sexta-feira, 18 de maio de 2012

PODEMOS "PECAR" POR PENSAMENTOS? ( cometer até adultério como Jesus falou? Como?)


Nós vamos dialogar um pouco sobre a passagem de Jesus, em que ele comenta uma recomendação da Lei da Moisés e ele diz o seguinte: ouvistes o que foi dito aos antigos, não cometeis adultério, eu porem vos digo que se olhares para uma mulher com mau pensamento para com ela já cometestes adultério com ela em seu coração”. 

Ou seja, Jesus amplia a moral que foi estabelecida por Moisés, pois não basta não concretizar o ato de adultério é importante não pensar nele, pois se assim o fizermos já estaremos cometendo o mal. 

Note-se ainda que Jesus não restringiu esta questão do pensamento somente aos casos de adultério, na verdade ele estende a todo mau pensamento, contrário à Lei Divina, que é Lei de Amor, e toda atitude que vai contra essa Lei de Amor, é um ato que adultera essa lei. Nesse sentido quando temos qualquer tipo de mau pensamento, contra o nosso próximo estamos adulterando a Lei Divina de Amor.

Assim sendo não basta frear as atitudes menos dignas se no pensamento damos livre curso a elas, se isso ocorre estamos sendo hipócritas, e quantos de nós não fazemos isso? 

Vemos assim como as Três Revelações, se completam, complementam as anteriores. Pois Moisés imprimiu o princípio moral, proibindo o adultério, Jesus o estende proibindo mesmo em pensamento, mas o mestre não explicou de que forma esse ato poderia se concretizar no pensamento, pois como ele mesmo disse, nós naquela época não estávamos preparados para conhecer mais profundamente suas palavras, por isso ele nos prometeu um Consolador que viria mais tarde explicar o que Jesus quis dizer e de que forma se dava.

E o Espiritismo como Consolador prometido por Jesus, depois que as ciências já haviam surgido e que a nossa inteligência já estava mais bem preparada para compreender, vem nos esclarecer sobre a força do pensamento.

Se formos analisar todas as nossas criações e mesmo todas as nossas ações são fruto do nosso pensamento, pois antes de executamos algo primeiro imaginamos como iremos fazer, de que forma, etc. Kardec no livro a Gênese, nos fala dos fluidos que são o veículo do pensamento, assim como o ar é o veículo do som, ou seja são os fluidos que permitem que os pensamentos se propaguem, assim como o ar leva o som para várias direções.

É com a manipulação dos fluidos que os espíritos, criam inclusive suas vestimentas, seus objetos, suas construções, etc. Cabe ressaltar que os espíritos não manipulam os fluidos como um cientista manipula elementos químicos no laboratório, eles os manipulam através do pensamento, pois basta pensar com intensidade num determinado objeto que ele se torna real para ele, ou pode inclusive materializá-lo para que nós encarnados possamos vê-lo. É pela manipulação dos fluidos também que vemos os processos de materialização em geral. 

André Luiz trata de um caso de materialização de uma garganta ectoplasmática, para fenômenos de voz direta, em que ele auxiliado por outros espíritos, pensando insistentemente em uma garganta essa se materializou possibilitando que um espírito falasse por ela e fosse ouvido por todos os encarnados presentes na reunião.

No mesmo livro a Gênese Kardec fala ainda da fotografia do pensamento, mas não fotografia propriamente dita, mas no sentido de que quando pensamos algo, aquilo em que pensamos fica gravado na aura e aí se fotografa.

Assim por exemplo, se alguém pensa em cometer um crime, e arquiteta todos o passos, todos os atos e momentos, planejando cada movimento, aquele crime, fica plasmado ou fotografado em nossa aura, com todos os detalhes imaginados, ou seja, ela já executou o ato em pensamento, pode ser que o fato até não ocorra, ou porque a pessoa mudou de opinião, ou circunstância diversas não permitiram que ele se concretizasse, mas de toda forma ele ficou registrado na nossa aura e qualquer espírito que passasse por nós veria e ato ali plasmado.

É isso já gera uma grande responsabilidade para nós, pois através do nosso pensamento e da irradiação da nossa aura nós nos influenciamos mutuamente, e fazemos sintonia com aqueles que pensam como nós, permitindo que eles também atuem sobre nós. 

Isso é um fato comprovado basta ver quando assistimos a um filme, ou a uma cena marcante como aquele fato, impregna por assim dizer a nossa mente, e quando vamos dormir, este custa a se apagar e quase sempre sonhamos com aquilo que nos impressionou. 

André Luiz no seu livro Mecanismos da Mediunidade, relata um caso inclusive de adultério, que nos ajuda a perceber essa influenciação. 

Neste caso o marido que estava tendo um caso extraconjugal, começou a pensar naquela com quem estava se encontrando. A partir desse momento a imagem daquela mulher começa a se projetar na sua frente sem que ele veja com os olhos corporais, mas os amigos espirituais e no caso André Luiz percebiam claramente a imagem, isso porque provavelmente a mulher também estava pensando nele, e fez-se assim a sintonia entre os dois, mas essa influenciação começa também a atingir sua esposa, que começa a suspeitar e a reclamar de suas saídas, isso porque marido e mulher também tem uma ligação forte. E quando ele sai, a imagem da outra mulher continua no ambiente a atormentar a mente da esposa, sem que essa a perceba, mas mesmo assim sentindo a sua influência. 

Percebemos através desse exemplo a questão fundamental da sintonia que está presente nas questões do pensamento e que estão na base de todos os fenômenos obsessivos e mediúnicos. 

Pois para que sejamos influenciados pelos espíritos e mesmos por outras pessoas o processo se dá através do pensamento. 

Para tratar rapidamente do problema da obsessão, primeiro gostaríamos de ressaltar que ela pode ocorrer em quatro níveis, de encarnado para encarnado como no caso citado, de desencarnado para encarnado que são mais comuns, de encarnado para desencarnado, como num outro caso de André Luiz em que o plano espiritual afasta um espírito que estava obsidiando uma mulher e está sentindo sua falta passa a atraí-lo através do seu pensamento e de desencarnado para desencarnado, como nos casos de escravidão que ocorrem em zonas inferiores do plano espiritual, também relatados em vários livros. 

O processo da obsessão se dá através da sintonia, ou seja, emitimos um determinado pensamento, e se insistirmos naquela idéia ela ficará plasmada na nossa aura, os espíritos se sentem atraídos pela onda mental, ou vêem a imagem plasmada, e passam também a alimentá-la, pois concordam com ela, pensam da mesma forma, e aí eles passam a nos influenciar.

Essa influência pode ser também positiva se os espíritos que atrairmos forem bons, e daí a importância de emitirmos sempre bons pensamentos para fazermos boas sintonias.

Quando Kardec no Livro dos Espíritos perguntou se os espíritos podem influenciar em nossos atos e pensamentos, obteve a seguinte resposta: Influem em vossos pensamentos mais do que se imaginais, são eles algumas vezes que nos dirigem.

Pode parecer até mesmo injusto isso, mas não é, na verdade nós temos o nosso livre arbítrio para escolher o que queremos e decidir, cabe a nós atuar sempre no sentido do bem.

Assim se uma pessoa é um assassino, ela terá em volta de si vários espíritos com o mesmo pensamento, mas também terá aqueles que tentam colocá-la no bom caminho, como disse o apóstolo Paulo, “nós estamos cercados por uma nuvem de testemunhas. 

É como nos desenhos animados... Isso não quer dizer que os espíritas devem o tempo todo estar consultando seus mentores e guia para as menores atitudes da vida cotidiana, isso é até mesmo perigoso, pois não é porque os nossos irmãos desencarnados têm uma visão um pouco mais ampla do que nós que eles sabem tudo, muitos sabem até menos que nós, pois não se vira santo e sábio só porque perdeu o corpo físico, tudo é conquista individual. 

Nesse sentido há uma pequena história do livro Atravessando a rua do Richard Simonetti, em que ele relata o caso de um espírita vidente, que acostumou a ver sempre um espírito simpático ao seu lado, e começou sempre a interrogá-lo sobre coisas cotidianas, acostumou-se sempre a pedir a opinião do companheiro, até que um dia esse companheiro comprou um carro, e tinha sempre por passageiro esse espírito, e continuou recorrendo a ele nas questões do trânsito, por exemplo, quando o sinal estava amarelando, o motorista olhava para o lado e o espírito respondia: vai que dá! E lá ia ele atravessando o cruzamento, até que um dia ele ia atravessar uma baixada com uma ponte onde só podia passar um automóvel de cada vez, ele percebeu que vinha um caminhão no sentido oposto, e companheiro olhou para o lado e o espírito como sempre respondeu: vai que dá! O motorista então confiante acelerou seu carro, mas quando entrou na ponte percebeu que o caminhão também havia entrado, mas já não era possível parar, então olhou para o lado aflito e o espírito desconsolado simplesmente respondeu: é parece que não vai dar! .... 

Então nas nossas atividades do cotidiano não devemos nos preocupar com a opinião dos espíritos, devemos viver a nossa vida, procurando pautá-la sempre na prática do bem, vivendo segundo a Lei de Amor.

Sempre lembrando que na maioria das vezes nós é que atraímos as companhias espirituais de acordo com os nossos pensamentos, parodiando o ditado popular poderíamos dizer: “Dize o que pensas e eu direi com quem andas”... 

Temos que aprender a pensar por nós mesmos, pois freqüentemente, pensamos mil coisas ao mesmo tempo e como mil idéias vêm à nossa cabeça, umas nossas, outras de outras pessoas, temos que aprender a disciplinar os nossos pensamentos. 

Nós estamos cercados por ondas que passam por nós o tempo todo. Ondas de rádio, de televisão, etc., e os pensamentos também são ondas, mas nós não percebemos as ondas de TV porque não estamos na mesma sintonia, então elas passam por nós e vão atingir os aparelhos de TV que estão aptos para recebê-las. Assim se estamos acompanhados de maus espíritos, é porque nós estamos na mesma faixa que eles, se elevarmos o teor dos nossos pensamentos eles não poderão mais nos atingir. 

Tem um outro ditado que diz o seguinte nós não podemos impedir que os pássaros voem e cruzem os céus, mas nós podemos impedir que eles façam ninhos sobre nossas cabeças. 

Assim também com os pensamentos, nós não podemos impedir que os maus pensamentos cruzem os céus em todas as direções, mas nós podemos evitar que eles se alojem na nossa mente, buscando uma outra sintonia. 

Na mediunidade também o pensamento exerce uma influência muito grande, pois se não houver sintonia entre o espírito comunicante e o médium a mensagem não pode ser transmitida, da mesma forma é necessária que haja comunhão de pensamento daqueles que estão em um grupo, pois a descrença e mesmo outras preocupações que não estejam relacionadas com a reunião interferem e atrapalham. 

Bem Kardec tratou da fotografia do pensamento, mas no sentido que ele fica registrado na nossa aura, porém como a doutrina é progressiva devido ao seu caráter científico, alguns dos continuadores de Kardec, Ernesto Bozzano, cientista e filósofo italiano, começou a estudar fenômenos relacionados ao pensamento que estão registrados no livro “PENSAMENTO E VONTADE”. Nesse livro ele mostra claramente como o pensamento pode inclusive ser fotografado, inclusive por uma câmara fotográfica comum, e nesse sentido foram realizadas várias experiências utilizando todos os rigores da ciência para evitar que pudesse haver algumas fraudes, e ainda procurando sempre repetir as experiências, foi desta forma que ficou constado a materialização do pensamento a ponto de sair na chapa fotográfica.

Também foi estudado por Bozzano os fenômenos de ideoplastia, ou seja, quando uma idéia toma forma, onde é muito mais o pensamento dos espíritos que atuam, ao ponto de eles produzirem membros do corpo como mãos braços, etc, que ficam registrados na parafina quente, e depois tomar forma, o que só pode ser feito pelos espíritos, primeiro porque qualquer pessoa queimaria a mão e segundo porque quando fosse ser retirada a mão a parafina se quebraria. 

O pensamento pode também gerar doenças, como já foi constatado pela medicina muitos tipos de câncer são desenvolvidos devido a estados de mágoas e ressentimentos guardados por muitos anos. 

Isso também se dá quando alimentamos a idéia de doença, essa idéia se plasma nos nossos corpos espirituais e passa para o corpo físico. 

Através dos nossos pensamentos nós construímos a nossa vida e o nosso destino a cada dia, pois podemos escolher a cada manhã sermos felizes ou infelizes, e a partir daí a sintonia fará o resto. 

Daí a importância de cultivarmos sempre bons pensamentos, pensamentos de otimismo, buscar o lado belo e bom da vida, para que a nossa vida também seja assim, pois a maioria de nós, ainda é muito pessimista. Não é verdade?

Só para finalizar essa rápida revista sobre o pensamento, gostaríamos de relatar que já foram feitas pesquisas que tentaram verificar a real existência do mal olhado.

Cientistas ingleses pegaram ratos selvagens e outros de laboratório e os colocaram em gaiolas diferentes mas próximos uns dos outros, os selvagens passavam a maior parte do tempo enviando olhares agressivos para os outros, passado algum tempo os ratos brancos morreram e quando foi feita a autópsia foi constatado que eles haviam morrido devida a uma violenta pressão nervosa.

Um outro fato interessante é que se o plano espiritual não fizesse constantemente uma limpeza de ambiente não seria possível nem mesmo entrar aqui. 

O mesmo aconteceria com a atmosfera do planeta se de tempos em tempos não der aquelas tempestades nós morreríamos asfixiados, todos nós notamos que o ar parece que fica mais leve quando chove. 

Agora a maior conseqüência do conhecimento da força do pensamento é no sentido moral, pois temos que tomar cuidado com os pensamentos que emitimos para os nossos semelhantes, pois podemos estar agindo de forma negativa sobre eles. 

Além disso, vale lembrar que a lei de ação e reação vale também para os pensamentos, assim se queremos receber bons pensamentos de volta, deveremos enviá-los também. 

Vocês já perceberam que quando censuramos alguém através da maledicência, quase sempre mais cedo ou mais tarde nós acabamos cometendo o mesmo erro? Se não for numa ocasião próxima será depois... 

Quando pensamos com ódio em alguma pessoa é como se estivéssemos enviando dardo ou um projétil na direção daquela pessoa buscando atingi-la. 

Desta forma percebemos que os pensamentos vão sempre acompanhados dos sentimentos que os geraram. 

Os fluidos que são, como já falamos os responsáveis pela transmissão do pensamento, assim como o ar transmite o som, eles não possuem em si mesmos qualidade nem boas nem más, mas com atuação do sentimento ele pode adquirir cor, forma e até mesmo cheiro.

Por exemplo, uma pessoa avara, mesquinha, egoísta ou mesmo invejosa, EMITIRÁ PENSAMENTO sob a forma de garras, por exemplo, nas pessoas envolvidas em amor seus pensamentos terão cores suaves e formas de pétalas, por exemplo.

E de onde é que vêm os sentimentos? Do coração por isso é que Jesus afirmou que quando olhamos para uma mulher com mau desejo já cometemos adultério em nosso coração. 

E o próprio Jesus afirmou que é do coração que partem todas as más atitudes, ou seja, do nosso íntimo, daí a importância de praticamos aquilo que a doutrina espírita prega o tempo todo, a nossa reformulação interior.

Nesse sentido aquele comete adultério, porque mentalmente já concebia a aventura, já vinha alimentando a idéia. 

Depois do que foi falado quem achar que Jesus exagerou, basta ver como certos homens praticamente desnudam as mulheres quando olham para elas, e perguntar se gostariam que o mesmo ocorresse com uma mãe ou irmã suas. 

A reforma íntima não deve ocorrer somente a nível de atitudes é necessário modificar os nossos sentimentos e pensamentos. Devemos aprender a disciplinar as nossas emoções, controlando os desejos de um modo geral, pois como afirma o budismo o mau desejo é a causa de todos os males. 

Quando olhamos para uma mulher especificamente e a desejamos, estamos colocando em evidência o nosso egoísmo, e o nosso orgulho que são as duas maiores mazelas da humanidade. 

Procuremos assim mudar a nossa forma de pensar e de agir, mudando primeiramente os nossos sentimentos. 

Jesus o tempo todo pregou a reformulação interior, ou como nos disse o apóstolo Paulo de Tarso, a transformação do homem velho para o homem novo, renovado de pensamentos e sentimentos.

Quando Jesus proclamou a bem-aventurança dos puros de coração, estava se referindo à reforma, da mesma forma quando nos fala da veste nupcial ele está se referindo aos nossos corpos espirituais, que ficam mais resplandecentes à medida que vamos nos reformando e aprendendo a cultivar somente bons pensamentos e sentimentos. 

E quando o mestre nos fala para arrancar o olho ou cortar a mão se forem motivo de escândalo, ele nos mostra que muitas vezes a reforma exige renúncia, sacrifício e mesmo dor, mas que devemos destruir em nós mesmo com grande dor e sacrifício, tudo que possa nos levar ao erro, pois deixar de lado algo que nos causa prazer como a vingança, por exemplo, gera dor, perdoar alguém que nos ofendeu, gera dor, abafar o egoísmo o orgulho em nós gera dor moral. 

A reforma íntima é um processo muitas vezes lento, não vamos conseguir de uma hora para outra mudar todos os nossos pensamentos, mas é necessário começar já, não podemos mais adiar.

 Ë necessário então que nós vigiemos sempre os nossos pensamentos como recomendou Jesus, e quando algum mau pensamento nos aflorar na mente busquemos o socorro da prece.

E assim gradativamente, ainda que andando milímetro vamos subindo rumo à evolução que é a meta de todos nós, lembrando que Emmanuel diz que sempre há virtude quando há recusa voluntária de praticar o mal, nesse sentido cada um de nós como individualidade que somos, estamos num determinado grau evolutivo. 

Kardec nos esclarece que aquelas pessoas que nem mesmo pensam no mal já realizaram grande progresso; naqueles em que os maus pensamentos surgem e procuram repeli-los com energia, o progresso está em vias de se concretizar, e naquele que se compraz nos maus pensamentos, o trabalho ainda está todo por fazer. Em qual estágio nós estamos?

Que possamos refletir sobre essa força poderosa do pensamento e direcionar a nossa vontade que também é outra poderosa força no sentido de educar o nosso pensamento. 

E que ao final cada dia possamos nos perguntar: Que tipo de pensamento tive hoje? Em que tipo de imagens ou visões a minha mente se compraz? Como tenho dirigido meus pensamentos aos meus semelhantes, bons ou ruins? Enfim qual o meu ideal, evoluir ou ficar estacionado? 

Que Jesus nos abençoe. 

José Arnaldo Fernandes Filho
Fraternidade Espírita Nosso Lar

História do Espiritismo


Historia do Espiritismo para conhecimento dos amigos Espiritas e da Sociedade Espirita Casa Do Caminho.

JONATHAN KOONS E A SUA MULHER ABIGAIL  
(FOTO DE 1843) 
O GRANDE MÉDIUM AMERICANO ESQUECIDO 
O PIONEIRO DA DOUTRINA ESPÍRITA 

Trechos da obra: 

Jonathan Koons era proprietário de uma modesta mas próspera granja, situada num distrito montanhoso (Monte Nebo) do Condado de Athens, no Ohio, a 72 milhas de Columbus, a capital do Estado. Era pai de oito filhos e, até o começo do ano de 1852, a sua tranqüila existência decorrera absorvido inteiramente pelos seus deveres de pai e pelos cuidados da sua granja. No ponto de vista de religião, a sua mentalidade, essencialmente submetida à razão, se tinha revoltado cedo contra a imposição, pela fé de certos dogmas ultrapassados e absurdos e, oscilando de uma revolta à outra, caíra finalmente em um ateísmo absoluto. 

Monte Nebo 

Entrementes, as famosas manifestações mediúnicas de Hydesville se tinham produzido graças à mediunidade das irmãs Fox e várias famílias dos arredores haviam organizado “círculos de experimentação” com o fim de obter manifestações análogas. 

Uma família amiga de Koons havia tentado, por sua vez, a empresa, com bons resultados, e, certa noite, Koons deixou-se arrastar a uma dessas sessões. As manifestações às quais assistiu não foram de grande importância, mas ele voltou a casa com a convicção de que as batidas (raps), de natureza inteligente, que ouvira não eram obra da ingênua mocinha que desempenhava a função de médium. 

Convidado para ir a outros “círculos”, ficou surpreso ao ouvir repetir por todas as personalidades mediúnicas que ele, Koons, possuía faculdades mediúnicas. A experiência teve um êxito de modo a autorizar toda a esperança, e mais do que isso, de acordo com as declarações das entidades comunicantes, verificou-se que um dos filhos de Koons, chamado Nahum, de 18 anos de idade, caía em transe, escrevia automaticamente e falava por inspiração. 

Jonathan Koons e o seu filho Nahum em 1843 

Eis em que termos se exprimiu o próprio Jonathan Koons a respeito das suas primeiras experiências: 

“Obtivemos as manifestações mais notáveis e de maior força que se produziram em todo o distrito, apesar do que, no que me dizia respeito, não chegava a convencer-me de que essas manifestações eram obras de “espíritos desencarnados”, continuando a atribuí-las à “eletricidade” e à “biologia”. Não podia adaptar-me à idéia da sobrevivência da alma. Reconhecia que certas manifestações eram maravilhosas, admitia não poder explicá-las, concordava em que entre elas havia algumas muito belas e elevadas, mas permanecia, assim mesmo, atormentado pelas dúvidas e seguia céptico, ao passo que a minha família e os meus amigos se pasmavam, ao contrário, de admiração, diante das comunicações angélicas que havíamos obtido. 

Certo dia, finalmente, por meio da mediunidade de meu filho, as personalidades mediúnicas me disseram para construir, no jardim, um quarto de madeira, destinado exclusivamente às experiências, assim como uma mesa especial, tudo conforme planos e desenhos que me forneceriam. Depois disso eu poderia obter todas as provas que desejava, de modo a convencer centenas de pessoas, cépticas como eu, a respeito da existência e da sobrevivência da alma. 

Decidido a ir ao fundo do mistério, pus-me à obra e construí, no jardim, uma sólida cabana de madeira, assim como a mesa, seguindo escrupulosamente os planos fornecidos. Depois disso, sempre conforme as instruções recebidas, coloquei papel e lápis sobre a mesa; fechei à chave o quarto, cuja porta selei, depois do que me pus em guarda diante dela. Decorrido o tempo fixado, abri-a e entrei, quando então achei as folhas de papel cheias de uma longa mensagem a mim dirigida e que continha ensinos, conselhos, promessas encorajadoras, censuras amáveis ao meu cepticismo e ainda provas íntimas e eloqüentes que demonstravam que essa mensagem provinha de uma inteligência espiritual sábia e elevada. 

Prossegui, durante várias semanas, nessas experiências, reunindo um número considerável de comunicações obtidas no silêncio e o mistério de meu “quarto espírita”, sem a menor possibilidade de qualquer intervenção humana. Não é, pois, de surpreender que o meu inveterado cepticismo desaparecesse pouco a pouco e que as minhas perplexidades houvessem acabado por se transformar na certeza inabalável de que me achava nas mãos de uma falange de entidades espirituais sábias, poderosas e elevadas. Certo dia, os “invisíveis” ditaram uma lista de instrumentos de música e outros artigos que eu deveria procurar para colocar no quarto, de acordo com as instruções que me seriam dadas...” 

Violino utilizado durante as suas sessões espíritas 

É preciso acrescentar que o fenômeno da “escrita direta”, do qual se pôde ler a descrição, tornou-se, em seguida, o mais habitual nesse círculo de experimentadores e que a maior parte do tempo, quando ele se produzia, todas as pessoas podiam observar a mão espiritual, fosforescente, que grafava a mensagem com prodigiosa rapidez. 

Antes de prosseguir na exposição das outras manifestações obtidas no “círculo” de Koons, preciso dizer uma palavra sobre a natureza das personalidades mediúnicas graças às quais elas se produziram, explicações fornecidas por elas próprias relativamente às condições em que produziam os fenômenos e as posteriores instruções dadas para facilitar a sua realização. 

Os “espíritos-guias” forneceram a Koons, além disso, as instruções necessárias para a construção de uma “máquina espírita”, com o fim de detectar e localizar a aura magnética dos médiuns e assistentes, aura indispensável para a produção das manifestações espíritas. 

Registremos também que os “espíritos-guias” haviam fornecido a Koons uma receita para preparar uma solução fosforescente a ser colocada sobre a “mesa mediúnica” a fim de que as mãos materializadas pudessem mergulhar-se nela, tornando-se assim visíveis em todos os seus movimentos.

Antes de começar as suas novas manifestações objetivas, os “espíritos-guias” tiveram o cuidado de avisar que elas não tinham nenhum valor no ponto de vista da missão espiritual que lhes havia sido confiada, exceto como uma introdução necessária à missão mesma, que elas não estavam destinadas senão a impressionar os homens de maneira a abalar-lhes o cepticismo e a levá-los a refletir sobre os mistérios do ser. 

Ernesto Bozzano - O Espiritismo e as Manifestações Supranormais

Por David Chinaglia e Rodrigo Del Nery

História do Espiritismo

Na Sociedade Espirita Casa Do Caminho seguimos com a História do Espiritismo para centro de estudos e conhecimento.


Conheça Florence Cook. (foto) A Médium Inglesa Florence Cook nascida no dia 3 de junho 1856, e desencarnada na mesma cidade em 1904.

Veio de um lar de uma respeitável classe trabalhadora em Hackney, a leste de Londres.

Com saúde pobre desde a infância, ela tinha capacidades psíquicas, e era capaz de ver espíritos e ouvir as vozes desencarnadas, embora pouca divulgação tenha sido feito disso dentro da família de Cook.

Depois da idade de quatorze anos, Florence começou a entrar em transes na frente da família e logo começou a desenvolver seus próprios peculiares dons psíquicos, inicialmente em sessões informais realizadas na casa da família e na casa de um amigo.

A descoberta da sua Mediunidade se deu em 1870, quando visitava uma amiga. Naquela oportunidade Florence participou de uma “mesa girante”; como resultado a mesa movimentou-se incontrolavelmente; depois a médium levitou em baixa altura; por fim, quando a luz da sala foi diminuída por orientação do Espírito comunicante, ela foi erguida até o teto e “passeou” pela sala, passando por sobre as cadeiras e a mesa.

Para buscar entendimento mais aprofundado se formou o Círculo Hackney, composto pelos pais de Florence, suas duas irmãs e a serviçal que a partir daí, suas experiências foram se aprofundando. Foi neste local que Katie King deu sua primeira comunicação por meio da mediunidade de Florence.

As primeiras materializações do espírito de Katie King começaram a se realizar em 22 de abril de 1872.

O ano de 1874 ficou marcado pelas experimentações realizadas pelo famoso sábio inglês William Crookes com a jovem médium Florence Cook. Sendo que cientista comprovou que a médium Florence Cook tinha produzido verdadeiros fenômenos espíritas sob os mais rigorosos controles de impostos sobre ela.

Em 21 de maio de 1874 ocorreu a despedida de Katie King. Nesta reunião esteve presente a escritora inglesa Florence Marryat (1837-1899) como testemunha. Depois Marryat escreveu dois livros tratando sobre Mediunidade e vida espiritual: “There is No Death” (1891) e “The Spirit World” (1894).

Por essa altura Florence já se havia casado, em 1874, com um cavalheiro chamado Elgie Corner e vivia em Usk, no País de Gales, onde teve vários filhos.

Florence Cook ainda reunir-se-ia algumas vezes, a partir de 1899, em Berlim, para propiciar materializações de outro espírito Mary. Depois, em 1900, apresentou-se na casa de Pierre-Gaetan Leymarie e Marina Leymarie.

Por David Chinaglia e Rodrigo Del Nery

História do Espiritismo


Começamos para todos os espiritas e para os frequentadores e mediuns da Sociedade Espirita Casa Do Caminho, a história do Espiritismo.

A foto meramente ilustrativa traz Divaldo Pereira Franco e Suely Caldas Shulbert, dois atuais membros da doutrina no Brasil, de grande relevancia.

O Início do Espiritismo no Brasil

Entre 1853 e 1854 surgiram no Brasil notícias sobre os fenômenos das "mesas girantes" que ocorriam principalmente nos Estados Unidos da América e na Europa, publicadas no Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, do Diário de Pernambuco, de Recife, e em O Cearense, de Fortaleza. 

Primeiro Centro Espírita do Mundo - Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, fundada em 1º de abril de 1858, por Allan Kardec. 

Primeiro Centro Espírita do Brasil - Grupo Familiar de Espiritismo, instalado em 17 de setembro de 1865, às 30h30m, por Luís Olímpio Teles de Menezes, na cidade de Salvador, na Bahia. 

Em 1866, Luís Olímpio Teles de Menezes publica o opúsculo O Espiritismo – Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, contendo páginas extraídas e traduzidas de O Livro dos Espíritos. Diante dos ataques expressos em Pastoral de D. Manuel Joaquim da Silveira, Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, Luís Olímpio escreve carta aberta em defesa do Espiritismo, em que, conforme consta da obra Espiritismo Básico, de Pedro Franco Barbosa, ele afirma: 

"O Espiritismo tem de passar por provas rudes, e nelas Deus reconhecerá sua coragem, sua firmeza e sua perseverança. Os que se ausentam por um simples temor, ou por uma decepção, assemelham-se a soldados que somente são corajosos em tempo de paz, mas que, ao primeiro tiro, abandonam as armas". 

Luís Olímpio Teles de Menezes foi professor primário, estenógrafo, funcionário da Assembléia Legislativa e Oficial da Biblioteca Pública da Bahia. Falava o inglês, o francês, o castelhano e o latim. Escreveu nos seguintes periódicos: Diário da Bahia, Jornal da Bahia, A Época Literária e publicou o romance Os Dois Rivais. 

Primeiro jornal espírita do Brasil - O Eco do Além Túmulo, publicado em julho de 1869, em Salvador, com o esforço de Luís Olímpio Teles de Menezes. Contava com 56 páginas e chegou a circular até no exterior – Londres, Madri, Nova Iorque, Paris. Aparecem referências ao Eco do Além Túmulo na Revista Espírita, edição de outubro de 1869. 

Primeiro Centro Espírita do Rio de Janeiro - "Sociedade de Estudos Espiríticos – Grupo Confúcio", fundado em 2 de agosto de 1873. Faziam parte dele elementos da alta sociedade da Corte (Capital do Império), entre eles Joaquim Carlos Travassos e Bittencourt Sampaio. O Grupo se extinguiu em 1879. 

Segundo periódico espírita do Brasil - "Revista Espírita, lançada em 10 de janeiro de 1875, pelo Grupo Confúcio, redigida e dirigida por Antônio da Silva Neto. 

Neste ano de 1875 vão aparecendo as traduções para o português das obras de Allan Kardec, feitas por Joaquim Carlos Travassos, com pseudônimo de Fortúnio, e editadas pelo Grupo Confúcio. Ainda neste ano, o tradutor oferece a Bezerra de Menezes um exemplar de O Livro dos Espíritos. 

Em 23 de março de 1876 é fundada, no Rio de Janeiro, a "Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade", da qual participavam Bittencourt Sampaio e Antônio Luís Sayão. Mais tarde, a entidade passou a se denominar "Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade". 

Havia divergências entre os espíritas do Rio de Janeiro, que de acordo com os pontos de vista defendidos se dividem em místicos e cientificistas, o que resultou na criação de várias instituições. 

A data de 28 de agosto de 1881 registra a perseguição oficial ao Espiritismo. Nos periódicos O Cruzeiro e Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, foi anunciada a ordem policial proibindo o fundamento da "Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade e dos Centros filiados. 

Em 6 de setembro de 1881, uma comissão de espíritas é recebida pelo Imperador D. Pedro II, que promete não haver mais perseguições aos espíritas, porém elas continuaram a ocorrer. Em 21 de setembro do mesmo ano, a comissão retorna ao Imperador, que volta a afirmar sua intenção de não permitir perseguições aos espíritas. 

Ainda em 6 de setembro de 1881 é realizado o Primeiro Congresso Espírita do Brasil, com o objetivo de reunir e orientar as instituições espíritas. 

Em 28 de agosto de 1882 é realizada a Primeira Exposição Espírita do Brasil, na sede da Sociedade Acadêmica Espírita Deus, Cristo e Caridade. A data, aliás, recordava o início da perseguição policial ao Espiritismo. 

Em 21 de janeiro de 1883, Augusto Elias da Silva, fotógrafo português radicado no Brasil, publica o Reformador, com seus próprios recursos e cuja direção intelectual fica a cargo do Major Francisco Raimundo Ewerton Quadros. Também neste ano, Augusto Elias da Silva promove encontra fraternal dos espíritas, em virtude das divergências entre os integrantes das instituições espíritas da ocasião: "Grupo dos Humildes", "Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade", "Centro da União Espírita do Brasil" e "Grupo Espírita Fraternidade", situados no Rio de Janeiro. 

Em 2 de janeiro de 1884 é instalada, na Rua da Carioca nº 120 – sobrado – Rio de Janeiro, a Federação Espírita Brasileira, sendo seu primeiro Presidente o Major Ewerton Quadros, anteriormente já citado. 

Em 15 de junho de 1886, Bezerra de Menezes, diante de mais de 1.500 pessoas, no Salão da Guarda Velha (na rua de igual nome, hoje Av. 13 de maio) faz sua profissão de fé espírita. 

Em 1889, Bezerra de Menezes assume a presidência da Federação Espírita Brasileira, em substituição a Ewerton Quadros. Bezerra instituiu o estudo sistematizado de O Livro dos Espíritos em reuniões públicas realizadas no salão da Federação. 

Dada a crise administrativa e financeira que passava a Federação, comprometida ainda pelas divergências dos líderes espíritas, e com a renúncia de Julio César Leal, após sete meses no cargo, Bezerra de Menezes, em 3 de agosto de 1895, aceita assumir novamente a presidência da Federação Espírita Brasileira. 

Em 10 de dezembro de 1911, a Federação Espírita Brasileira se transfere para a Av. Passos, antiga Rua do Sacramento. Em 27 de outubro de 1937, a Federação é fechada pela Polícia e reaberta três dias depois, por ordem do Dr. Macedo Soares, então Ministro da Justiça. 

Em 5 de outubro de 1949, é assinado o Pacto Áureo, na sede da Federação Espírita Brasileira, visando à unificação dos espíritas, fortalecendo os laços de fraternidade. É, então, criado o Conselho Federativo Nacional (CFN), composto dos representantes das entidades adesas à Federação Espírita Brasileira. 

Não se deve perder de vista que tanto no Rio de Janeiro, como na Bahia e em todo o Brasil se desenvolvia e se expandia a prática mediúnica da Umbanda e de outros credos afro-brasileiros.

Por David Chinaglia e Rodrigo Del Nery

História do Espiritismo

Com a colaboração do Rodrigo Del Nery, estou apresentando no meu face e na Sociedade Espirita Casa Do Caminho histórias do Espiritismo, eis alguns nomes que começaram a jornada atual.  Os grandes médiuns do passado, pois sem eles não haveriam a Codificação Espírita ou Revelação dos Espíritos. 

Na verdade, após a Codificação de Kardec apareceram inúmeros pesquisadores dos fatos mediúnicos: Willian Crookes, Charles Richet, Oliver Lodge, Conan Doyle, Gustave Geley, Albert de Rochas, James Hyslop, Paul Gibier, Alfred Russel Wallace, Robert Dale Owen, Alexandre Aksakoff, César de Vesme, Carl du Prel é muitos outros. 

Estes grandes pesquisadores estudavam as faculdades dos médiuns como: Irmãs Fox (Margaret, Kate e Leah), Leonora Piper, Eusápia Paladino, Florence Cook, Daniel Douglas Home, Madame d' Espérance, Madame Salmon, Ana Prado, o médium Slade, Emma Hardinge Britten, Andrew Jackson Davis, Daniel Dunglas Home, Frederica Auffe, dentre os mais citados. 

Não obstante a respeitabilidade destes grandes pesquisadores da alma que comprovaram através de pesquisas incessantes as premissas básicas da Doutrina Espírita como: a imortalidade da alma, reencarnação, a vida ativa do espírito após a morte do corpo físico. A Doutrina Codificada por Allan Kardec estaria transfigurada simplesmente em vasto laboratório de intermináveis experimentos. 

Estes bravos médiuns que sustentaram o estandarte do amor e da luz, consagrados ao bem da humanidade colaboraram através de sua mediunidade no desbravamento e na difusão dos novos conhecimentos sobre o mundo espiritual e como pioneiros da Codificação da Doutrina Espírita, vieram trazer a luz e a revivência dos ensinamentos da Boa Nova do Nazareno da Galiléia. 

Por David Chinaglia e Rodrigo Del Nery

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Jornal O Arauto - ANO XVI – Nº 90 – MAIO/JUNHO – 2012


Reportagens:

As influências espirituais
Pensamentos negativos podem até matar
A visão espírita da depressão

Lendo para você – Sexo e evolução
Chico Xavier – O caso do genro odiado pela sogra
Querido jovem, não deixe para depois o principal
Libertar a consciência 
Adivinha quanto eu te amo?
O que Jesus pensava do divórcio?

Link para baixar ou vizualizar jornal

terça-feira, 1 de maio de 2012

Aborto de Anincefalo unindo as religiões

Este ano foi votado no Supremo Tributal Federal (STF) a legalidade do aborto do anincefalo, este julgamento trouxe à tona novamente temas importantes com os quais precisamos nos preocupar. Vimos várias religiões se unindo para defender a vida, esta iniciativa poderá ser a mais importante que vi nos últimos anos. 

Precisamos nos unir para defender conceitos importantes como a família, o casamento, a paz, o direito a vida entre muitos outros. Mas sem o puritanismo que existia no passado que foi o motivo da queda dos conceitos importantes que a sociedade necessita, pois causou preconceitos e perseguições.

A religião é importante para a vida das pessoas, para a sociedade, mas hoje existe uma disputa entre elas para recrutar seguidores, arrecadar dinheiro, ganhar prestígio, criticam uma a outra. Perderam espaço, os jovens acham que é besteira, as famílias perderam o costume de ir as igrejas.

Vamos nos unir para trabalharmos juntos para restaurarmos os conceitos de família, casamento, diginidade, ajudar aos pobres, ajudar a todos. Só desta maneira poderemos mudar a sociedade e realmente promover o final do sofrimento.

Jesus não criou uma religião ou outra, Jesus não falou siga uma religião que ela te salvará, mas falou ame o seu próximo, falou perdoe quem te ofende, falou ame ao meu pai. Todas as religiões ensinam isto, mas não o fazem, ficam de picuinha por causa de suas diferenças.

Quem sabe a grande mudança em 2012 que os filosofos não peviram foi a união das religiões para trabalharem juntas para o bem da humanidade, para o bem de todos. Para isto temos que nos unir espíritas, católicos, protestantes, budistas e muitas outras que existem.

Pensem nisto....



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CONHEÇA KARDEC

HYPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL ERA SEU NOME e nasceu a 3 de outubro de 1804, na cidade de Lion, na França. De antiga família lionesa, católica, cujos antepassados se distinguiram na advocacia, na magistratura e no trato dos problemas educacionais. Por volta dos 11 anos, seus pais o encaminharam para estudar em Yverdum, na Suiça, no Instituto de Educação do célebre pedagogo Pestalozzi. Acredita-se que tenha estudado nesse Instituto até 1822, quando voltou à França, estabelecendo-se em Paris como professor.

DE 1824 A 1848, ALÉM DE LECIONAR, O PROFESSOR RIVAIL ESCREVEU INÚMERAS E IMPORTANTES OBRAS pedagógicas sobre aritmética, gramática francesa, tratados sobre educação pública, tendo um deles sido premiado pela Academia Real das Ciências de Arras. Em meados de 1825 fundou e dirigiu uma Escola de Primeiro Grau que funcionou até 1834, quando teve que ser fechada por dificuldades financeiras, causadas por um tio do professor Rivail.

PASSOU ENTÃO ALGUNS ANOS TRABALHANDO COMO CONTADOR, elaborando novos livros, traduzindo obras literárias (conhecia alemão, inglês, grego, latim e outros idiomas) preparando cursos gratuitos de química, física, astronomia, anatomia, em sua própria casa para alunos carentes. Educador emérito, caráter ilibado, exemplificava fraternidade e amor aos semelhantes. Foi homem de grande projeção na França, como em outros países da Europa, sendo membro de várias sociedades, tendo recebido muitos títulos e honras.

EM 6 DE FEVEREIRO DE 1832 CASOU-SE com a professora Amelie-Gabriele Boudet, que lhe foi companheira dedicada e valiosa colaboradora, conhecida pelo apelido de Gabi. O casal não teve filhos.

COMO SE TORNOU ESPÍRITA – Reunindo-se em torno de mesas de três pés, pessoas faziam perguntas que eram respondidas através de pancadas. Essa prática era moda na Europa, principalmente na cidade Paris, onde morava o professor Rivail.

HOMEM DE CULTURA GERAL, Rivail já se interessava pelos estudos do magnetismo animal, mas foi somente a partir de 1855 que começou a ter contato com os fenômenos das “mesas girantes” e comunicações de além-túmulo. Convidado a presenciar esses fenômenos, a princípio não se interessou, pensando que era apenas uma diversão social. Pela insistência dos amigos continuou a observá-los e constatou que eram verdadeiros e devidos a uma causa inteligente.

O PROFESSOR RIVAIL FAZIA PERGUNTAS MENTALMENTE E AS RESPOSTAS VINHAM CERTAS. Pesquisando mais profundamente, verificou que as comunicações não eram iguais em conhecimento, moralidade, mas que eram importantes, como viajantes que relatam o que viram, o que sentiram em lugares por onde passaram. Prosseguindo nas pesquisas, observou fenômenos mediúnicos em todos os aspectos, revisou 50 cadernos de escritos mediúnicos, formulando perguntas aos espíritos.

SERVIU-SE DE MAIS DE DEZ MÉDIUNS, principalmente das jovens Caroline e Julie Baudin. Deduzindo as conseqüências dos fenômenos, aplicando o espírito crítico e o raciocínio filosófico nos estudos e pesquisas, formou sua convicção sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e a regeneração da Humanidade, constituindo assim a Doutrina dos Espíritos, a qual deu o nome de Espiritismo.

KARDEC, O CODIFICADOR – Como o professor Rivail diz, sua parte na obra de revelar a Doutrina Espírita, foi a de haver coletado, coordenado e divulgado os ensinos. E por organizar os ensinos revelados pelos Espíritos formando uma coleção de leis (um código) é que Allan Kardec foi chamado de O Codificador.

SUAS OBRAS – O Livro dos Espíritos (1857) O Livro dos Médiuns (1861) O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864) O Céu e o Inferno (1865) A Gênese (1868) Em 1 de janeiro de 1858, fundou a Revista Espírita, 12 volumes até 1869. Em 1890, seu editor publicou uma coletânea de pensamentos de Allan Kardec, com o nome de Obras Póstumas.

O NOME ALLAN KARDEC – Para a publicação das obras espíritas, objetivando distingui-las das de sua autoria como professor Rivail, adotou o nome de Allan Kardec, nome esse revelado por um Espírito, que fora o seu nome em uma reencarnação passada, quando foi um sacerdote druida, na antiga Gália (hoje França).

DESENCARNAÇÃO – Em 31 de março de 1969, em Paris, pelo rompimento de um aneurisma, em pleno labor de estudos e organização de novas tarefas espíritas e assistenciais, desencarnou o professor Rivail em sua residência.

Agradecemos à Kardec, o trabalho e dedicação de sua vida na Codificação da Doutrina Espírita, a fim de que pudéssemos entender melhor as leis divinas e descerrar o véu que nos ocultava a visão, sabendo que somos seres inteligentes da Criação, espíritos imortais, tendo um PAI, DEUS, de amor, bondade, justiça, que permite aos seus filhos, tantas reencarnações quantas forem necessárias para a nossa perfeição moral. ( zildea@ig.com.br)

Fonte:http://www.usepiracicaba.com.br/Conteudo/Paginas/VisDetalhes.aspx?ch_top=9&ch_use=1475

DA LEI DO PROGRESSO

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - CAPÍTULO VI - Obra codificada por Allan Kardec 


Estado da natureza 

Não são coisas idênticas o estado de natureza e a lei natural, o estado de natureza é o estado primitivo. A civilização é incompatível com o estado de natureza, ao passo que a lei natural contribui para o progresso da Humanidade. (776) 

O estado de natureza é a infância da Humanidade e o ponto de partida do seu desenvolvimento intelectual e moral. Sendo perfectível e trazendo em si o gérmen do seu aperfeiçoamento, o homem não foi destinado a viver perpetuamente no estado de natureza, como não o foi a viver eternamente na infância. Aquele estado é transitório para o homem, que dele sai por virtude do progresso e da civilização. A lei natural, ao contrário, rege a Humanidade inteira e o homem se melhora à medida que melhor a compreende e pratica. 

O homem, no estado de natureza tem menos necessidades, se acha isento das tribulações que para si mesmo cria do que num estado de maior adiantamento. É a felicidade do bruto. É ser feliz à maneira dos animais. As crianças também são mais felizes do que os homens feitos. (777) 

O homem não pode retrogradar para o estado de natureza, o homem tem que progredir incessantemente e não pode volver ao estado de infância. Desde que progride, é porque Deus assim o quer. Pensar que possa retrogradar à sua primitiva condição fora negar a lei do progresso. (778) 

Marcha do progresso 

O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contacto social. (779) 

O progresso moral decorre do progresso intelectual, mas nem sempre o segue imediatamente. O progresso intelectual pode engendrar o progresso moral fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos. Muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos. Contudo, o progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se. (192-365-751-780) 

O homem não tem o poder de paralisar a marcha do progresso, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la. Os que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde são pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter. (781) 

Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco. 

Os homens que de boa-fé obstam ao progresso, acreditando favorecê-lo, porque, do ponto de vista em que se colocam, o vêem onde ele não existe, assemelham-se a pequeninas pedras que, colocadas debaixo da roda de uma grande viatura, não a impedem de avançar. (782) 

Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto deveria, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma. (783) 

O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se instrui pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas idéias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações. 

Nessas comoções, o homem quase nunca percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente. 

Se engana quem vê a perversidade do homem predominar neste mundo e diz que, pelo menos do ponto de vista moral, ele, em vez de avançar, caminha aos recuos, mas se observar bem o conjunto, verá que o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia a dia reprimindo os abusos. Faz-se mister que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas. (784) 

O maior obstáculo ao progresso é o orgulho e o egoísmo. Fazendo referência ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre. À primeira vista, parece mesmo que o progresso intelectual reduplica a atividade daqueles vícios, desenvolvendo a ambição e o gosto das riquezas, que, a seu turno, incitam o homem a empreender pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. Assim é que tudo se prende, no mundo moral, como no mundo físico, e que do próprio mal pode nascer o bem. Curta, porém, é a duração desse estado de coisas, que mudará à proporção que o homem compreender melhor que, além da que o gozo dos bens terrenos proporciona, uma felicidade existe maior e infinitamente mais duradoura. (785) (Vide: Egoísmo, cap. XII.) 

Há duas espécies de progresso, que uma a outra se prestam mútuo apoio, mas que, no entanto, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral. Entre os povos civilizados, o primeiro tem recebido, no correr deste século, todos os incentivos. Por isso mesmo atingiu um grau a que ainda não chegara antes da época atual. Muito falta para que o segundo se ache no mesmo nível. Entretanto, comparando-se os costumes sociais de hoje com os de alguns séculos atrás, só um cego negaria o progresso realizado. Ora, sendo assim, por que haveria essa marcha ascendente de parar, com relação, de preferência, ao moral, do que com relação ao intelectual? Por que será impossível que entre o dezenove e o vigésimo quarto século haja, a esse respeito, tanta diferença quanta entre o décimo quarto século e o século dezenove? Duvidar fora pretender que a Humanidade está no apogeu da perfeição, o que seria absurdo, ou que ela não é perfectível moralmente, o que a experiência desmente. 

BIBLIOGRÁFIA: 
Jesús, Mateus, XXV,14-30 
O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Livro III, cap. VIII – Obra codificada por Allan Kardec 
e textos diversos do Espírito Emmanuel e outros livros do movimento espírita. 

««««««««««««»»»»»»»»»»»»» 

João Cabral 
Presidente da ADE-SERGIPE 
Aracaju-Sergipe-Brasil 
Website: www.ade-sergipe.com.br 
E-mail: jomcabral@brabec.com.br 
Em: 10.09.2006 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Selo 150 anos de O Livro dos Médiuns

Selo alusivo aos 150 anos de "O Livro dos Médiuns" que será utilizando
na capa de "Reformador" ao longo do ano de 2011.



Fonte:www,febnet.org.br
Data:16/12/2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Programa Transição nº 72 - O Projeto Imagem com Américo Sucena (1/3)

Doutrina Espírita ou Espiritismo

O que é

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

"O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal." - Allan Kardec (O que é o Espiritismo - Preâmbulo)

"O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança." - Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo - cap. VI - 4)

O que revela

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.

Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.


Sua abrangência

Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.


Seus ensinos fundamentais

  • Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
  • O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
  • Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
  • No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
  • Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
  • O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
  • Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
  • Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
  • Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
  • Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
  • Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.
  • Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
  • As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
  • Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
  • A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
  • O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
  • A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
  • A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
  • A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

Fonte: USE - São Paulo

terça-feira, 10 de março de 2009

Obras Básicas do Espíritismo

Obras básicas da Doutrina Espírita

* O Livro dos Espíritos - sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade - segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns - recebidos e coordenados por ALLAN KARDEC.

* O Livro dos Médiuns - Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

* O Evangelho segundo o Espiritismo - A explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.

* A Gênese - Os milagres e as predições segundo o Espiritismo.

* O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte.

Fonte: Federação Espírita Brasileira (FEB) http://www.febnet.org.br/html/bibliote/feb1.html (maio 2005)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Iniciação ao Conhecimento da Doutrina Espírita

Allan Kardec Apresentação

Mesmo entre as pessoas que se dizem espíritas, poucas conhecem realmente o Espíritismo. A grande parte prefere ouvir de outros, a ler as informações em fontes seguras. E, em se tratando de Doutrina Espírita, a fonte reconhecidamente segura são as obras de Kardec.

Talves para muitos, a leitura de Kardec,logo de início ofereça dificuldade, razão pela qual elaboramos este livreto auxiliar para aqueles que estiverem decididos a estudar o Espiritismo. No entanto, as orientações aqui contidas NÃO DISPENSAM LEITURA E O ESTUDO DAS OBRAS BÁSICAS DE ALLAN KARDEC, e se o leitor quiser realmente conhecer a Doutrina, terá que lê-las.

Por que conhecer o espiritismo ?

A maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupa com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acha que questões como "a existência de Deus" e a "imortalidade da alma" são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem e em suas vidas, estas pessoas nem se lembram de Deus e, quando lembram, é apenas para fazer uma oração, ir à igreja, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todos têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra. A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo, será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção daquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus, e da continuidade da vida após a morte. Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, uma queda financeira desastrosa, a perda de um ente querido, uma doença incurável - fatos que acontecem na vida de todo mundo -não encontram em si mesmas a fé necessária, me a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, envariavelmente, no desespero.
O conhecimento espírita abre-no uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, aproximando-nos de Deus.

De que trata o espiritismo ?

O Espiritismo responde as questões fundamentais de nossa vida, como estas:

- Quem é você ?
- Antes de nascer, o que você era ?
- Depois de morto, o que você serã ?
- Por que voçê, está neste mundo ?
- Por que umas pessoas sobrem mais que outras ?
- Por que alguns nascem ricos e outros pobres ?
- Por que alguns cegos, aleijados, débeis mentais, etc., enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis

O que é o Espiritismo ?

Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos superiores através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec em 1875. Surgiu, poism na França, há mais de um século.

O Espiritismo é ciência
Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda à luz da razão e dentro de critério científicos,os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no Espiritismo: todos fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. São,portanto, de ordem natural.
O Espiritismo é filosofia.

O Espiritismo é uma filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como "de onde você veio, o que faz no mundo, para onde vai, após a morte". Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo , é uma filosofia.