, tem apenas a verdade revelada pelos imortais a Allan Kardec. Então, ninguém vai se apoderar de obras para dominar pessoas e situações. Salientamos que, ao tomarmos conhecimento de novas informações ou denúncias, este blog estará divulgando, desde que fundamentadas. NÃO PODEMOS PERMITIR que obras espíritas sigam sendo adulteradas pelos homens ao seu bel prazer! Ser espírita é, também, DENUNCIAR o que está errado neste Movimento Espírita Brasileiro que, a exemplo do Francês, onde nasceu, sofrerá sim alterações. CHEGA, de mentiras, e falsos médiuns, sejam quem for!



A VERDADE... Repito, somente a verdade é o que queremos, logo à em frente...





                       

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

PENSAMENTOS PARA REFLEXÃO - Por Nubor Orlando Facure

 


Aos 80 anos, Nubor Orlando Facure, nos envia em tempos difíceis,  reflexões, pensamentos, Nubor é médico neurologista, presidente do Instituto do Cérebro de Campinas, espírita, escritor, palestrante, pesquisador, como amigo e médico conviveu 50 anos ao lado de Chico Xavier, mesmo em tempos de pandemia não deixou de atender seus pacientes, vacinado, conversou com esta editoria em 08/02/2021, há exatos 09 anos, Nubor Orlando Facure colabora com este blog.


                 (William James, Filosófo,psicológo,autor do primeiro curso de psicologia dos EUA, nasceu em 11/01/1842, partiu do planeta em 26/08/1910).




Não estranhe se o seu pensamento muda sobre tal coisa, sobre tal pessoa ou sobre tal acontecimento.

William James nos ensinou que quem está de fato mudando sempre é a sua pessoa.


Minhas memórias me afetam sem que eu perceba e me buscam sem que eu as chame,o próprio homem permitiu que outro homem julgasse os seus atos. Desde então conhecemos a injustiça, todo quer ser doutor,mas, tem hora que o carteiro faz mais falta que um médico.

Por isto guardemos estes pensamentos:




"As crises econômicas são mais comprometidas com a abundância do que com a solução das carências."

"Relembrar com o cérebro é recontar uma nova versão da história."

"Relembrar com a Alma é viver de novo a mesma história outra vez."

"A ansiedade nasce da espera."

"A vida sem Deus não ocorre."




O coração começa a bater 21 dias depois da fecundação. Nesse momento a mãe já sabe que está grávida. Isso significa que já há neurônios funcionando espontaneamente nesse dia. Eu sei que o custo é alto mas na Medicina é preciso errar para aprender. Porque a omissão de não fazer é pior.

"Deus é o movimento do Universo e a morte não é ponto final do movimento divino é sua transformação."

"Só tem medo do futuro quem pensa que o passado vai voltar."

"O sonho é uma história inacabada que a vida nos pediu para solucionar."

"O gene aponta como devo ser mas, o corpo apronta e me desvia do caminho."

"Meu maior mistério ? Sofrer mudanças todo dia e permanecer o mesmo."


"A demência é uma forma de morrer, perdendo a identidade antes de perder a vida."



O amor ao próximo está para completar dois mil anos, mas entre nós ele ainda perambula pelas vias de mão única: o exigimos para nós sem doar a parte que nos compete.


Gostou ? Dr. Nubor Orlando Facure, 80, recebe e-mails pelo lfacure@uol.com.br

domingo, 7 de fevereiro de 2021

GIORDANO BRUNO UM ESPÍRITO QUE JAMAIS ADMITIU O MARAVILHOSO E LUTOU PELA VERDADE - Por David Chinaglia



Interessante os caminhos de conexão com o plano espiritual, para um escritor, que semanalmente em contato com o plano e suas pesquisas, busca qual tema seria o ideal para falar com nossos queridos seguidores, sobre os nossos dias atuais.


Em tudo na vida, precisamos ter bom senso, Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita, gostava de ler a história da Humanidade, pois nela podia buscar perguntas aos imortais, de forma que tudo fosse esclarecido, sem mentiras, sem omissões, sem contornos.


Ao longo da história do planeta terra, conhecemos homens que mudaram os conceitos, que encarnaram, para combater a mentira, fosse na ciência, e sobretudo na fé, e crença religiosa.


Iremos sempre ao estudar a história do Mundo, e da Humanidade, homens e mulher que nasceram com a missão de manter o rumo, a necessidade de acordar os que não querem ver, os que se usam da fé, da crença em Deus, ou até mesmo de Jesus, para manobrar as massas sociais, nas mais diferentes línguas que habitam o planeta, e nas mais diferentes religiões, e doutrinas.


Assim nas portas da denúncia contra 117 obras de Chico Xavier, adulteradas por altas patentes da Federação espírita do Brasil, de descobertas de modificação de traduções, de obras de Allan Kardec no Brasil, voltemos no tempo, para ver que sempre tivemos na manobra de religiões, nas questões de fé, aqueles que trabalharam para grupos secretos, e para as igrejas, para mudar a história, porém, tudo que fizeram, foi em vão, séculos depois, a verdade é descoberta, a ciência se faz grande verdade, e impõe a seus adversários derrotas significativas.


Assim, eu particularmente como pesquisador acredito que estes espíritos que nos precederam, enfrentando Igrejas, religiões, que falavam a mentira, cumpriram determinações do plano superior, cada um a seu tempo, e sem dúvida um dos maiores inimigos da igreja católica, foi o ex padre, pesquisador, filósofo, matemático,teórico de cosmologia, que nasceu em Nola, no antigo reino de Nápoles, foi um destes espíritos.


Durante muito tempo, nesta era, quando encontramos espíritos que falam e morrem pela verdade, querem o livre pensar, temos que falar de Giordano Bruno, um espírito, que sempre que veio a terra, foi para ajudar a humanidade.


Giordano era comprometido, com pesquisas, fatos, sobretudo a verdade, pois entre outras coisas, usava lógica matemática, em tudo, porém ao se formar em Teologia, onde se tornou doutor, estudando Aristóteles e Thomas de Aquino, iria adquirir conhecimento e com sabedoria se tornou um dos maiores inimigos da Igreja Católica, que mais tarde irá mandar matar aquele que a desafiou.









Giordano de Nola, como era conhecido, fui julgado por heresia, já que defendia entre outras coisas, a encarnação de espíritos, que Jesus, não era divino, a terra redonda, e que planetas giravam em torno de estrelas e que a terra não era centro do Universo como pregava a Igreja.


Ele também contestou por não haver prova cientifica a virgindade de Maria, que a igreja católica repassa até hoje, porém que é impossível como defendia ela ser verdadeira, a concepção de Jesus, para Giordano, era humana, e ele não via da divindade, era apenas, um espírito, a frente de seu tempo, e defendeu diretos, amor, fé, indo de encontro a tudo que a Igreja pregava, o que hoje é comprovado, já que o espiritismo colocou luz nesta questão, da vida após a vida, da reencarnação, e de mitos que até hoje são propagados pelo planeta.


Em tempos, que vemos obras espíritas serem modificadas, aos interesses de homens, e mulheres, e do poder economico, imagine naqueles tempo, você conseguir provas contra a Bíblia, e uso de textos, que mais tarde, acaba sendo provado por históriadores, como o caso do Evangelho de Marcos, que pesquisadores afirmam em processo que corre em Roma, foi modificado por pessoas da igreja em tempos de Constantino.


Giordano Bruno mesmo renunciando a batina, acabou preso, por publicamente impor as verdades que descobrira, o que revoltou o comando da Igreja Católica, que levou a responder por um julgamento longo e com ele preso na TORRE de Nola, por 08 anos, em 1999, documentos do julgamento ocorrido de 1551 á 1559 vieram a toda, a Igreja Católica o acusou de várias mentiras.


Algumas das acusações foram:


1) Opinar contra a fé católica publicamente, contestar, bispos, cardeais, ministros.


2)Negar a santa Trindade, a divindade de Jesus, a virgindade de Maria.


3)Acreditar e falar da encarnação, inclusive reencarnação, e inteligência e vida de espíritos.


4)Falar contra a transubstanciação quanto a missa católica, maior ritual da Igreja.


5) Defender a pluralidade dos Mundos e seus eternidades.


6)Acreditar e difundir a metempsicose, e a transmigração da alma humano em brutos, e por final a cereja do bolo para matar Giordano Bruno.


7 )Praticar magia e adivinhação, acreditar em espíritos, etc.




Bruno Giordano, antecedeu Galileu, na teoria da relatividade, foi considerado depois de sua morte, uma mente brilhante no século 19 e século, Giordano foi considerado um precursor, da interpretação dos Mundos, de Everett e da mecânica quântica.


Bruno acreditava que tudo tem vida, além de grande defensor do INFINITO, onde declarou :


"Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite." (Giordano Bruno, Acerca do Infinito Universo e Mundos, 1584) , Giordano foi considerado "Um mártir da ciência", até porque antes dele ser condenado, a igreja católica, mal sabia o que lhe esperava com Galileu Galilei, que venho com as mesmas idéias, ou mais.


Giordano, teve em 1942, uma revisão de seu julgamento, como eram tempos de Guerra, a igreja resolveu manter sua condenação a época, foi somente o Papa João Paulo II, que pediu desculpas, pela violência prática pela igreja na defesa da verdade.


O que o Papa nunca disse, foi que a verdade estava com Giordano Bruno, como a ciência mesma acabou provando ao longo dos séculos.


A Condenação de Giordano Bruno é mais um dos absurdos que a Igreja Católica cometeu ao longo de sua história, a sala de tortura e interrogatório, e depois sua condenação por heresia, que o levou a ser queimado vivo.


Giordano Bruno teve ao longo do interrogatório católico, a chance de voltar atrás, e desmentir tudo que falou, pregou, indo contra tudo que escrevera, e se negou a ir contra seus princípios, mesmo que isto o levasse a morte como levou.


Ao longos dos séculos após seu assassinato, a Igreja Católica, foi mudando os motivos, da época, a verdade é que Bruno Giordano, enfrentou um sistema, corrupto, mentiroso, que preteria a ciência, os fatos, a fé, como vemos nos dias de hoje, a Igreja foi mudando a seu bel prazer, os motivos da condenação,;


O site dos Arquivos secretos do VATICANO, discutindo um resumo dos procedimentos legais contra Bruno em Roma, declara:




"Nas mesmas salas em que Giordano Bruno foi interrogado, pelas mesmas razões importantes da relação entre ciência e fé, no início da nova astronomia e no declínio da filosofia de Aristóteles, dezesseis anos depois, o cardeal Bellarmino, que então contestou as teses heréticas de Bruno, convocou Galileu Galilei, que também enfrentou um famoso julgamento inquisitorial que, felizmente para ele, terminou com uma simples abjuração".




Giordano Bruno é referenciado em seus escritos pela ciência até hoje, já que muitos mapas, em seus livros foram utilizados para se chegar a pontos do espaço, recentemente uma de suas obras foi comprada pela famosa série Trato Feito, que levou a leilão, foi pago 100.000 dólares, cerca de 530.000 mil reais, e vendido por mais de 250.000 dólares Americanos.


Suas obras são procuradas no mundo todo, e ainda apesar de raras, já que muitas foram queimadas e destruídas pela Igreja, o que nos leva a fatos, seja em 1.600 ou em 2021, a verdade incomoda, sobretudo se vai mudar o rumo da história.


Sempre digo que conceitos, obras que não são originais e são modificadas, comprometem o todo do que foi escrito, e esta era a guerra da igreja, á 421 anos atrás, e hoje também vemos, se nós descobrirmos desvios nos fatos, nas histórias, nas traduções, o autor está contaminado e com ele, tudo que escreveu, mesmo que ele seja indiretamente usado, por seus editores.
Aqui a história nos mostra que Giordano Bruno, tentou ir contra os escritos da igreja, da Biblia, de documentos que o tempo mostrou alguns, serem forjados, para manipular a fé.


Isto também acontece em tempos recentes, em várias doutrinas, não só no espiritismo, e em muitas religiões, em obras secundárias, ou traduções, nos cabe, crer nos pesquisadores, que falam a verdade, sem perder a pureza da vida, e da verdade, sabendo separar o joio do trigo, os que se usam da fé, e de escritos, e escritores, para manter o interesse do centro do poder.


Onde estiver o homem teremos erros, e falhas, adulterações, infelizmente, sobretudo nesta fase da terra, no entanto, que todos pesquisadores, escritores, homens e mulheres, que desejam marcar sua vida, não esqueçam que a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, é o que importa, doa a quem doer, e que praticar a verdade, tem um preço, aos que preferem se omitir, fique a lição de Giordano, que morreu por não mudar suas convicções, versão, e descobertas.




David Chinaglia, é espírita, escritor, pesquisador, editor deste blog, e colabora semanalmente com este blog, recebe e-mail para tratar deste e outros temas espíritas, pelo davidchinaglia@gmail.com .











domingo, 31 de janeiro de 2021

PENSAMENTOS, A SIRENE POTENTE QUE CHAMA ESPÍRITOS - POR DAVID CHINAGLIA


Estimados amigos de jornada no planeta Terra, este texto, com orientação do amigo Miguel, espírito que nos acompanha em nosso trabalho, busca vos lembrar a importância de nossos pensamentos.


O que está acontecendo com a Humanidade ?, o que estamos gerando, em nossas vidas?, o que é o pensamento?, é o ato de pensar diz nosso dicionário.

Na psicologia, o  Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. 
Pensar permite aos seres modelarem sua percepção do mundo ao redor de si, e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos.

Gostaria também de lembrar, que a palavra pensar tem origem no latim “pensare”, que significa pesar ou avaliar o peso de algo. 
Logo o pensamento é um processo mental que reside na mente humana e proporciona ao ser humano modelar a sua percepção do mundo.

E na vida, com o espiritismo, podemos dizer a mesma coisa ?





O escritor espírita e pesquisador Mourarego Filho, do Rio de Janeiro, grande pesquisador, nos ajudou no título deste texto, pois ele defende sempre que o pensamento é a sirene mais potente para chamar Espíritos.

Podemos pensar sobre uma incrível variedade de coisas: objetos, pessoas, lugares, relacionamentos, conceitos abstratos, o passado, futuro, coisas reais e imaginárias. Podemos pensar também sobre nada, e também sobre o pensamento em si.

Porém somos aquilo que pensamos, eu mesmo várias vezes fui alertado por médiuns amigos, por espíritos a frequência que estava em tempos de mares bravios em minha vida, uma vez que o pensamento atrai, e logo, se você tem bons pensamentos, terá boas coisas, bons espíritos ao seu lado, sendo ao contrário, quando os pensamentos são ruins atraímos, coisas muito ruins, por isto, como dizia o mestre Jesus, orai, e vigia, era destinado ao que pensamos, em nossos dias.

A pandemia afetou a todos, otimistas, pessimistas, ateus, religiosos, estudiosos de doutrina, professores e mestres da vida além da vida, passaram a dar ao PENSAMENTO, aquele valor, que todos nós deveríamos dar.



Ernesto Bozano que nasceu em 1862 e morreu em 1943, filósofo italiano e respeitável escritor espírita do passado, são forças plásticas e organizadoras da Natureza elaboradas pela mente do Espírito. Portanto, não é função do cérebro, que executa os comandos da mente. Daí os alquimistas e magos, que tinham controle sobre os pensamentos, saberem impregnar objetos (amuletos) de forças magnéticas e , por força do magnetismo pessoal, influenciar comportamentos, próprios e das pessoas mantidas sob influência. Neste sentido, a vontade exerce função controladora da emissões mentais: “[…] é a gerente esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.

Tenho conversando com muitas pessoas com depressão, que nos procuram para ter um alento a sua vida, e vejo que o maior inimigo deles, são os pensamentos, gerados a partir do trauma que os levou a depressão, por amor, pela morte de um ente querido, pela perda de uma fortuna, por perdas em geral.

Conheci um psiquiatra em Piracicaba, André Galina, um dos mais renomados no interior, que dizia, você é o que acredita ser, se ficar com sua mente gerando mais derrotas, em cima da derrota que teve, seus problemas serão maiores, e criados pela sua mente.

No Espiritismo o codificador  Allan Kardec, nos apresentou questões em O LIVRO DOS ESPÍRITOS que falam sobre a participação dos espíritos em nossos pensamentos, vejamos algumas colocação do mestre:


457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?

“Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

a) – Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?

“Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.”

458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?

“Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.”



459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

“Mais do que imaginais, pois com bastante frequência são eles que vos dirigem.”

460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?

“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem, no conjunto deles estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.”

461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos?

“Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Mas, afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.”



 

Em nosso dia a dia, vivemos remoendo pensamentos ruins, e logo estamos atraindo coisas ruins para nossa vida, exemplos são claros, em clinicas, casas espíritas, amigos nossos, parentes, e quando estamos sozinhos com nosso maior juiz, ou seja, nós mesmos, podemos construir ou destruir.

Muitas vezes, ao longo de nossa vida, temos doenças, que nunca pensamos em ter, claramente e já comprovado que a mente é capaz de construir, um tumor, uma doença grave, seja ela no intestino, estomago, onde quiser, de acordo com a força que sua mente fez.

ESTUDOS provam que o medo, nos traz em hospitais, a ficar muito pior, do que de fato estamos, a sensação de pavor, o pensar da morte, e isto é algo que podemos controlar, pois seus pensamentos, são controlados por você, não por ninguém, e por nenhum espírito, aliás nossas conversas com os imortais, são por pensamentos, já que a única incorporação que existe na vida é a gravidez, diria o professor Paschoal.



Allan Kardec recebeu dos espíritos, a informação que o primeiro pensamento nos pertence, assim que acordamos.
Porém, ao longo do dia, nossa mente recebe influências, de fatos e acontecimentos, e claro de espíritos desencarnados, que habitam entre nós, a sua força, a força do seu pensar, irá portanto manter perto de ti, o realmente quiser.

As influências do nosso pensamento, são os resultados do que vivemos, claro que na prática sei que temos problemas para lidar com isto, e nestes tempos, os mais sensitivos, mais ainda.

Lembre todos nós temos mediunidade, e dentro de nós temos o livre pensar, você pensa em sua vida, casamento, filhos, mortos, vivos, passado, presente, sente raiva, ódio, amor, sente tudo, portanto o comandante desta nave pensamentos, é você, seu cérebro, seu espírito, não transfira isto para outros.

Não sairemos desta pandemia antes de dois anos, o pior ainda está por vir, pelos desmandos da sociedade que vivemos e de políticos mundo afora, desesperar não vai adiantar nada, pensar coisas ruins, vai acabar atraindo coisas ruins.

Se viu que caiu no pensar errado, busque músicas alegres, mude o tom da conversa, negocie com companheiro, marido, esposa, filhos, ou amigos, o nível do que deseja falar, ou conviver, isto dará a você uma vida encarnada bem melhor.

Digo sempre que quando se estuda o espiritismo, conseguimos uma vida mais tranquila, porém sei, que muitos não tem paciência, não conseguem, se prender em livros, preferem um saber mais superficial, entendo isto, e respeito.

Da mesma forma deves respeitar o pensar do outro, e assim não emitir sinais de raiva, o estudo aqui citado foi apenas, um exemplo.

Tudo que vemos, filmes, livros, brigas do dia a dia de terceiros, acabam influindo no seu pensar.

Outro dia um filho meu foi viajar a São Paulo, local que tenho evitado pela forte presença do covid 19, e pensei, "sem drama, vamos rezar e desejar o melhor para ele.", e assim ele foi e voltou, nada aconteceu, a maior parte dos nossos medos, é que constrói muitas coisas ruins que acabam se tornando realidade.

Portanto não se precipite em vossos pensamentos, lembre o que disse o escritor Mourarego Filho, o PENSAMENTO, é uma SIRENE para chamar Espíritos, chame os bons, os que irão junto contigo, construir um momento e uma vida mais feliz.
Quando conseguir ficar com a sirene desligada, quando não pensa em nada, não centralize em energias ruins.
Para você meu amigo, minha amiga, pense bem, ria, viva a vida, basta um abraço em uma árvore, um pisar na grama, um nadar no mar com sua amada, ou até mesmo sozinho, uma bela música, e procure sempre transmitir a ti mesmo, a felicidade, ela só depende de você..




David Chinaglia, 63, é espírita, pesquisador, escritor, e editor deste blog, recebe e-mails pelo DavidChinaglia@gmail.com e colabora semanalmente com o blog.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

SINAIS DOS TEMPOS - POR ALLAN KARDEC

 

Nota do blog:

Com o avanço do vídeo entrevista, do professor, médium, espírita, Divaldo Pereira Franco, ao citar o desconhecido até então para todos o capítulo 18, de A Gênese, de Allan Kardec, sem entrar em polemica, já que esta obra, é pouco ou quase nada estudada, em casas espíritas, resolvemos publicar, o texto de Allan Kardec, capítulo 18, sobre previsão dos atuais acontecimentos, leia, absorva os fatos, entenda, e leia a obra que é o fundamental, para entender o que de fato Allan Kardec, escreveu.(DCH).



1. São chegados os tempos, dizem-nos de todas as partes, marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para regeneração da Humanidade. Em que sentido se devem entender essas palavras proféticas? Para os incrédulos, nenhuma importância têm; aos seus olhos, nada mais exprimem que uma crença pueril, sem fundamento. Para a maioria dos crentes, elas apresentam qualquer coisa de místico e de sobrenatural, parecendo-lhes prenunciadoras da subversão das leis da Natureza. São igualmente errôneas ambas essas interpretações; a primeira, porque envolve uma negação da Providência; a segunda, porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas o cumprimento dessas leis.


2. Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas maiores coisas. Temos, pois, que afastar, desde logo, toda idéia de capricho, por inconciliável com a sabedoria divina. Em segundo lugar, se a nossa época esta designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto.


Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.


De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados, quanto às particularidades, ao livre-arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.


O progresso da Humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Quando, por conseguinte, a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.


3. Do fato de ser inevitável, porque é da natureza o movimento progressivo da Humanidade, não se segue que Deus lhe seja indiferente e que, depois de ter estabelecido leis, se haja recolhido à inação, deixando que as coisas caminhem por si sós. Sem dúvida, suas leis são eternas e imutáveis, mas porque a sua própria vontade é eterna e constante e porque o seu pensamento anima sem interrupção todas as coisas. Esse pensamento, que em tudo penetra, é a força inteligente e permanente que mantém a harmonia em tudo. Cessasse ele um só instante de atuar e o Universo seria como um relógio sem pêndulo regulador. Deus, pois, vela incessantemente pela execução de suas leis e os Espíritos que povoam o espaço são seus ministros, encarregados de atender aos pormenores, dentro de atribuições que correspondem ao grau de adiantamento que tenham alcançado.


4. O Universo é, ao mesmo tempo, um mecanismo incomensurável, acionado por um número incontável de inteligências, e um imenso governo em o qual cada ser inteligente tem a sua parte de ação sob as vistas do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda parte a unidade. Sob o império dessa vasta potência reguladora, tudo se move, tudo funciona em perfeita ordem. Onde nos parece haver perturbações, o que há são movimentos parciais e isolados, que se nos afiguram irregulares apenas porque circunscrita é a nossa visão. Se lhes pudéssemos abarcar o conjunto, veríamos que tais irregularidades são apenas aparentes e que se harmonizam com o todo.


5. A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.



Tal o período em que doravante vão entrar e que marcará uma das fases principais da vida da Humanidade. Essa fase, que neste momento se elabora, é o complemento indispensável do estado precedente, como a idade viril o é da juventude. Ela podia, pois, ser prevista e predita de antemão e é por isso que se diz que são chegados os tempos determinados por Deus.


6. Nestes tempos, porém, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região, ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado. A geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, se achará possuída de idéias e de sentimentos muito diversos dos da geração presente, que se vai a passo de gigante. O velho mundo estará morto e apenas viverá na História, como o estão hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.


Aliás, todos sabem quanto ainda deixa a desejar a atual ordem de coisas. Depois de se haver, de certo modo, considerado todo o bem-estar material, produto da inteligência, logra-se compreender que o complemento desse bem-estar somente pode achar-se no desenvolvimento moral. Quanto mais se avança, tanto mais se sente o que falta, sem que, entretanto, se possa ainda definir claramente o que seja: é isso efeito do trabalho íntimo que se opera em prol da regeneração. Surgem desejos, aspirações, que são como que o pressentimento de um estado melhor.



7. Mas, uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode realizar-se sem comoções. Há, inevitavelmente, luta de idéias. Desse conflito forçosamente se originarão passageiras perturbações, até que o terreno se ache aplanado e restabelecido o equilíbrio. É, pois, da luta das idéias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais foram conseqüência do estado de formação da Terra. Hoje, não são mais as entranhas do planeta que se agitam: são as da Humanidade.


8. Se a Terra já não tem que temer os cataclismos gerais, nem por isso deixa de estar sujeita a periódicas revoluções, cujas causas, do ponto de vista científico, se encontram explicadas nas instruções seguintes, promanantes de dois Espíritos eminentes:*


“Cada corpo celeste, além das leis simples que presidem à divisão dos dias e das noites, das estações, etc., experimenta revoluções que demandam milhares de séculos para sua realização completa, porém que, como as revoluções mais breves, passam por todos os períodos, desde o de nascimento até o de um máximo de efeito, após o qual há decrescimento, até o limite extremo, para recomeçar em seguida o percurso das mesmas fases.


“O homem apenas apreende as fases de duração relativamente curta e cuja periodicidade ele pode comprovar.Algumas, no entanto, há que abrangem longas gerações de seres e, até, sucessões de raças, revoluções essas cujos efeitos, conseguintemente, se lhe apresentam com caráter de novidade e de espontaneidade, ao passo que, se seu olhar pudesse projetar-se para trás alguns milhares de séculos, veria, entre aqueles mesmos efeitos e suas causas, uma correlação de que nem sequer suspeita. Esses períodos que, pela sua extensão relativa, confundem a imaginação dos humanos, não são, contudo, mais do que instantes na duração eterna.


“Num mesmo sistema planetário, todos os corpos que o constituem reagem uns sobre os outros; todas as influências físicas são nele solidárias e nem um só há, dos efeitos que designais pelo nome de grandes perturbações, que não seja conseqüência da componente das influências de todo o sistema.


“Vou mais longe: digo que os sistemas planetários reagem uns sobre os outros, na razão da proximidade ou do afastamento resultantes do movimento de translação deles, através das miríades de sistemas que compõem a nossa nebulosa. Ainda vou mais longe: digo que a nossa nebulosa, que é um como arquipélago na imensidade, tendo também seu movimento de translação através das miríades de nebulosas, sofre a influência das de que ela se aproxima.


“De sorte que as nebulosas reagem sobre as nebulosas, os sistemas reagem sobre os sistemas, como os planetas reagem sobre os planetas, como os elementos de cada planeta reagem uns sobre os outros e assim sucessivamente até ao átomo. Daí, em cada mundo, revoluções locais ou gerais, que sê não parecem perturbações porque a brevidade da vida não permite se lhes percebam mais do que os efeitos parciais.


“A matéria orgânica não poderia escapar a essas influências; as perturbações que ela sofre podem, pois, alterar o estado físico dos seres vivos e determinar algumas dessas enfermidades que atacam de modo geral as plantas, os animais e os homens, enfermidades que, como todos os flagelos, são, para a inteligência humana, um estimulante que a impele, por forca da necessidade, a procurar meios de os combater e a descobrir leis da Natureza.


“Mas a matéria orgânica, a seu turno, reage sobre o Espírito. Este, pelo seu contacto e sua ligação íntima com os elementos materiais, também sofre influências que lhe modificam as disposições, sem, no entanto, privá-lo do livre-arbítrio, que lhe sobreexcitam ou atenuam a atividade e que, pois, contribuem para o seu desenvolvimento. A efervescência que por vezes se manifesta em toda uma população, entre os homens de uma mesma raça, não é coisa fortuita, nem resultado de um capricho; tem sua causa nas leis da Natureza. Essa efervescência, inconsciente a princípio, não passando de vago desejo, de aspiração indefinida por alguma coisa melhor, de certa necessidade de mudança, traduz-se por uma surda agitação, depois por atos que levam às revoluções sociais, que, acreditai-o, também têm sua periodicidade, como as revoluções físicas, pois que tudo se encadeia. Se não tivésseis a visão espiritual limitada pelo véu da matéria, veríeis as correntes fluídicas que, como milhares de fios condutores, ligam as coisas do mundo espiritual às do mundo material.



“Quando se vos diz que a Humanidade chegou a um período de transformação e que a Terra tem que se elevar na hierarquia dos mundos, nada de místico vejais nessas palavras; vede, ao contrário, a execução da uma das grandes leis fatais do Universo, contra as quais se quebra toda a má vontade humana.” ARAGO.



__________________________________________
* Extrato de duas comunicações dadas na Sociedade de Paris e publicadas na Revue Spirite de outubro de 1868, pág. 313. São corolários das de Galileu, reproduzidas no capítulo VI, e complementares do capítulo IX, sobre as revoluções do globo.



9. Sim, decerto, a Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada transformação se assinala por uma crise que é, para o gênero humano, o que são, para os indivíduos, as crises de crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas, dolorosas, e arrebatam consigo as gerações e as instituições, mas, são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral.


A Humanidade terrestre, tendo chegado a um desses períodos de crescimento, está em cheio, há quase um século, no trabalho da sua transformação, pelo que a vemos agitar-se de todos os lados, presa de uma espécie de febre e como que impelida por invisível força. Assim continuará, até que se haja outra vez estabilizado em novas bases. Quem a observar, então, achá-la-á muito mudada em seus costumes, em seu caráter, nas suas leis, em suas crenças, numa palavra: em todo o seu estado social.


“Uma coisa que vos parecerá estranhável, mas que por isso não deixa de ser rigorosa verdade, é que o mundo dos Espíritos, mundo que vos rodeia, experimenta o contrachoque de todas as comoções que abalam o mundo dos encarnados. Digo mesmo que aquele toma parte ativa nessas comoções. Nada tem isto de surpreendente, para quem sabe que os Espíritos fazem corpo com a Humanidade; que eles saem dela e a ela têm de voltar, sendo, pois, natural se interessem pelos movimentos que se operam entre os homens. Ficai, portanto, certos de que, quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões, boas e más, se exacerbam, como entre vós. Indizível efervescência entra a reinar na coletividade dos Espíritos que ainda pertencem ao vosso mundo e que aguardam o momento de a ele volver.


“À agitação dos encarnados e desencarnados se juntam às vezes, e freqüentemente mesmo, já que tudo se conjuga em a Natureza, as perturbações dos elementos físicos. Dá-se então, durante algum tempo, verdadeira confusão geral, mas que passa como furacão, após o qual o céu volta a estar sereno, e a Humanidade, reconstituída sobre novas bases, imbuída de novas idéias, começa a percorrer nova etapa de progresso.


“É no período que ora se inicia que o Espiritismo florescerá e dará frutos. Trabalhais, portanto, mais para o futuro, do que para o presente. Era, porém, necessário que esses trabalhos se preparassem antecipadamente, porque eles traçam as sendas da regeneração, pela unificação e racionalidade das crenças. Ditosos os que deles aproveitam desde já. Tantas penas se pouparão esses, quantos forem os proveitos que deles aufiram.” DOUTOR BARRY.


10. Do que precede resulta que, em conseqüência do movimento de translação que executam no espaço, os corpos celestes exercem, uns sobre os outros, maior ou menor influência, conforme a proximidade em que se achem entre si e as suas respectivas posições; que essa influência pode acarretar uma perturbação momentânea aos seus elementos constitutivos e modificar as condições de vitalidade dos seus habitantes; que a regularidade dos movimentos determina a volta periódica das mesmas causas e dos mesmos efeitos; que, se demasiado curta é a duração de certos períodos para que os homens os apreciem, outros vêem passar gerações e raças que deles não se apercebem e às quais se afigura normal o estado de coisas que observam. Ao contrário, as gerações contemporâneas da transição lhe sofrem o contrachoque e tudo lhes parece fora das leis ordinárias. Essas gerações vêem uma causa sobrenatural, maravilhosa, miraculosa no que, em realidade, mais não é do que a execução das leis da Natureza.


Se, pelo encadeamento e a solidariedade das causas e dos efeitos, os períodos de renovação moral da Humanidade coincidem, como tudo leva a crer, com as revoluções físicas do globo, podem os referidos períodos ser acompanhados ou precedidos de fenômenos naturais, insólitos para os que com eles não se acham familiarizados, de meteoros que parecem estranhos, de recrudescência e intensificação desusadas dos flagelos destruidores, que não são nem causa, nem presságios sobrenaturais, mas uma conseqüência do movimento geral que se opera no mundo físico e no mundo moral.


Anunciando a época de renovação que se havia de abrir para a Humanidade e determinar o fim do velho mundo, a Jesus, pois, foi lícito dizer que ela se assinalaria por fenômenos extraordinários, tremores de terra, flagelos diversos, sinais no céu, que mais não são do que meteoros, sem ab-rogação das leis naturais. O vulgo, porém, ignorante, viu nessas palavras a predição de fatos miraculosos. *


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* A terrível epidemia que, de 1866 a 1868, dizimou a população da Ilha Maurícia, teve a precedê-la tão extraordinária e tão abundante chuva de estrelas cadentes, em novembro de 1866, que aterrorizou os habitantes daquela ilha. A partir desse momento, a doença, que reinava desde alguns meses de forma muito benigna, se transformou em verdadeiro flagelo devastador. Aquele fora bem um sinal no céu e talvez nesse sentido é que se deva entender a frase — estrelas caindo do céu, de que fala o Evangelho, como sendo um dos sinais dos tempos. (Pormenores sobre a epidemia da ilha Maurícia: Revue Spirite, de julho de 1867, pág. 208, e novembro de 1868, pág. 321.)



11. A previsão dos movimentos progressivos da Humanidade nada apresenta de surpreendente, quando feita por seres desmaterializados, que vêem o fim a que tendem todas as coisas, tendo alguns deles conhecimento direto do pensamento de Deus. Pelos movimentos parciais, esses seres vêem em que época poderá operar-se um movimento geral, do mesmo modo que o homem pode calcular de antemão o tempo que uma árvore levará para dar frutos, do mesmo modo que os astrônomos calculam a época de um fenômeno astronômico, pelo tempo que um astro gasta para efetuar a sua revolução.


12. A Humanidade é um ser coletivo em quem se operam as mesmas revoluções morais por que passa todo ser individual, com a diferença de que umas se realizam de ano em ano e as outras de século em século. Acompanhe-se a Humanidade em suas evoluções através dos tempos e ver-se-á a vida das diversas raças marcada por períodos que dão a cada época uma fisionomia especial.



13. De duas maneiras se opera, como já o dissemos, a marcha progressiva da Humanidade: uma, gradual, lenta, imperceptível, se se considerarem as épocas consecutivas, a traduzir-se por sucessivas melhoras nos costumes, nas leis, nos usos, melhoras que só com a continuação se podem perceber, como as mudanças que as correntes d’água ocasionam na superfície do globo; a outra, por movimentos relativamente bruscos, semelhantes aos de uma torrente que, rompendo os diques que a continham, transpõe nalguns anos o espaço que levaria séculos a percorrer. É, então, um cataclismo moral que traga em breves instantes as instituições do passado e ao qual sobrevém uma nova ordem de coisas que pouco a pouco se estabiliza, à medida que se restabelece a calma, e que acaba por se tornar definitiva.


Àquele que viva bastante para abranger com a vista as duas vertentes da nova fase, parecerá que um mundo novo surgiu das ruínas do antigo. O caráter, os costumes, os usos, tudo está mudado. É que, com efeito, surgiram homens novos, ou, melhor, regenerados. As idéias, que a geração que se extinguiu levou consigo, cederam lugar a idéias novas que desabrocham com a geração que se ergue.


14. Tornada adulta, a Humanidade tem novas necessidades, aspirações mais vastas e mais elevadas; compreende o vazio com que foi embalada, a insuficiência de suas instituições para lhe dar felicidade; já não encontra, no estado das coisas, as satisfações legítimas a que se sente com direito. Despoja-se, em conseqüência, das faixas infantis e se lança, impelida por irresistível força, para as margens desconhecidas, em busca de novos horizontes menos limitados.


É a um desses períodos de transformação, ou, se o preferirem, de crescimento moral, que ora chega a Humanidade. Da adolescência chega ao estado viril. O passado já não pode bastar às suas novas aspirações, às suas novas necessidades; ela já não pode ser conduzida pelos mesmos métodos; não mais se deixa levar por ilusões, nem fantasmagorias; sua razão amadurecida reclama alimentos mais substanciosos. É demasiado efêmero o presente; ela sente que mais amplo é o seu destino e que a vida corpórea é excessivamente restrita para encerrá-lo inteiramente. Por isso, mergulha o olhar no passado e no futuro, a fim de descobrir num ou noutro o mistério da sua existência e de adquirir uma consoladora certeza.


E é no momento em que ela se encontra muito apertada na esfera material, em que transbordante se encontra de vida intelectual, em que o sentimento da espiritualidade lhe desabrocha no seio, que homens que se dizem filósofos pretendem encher o vazio com as doutrinas do nadismo e do materialismo! Singular aberração! Esses mesmos homens, que intentam impelir para a frente a Humanidade, se esforçam por circunscrevê-la no acanhado círculo da matéria, donde ela anseia por escapar-se. Velam-lhe o aspecto da vida infinita e lhe dizem, apontando para o túmulo: Nec plus ultra!


15. Quem quer que haja meditado sobre o Espiritismo e suas conseqüências e não o circunscreva à produção de alguns fenômenos terá compreendido que ele abre à Humanidade uma estrada nova e lhe desvenda os horizontes do infinito. Iniciando-a nos mistérios do mundo invisível, mostra-lhe o seu verdadeiro papel na criação, papel perpetuamente ativo, tanto no estado espiritual, como no estado corporal. O homem já não caminha às cegas: sabe donde vem, para onde vai e por que está na Terra. O futuro se lhe revela em sua realidade, despojado dos prejuízos da ignorância e da superstição. Já na se trata de uma vaga esperança, mas de uma verdade palpável, tão certa como a sucessão do dia e da noite. Ele sabe que o seu ser não se acha limitado a alguns instantes de uma existência transitória; que a vida espiritual não se interrompe por efeito da morte; que já viveu e tornará a viver e que nada se perde do que haja ganho em perfeição; em suas existências anteriores depara com a razão do que é hoje e reconhece que: do que ele é hoje, qual se fez a si mesmo, poderá deduzir o que virá a ser um dia.


16. Com a idéia de que a atividade e a cooperação individuais na obra geral da civilização se limitam à vida presente, que, antes, a criatura nada foi e nada será depois, em que interessa ao homem o progresso ulterior da Humanidade? Que lhe importa que no futuro os povos sejam mais bem governados, mais ditosos, mais esclarecidos, melhores uns para com os outros? Não fica perdido para ele todo o progresso, pois que deste nenhum proveito tirará? De que lhe serve trabalhar para os que hão de vir depois, se nunca lhe será dado conhecê-los, se os seus pósteros serão criaturas novas, que pouco depois voltarão por sua vez ao nada? Sob o domínio da negação do futuro individual, tudo forçosamente se amesquinha às insignificantes proporções do momento e da personalidade.



Entretanto, que amplitude, ao contrário, dá ao pensamento do homem a certeza da perpetuidade do seu ser espiritual! Que de mais racional, de mais grandioso, de mais digno do Criador do que a lei segundo a qual a vida espiritual e a vida corpórea são apenas dois modos de existência, que se alternam para a realização do progresso! Que de mais justo há e de mais consolador do que a idéia de estarem os mesmos seres a progredir incessantemente, primeiro, através das gerações de um mesmo mundo, de mundo em mundo depois, até à perfeição, sem solução de continuidade! Todas as ações têm, então, uma finalidade, porquanto, trabalhando para todos, cada um trabalha para si e reciprocamente, de sorte que nunca se podem considerar infecundos nem o progresso individual, nem o progresso coletivo. De ambos esses progressos aproveitarão as gera- ções e as individualidades porvindouras, que outras não virão a ser senão as gerações e as individualidades passadas, em mais alto grau de adiantamento.


17. A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social; mas, não há fraternidade real, sólida, efetiva, senão assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais ou tais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda a gente pode aceitar e aceitará: Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres. Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; de que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada de injusto pode querer; que não dele, porém dos homens vem o mal, todos se considerarão filhos do mesmo Pai e se estenderão as mãos uns aos outros.


Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.


18. O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.


19. Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.


Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.


Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em conseqüência, aceitáveis por todos.


A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem sejam uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados.


20. Semelhante estado de coisas pressupõe uma mudança radical no sentimento das massas, um progresso geral que não se podia realizar senão fora do círculo das idéias acanhadas e corriqueiras que fomentam o egoísmo. Em diversas épocas, homens de escol procuraram impelir a Humanidade por esse caminho; mas, ainda muito jovem, ela se conservou surda e os ensinamentos que eles ministraram foram como a boa semente caída no pedregulho.


Hoje, a Humanidade está madura para lançar o olhar a alturas que nunca tentou divisar, a fim de nutrir-se de idéias mais amplas e compreender o que antes não compreendia.


A geração que desaparece levará consigo seus erros e prejuízos; a geração que surge, retemperada em fonte mais pura, imbuída de idéias mais sãs, imprimirá ao mundo ascensional movimento, no sentido do progresso moral que assinalará a nova fase da evolução humana.


21. Essa fase já se revela por sinais inequívocos, por tentativas de reformas úteis e que começam a encontrar eco. Assim é que vemos fundar-se uma imensidade de instituições protetoras, civilizadoras e emancipadoras, sob o influxo e por iniciativa de homens evidentemente predestinados à obra da regeneração; que as leis penais se vão apresentando dia a dia impregnadas de sentimentos mais humanos. Enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família; pela uniformidade e facilidade dos meios de realizarem suas transações, eles suprimem as barreiras que os separavam e de todos os pontos do mundo reúnem-se em comícios universais, para as justas pacíficas da inteligência.


Falta, porém, a essas reformas uma base que permita se desenvolvam, completem e consolidem; falta uma predisposição moral mais generalizada, para fazer que elas frutifiquem e que as massas as acolham. Ainda aí há um sinal característico da época, porque há o prelúdio do que se efetuará em mais larga escala, à proporção que o terreno se for tornando mais favorável.


22. Outro sinal não menos característico do período em que entramos encontra-se na reação que se opera no sentido das idéias espiritualistas; na repulsão instintiva que se manifesta contra as idéias materialistas. O espírito de incredulidade, que se apoderara das massas, ignorantes ou esclarecidas, e as levava a rejeitar com a forma a substância mesma de toda crença, parece ter sido um sono, a cujo despertar se sente a necessidade de respirar um ar mais vivificante. Involuntariamente, lá onde o vácuo se fizera, procura-se alguma coisa, um ponto de apoio.



23. Se supusermos possuída desses sentimentos a maioria dos homens, poderemos facilmente imaginar as modificações que daí decorrerão para as relações sociais; todos terão por divisa: caridade, fraternidade, benevolência para com todos, tolerância para todas as crenças. É a meta para que tende evidentemente a Humanidade; esse o objeto de suas aspirações, de seus desejos, sem que, entretanto, ela perceba claramente por que meio as há de realizar. Ensaia, tateia, mas é detida por muitas resistências ativas, ou pela força de inércia dos preconceitos, das crenças estacionárias e refratárias ao progresso. Faz-se-lhe mister vencer tais resistências e essa será a obra da nova geração. Quem acompanhar o curso atual das coisas reconhecerá que tudo parece predestinado a lhe abrir caminho. Ela terá por si a dupla força do número e das idéias e, de acréscimo, a experiência do passado.


24. A nova geração marchará, pois, para a realização de todas as idéias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado. Avançando para o mesmo alvo e realizando seus objetivos, o Espiritismo se encontrará com ela no mesmo terreno. Aos homens progressistas se deparará nas idéias espíritas poderosa alavanca e o Espiritismo achará, nos novos homens, espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo. Dado esse estado de coisas, que poderão fazer os que entendam de opor-se-lhe?


25. O Espiritismo não cria a renovação social; a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade. Pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange, o Espiritismo é mais apto, do que qualquer outra doutrina, a secundar o movimento de regeneração; por isso, é ele contemporâneo desse movimento. Surgiu na hora em que podia ser de utilidade, visto que também para ele os tempos são chegados. Se viera mais cedo, teria esbarrado em obstáculos insuperáveis; houvera inevitavelmente sucumbido, porque, satisfeitos com o que tinham, os homens ainda não sentiriam falta do que ele lhes traz. Hoje, nascido com as idéias que fermentam, encontra preparado o terreno para recebê-lo. Os espíritos cansados da dúvida e da incerteza, horrorizados com o abismo que se lhes abre à frente, o acolhem como âncora de salvação e consolação suprema.


26. Grande, por certo, é ainda o número dos retardatários; mas, que podem eles contra a onda que se alteia, senão atirar-lhe algumas pedras? Essa onda é a geração que surge, ao passo que eles se somem com a geração que vai desaparecendo todos os dias a passos largos. Até lá, porém, eles defenderão palmo a palmo o terreno. Haverá, portanto, uma luta inevitável, mas luta desigual, porque é a do passado decrépito, a cair em frangalhos, contra o futuro juvenil. Será a luta da estagnação contra o progresso, da criatura contra a vontade do Criador, uma vez que chegados são os tempos por ele determinados.


A GERAÇÃO NOVA


27. Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.


A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.


Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.


Muito menos, pois, se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as coisas, quando declarava: “Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido.” Assim, decepcionados ficarão os que contem ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos.



28. A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares.


Têm idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém, sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.


Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.


O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme; enfim, o apego a tudo o que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.


Desses vícios é que a Terra tem de ser expurgada pelo afastamento dos que se obstinam em não emendar-se; porque são incompatíveis com o reinado da fraternidade e porque o contacto com eles constituirá sempre um sofrimento para os homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão sem óbices para o futuro melhor que lhes está reservado, mesmo neste mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperem que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores.


29. Não se deve entender que por meio dessa emigração de Espíritos sejam expulsos da Terra e relegados para mundos inferiores todos os Espíritos retardatários. Muitos, ao contrário, aí voltarão, porquanto muitos há que o são porque cederam ao arrastamento das circunstâncias e do exemplo. Nesses, a casca é pior do que o cerne. Uma vez subtraídos à influência da matéria e dos prejuízos do mundo corporal, eles, em sua maioria, verão as coisas de maneira inteiramente diversa daquela por que as viam quando em vida, conforme os múltiplos casos que conhecemos. Para isso, têm a auxiliá-los Espíritos benévolos que por eles se interessam e se dão pressa em esclarecê-los e em lhes mostrar quão falso era o caminho que seguiam. Nós mesmos, pelas nossas preces e exortações, podemos concorrer para que eles se melhorem, visto que entre mortos e vivos há perpétua solidariedade.


É muito simples o modo por que se opera a transformação, sendo, como se vê, todo ele de ordem moral, sem se afastar em nada das leis da Natureza.


30. Sejam os que componham a nova geração Espíritos melhores, ou Espíritos antigos que se melhoraram, o resultado é o mesmo. Desde que trazem disposições melhores, há sempre uma renovação. Assim, segundo suas disposições naturais, os Espíritos encarnados formam duas categorias: de um lado, os retardatários, que partem; de outro, os progressistas, que chegam. O estado dos costumes e da sociedade estará, portanto, no seio de um povo, de uma raça, ou do mundo inteiro, em relação com aquela das duas categorias que preponderar.


31. Uma comparação vulgar ainda melhor dará a compreender o que se passa nessa circunstância. Figuremos um regimento composto na sua maioria de homens turbulentos e indisciplinados, os quais ocasionarão nele constantes desordens que a lei penal terá por vezes dificuldades em reprimir. Esses homens são os mais fortes, porque mais numerosos do que os outros. Eles se amparam, animam e estimulam pelo exemplo. Os poucos bons nenhuma influência exercem; seus conselhos são desprezados; sofrem com a companhia dos outros, que os achincalham e maltratam. Não é essa uma imagem da sociedade atual?


Suponhamos que esses homens são retirados um a um, dez a dez, cem a cem, do regimento e substituídos gradativamente por iguais números de bons soldados, mesmo por alguns dos que, já tendo sido expulsos, se corrigiram. Ao cabo de algum tempo, existirá o mesmo regimento, mas transformado. A boa ordem terá sucedido à desordem.


32. As grandes partidas coletivas, entretanto, não têm por único fim ativar as saídas; têm igualmente o de transformar mais rapidamente o espírito da massa, livrando-a das más influências e o de dar maior ascendente às idéias novas.



Por estarem muitos, apesar de suas imperfeições, maduros para a transformação, é que muitos partem, a fim de apenas se retemperarem em fonte mais pura. Enquanto se conservassem no mesmo meio e sob as mesmas influências, persistiriam nas suas opiniões e nas suas maneiras de apreciar as coisas. Uma estada no mundo dos Espíritos bastará para lhes descerrar os olhos, por isso que aí vêem o que não podiam ver na Terra. O incrédulo, o fanático, o absolutista, poderão, conseguintemente, voltar com idéias inatas de fé, tolerância e liberdade. Ao regressarem, acharão mudadas as coisas e experimentarão a influência do novo meio em que houverem nascido. Longe de se oporem às novas idéias, constituir-se-ão seus auxiliares.


33. A regeneração da Humanidade, portanto, não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros Espíritos; são com freqüência os mesmos Espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira.


Quando insulado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. Muito outro é o efeito, quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as proporções que assuma, numa geração, pode modificar profundamente as idéias de um povo ou de uma raça.


É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que em todas as épocas da História, às grandes crises sociais se seguiu uma era de progresso.


34. Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos germens. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, porquanto a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.


35. Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades carentes de compensação, sem resultados aproveitáveis, pois que, na opinião deles, os aludidos flagelos aniquilam os seres para sempre. Para aquele, porém, que sabe que a morte unicamente destrói o envoltório, tais flagelos não acarretam as mesmas conseqüências e não lhe causam o mínimo pavor; ele lhes compreende o objetivo e não ignora que os homens não perdem mais por morrerem juntos, do que por morrerem isolados, dado que, duma forma ou doutra, a isso hão de todos sempre chegar.



Os incrédulos rirão destas coisas e as qualificarão de quiméricas; mas, digam o que disserem, não fugirão à lei comum; cairão a seu turno, como os outros, e, então, que lhes acontecerá? Eles dizem: Nada! Viverão, no entanto, a despeito de si próprios e se verão, um dia, forçados a abrir os olhos.



Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita, escritor, médium, pesquisador, professor.