segunda-feira, 18 de março de 2013

PARÁBOLA DA GRANDE CEIA





16. Disse-lhes então Jesus: Um homem preparou uma grande ceia e convidou a muitas pessoas. — 17. A hora da ceia, mandou que um servo fosse dizer aos convidados que viessem, pois que tudo estava pronto. — 18.Todos, como de comum acordo, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la; peço-te que me dês por escusado. — 19. Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las, disse outro. Rogo-te que me dês por escusado. — 20. Casei-me, disse um terceiro, e por isso não posso ir. — 21. Voltando o servo, tudo relatou a seu Senhor. Encolerizado, disse então o pai de família ao servo: Vai já às praças e ruas da cidade e traze para aqui os pobres e estropiados, os coxos e os cegos. — 22. Disse-lhe depois o servo: Senhor, está feito o que ordenaste e ainda há lugar para outros mais. — 23. Retrucou-lhe o Senhor: Vai por essas estradas e veredas e aos que encontrares obriga a entrar, a fim de que se encha minha casa. — 24. Porque, eu vos declaro, nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia.” Lucas, Cap. XVI, vv. 16-23

INTERPRETAÇÃO

Que o Senhor bondoso ilumine a todos vós, trazendo-vos paz e harmonia interior.
Meus irmãos, minhas irmãs, aqui estamos nós, unidos e felizes, por termos a sublime oportunidade de estudar nos dias de hoje as palavras do Mestre Nazareno, que a voragem do tempo não destruiu e, até hoje, estão vivas para serem utilizadas em todas as épocas e em todos os instantes.
Como sabeis, o Senhor da parábola é o nosso Deus de bondade.
É aquele que, por amor, deseja que todos os Seus filhos participem do banquete da felicidade eterna.


Por isso, eis que Ele manda convidar a todos aqueles que julga dignos de a este festim comparecer, mas, como sói acontecer, as criaturas nunca atendem ao primeiro chamado; nunca comparecem quando Jesus chama as Suas ovelhas primeiro, através do amor, da compreensão da bondade.
E as criaturas dominadas pelo comodismo, muito dentro de si mesmo, contaram sempre com uma desculpa, tal como a do exemplo da parábola: um alegou a compra de uma quinta, outro, desejava ver os seus bois e mais outro, tinha casado.
E, assim, meus irmãos, minhas irmãs, cada um encontra o mais variado pretexto para não ir à ceia do Mestre.
E por quê? O que terá este banquete para oferecer aos seus convidados?
Como sabeis, o Pai tem sempre a alimentar os Seus, com a seiva do amor, a bebida da renúncia, o licor da caridade.
E as criaturas, sem darem valor a essas preciosas dádivas, não querendo enxerga-las, desculpam-se e não comparecem.


Eis que mais além, espíritos há que, vencidos pelas provas, carregando grandes sofrimentos morais e materiais, aguardam a palavra de amor, esperam ansiosos o dia em que poderão comparecer ao banquete divino, deixando atrás de si os seus males, as suas dores.
E por quê? Porque esses espíritos já compreendem o chamado divino, porque muito sofreram e porque, talvez, já houvessem sido chamados e não deram ouvidos e, depois, sentindo a oportunidade perdida, tiveram de ser chamados através das dores, das lágrimas, dos males físicos.



Portanto, meus amigos diletos, vede como a humanidade prefere sempre os caminhos tortuosos, mais cheios de espinhos, para alcançar os mesmos lugares que poderiam fazê-lo se se desapegassem de si mesmos, procurando dominar os seus maus pensamentos, as suas más índoles, as suas fraquezas.


  
Meus irmãos, minhas irmãs, eis que, como já dissemos, dois mil anos são passados e o Mestre, o Senhor de Todas as Coisas, continua oferecendo o Seu banquete.
Todos, sem exceção, tiveram ou terão a oportunidade, mas bem poucos, aceitam e comparecem ao primeiro chamado, tal como mariposas envaidecidas, atraídas pela luz, perdem suas asas, queimam-nas, trocando-as por inúmeras ilusões.


Meus irmãos, minhas irmãs, permiti que vos diga também que já fostes convidados para este banquete.
Não nos cabe julgar, mas, muitos de vós, também vos negastes a comparecer.
Passados os anos, tendo como companheira a compreensão e, através do estudo, procurando vencer com persistência vossos fracassos, implorastes ao Pai oportunidade de servirdes, de interpretar o mundo espiritual e o Senhor misericordioso atendeu ao vosso pedido e vos prepara outro banquete.


Se bem souberdes cumprir as vossas lições, através da renúncia, através do sacrifício, através do amor que puderdes espalhar aos vossos semelhantes, não espereis que lágrimas, tormentos, vos sejam aplicados, porque o Pai não deseja que isto aconteça, mas, por imposição de vossos próprios espíritos que assim o exigem, a justiça terá que ser feita.


Enveredai, pois, meus irmãos, minhas irmãs, pelo caminho do bem.
Não poupeis esforços; não escolhais a quem deveis primeiro acudir; deixai para o Pai o julgamento do merecimento dessa pobre alma.


Esforçai-vos por bem servir ao Senhor; esforçai-vos por alijar do vosso espírito o carma pesado que vos impede de caminhar e se assim o fizerdes, o Senhor caminhará convosco e vos alimentará com a tolerância, com a humildade, para que possais sair vitoriosos ao fim da jornada.
Que o Senhor esteja convosco!
Graças a Deus!


(Extraído do livro: As Divinas Parábolas – Autor: Samuel (Espírito), médium: Neusa Aguiló de Souza – Centro Espírita Oriental “Antonio de Pádua”, Recife, PE – 1982, p. 62-64)

 Julio Flávio Rosolen 
participa da Sociedade Espírita Casa do Caminho de Piracicaba, Estado de São Paulo é Coronel da reserva do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, espírita, e colabora com o blog ESPIRITISMO PIRACICABA                                                                       

sexta-feira, 1 de março de 2013

PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA E DO FERMENTO




“31 – Propôs-lhes uma outra parábola, dizendo: O reino dos céus se assemelha a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. – 32 – Esse grão, que é a menor de todas as sementes, quando cresce, torna-se planta maior do que todas as outras, torna-se árvore em cujos ramos os pássaros do céu vêm habitar. – 33 – Disse-lhes também esta outra parábola: O reino dos céus se assemelha ao fermento que uma mulher toma e mistura com três medidas de farinha, até que a massa fique totalmente levedada. – 34 – Jesus disse por parábola todas essas coisas à multidão; não lhe falava sem parábola – 35 – a fim de que se cumprissem essas palavras do profeta: Abrirei minha boca para falar por parábolas; revelarei coisas que estão ocultas, desde a formação do mundo.” Mateus, Cap. XIII, vv. 31-35."

INTERPRETAÇÃO

Que o sublime Rabi ilumine a todos vós, dando paz aos vossos corações.
Meus irmãos, minhas irmãs, mais uma vez aqui estamos para, juntos, recordarmos as sublimes palavras do Mestre em Sua passagem pelo orbe.
Como sabeis, a mostarda é um grão precioso, pois se transforma em alimento, matando a fome de todos que o buscam.




Jesus escolheu o grão de mostarda para mostrar que todos, sem exceção, do mais humilde, aquele que menor se considerar, pode crescer, subir e alcançar as sublimes esferas.
Veio Ele, com esta parábola, tecer um hino de louvor, de esperança, àqueles que, desprotegidos da sorte se sentirem.
Meus irmãos! É das pequeninas coisas que se fazem as grandes.
Todos nós nascemos pequeninos, formados por fluidos de luz divina e, através do nosso esforço, da nossa força de vontade, podemos, em desenvolvendo nossas virtudes, transformarmo-nos em fachos de luz, distribuindo amor e bênçãos a toda humanidade.




O grão de mostarda aí está para mostrar que se quisermos vencer, teremos de começar do nada, para que, construindo, elevando dentro de nós as forças vivas recebidas de Deus, possamos alcançar os páramos celestes.



A outra parábola, referindo-se ao fermento, também traz dentro de si, sublimes ensinamentos.
A farinha somos nós. São os nossos espíritos que triturados, amassados, transformados, estarão a caminho da salvação.
O levedo representa as bênçãos de Deus, os ensinamentos que Ele proporcionou a Seus filhos para que eles cresçam, se revelem a si mesmos, através da bondade, do amor, da tolerância e do perdão.
O levedo, meus irmãos, são as graças de Deus.


O levedo é um conjunto de tudo aquilo que recebemos e que muitas vezes não damos o merecido valor.
Quem ou bem poucos que, em sua mesa, ao comer um delicioso pedaço de pão, se lembra do levedo, daquele fermento que, aumentando, se transforma e cresce?



Assim somos nós. Há todos os instantes somos visitados pela bondade do Pai que procura nos transformar, trazendo às nossas almas o conhecimento dos nossos erros, das nossas imperfeições.
E eis que Ele se mistura aos nossos vícios, ao nosso amor próprio, instintivamente; mas, mesmo assim, Ele nos transforma, apesar das nossas imperfeições; apesar de não darmos a Ele o calor de nossas boas ações, Ele está dentro de nós, impulsionando-nos, elevando-nos, ajudando-nos a crescer sempre, para alcançarmos o beneplácito das hostes celestiais.
Eis que em dado momento, nós somos chamados para a verdadeira vida e levamos dentro de nós aquela massa, aquele conjunto de bênçãos e de erros para um repouso necessário.
Percebemos, então, o quanto de bom nos foi aquele fermento, fermento este, muitas vezes, transformado para nós em lágrimas, em sofrimentos, em dores.
Por quê? Porque o Senhor de misericórdia de tudo se serve para chegar até nós.


Ele se transforma no orvalho da prece; na mão amiga que consola; nas palavras ferinas que ouvimos; no julgamento precipitado que fazem das nossas ações.
Rápidos, porém, elevemos os nossos espíritos e alcancemos a felicidade eterna.




Meus irmãos! Abençoai sempre esses espinhos que vos vierem ferir. Não os amaldiçoeis; antes, procurai entender porque eles vos chegaram. Nada se passa em vão. Tudo será aproveitado, se assim o desejardes. E o Senhor, por muito nos amar, por desejoso de estar, que alcancemos a nossa perfeição, faz com que nos visitem esses pontos de luz, para que sirvam de experiências, de lições às nossas almas.
Muitas vezes, somente no mundo maior, como assim denominais o mundo dos espíritos, possais dar valor a essas pequenas coisas.
Vós, que estudais e procurais compreender os ensinamentos do Mestre Nazareno, deveis vos lembrar de que dependerá do vosso esforço de hoje, o dia de amanhã.


O amanhã é uma consequência do hoje, como hoje, é uma consequência de ontem.
Por isso, o Sublime Rabi, desejoso de levar aos Seus filhos palavras de estímulo, de compreensão, procurou o grão de mostarda e o fermento, para mostrar que nada se perde, tudo se transforma.
Não há desculpas para cruzardes os braços, nada fazendo, alegando que sois pequenos, que não possuis condições nem mérito para o bem espalhardes.

Todos vós sois grão, conduzindo em seu núcleo as bênçãos do Pai. Dependerão apenas de vós a germinação, o crescimento e a transformação dessas sementes.
Pelo que vistes, a mais humilde foi aquela que mais cresceu e recebeu em seus ramos os pássaros dos céus.
Que representam esses pássaros dos céus, senão as bênçãos de Deus para aqueles que, com amor, com devotamento, deram aos seus irmãos frutos e sombras, sem que nada os impedisse de fazê-lo?
Não houve tormentas da maldade, as chuvas de vingança, o lodaçal das paixões, nada que as arrastasse.
Ela firme, rendendo graças ao Pai, cresceu e frutificou.


Todos vós, tornamos a repetir, podeis assim agir.
Quando vos sentirdes dominados pela tormenta, abalados pelas paixões, esquecidos dos deveres a cumprir, lembrai-vos das palavras do Mestre Jesus e para Ele apelai; e, sentindo-vos como o grão de mostarda, começai outra vez a caminhada.
Não importam os tombos, as pedras, os espinhos do caminho.
Se tiverdes fé, se tiverdes compreensão e amor aos vossos semelhantes, tudo afastareis, porque o Senhor estará convosco, segurando-vos, amparando-vos, para que não sofrais tanto quanto mereceis.


Ele compartilha de vossas aflições, de vossos sofrimentos e, assim, unidos, de mãos dadas, alcançareis o Sol dos sóis, o Mestre dos mestres, através da força de vontade, da vossa persistência, principalmente da vossa humildade em querer subir através do amor, levar junto a vós todos os irmãos que convosco procurarem caminhar.
Que as bênçãos de Jesus vos iluminem para todo o sempre.
Graças a Deus!


(Extraído do livro: As Divinas Parábolas – Autor: Samuel (Espírito), médium: Neusa Aguiló de Souza – Centro Espírita Oriental “Antonio de Pádua”, Recife, PE – 1982, p. 58-61)

                                                                       Julio Flávio Rosolem é membro da Sociedade Espírita Casa do Caminho de Piracicaba, São Paulo, é Coronel da reserva do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, e colaborador deste BLOG, na divulgação da DOUTRINA ESPÍRITA.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

VIVER MELHOR - TEXTO DO ESPÍRITO DE ANDRÉ LUIZ







Todos queremos ser felizes, viver melhor.
Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.
Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de Deus em todos.
E quem serve só para si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspirarmos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.




Para isso, não precisa você acondicionar-se a alheios pontos de vista.
Engaje-se na fileira dos servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.
É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.
Procure a paz, garantindo a paz onde esteja.
Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.
Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.
Seja feliz, fazendo os outros felizes.






Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, o engano é seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.

Psicografia de Chico Xavier. Do livro Respostas da Vida.



O texto é uma autoria do espírito de André Luiz

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA



“Os  publicanos e os pescadores se aproximaram de Jesus para ouví-lo. – 8 – Ou qual é a mulher que tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontra-la? – 9 – E, tendo-a achado, reúne as amigas e as vizinhas dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. – 10 – Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”  Lucas, XV, vv. 8-10.

INTERPRETAÇÃO
Bendito seja o Senhor de as coisas!
Meus irmãos, minhas irmãs, é nas pequeninas coisas que mais aprendemos e é no esforço diário de dominar os nossos pequenos defeitos que conseguiremos os maiores e os mais difíceis.
A parábola de hoje, à primeira vista, parece insignificante; mas, se nós a examinarmos com cuidado, com carinho e com amor, veremos a beleza que ela encerra.


Como já foi dito, ela se dirige a uma classe deserdada da fortuna. Ela veio falar aos corações necessitados, àqueles espíritos que, por contingência de sua missão, vendo fartura em seus irmãos, terão de ter força de vontade para não serem dominados pela inveja.


Eis porque ela vem falar como um grito de paz, de compreensão a essas criaturas que vêm à Terra em trabalhos braçais, lutando pelo pão, pelo alimento dos seus entes queridos.
A mulher da parábola assim fazia.
Ela guardava moeda por moeda, com o cuidado, com o medo de perdê-las, porque elas representavam o esforço de muitos e muitos dias de trabalho.
Aqueles que ganham a vida facilmente, não sentirão essa necessidade de cuidar dos seus bens, porque não despenderam esforço em obtê-los; por isso, podem perdê-los, doá-los, esbanjá-los, que não farão falta, mas para esta pobre mulher, aquele dinheiro estava contado, tinha um fim predeterminado e ela, quando sentindo a falta de uma moeda, sentiu desmoronarem-se todos os seus sonhos idealizados.


 Procurou, então, por toda a casa, varreu, espanou, acendeu o candeeiro, para que a luz se fizesse, até encontra-la e, quando a achou, convidou as amigas para bem comemorar o fato.


Estamos analisando pelo ponto de vista material.
Analisemos, agora, pelo mais importante: o ponto de vista espiritual.
A parábola de hoje vem completar o estudo feito para a força de vontade.
Como já mencionamos, esse esforço fará parte do patrimônio espiritual.
E o que são as virtudes, senão pequenas moedas que, com esforço e trabalho, vamos amealhando, vamos desenvolvendo dentro de nós mesmos; vamos aprimorando os nossos sentimentos, para que alcancemos a evolução de nossas almas?


Refiro-me à alma, porque é ela já livre de todo acervo de erros e vícios das vidas pretéritas, que se expande e se pode fundir no todo que é Deus.
Eis porque, meus irmãos, minhas irmãs, enquanto sentirdes que alguma moeda representada pelo bem espiritual que tereis de desenvolver, estiver perdida, tereis de acender o candeeiro da fé, para que ele vos ilumine; para que esta luz clareie as vossas mentes e possais pesquisar, dentro de vós mesmos, o que vos impede de ascender a planos superiores. Enquanto não completardes todas as moedas necessárias para a evolução de vossos espíritos, tereis de procurar, tereis de dar o vosso esforço.


Esta conquista representa a busca do aprimoramento de vossas virtudes, através das boas ações, dos bons pensamentos e quando a completardes nos céus, os vossos entes queridos e amigos devotados, vos estarão esperando para o banquete fraterno.
Chamareis, então, os vossos irmãos e, de mãos dadas, entoareis um hino de louvor ao Mestre dos mestres.
Jesus, em Sua simplicidade, sentiu a necessidade de orvalhar os espíritos desiludidos com a palavra da esperança.
Precisava dizer àquelas criaturas que todos os Seus filhos estão sempre em busca de alguma coisa.


Infelizmente, almas existem que, dominadas pelo egoísmo, pela vaidade, não desenvolvem e não sabem acender, dentro de si, a chama viva do amor divino e, envolvida nas trevas, espalham maldades e rancores, atirando os seus espíritos no lamaçal dos vícios.


Para aqueles, porém, que sentem a necessidade de aprimorar, de desenvolver a força de vontade, eis que o Senhor os ajudará nesta busca, nesta procura da evolução do seu corpo espiritual.


Meus irmãos, minhas irmãs, como podeis bem analisar, em poucas palavras, o Divino Rabi levava consolo espiritual e fé a toda a humanidade sofredora. Estamos, pois, felizes de poder, neste instante, analisar estas divinas parábolas, senti-las no âmago de nosso ser e pedir ao Pai de misericórdia que nos ajude a achar a nossa dracma perdida.
Ilumina, Pai, as nossas consciências para que possamos ver em verdade e com sinceridade; para que, com a Tua luz, possamos, através do nosso esforço, através da nossa força de vontade, caminhar seguindo os Teus passos pela estrada do amor.
Graças a Deus!
Que a paz de Jesus ilumine todos os corações.

(Extraído do livro: As Divinas Parábolas – Autor: Samuel (Espírito), médium: Neusa Aguiló de Souza – Centro Espírita Oriental “Antonio de Pádua”, Recife, PE – 1982, p. 54-57)




Julio Flávio Rosolen participa da
Sociedade Espírita Casa do Caminho, em Piracicaba, é Coronel (da reserva) do                                       Corpo  de Bombeiros, Espírita e  colabora com       este BLOG.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CARNAVAL TEMPO DE ESPÍRITOS PRESOS A VÍCIOS, TOME CUIDADO!


Estimados amigos de jornada de vida, queridos do ideal espírita aqui estamos mais uma vez para falar com você.
Um Mês faz desde que escrevi neste amado BLOG, e hoje veio exatamente dentro do carnaval, porque nós espíritas e que temos o conhecimento temos que nos afastar neste dias, destas energias, lembrem bem daquele que sabe, será mais cobrado.

É um tempo complexo para explicar em poucas linhas, mas farei o possível, espero que meditem bem em suas ações nesta fase do ano.

Jamais em toda a a história do mundo terreno, se viu tanta sexualidade exposta, tantas ofertas, de desejos, de uso da carne humana, digo sexualmente falando, novelas, fotos, seios, pernas em fotos abertas, capas de sites famosos, pois a internet está mudando a moral das mulheres e dos homens.

Então o que tem o carnaval a ver com isto? tudo, é o período sobretudo no Brasil que as energias negativas, de espíritos, já desencarnados, ficam a flor da pele, o sexo, o vício as bebidas, e as drogas aumentam em nome da euforia, destes dias.

Além de alimentar desejos terríveis de vossas mentes, estão alimentando espíritos que nunca aceitaram a morte e ficaram neste plasma, nesta frequencia mesmo depois da morte física.

Não estamos aqui para criticar as escolhas de ninguém apenas avisar aos seguidores de KARDEC, aos seguidores da doutrina espírita, que como mostram na abertura desta matéria, o destino de todos nós é o umbral.

A cena que representa a vida de ANDRÉ LUIZ por lá, mais forte, foi sem dúvida, a dele deitado na lama, lama da falta de moral, lama da falta de respeito, lama da falta de limites, para o sexo, vícios, que mantemos aqui na TERRA.

André Luiz nos relata pelas mãos de Chico Xavier que só esteve lá no umbral por 11 anos, poqrue aqui na Terra, era adúltero, promiscuo, viciado em bebidas, e por isto mesmo sendo bom pai, bom médico, acabou indo parar na região complexa e escura.

Saiu pela fé, e pelas boas atitudes que teve no planeta, mas, muitos, não saem, ficam por lá, e muitas vezes visitam a terra, e ficam com as pessoas encarnadas tentando buscar os mesmos fluídos de antigamente , porque sentimos tanto desejo de sexo no carnaval, primeiro a mente, pré programada para isto pela mídia, depois pelos espíritos que aqui visitam a Terra, e deles devemos nos afastar com atitudes, ficando longe do sexo PROMISCUO, DAS BEBIDAS....longe da farra espiritual de companheiros que partiram, e insistem em viver como se encarnados estivessem.

Um dia eles serão recolhidos, salvos, ajudados, nesta transição no entanto que estamos passando o comando do BEM, TEM SIM DIFICULDADES, EM SEGURAR TODOS POR LÁ.

O regime espiritual nada mais é do a sequência da vida aqui na terra de forma mais elevada ou menos elevada, vai depender de suas escolhas.



Particularmente amigos, devemos escolher estes dias, para passeios, reflexões, preces, boas leituras, os pecados que temos já em vida, e acumulados, serão sim aliviados, se formos melhor em nossa conduta, evitando erros clássicos.

O carnaval é o período que mais somos perserguidos pelos inimigos espirituais, e por espíritos que apenas estão em Móteis, em bares, salões, e de acordo com nossos extintos nos seguem, por gentileza, entendam que DEUS, NOS DEU O LIVRE ARBITRIO, logo ele não ficará pageando ninguém naquilo que querem fazer, ou impedindo mortes, vícios, sexo, sobretudo o promiscuo, o ato em sim, de levar uma vida como se levava em locais do passado, banido pela espiritualidade superior, é escolha, e para estar próximo a DEUS, NÃO É DANDO ESMOLAS EM SEMAFORO, AJUDANDO EM CASAS ESPÍRITAS, ou qualquer outro segmento, é nas atitudes morais e de caráter de cada um.

Carnaval é período de orarmos aos irmãos que estão preso na faixa da carne, do desejo, para que eles também se aprimorem, para se dar um facho de luz ao umbral era necessário que todos nós aqui em nossas preces orássemos todos os dias, sem envolvimento afetivo para eles que lá estão, isto também nos ajudará quando por lá passarmos ou não.


DEUS LHE DEU A ESCOLHA.....


ESCOLHA SE RECOLHER, ORAR, LER O EVANGELHO EM FAMÍLIA, PROTEGER COM PRECES SUA CASA OU APARTAMENTO, OU QUALQUER OUTRO TIPO DE MORADIA, OS MOMENTOS CONFUSOS, VÃO EMBORA, E A ESPIRITUALIDADE AJUDARÁ VOCE A SEGUIR  SUA VIDA SEM SER AFETADO, MAS LEMBRE, ESCOLHA PELO BEM, NÃO PELO DESEJO, E PELAS FRAQUEZAS DA CARNE.



BOM CARNAVAL....ORA DE ORARMOS E MEDITARMOS NAS REGRAS BÁSICAS DE DEUS, QUE SÃO APENAS, EVOLUAM, GANHEM MORAL, CARÁTER, E VOLTEM PARA CASA....


ESCOLHA .....SUA....E DEIXA O CARNAVAL DOS ESPÍRITOS PERDIDOS COM ELES QUE FIZERAM JÁ A SUA...





David Guilherme, 55, espírita, médium, pesquisador, e seguidor
da doutrina espírita, é palestrante e colabora com o blog.
Espiritismo Piracicaba (Facebook)
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davidchinaglia@gmail.com

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

PARÁBOLA DO MAU RICO E LÁZARO






“19 - Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e se banqueteava magnificamente todos os dias.- 20 - Havia também um pobre mendigo chamado Lázaro, que jazia coberto de úlceras à porta do rico, - 21 - e que bem quisera saciar-se com as migalhas que caíam da mesa deste, mas ninguém lhas dava; e os cães vinham lamber-lhe as chagas. – 22 - Ora, aconteceu que o mendigo morreu e foi transportado pelos anjos ao seio de Abraão. O rico morreu também e teve o inferno por sepultura. – 23 - Quando este, dentro dos seus tormentos, levantou os olhos e ao longe viu Lázaro no seio de Abraão, - 24 - disse em gritos estas palavras: Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro para que, molhando n’água a ponta do dedo, me refresque a língua, pois sofro tormentos nestas chamas. – 25 -Abraão, porém, lhe respondeu: Filho, lembra-te de que recebeste bens em tua vida e de que Lázaro só teve males; por isso ele agora é consolado e tu és atormentado. – 26 - Demais, grande abismo existe entre nós e vós, de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem, como também não se pode passar de lá para cá. – 27 - Replicou o rico: Pai Abraão, eu te suplico, então, que o mandes à casa de meu pai, onde tenho cinco irmãos, para lhes dar testemunho destas coisas, a fim de que eles não venham a cair neste lugar de tormentos. – 28 - Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem. – 30 - Não, Pai Abraão, insistiu o rico, se algum dos mortos lhes for falar, eles farão penitência. – 31 – Abraão respondeu: Se não escutam nem a Moisés nem aos profetas, não acreditariam do mesmo modo, ainda que algum dos mortos ressuscitasse.” (Lucas, 16:13-31)

INTERPRETAÇÃO
Graças e mais graças devemos dar ao Senhor pela oportunidade a nós concedida de podermos estudar e interpretar as sublimes palavras do meigo Nazareno.
Que possuamos a sublime ventura de poder atingir todos os pontos por Ele exemplificados nesses maravilhosos exemplos com que brindou a humanidade por todos os séculos e séculos!
Hoje, estudaremos a parábola do rico e do pobre.


Eis que na vida terrena todos nós teremos que passar por todas essas fases. Numas teremos poder, riquezas, bens; noutras vidas, teremos humildes formas através das quais iremos exemplificar a tolerância e a força de vontade para, vencendo as privações, vencermos a nós mesmos.
Como acabamos de analisar, esses dois irmãos estavam situados em dois planos completamente diferentes. Um, bem aquinhoado, gozando privilégios materiais, conforto, mesa farta, mas sem o burilamento do seu espírito; o outro, desprezado, coberto de chagas, mas tolerante, paciente, conquistando palmo a palmo a ressurreição de sua alma. E, assim, cada um em seu devido caso, completa a sua missão terrena. Passados ao plano espiritual, cada um recebeu de acordo com as suas obras. O que partiu com as mãos vazias, com o coração dominado ainda pelo orgulho, pela intolerância, continuou recebendo aquilo que distribuíra.


Meus irmãos, minhas irmãs, o inferno é o conjunto de vibrações emitidas durante a nossa vida corpórea.
O outro lado nada mais é do que uma continuação, por isso, aquele que nada fez e espera ao morrer, receber como prêmio nos céus, uma plêiade de espíritos superiores para o receber, terá uma grande decepção. O semelhante atrai o semelhante.
O mesmo mundo que os seus pensamentos e ações construíram, continuará a cercá-lo no plano espiritual, ao passo que, aquele que tudo deu de si, que a Deus amou sobre todas as coisas, que soube bem aproveitar os seus momentos, cultivando amizades, destruindo os carmas pesados que o envolvem, que o prendem à matéria, terá um leve despertar.


Forças amigas o ajudarão para com ele regozijarem pelo bom aproveitamento dos seus dias terrenos.
Isto aconteceu com os nossos amigos e quando aquele que nada construíra, pode comparar o seu grau de evolução com o daquele que desprezara, que abandonara, sentiu dentro de si a chama vivificadora do remorso e, então, apelou para aquele que, às portas de sua mansão, suplicando uma côdea de pão, fizera jus ao sublime despertar.


Ele então implorou para que o tirassem dali; desejou também estar livre daquele sofrimento que o banhava; mas, como poderia isto alcançar, se nada fizera para receber?
Não se pode alterar as leis divinas.
Todos terão as mesmas oportunidades.
Os que as aproveitaram, serão premiados; os que as perderam, terão que aguardar outra oportunidade, daí se justificar que não poderia haver passagem de um lado para outro. Ele teria que aguardar que a misericórdia de Deus se fizesse sobre o seu espírito.


Meus irmãos, minhas irmãs, os sábios ensinamentos do Mestre continuam sendo aplicados por toda a humanidade. Nada podemos alterar, mas, sentindo ele a visita do arrependimento, do remorso, lembrou-se dos seus entes queridos que teriam de passar pelo mesmo tormento por que estava passando e pediu que as forças do bem fossem até eles para que, tocando-os, iluminassem-nos e os despertassem para a verdadeira vida.
E retrucou Abraão: Que poderia lhes dizer, se eles tinham Moisés e os profetas?
Todos nós temos os nossos guias. Dentro de nós temos essa proteção maravilhosa do Pai que nos protege, que nos mostra o bem e nos adverte toda vez que queremos enveredar pelo caminho da maldade, dos vícios e dos erros.
Se eles não podiam ouvir os seus guias, aqueles entes que recebem a missão de encaminhá-los, orientá-los, como poderiam ouvir a voz superior? Não poderiam, jamais.


Eis porque, meus irmãos, minhas irmãs, tendes dentro de vós um templo do amor de Deus e podeis iluminá-lo através da oração, da renúncia, do desprendimento dos vossos erros, para que possais alcançar as paragens superiores e aqueles irmãozinhos teriam de desenvolver, no âmago do seu ser, a vontade de dominar-se a si próprios.
Ninguém consegue a luz somente implorando ao Pai, se nada fizer para conquistá-la.
Eis porque, neste maravilhoso exemplo, o Senhor nos ensina também que devemos cultivar as nossas boas ações, os nossos bons pensamentos, para que possamos ser bem assistidos, bem orientados e possamos serví-LO.
Ele está próximo de nós, amparando-nos toda a vez que tombamos em meio à jornada.
Ele transforma as nossas lágrimas, quando vertidas sem queixume e sem rancores, em gotas de luz.
Mas, meus irmãos, minhas irmãs, não penseis que apenas a pobreza nos possa servir de ponte para a vida eterna.

A riqueza também pode levar-nos a conquistar a elevação de nossas almas, desde que tenhamos amor, desde que saibamos distribuir, desde que cultivemos a caridade, a bendita caridade que estende a mão sem olhar a quem.
Meus irmãos, minhas irmãs, meditemos sobre esta parábola.
Quantos ensinamentos!
Que beleza esses exemplos por termos, dentro de nós, a oportunidade de com o Pai estarmos; de, libertando a nossa alma um dia, felizes, poderemos distribuir todas as bênçãos que o Pai de bondade nos dá e, meus irmãos, minhas irmãs, se como o homem rico da parábola, tiverdes os vossos entes queridos, esforçai-vos por viver em harmonia, cultivando e exemplificando os ensinamentos do Mestre.




Se os irmãos do homem rico da parábola cultivassem os seus pontos positivos, poderiam ter sido amparados.
Eis porque nós frisamos que as primeiras lições, os primeiros exemplos a serem dados, devemos fazê-lo no aconchego do lar.


Procuremos tolerar, perdoando as faltas daqueles que, pelos laços de sangue terreno, mais perto de nós estão.
Procuremos aprender a amar, para sermos também amados e perdoados. Quando isto acontecer, aptos estaremos para distribuir em campos mais vastos as sementes do amor fraterno, este amor que faz que não tenhamos fronteiras; que faz com que nos transformemos em arautos do Pai espalhando por todo o universo as boas novas, as palavras do Cristo de Deus.




Eis que Ele voltará através dos Seus ensinamentos para, na Terra, conviver.
Toda a vez que nos reunimos com a vontade de nos aprimorarmos, Ele conosco estará; banhará as nossas mentes de luz, para que possamos vencer a nós mesmos, através do nosso esforço, através da nossa força de vontade.
Meus irmãos, minhas irmãs, meditemos sobre estas parábolas.
O que importa é o que podemos lucrar desses ensinamentos que podeis aplicar a vossas vidas.
Que possais aprimorar o vosso eu, burilando os vossos espíritos. O Senhor usou exemplos simples, cotidianos, mas de grande poder de penetração.



Peçamos ao Sublime Rabi que nos cubra de luz nesse momento; que interceda em nosso coração para que possamos amar sem restrições ao nosso próximo; que possamos, com as nossas mãos, espalhar o bem; que possamos, com os nossos pensamentos, pedir, suplicar, por aqueles que sofrem, pelos desesperados, pelos desiludidos.
Que a paz do Teu amor se espalhe por todo o universo.
Graças a Deus!
(Extraído do livro: As Divinas Parábolas – Autor: Samuel (Espírito), médium: Neusa Aguiló de Souza – Centro Espírita Oriental “Antonio de Pádua”, Recife, PE – 1982, p. 46-49)


                                                                       JULIO ROSOLEM, É DIRETOR DA SOCIEDADE ESPÍRITA CASA DO CAMINHO DE PIRACICABA, CORONEL DA RESERVA DO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO, ESPÍRITA, E COLABORADOR DESTE BLOG