segunda-feira, 17 de março de 2014

CHAVES QUE LIBERTAM - POR ORSON PETER CARRARA




Alguns estados emocionais e mesmos algumas circunstâncias são verdadeiras prisões, quase algemas que impedem viver em harmonia, com evidentes prejuízos à saúde e à convivência.




 Afinal as dificuldades existem e é preciso aprender a conviver com elas, tirando das adversidades os aprendizados de libertação, construindo chaves que libertam. 



Relacionamos algumas prisões, extraídas de estados emocionais ou de situações em que qualquer um de nós pode se situar no cotidiano:
Desgosto – O contratempo aborrece. Sem ele, contudo, não adquirimos experiência;
Obstáculo – Ele atrapalha. Sem eles, porém, não efetua a superação das próprias deficiências;
Decepção – Ela incomoda. Mas aprendemos a discernir entre o certo do errado;
Enfermidade – Ninguém a deseja. Mas sem ela não se consolida a preservação da saúde;
Tentação – São muitas e conturbam. Mas sem ela não se consegue medir a própria resistência;
Prejuízo – Quem não os tem? – Ele fere, mas constrói segurança na relação uns com os outros;
Ingratidão – Estraga a vida. Com ela, porém, construímos verdadeiros valores afetivos;
Morte – Traz dor. Com ela, todavia, alcançamos renovação e livramo-nos de tolas ilusões.


Claro que não podemos fazer apologia das dificuldades, mas é preciso reconhecer que são elas, as dificuldades, que nos despertam da sonolência ilusória das formas. Sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, razão pela qual é justo interpretar as adversidades das circunstâncias como autênticas chaves libertadoras, que funcionam em nós a fim de mudarmos para o que devemos ser realmente, sem ilusões ou falsidades, mudando em nós – por dentro e por fora – aquilo que nos compete mudar.
Quem já não experimentou os itens acima enumerados? Considerados indesejáveis, são verdadeiros mestres que nos ensinam a viver com simplicidade, nos encaminham para a humildade, nos ensinam a esperar e nos estimulam à tolerância, conduzindo-nos seguros para o bem e para a gratidão a Deus. Não devemos enxergá-los como inimigos ou presenças indesejáveis, mas acolhê-los como lições que ainda precisamos aprender para sermos melhores.



Tais reflexões não são minhas. São de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier. Adaptei o texto para o artigo, extraindo as “chaves” e algumas transcrições parciais do livro Meditações Diárias, edição do IDE-Araras, que é repleto dessas lições valiosas selecionadas de diversas obras editadas por aquela editora. Possivelmente vai se transformar em palestras, com casos, exemplos e dicas incluídas em cada item acima relacionado.





 Orson Peter Carrara, é escritor, espírita, divulgador da doutrina espírita nos preceitos da codificação de Allan Kardec, é editor, palestrante, e colabora em várias casas espíritas, na internet no Facebook Orson Carrara, o autor tem videos no You Tube, blog e sites prórprios onde aborda a temática sobre o espiritismo.

Contato pelo orsonpeter92@gmail.com

sábado, 15 de março de 2014

PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES - POR JULIO FLÁVIO ROSOLEN


Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes esta parábola: Quando fores por alguém convidado para um casamento, não te sentes no primeiro lugar; para não suceder que seja por ele convidada uma pessoa mais considerada do que tu e, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então irás envergonhado ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima; então isto será para ti uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; mas todo o que se humilha, será exaltado.”(Lucas, Cap. XIV, vv. 7-11)

INTERPRETAÇÃO

Que o sublime Rabi da Galiléia ilumine a todos vós, trazendo-vos a paz!
É sempre com alegria no coração que falo do sublime Rabi a todos aqueles que, ansiosos, aguardam esta viagem ao passado, trazendo como novas as palavras do Mestre dos mestres.
Como sempre, o Senhor se aproveita das pequenas coisas para dar o ensinamento que servisse, não só aos homens daquela época, como também aos das gerações vindouras.



Naquele dia, acabavam de sair de uma ceia em que o Mestre e seus discípulos haviam sido convidados.




Como sempre acontecia, a população do lugar, como dos arrabaldes, ao saberem a casa em que Jesus iria pousar, para lá acorriam; alguns com fé nos corações, outros, por mera curiosidade.
Aconteceu que, na hora de ser servida a ceia, que constava de bolinhos de mel, bolinhos de trigo, vinhos deliciosos, manjares e tudo o mais que aguçava o apetite, para surpresa do dono da casa, muitos que não eram convidados ali estavam sentados, esperando ansiosos pelos petiscos.



Ele não sabia o que fazer, porque contava com um número reduzido de convidados e ali estavam muito mais.
Olhava aflito para o Mestre, mas o Senhor, como o olhar sereno, tranquilizou-o e, aproveitando-se do momento em que criaturas disputavam estar ao seu lado, contou-lhes, então, esta parábola.
Podemos dizer que muitos aprenderam a lição e saíram dali meditando seriamente no que Ele havia dito.





Estas palavras também vieram como um hino de paz, como um incentivo àqueles que na vida terrena são desprezados, vivendo entre os seus irmãos como um pária, alijados, perambulando em busca de uma palavra, em busca de um consolo, de braços carinhosos que os ajudem, de mãos dadivosas que os amparem.
Veio Jesus tranquilizar a todos os sofredores, fazendo-lhes ver que na Terra tudo é passageiro.
Devemos aproveitar bem esses momentos preciosos, tirando da vida o que de melhor podemos ter.
O meigo Rabi sabia, ele sentia, que a humanidade longe estava de poder gozar da verdadeira felicidade.


Aqueles espíritos eram jovens ainda na experiência, iniciantes na vida espiritual. Eram fracos para poderem dominar as suas próprias paixões e como assim os reconhecesse, sentia necessidade de falar-lhes aos corações, incentivando-os para a vida futura, prometendo-lhes um amanhã cheio de paz, amor e felicidade.
Embora possais dizer que não existe felicidade terrena, nós podemos asseverar que, para um espírito bem formado, para aquele que consegue levar a um bom termo a sua missão, são dias de verdadeira glória, de verdadeira felicidade, poder no mundo espiritual recordar, lembrando que deixou atrás de si um exemplo a ser seguido.
O Mestre sentiu esta felicidade.




Nenhum dia, nenhum minuto Ele se arrependeu de à Terra ter vindo! O seu amor era tão imenso, a sua fé no Pai era tão intensa que ele não sentia os espinhos, as pedradas; compreendia que eles assim agiam porque não sabiam o que estavam fazendo.
Portanto, diletos irmãos, não vos importeis de ser os primeiros colocados. Procurai, sim, sentir a consciência sempre tranquila do dever cumprido e, encobertos pela humildade, aguardai a chamada do Pai Eterno, procurando sempre estar sempre apto para o Seu convite.
Quanto aos homens, aos lugares de destaque terrenos, não vos preocupeis por alcançá-los, mas se para eles fordes chamados, procurai fazer jus a este lugar, procurando desempenhar as vossas funções de maneira a vos sentirdes sempre abençoados pelo Mestre, lembrando-vos de que, se fostes chamados, é porque necessitais de dar uma prova de tolerância, de compreensão, àqueles que vos rodeiam.
Se, ao contrário, por mais que vos esforçardes, viveis sempre esquecidos, nos últimos lugares, regozijai-vos também com o Pai, porque Ele deseja de vós uma prova de paciência, de tolerância, de convicção dos deveres e da fé.






Irmãos queridos, nós, no mundo espiritual, vemos a cada passo a vossa intranquilidade, a correria com que os homens vivem os seus dias, procurando desmerecer dos companheiros para tomar-lhes os lugares.
Lembrai-vos desta parábola para que mais tarde não vos arrependais, não choreis, pedindo ao Senhor que renove para vós, outras oportunidades de reencarnação.


O amor e a humildade seguem sempre juntos e se sentirdes essas sementes maravilhosas dentro de vós, procurai tratá-las com carinho para que, com esforço próprio e com boa vontade, possais merecer um lugar na seara de Deus, trabalhando em benefício dos que sofrem, espalhando através de palavras amigas, de pensamentos sadios, as bênçãos do Mestre e, assim, passo a passo, minuto a minuto, estareis trabalhando por vossa própria felicidade.
Que o Senhor vos abençoe para todo o sempre!


(Extraído do livro: As Divinas Parábolas – Autor: Samuel (Espírito), médium: Neusa Aguiló de Souza – Centro Espírita Oriental “Antônio de Pádua”, Recife, PE – 1982, p. 113-116).






JULIO FLÁVIO ROSOLEN é Espírita, divulgador e pesquisador da doutrina espírita baseado na codificação de Allan Kardec, é casado com a Professora Jussara Rosolen(foto) e  participa da Sociedade Espírita Casa do Caminho (SECCA), em Piracicaba, Estado de São Paulo, é Coronel (da reserva) do Corpo de Bombeiros e colabora com o nosso Blog 






quarta-feira, 5 de março de 2014

O HOMEM E A MULHER - POR RICHARD SIMONETTI


São iguais perante Deus o homem e a mulher e têmos mesmos direitos?

Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?

Questão 817, de O Livro dos Espíritos.
Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma cousa, interroguem, em casa, a seus próprios maridos, porque para a mulher é vergonhoso falar nas igrejas.



Estas preconceituosas recomendações, que reduzem a mulher a mera ouvinte nas atividades religiosas, surpreendentemente foram feitas pelo apóstolo Paulo, em sua Primeira Epístola aos Coríntios (capítulo 13, versículos 34 e 35). Não obstante sua inteligência e lucidez, o grande arauto do Cristianismo não conseguiu superar as limitações de seu tempo em relação à mulher, considerada então um ser inferior, mera serva do homem, que podia, dentre outras prerrogativas, dispensá-la como esposa, se não a desejasse mais, obrigá-la a coabitar com concubinas ou mandá-la apedrejar se suspeitasse de sua fidelidade.
Ela era marginalizada até mesmo em razão de suas funções biológicas. A menstruação a tornava impura. O mesmo ocorria no nascimento de filhos, obrigando-a a severas disciplinas e a indispensáveis rituais de purificação.
Nem mesmo a gloriosa mensagem do Cristo, combatendo todos os preconceitos, foi suficiente para libertar a mulher de discriminações que perduraram até o início deste século.




Em 1857, quando foi lançado O Livro dos Espíritos, era inconcebível qualquer pretensão de igualdade entre os sexos. Estavam por ser articulados os movimentos feministas que garantiriam à mulher o direito de votar, de exercer profissão liberal, de gerir seus próprios negócios, de exercitar o livre-arbítrio. Nesta como em muitas outras questões, a Doutrina Espírita situava-se numa vanguarda de idéias renovadoras em favor de uma sociedade mais justa.

Nem poderia ser diferente, partindo do princípio doutrinário segundo o qual o Espírito não tem sexo. Tanto pode encarnar em corpo masculino ou feminino. Iguais quanto à origem e destinação, inteligentes e perfectíveis, o homem e a mulher devem exercitar direitos idênticos.

Estão distantes os tempos em que filósofos discutiam se a mulher tem alma e somente em sociedades primitivas pode persistir a concepção de que ela é inferior ao homem.

Contribuíram para essa desejada igualdade os imperativos da sociedade atual, em que a mulher é convocada a exercer uma atividade profissional, não simplesmente por uma necessidade de autoafirmação, mas, sobretudo, em decorrência de um problema econômico, a fim de auxiliar na formação de renda que atenda às necessidades de subsistência da família. Raros os lares que podem dispensar tal iniciativa.

Há quem afirme que a liberação feminina, longe de representar um progresso, transformou-se em instrumento de conturbação da sociedade, favorecendo o aumento da infidelidade conjugal, o negligenciamento dos filhos e a dissolução da família.

Apesar do caráter machista que acompanha críticas dessa natureza, forçoso reconhecer que o processo de liberação da mulher não se faz de forma pacífica, gerando dificuldades no relacionamento familiar e inspirando perturbadoras iniciativas na alma feminina.




Muitos lares estão em crise porque a mulher não admite ser contestada em sua disposição de fazer o que julga conveniente, em favor de sua autorrealização, não vacilando em partir para a separação se encontra resistência no cônjuge.

Semelhantes problemas são passageiros, situando-se como tremores de superfície que acompanham modificações nas profundezas, e serão superados na medida em que a Humanidade assimilar plenamente um princípio fundamental, enunciado na questão número 822-a, de O Livro dos Espíritos, quando Kardec ínterroga se uma legislação perfeitamente justa deve consagrar a igualdade de direitos entre o homem e a mulher. Respondem os Mentores: Dos direitos, sim; das funções, não. Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete.

Pretender absoluta igualdade envolvendo as funções é contrariar a própria biologia. O homem foi estruturado para o trabalho mais pesado, no esforço da subsistência familiar; a mulher é convocada às responsabilidades do lar, particularmente no cuidado dos filhos.

O progresso moral iguala ambos quanto aos direitos.

O progresso material os aproxima no desempenho de funções, na medida em que o trabalho se torna menos pesado na atividade profissional e mais prático no lar, com as conquistas da tecnologia. Ambos podem dividir parte de suas atribuições.




No entanto, é preciso reconhecer que à mulher está afeta a mais sublime missão, o mais elevado ideal, a tarefa redentora por excelência: a preparação do ser humano para a Vida. Edificaremos um mundo melhor na medida em que a criança for convenientemente orientada. Eesse serviço, por mais o neguem as feministas intransigentes, compete muito mais à mulher. Ela é a preceptora por excelência, a educadora mais eficiente. A maternidade é, talvez, a mais sacrificial e árdua de todas as missões, mas, se exercitada em plenitude é, também, a mais gloriosa de todas as realizações humanas.

Não pretendemos a reinstituição das Amélias, o retorno da mulher à condição de escrava do lar. Ela tem o direito e, mais que isso, a necessidade de desenvolver atividades na comunidade. Mas é preciso reconhecer que acima dos sucessos no campo social e profissional, está a suprema realização feminina como esposa e mãe, sustentando o lar, que é reconhecidamente a célula básica da civilização.


Evocando as funções redentoras da alma feminina, Victor Hugo tece significativas comparações entre o homem e a mulher:
O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz a luz; o coração o amor. A luz fecunda. O amor ressuscita.



O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa a força; a preferência o direito. O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence, a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima. O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.

O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola. O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem a pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra, O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma. O homem tem um fanal: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O fanal guia e a esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra, A mulher onde começa o Céu.






 Richard Simonetti, é espírita, escritor, palestrante e divulgador da doutrina espírita nos preceitos da codificação de Allan Kardec, é colaborador deste blog, sua página no Facebook é Richard Simonetti e o e-mail para contato é

segunda-feira, 3 de março de 2014

"NAÚFRAGOS DO DESENCANTO" - POR DAVID CHINAGLIA E NUBOR ORLANDO FACURE


Estimados amigos de jornada na terra e de ideal espírita confesso aos senhores que editar e escrever neste blog vem sendo como previu um grande amigo meu, uma experiência maravilhosa, dividir com as senhoras e com os senhores, contatos, entrevistas, bate papos com lendas vivas da Doutrina Espírita no Brasil, tem sido algo de super especial, escritores, médiuns, trabalhadores da Seara que fizeram algo de extraordinário, e que a espiritiualidade jamais abandonou.


Tenho conversado com as mais diferentes fontes espíritas encarnadas no Brasil, Richard Simonetti, Orson Peter Carrara, Alamar Régis, Roosevelt Tiago, Marcelo Henrique, Mourarego Filho, Carlos Imbassahy, este último o filho de um dos maiores tradutores das obras básicas, José Medrado, enfim, todos que já tiveram sejam ao lado de Chico Xavier, ou estudando somente Kardec e defendendo o codificador num momento de divisão sobre que rumo seguir dentro do movimento espírita Brasileiro, momentos que chamo de gloriosos no esclarecimento da vida além da vida.

Confesso a todos os senhores que conversar as vezes diariamente com um deles, Nubor Orlando Facure, tem sido uma aula doutrinária.
Digo sempre que Nubor pode falar com rara capacidade de quem esteve no "front", no chamado "Olho do Furacão doutrinário" e vou explicar isto rapidamente.
Nubor Orlando Facure primeiro é médico, tem 74 anos, dos quais 50 deles viveu com Chico Xavier seu particular amigo, o médium e escritor Brasileiro, tinha um forte carinho por Nubor que tendo a capacidade de um grande médico,(ele é neurologista, cirurgião, deu aulas e comandou alunos na Unicamp), também escreveu livros, e achou a porta do cérebro que nos liga com os espíritos.
Nubor Orlando Facure é amigo pessoal de um ex grande espírita, homem que durante 10 anos viveu ao lado de Chico, aliás ambos estudaram medicina junto, muito embora Waldo Vieira não seja mais espírita, ele além de seu alto intelecto, é detentor de verdades que viveu na doutrina e fora dela que nem a ciência consegue hoje explicar, e mesmo separados por ideais, se respeitam e admiram.



Não bastasse tudo isto, Facure viveu ao longo de sua vida como médico de Therezinha de Oliveira, médium, espírita e escritora, e teve algumas amizades especiais, dentre elas do "Gigante deitado" o espírita Jerônimo Mnedonça, digo sempre ao Nubor que ele precisa voltar a nos dar palestras, o médico percorreu o Brasil e o Mundo falando da doutrina e da medicina, hoje em Campinas no aconchego de seu lar, e trabalhando como diretor presidente do Instituto do Cérebro, ou mesmo quando vai a Uberaba MG, eu tenho o prazer de conversar, de conhecer detalhes que espero contar aqui durante o passar do anos,. Histórias que ficaram cravadas nos ponteiros do tempo, na mística, e escolhida Uberaba, coisas que me surpreendem, algumas até que nunca foram tornadas públicas e que jogando xadrês com meu amigo "professor", acabo vendo dia a dia no duelo entre a razão e o amor, o amor e a caridade, a codificação de Kardec e a necessidade, e claro a grandeza mediunica de Chico Xavier.
Neste dia 02 de Março, por volta das 8h00 da manhã conversava com Nubor sobre os excessos que a sociedade vem fazendo na busca pelo prazer, pelo sexo, contava a ela experiência vividas num sonho marcante que tivera que me fez acordar as 4h30 da manhã envolvendo noticias de uma amiga que passa por um momento nebuloso, confuso, e assim nasceu todo este relato.



Me diz o médico e espírita, que infelizmente o ser humano ainda não entendeu suas escolhas, o porque aqui está, onde atacam seus obsessores espirituais.
E me delegou a responsabiliade de transformar em texto o bate papo, pessoalmente sempre gostei de "duetos" algo que aprendi a dar valor admirando o cantor Fran Sinatra, jamais pensei no entanto em faze-lo com alguém que esteve no campo magnético de Chico Xavier, e que considero um dos cérebros brilhantes da medicina no Brasil, Nubor Orlando Facure.
Na verdade todos nós, escritores, divulgadores da doutrina, médiuns, espíritas solidários vivemos um momento ímpar ou seja, o de acordar os companheiros, de ajudar, de socorrer, os encarnados, que vivem na terra sob o clímax da aflição, do desespero e da obsessão.
O sexo até por ter sido meu adversário, me traz a tona os motivos que me levaram as "fronteiras do mal" já que me explicou o que pode ocorrer conosco, pelos vicios da carne, sobretudo com o espírita.
Não o sexo não é algo errado, somente usado hoje como uma especie de droga, vem atingindo os lares Brasileiros e pelo Mundo, via internet de forma arrasadora, os espíritos que ficaram na linha do tempo, entre os dois mundos, o da Terra e o do plano espiritual, sugam as energias, dos encarnados que como eles vivem em excessos sexuais, até porque sempre atraimos espíritos afins, ou similares, aos nossos desejos, e pensamentos.


Caminhando no campo de estudos desta amada doutrina, vejo que o ser humano nada aprendeu passados 2014 anos da morte de seu modelo e guia, Jesus, mestre amado e explico porque.
Com sites do perfil Badoo, Twoo, Flink, e outros do gênero, os solitários da internet, encontraram uma porta para os excessos do sexo, ou seja, no afã, e na desculpa de acharem alguém especial, encontaram um verdeiro caminho para a segregação moral, e do caráter, já que eles acabam se tornando sites, de sexo, seja na sua prática contumaz, ou mesmo nas conversas que levam ao prazer solitário, dando vazões aos instintos mais perigosos da mente humana, num campo bélico até mesmos para os estudantes da mente.
Freud, falou claramente sobre os problemas que nos marcam na lente da memória e do subconciente, e nos explicou de forma técnica e efeciente que o sexo pode ser nosso aliado na vida, ou um dos maiores inimigos.
Pergunto ao nobre professor, o que será feito destes espíritos que insistem em fazer da sua vida, um exagero no campo sexual, o aumento de travestis no litoral, as jovens que fazem sexo ainda como meninas a partir de 12 anos, mulheres algumas casadas que se entregam a um prazer além de libidinoso, e dos homens que se prostituem moralmente diante de tanta facilidade num campo antes fechado e dominado por eles.
Nubor diz que estes relatos meus, são como diria Jerônimo Mendonça, Naúfragos do Desencanto, foi neste momento que achei o título desta matéria.



Sim porque todos sabem, que responderemos um dia por nossas atitudes, boas, e ruins, certas e erradas, a lei de ação e reação está vigorando, já que o planeta passa por uma transformação, e quem daqui partir pode demorar 300 anos para voltar, se voltar, já que o plano espiritual determinou a renovação da Terra como sabem os estudantes desta doutrina.
Claro que estes Naúfragos, não estão somente no sexo, mas basicamente num todo moral, já que a sociedade nunca em nenhum momento da história humana, achou tanta liberdade para tudo, no entanto vemos espíritas, e não espíritas abusando da dita com muita libertinagem.
Pergunto ao médico espírita como estes irmãos farão?
Novamente Nubor Facure, relembra Jerônimo Mendonça que afirmara que os hospitais espirituais num futuro receberão estes naúfragos, e completa o nobre professor, que tanto ele como os espíritos dizem que o centro espírita deve ser no caso de encarnados e desencarnados o "hospital" das ilusões mal sucedidas.
Facure vai além ao dizer, "eles(os espíritos que encarnados que abusam do sexo) não serão redimidos por nenhuma palavra de amor, pois a gravidade de suas sindromes só se recuperará com a dor".
Fato é amigos que somos alertados todos os dias, os excessos que vejo no carnaval e fora dele, me fazem novamente dar este alerta.


Relembro ao médico e amigo, que Chico Xavier em torno de 1947 se incomodava na sua cidade, com os problemas que envolviam a mente humana e os sofrimentos dos vivos e dos mortos com a questão sexual, e perguntou a Emmanuel porque?
Um dos mentores de Chico Xavier, Emmanuel levou em desdobramento o médium Brasileiro ao que é chamado de campo Umbralino, ou seja, onde ficam de acordo Emmanuel, parados espíritos que abusaram do sexo como forma de vida.
Chico então se encontra, no plano espiritual desdobrado, e ali vê jovens, bi sexualidade, transformações, pedófilos, amantes contumazes dos prazeres da carne, vagando, e pergunta o que será daqueles espíritos.
Ao que Emmanuel, responde: "nos próximos 10 á 15 anos vão reencarnar ali terão oportunidade de se depurar, aprender e renascer".
Chico chorou e pediu para sair do local, onde mais encontrou cenas de sofrimento de espíritos que quando na terra ficaram filiados aos excessos do sexo, muito além de Calígula.
Facure me conta que estava ao lado de Chico Xavier quando este fez o relato das cenas já de volta, e isto claro me chamou a atenção pois tenho navegado nos escritos de Chico deste período para fechar uma conclusão.
Estes espíritos se reencanaram entre 1957,58, até 1963, portanto foram pais e avós destas geração de
excessos que estão nascendo no Mundo desde 1990, isto do ponto de vista pesquisa explica o que vemos de mulheres e homens mutilando seus corpos em nome do amor e do prazer, e mais que isto ferindo seus espíritos com marcas que irão demorar anos, talvez séculos dependendo das ações para serem curadas e para que?
Nubor ainda completa que todos nós espíritas sabemos onde agem os obsessores, e claro que respondo que agem em nossas fraquezas sejam do sexo, do prazer, ou mesmo nos atos de conduta errada que ao praticar num segundo pode colocar tudo a perder, por isto o orar e vigiar, sempre, já que nossas atitudes podem sim ser influenciadas por espíritos, não só deste tipo, mas nossos pensamentos são campo aberto para o "inimigo invisível" ou seja, nossos obsessores.
Todos, diz o querido professor, "todos David, inclusive você" que estudam a doutrina deviam focar no aumento do conhecimento para ajudar os amigos encarnados, e completa só ciência e pesquisa não alimentam o coração.
Nisto me vejo de novo ouvindo a voz da Neusa do Francisco de Assis de Piracicaba, dizendo, " vamos ser a luzinha que vai ajudar estes irmãos.."


Certa vez Paschoal Nunes, grande espírita da Casa do Caminho em Piracicaba, procurado a nível Nacional pelos necessitados por resolver com ou sem uma clarividência que ele diz não ter, mas que quem conversa com ele, não acredita, já que seu grau de informação dos fatos vai além da normalidade, me disse, "precisamos estudar, e ajudar mais, precisamos de ação, estamos com muita teoria sem  estudo, e pouca ação".
Nubor Facure ao saber por mim de ações do Semente de Luz de São Vicente e da Casa do Caminho de Piracicaba me disse outro dia, este é o espiritismo do amor, da ajuda, do aprendizado, o que Chico Xavier sempre pregava, o do auxilio ao encarnado urgente, deixando os mortos para seu tempo.
O que desejo com este texto é alertar sobre nossas ações, atitudes, e pensamentos, vemos hoje no campo sexual o que Chico viu no Umbral em 1947, portanto ainda estamos parados no Túnel do Tempo evolutivo, já que muitos de nós voltarão para suas origens.
Fato é que o campo é longo, mas neste domingo, ainda pensando no papo com Nubor Orlando Facure, fui ao Semente de Luz, e pedi aos espíritos uma intuição de como fechar, e nisto me vem a bela médium, professora, e palestrante Márcia Cabreira, falar de a força do pensamento, e das atitudes.


Márcia falou aos seus ouvintes do exemplo que achou no filme que não agradou a critica, mas que deu a ela respostas, e pode dar a você, a comédia 1.000 palavras com Eddie Murphy, que mostra a saga de Jack, um ser egoísta que só pensa nele, sabendo que vai morrer quando usar erradamente as próximas 1.000 palavras.
As vezes o silêncio é necessário, mas não só da boca, e sim da mente, de nada adianta não falar de algo que nos magoa, ou nos faz mal se mantemos o dito em nossos pensamentos que tem uma força igual ou maior que a das palvras.
E como disse a palestrante basta, olhar em nosso modelo e guia, Jesus, o Cristo, para o exemplo que ele deu na parabóla do Semeador, onde explicou aos apóstolos, que as semeador eramos nós e as sementes nossas escolhas, logo se vamos deixar nossos atos e pensamentos ao vento, nas pedras, ou vamos fincar em solo fértil depende de nós, sempre orando e vigiando.


Temos que tomar cuidado com o que me lembra Nubor Facure, não podemos nos tornar a Roma dos tempos modernos, muito embora os atos que vemos dentro do campo em questão, é ve-la em peso novamente.
Tento neste texto,  achar um final mais adequado, e vejo a luzinha do comunicar apagada, e Nubor Facure, escrevendo, "pronto já tem sua matéria David".
E aqui eu finalizo dizendo aos senhores e as senhoras, cuidado com o que pensam, perdoem. Garanto que remoer o passado não vos ajudará,sou prova disto fui refém do passado durante anos, hoje vivo melhor, e mais feliz, claro com erros sou humano, não espere de um humano perfeição.

Tentar e procurar corrigir erros cometidos, pode ser nossa salvação um dia, e retomo aqui o que disse Kardec, na pergunta 919 de o Livro dos Espíritos, onde o codificador perguntou: Qual o meio prático para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do Mal? e um dos espíritos respondeu, "Um sábio da antiguidade vos disse "conhece-te a ti mesmo", bem todos sabem que o espírito que escreveu esta resposta foi Santo Agostinho.
E como ele completa a Kardec, devemos no fim de cada dia interrogar nossa consciência, para ver se não faltamos no cumprimento de algum dever, se não necessitamos de reforma, como é abordado na 919a, do mesmo livro.
E afirmo aos senhores, buscando em Kardec e na obra máxima desta doutrina o fecho da matéria, indo até a pergunta 475, onde diz o nobre Lionês ao indagar os espíritos: Pode uma pessoa, por si mesma, afastar os maus espíritos e se libertar de seu domínio? ao qual respondem os espíritos: Sempre se pode sacudir o jugo, quando se tem uma vontade firme.



Então amadas e amados, sejamos firmes, em nossas vontades, e continuemos nossa jornada na Terra aprendendo e evoluindo e não ficando de volta ao passado toda hora e querendo achar culpados para nossos erros de vida e mais que isto perdoemos, e mais que perdoar, lembremo-nos do que disse o mestre em seu mais longo discurso e na sua mais famosa prece, " não nos deixe cair em tentação e livrainos de todo mal", mas, lembrem que isto também depende de nós...




  David Chinaglia, é espírita, palestrante, escritor, e pesquisador da doutrina de acordo com a codificação de Allan Kardec, colabora e edita o nosso blog.

David Chinaglia (Facebook)
E-mail para contato: davidchinaglia@gmail.com


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

KARDEC ESTARIA SUPERADO ? POR ROOSEVELT ADOLPHATO TIAGO




Pelo impulso de se estudar menos do que deveria, alguns companheiros chegam a questionar a possibilidade de que Allan Kardec estivesse superado diante da atual modernidade. 
Entretanto, para que algo fique superado, ele deve estar finalizado, concluído, e observando a obra do Codificador, vemos claramente que ele não colocou ponto final em nada, muito pelo contrário, estruturou bases sólidas sabendo que um grande edifício seria construído sobre elas no correr dos anos.





Em “A Gênese” capítulo I – item 55 encontramos: “Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará” evidenciando além de extrema humildade uma segurança na própria obra.

Sendo assim, podemos aceitar novidades que certamente o progresso trará, mas respeitando sempre as bases, pois toda construção edificada fora da base, certamente ruirá, como tantos modismos que passaram. Jesus chamaria de “casa edificada sobre a areia” registrado em Mateus 7:24. 

Como pode estar superado o que nem sequer entendemos, senão na superficialidade? Certamente que aqueles que realmente estudam as obras da Codificação sabem que quanto mais se estuda, mas se percebe a profundidade do Espiritismo, evidenciando que para seu entendimento profundo, isso pediria muitas experiências físicas dedicadas a isso.






Aos que alegam que a Doutrina é do século passado, lembramos que as grandes filosofias do mundo são seculares ou milenares, a exemplo o Tao Te Ching, escritos chineses de 600 a.C., o Vedanta possui registros de mais de 3.000 a.C., o Bhagavad-Gita é datado de 400 a.C. sem falar que se Kardec é do outro século, Jesus é do outro milênio, conclusão, a Doutrina Espírita é uma jovem desconhecida.


da a obra da Codificação é lúcida e transparece o caráter do Codificador, que sem querer ser dono da verdade, nos deixou um volumoso e fantástico conteúdo, que os interessados em estudar não terão tempo para questionar, muito menos para reinventar preceitos trazidos por Espíritos superiores e entregues a uma mente preparada e acima de tudo moralizada.


Encontramos em “Obras Póstumas”, no capítulo Constituição do Espiritismo, item II - Dos cismas, uma nova expressão do Codificador, sempre lúcida e que acalma tanto os fiéis em Kardec quanto aos que tentam reinventar o espiritismo: “Se tenho razão, todos acabarão por pensar como eu; se estou em erro acabarei por pensar como os outros”. Aguardemos então, mas com bom senso, é claro e acima de tudo, nos comportando como irmãos diante dos que pensam diferente.


Emmanuel, na obra “Religião dos Espíritos”, afirma: “Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negue fidelidade”.


Dizer que Kardec está superado é a mesma coisa que dizer que a água não mata mais a sede – experimenta para ver!




Roosevelt Thiago, é espírita, seguidor da doutrina na codificação de Allan Kardec, é escritor, diretor de uma editora Espírita, é palestrante sendo um dos mais requisitados do País, escreveu obras que são grande sucesso de vendas, sempre dentro do que orientou Allan Kardec, um de seus livros Se faltar vento Reme, salvou vidas, alimentou espíritos, tem o site www.roosevelt.net.br, é colaborador do blog e um dos mais lidos desde que aqui chegou este ano, contatos para palestra roosevelt@solidumeditora.com.br.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

UMA RESPOSTA - POR ORSON PETER CARRARA






Em artigo publicado no jornal O Paraná, de Cascavel-PR, no dia 7 de julho de 2004, o Dr. Wilson Meiler (www.wilsonmeiler.com.br), ofereceu resposta a e-mail recebido de um de seus leitores. A pessoa que escreveu encontrava-se aflita, indecisa, apresentou sua dificuldade e perguntou o que devia fazer. A resposta transcrevemos aos leitores:




O que você não deve fazer?  Não deve mais repetir: Minha vida não é fácil. Mesmo que não seja fácil e você saiba disso, o seu subconsciente não sabe distinguir daquilo que lhe dizemos e a realidade. Assim, quanto mais você falar que tem motivos para se sentir infeliz, que sua vida não é fácil, que está assustada com a situação por causa da filha, do filho, da mãe, do marido, da esposa, enfim, tudo o que possa imaginar de ruim que se passa em sua vida, experimente adotar uma postura positiva. Quanto mais negativas forem suas palavras, mais negativas serão suas atitudes, sua energia, e as substancias que o seu cérebro fica liberando em seu corpo também. O Universo não gosta de pessoas negativas. Assim, a primeira coisa a fazer é parar de falar e pensar negativo. Isso atrai cada vez mais desgraças e infelicidade.

O que deve fazer? Atividade. Há muita gente precisando de ajuda. Ajude os outros, faça tudo o que puder para amparar as pessoas. Ocupe o seu tempo o tempo todo até cair exausta(o) para dormir. Ajude. Há muita gente em situação muito pior do que você precisando da sua ajuda no mundo. Afaste-se de pessoas pessimistas e reclamadoras. Ninguém gosta de pessoas chorosas, reclamadoras, pessimistas e acabam fugindo delas.







Lembre-se: O último depósito da noite é a primeira retirada da manhã. À noite faça depósitos bons, positivos. Chega de se auto lamentar e ficar se sentindo um(a) "coitadinho(a) de mim". Eu sei e reconheço que sua vida não deve ser fácil. Mas olhe para os lados e para trás. Veja o que o mundo faz para certas pessoas. Você tem os dois braços e as duas pernas? Você tem os dois olhos para enxergar? Que tal o que a vida fez com o Super Homem?

LEMBRE-SE: A vida é difícil porque a vida é difícil. É difícil para você, para o padeiro da esquina e para o resto do mundo. Nossos entes queridos morrem, nós ficamos sem dinheiro, alguns ficam sem trabalho, outros não têm o que comer, outros vivem a miséria e o sofrimento da guerra, perdem pais, mães, filhos. Mesmo aqueles milionários que no fim acabam se suicidando ou se transformando em drogados, para eles também a vida é difícil. É difícil para todo mundo. A única coisa que muda É A FORMA COMO ENCARAMOS OS DESAFIOS QUE A VIDA NOS APRESENTA.


 Na vida, nós fazemos escolhas. Não temos outra alternativa a não ser escolher. Podemos escolher ficar sofrendo, lamentando, ficando doentes para que os outros tenham pena de nós e assim recebamos atenção, ou ESCOLHEMOS ENFRENTAR TUDO DE CABEÇA ERGUIDA SABENDO QUE SE CAIRMOS SÓ TEMOS DUAS ALTERNATIVAS: OU FICAMOS DEITADOS CHORANDO ESPERANDO A MORTE, OU NOS LEVANTAMOS E VAMOS À LUTA. SE ESTAMOS AQUI, É POR QUE TEMOS UMA MISSÃO A CUMPRIR. Então amigo (a), levante-se e lute !!!



            Alguém tem algo mais a dizer? Com a clareza de Jesus: Sois Deuses! ainda nos damos o direito ao desânimo? É incoerente! Com a lógica da Lei do Progresso tão bem expressa em O Livro dos Espíritos, como estacionar? A lei é de evolução! Sigamos adiante, determinados e destemidos. 




 Orson Peter Carrara, é escritor, espírita, palestrante, um dos maiores divulgadores da doutrina espírita no Brasil de acordo a codificação de Allan Kardec, é colaborador deste blog.
Orson Carrara no Facebook e e-mail para contato orsonpeter92@gmail.com




domingo, 23 de fevereiro de 2014

VÁ COM DEUS - POR CHICO XAVIER






Chico veste-se humildemente. Possui apenas dois ternos, um do uso e outro da reserva. Certo médium de São Paulo, que o visitava, vendo-o tão mal vestido, exclama:


— Pensava em encontrá-lo, como o maior médium de todos os tempos, bem vestido, bem ALOJADO, vivendo uma vida folgada e o encontro assim, maltrapilho. Não está certo. Precisamos fundar a SOCIEDADE DOS MÉDIUNS. O Chico sorri e nada responde...


Lembrando-se, conosco, deste caso, pondera-nos...


— Vivo assim e sempre hei de viver, enquanto estiver aqui, vivendo a minha prova. E ainda assim me criticam, achando-me rico, com dinheiro nos bancos... Imagine se vivesse diferentemente, o que não diriam... Depois, reportando-se ao passado, conta-nos:

Tempos atrás, passou momentos críticos. Um infeliz irmão, dado ao vício de tirar coisas alheias, entrou no seu quarto, e, na sua ausência, levou-lhe o único terno, que possuía de reserva. 


Ficou aflito mas não desesperado. Seus irmãos, sabendo do acontecido, reagiram. 


Combinaram uma armadilha para pegar o viciado, certos de que ele voltaria, tanta facilidade encontrou para agir... E fizeram uma trouxa de roupas usadas e a colocaram à janela de seu quarto, bem à vista. 


Traduzindo-lhe as intenções, ofereceu-lhes o Chico para ficar de guarda. Aceitaram. E por algumas noites, vigiou. Quando menos esperava, alta hora da noite, vê alguém entrar no seu quintal, dirigir-se à sua janela, pegar na trouxa e levá-la. Deixou passar alguns minutos e, depois, deu o alarme. Levantaram-se os familiares apressadamente, inteiraram-se do ROUBO, e deram uma busca. Tudo em vão. Não encontraram o ladrão. 


— Mas, Chico, como deixou o ladrão fugir, advertiu-lhe um dos irmãos. 


— Estava cansado e dormi. Quando acordei já a trouxa não estava na janela, respondeu-lhe. 



Mas, todos, ficaram contrafeitos, achando que, diante do acontecido, não deviam ter dó do Chico; que, por castigo, deveriam deixar que ele andasse só com um terno, até que, de sujo, se apodrecesse no seu corpo.
O caso morreu. Uma tarde, vinha o Chico na sua charrete, de volta da Fazenda, quando alguém fê-lo parar e lhe implora:

— Irmão Chico, pare, desejo lhe pedir perdão.

— Perdão de quê, meu irmão.

— Fui eu quem lhe roubou as roupas... E, quando fui verificá-las, encontrei seu bilhete, que me tocou o coração, pois que me dizia: VÁ COM DEUS! E até hoje sinto que estou com Deus e Deus está comigo e não posso roubar mais. 


O Chico abraçou-o comovido, perdoou-lhe a falta e, satisfeito por vê-lo reformado, tornou a dizer-lhe: 


— VÁ COM DEUS, meu Irmão!







Da obra: Lindos Casos de Chico Xavier - Ramiro Gama









Nota Especial do editor : "Confesso que se não fosse o papo de sábado com Nubor Orlando Facure, amigo de Chico, detentor de histórias e segredos do maior médium Brasileiro, Nubor viveu 50 anos ao lado dele como amigo e seguidor, talvez não tivesse editado esta conhecida passagem do médium.

Enquanto aguardo uma matéria exclusiva de Chico(o médium deixou anotações especiais para seus diretos amigos), refleti no que Nubor disse da obra de Paschoal Nunes meu amigo, e um dos maiores dirigentes espíritas que conheci.

Poderia dizer que tinha preparado, mas não foi. Sim falo com espíritos o tempo todo neste trabalho, claro, sou médium e ao contrario de alguns eu nunca neguei, até para provar minha imperfeição,. De Mesmer á Kardec muita coisa mudou no Magnetismo, eu diria que de Kardec á Chico Xavier também.

Sem dúvida Kardec só existe no Brasil pela alavanca Chico Xavier, e não podemos jamais macular a integridade deste maravilhoso homem, por divisões com relatos sejam de Emmanuel, ou mesmo de André Luiz, Chico era puro, sincero, verdadeiro qualquer um o enganava, sobrinha, melhor amiga, filho adotivo, médium aproveitador que quer apenas dinheiro(este ainda vive), mas Chico tem que ser rotulado como ainda o maior espírita Brasileiro de todos os tempos, sem ele, sua simplicidade eu não estaria aqui.

Então quis declarar isto antes da matéria aos meus amigos, e seguidores, Neusa Maria espírita e escritora pegou em seus arquivos de pesquisa o texto escrito por Chico Xavier, e escolhi para neste domingo, dizer ao Nubor Orlando Facure, poucas pessoas em minha vida me convenceram de sua sinceridade,você e Paschoal Nunes Filho continuam fazendo a diferença dentro da Doutrina no Brasil dedico á todos, em especial a vocês dois este presente da escritora e amiga espírita Neusa Maria, em Arquivos de Chico, que começo a publicar semanalmente aqui. (David Chinaglia)